quinta-feira, 22 de outubro de 2020

A salada grega!

      O Mediterrâneo e sua culinária fresca e aromática servem de inspiração a receita desta semana!

A gastronomia mediterrânea com sua proposta saudável, colorida, saborosa, aromática e criativa enche os olhos e fazem a boca salivar! Neste cesto encaixamos a cozinha grega com seu azeite de oliva e temperos frescos com quase nada de fritura e pratos gordurosos. O azeite é um dos ingredientes mais marcantes. Esta cultura alimentar grega já data de 5 mil anos e foi influenciada pela Itália, Turquia e Arábia. Além de muito azeite de oliva, é rica em peixes e frutos do mar, como marisco, polvo e lula, queijo feta, mel, iogurte e carnes de cordeiro, suína, cabras, ovelhas, cabritos, frango e coelhos, somente animais pequenos, porque a região não tem grandes espaços para criação de gado, sendo as carnes de boi raras. E as suas saladas são espetaculares, como esta de hoje, a Salada Grega!


Ingredientes:
 
1 pepino fatiado
16 tomatinhos cereja cortados ao meio
1 pimentão verde cortado em, pedaços de cerca 3 cm
1 cebola roxa cortada ao meio e fatiada
16 azeitonas pretas
150g de queijo feta
Hortelã fresco
 
Molho grego para temperar a salada:


4 colheres de sopa de azeite de oliva
2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
1 colher de chá de mostarda tipo Dijon
1 dente de alho amassado
Orégano
Sal e pimenta preta moída na hora
 

Preparo:
 
Misturar bem os ingredientes do molho e levar a geladeira por 30 minutos. Juntar os ingredientes da salada numa vasilha e temperar com o molho. Salpicar com as folhas de hortelã e servir. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Brazil Wine Challenge 2020 é a maior da história do concurso


Maior da história porque reuniu 774 amostras (382 vinhos tintos, 218 espumantes, 158 vinhos brancos e rosés e 16 destilados e espirituosos) de 16 países, 27% mais que a edição anterior. Melhor porque devido à qualidade superior conferiu 237 Medalhas, sendo 21 Gran Ouro, ou seja, 21 rótulos que alcançaram 93 pontos ou mais. O 10º Brazil Wine Challenge, realizado pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), de 13 a 15 de outubro, em Bento Gonçalves (RS), encerra mostrando ao mercado consumidor que, mesmo com o aumento do grau de rigidez do concurso, a qualidade dos vinhos e espumantes elaborados no mundo todo vem crescendo consideravelmente. Este é o único concurso realizado no Brasil com a chancela oficial da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos.



“Quem ganha é o consumidor que a cada safra tem o privilégio de poder degustar vinhos e espumantes excelentes, de diferentes procedências”, destaca o presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador. Entre os destaques, o Brasil lidera o número de Gran Ouro com 11 Medalhas – sete espumantes, três vinhos finos e um licoroso -, seguido pelo Chile com quatro, Portugal com três e Alemanha, Espanha e Uruguai com um Gran Ouro cada. Dos 237 prêmios, 135 foram para produtos brasileiros (57% do total de premiados), uma realidade comum nos concursos internacionais, por conta do país sede do evento sempre ter o maior número de amostras inscritas. Não houve Medalha de Prata pois os 30% melhor pontuados somaram nota equivalente a Ouro (89 a 92,9) ou Gran Ouro (acima de 93). “Mesmo aumentando o grau de rigidez, elevando as notas em relação a edição anterior, o nível foi elevado. Isso é resultado de melhorias na vitivinicultura, da profissionalização do setor no mundo todo”, afirma Salvador.


Seis júris deram a volta ao mundo pelos vinhos em 13 horas de degustações às cegas. De taça em taça, cada mesa degustou em média, por dia, 43 amostras. Sempre que uma amostra alcançava nota para um Gran Ouro o silêncio dava lugar às palmas do júri, um momento de celebração e alegria pela qualidade evidenciada na taça que foi compartilhado com todos.


PREMIAÇÕES - 21 Medalhas Gran Ouro e 216 Medalhas de Ouro

Espumantes – 68 – 28,7% das premiações

Vinhos tintos – 121 – 51,1%

Vinhos brancos e rosés – 39 – 16,4%

Outros – 9 – 3,8%

 

Países premiados:

 

África do Sul – 2 Ouro

Alemanha – 1 Gran Ouro e 1 Ouro

Argentina – 4 Ouro

Austrália – 1 Ouro

Bolívia – 3 Ouro

Brasil – 11 Gran Ouro e 124 Ouro

Chile – 4 Gran Ouro e 22 Ouro

Espanha – 1 Gran Ouro e 6 Ouro

França – 1 Ouro

Itália – 4 Ouro

Portugal – 3 Gran Ouro e 30 Ouro

Uruguai – 1 Gran Ouro e 18 Ouro

 

PAÍSES REPRESENTADOS POR AMOSTRAS (16) – África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bolívia, Brasil, Bulgária, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Marrocos, Portugal e Uruguai

*fotos de Jeferson Soldi 

 

Piattelli Capricci Torrontés 2019


Um dos vinhos brancos que mais me agradam é o elaborado com a uva Torrontés. Esta casta tem na Argentina, no Vale do Cafayate em Salta, um berço esplêndido para o desenvolvimento de sua plena tipicidade.  É tida como uma descencente da Malvasia italiana. Apresenta insinuantes aromas florais, acidez e refrescância em boca. Torrontés é a única cepa considerada nativa da Argentina e praticamente todos os vinhos produzidos no mundo são desse país, com pequena representatividade no Chile, no Peru, no Uruguai, na Califórnia e na Nova Zelândia. Estima-se que tenha surgido entre o final do século 18 e o início do século 19, tendo sido batizada com esse nome em meados do século 19. A palavra Torrontés vem de enxurrada atribuido a sua “chuva de surpreendentes aromas”. 

O Piattelli Capricci Torrontés 2019 vem lá de Cafayate e expressa o que esta uva fornece a quem bebe seu vinho: coloração palha clara claro e reflexos esverdeados muito límpida, tradicionais aromas florais (flor de laranjeira, gerânio e jasmim), também frutas brancas frescas (carambola, pêssego, maçã, abacaxi) e boca expressiva, fresco, cítrico e vibrante, repetindo os aromas, com ótima acidez e final.

Este vinho combina muito bem na harmonização com alimentos picantes e condimentados como frutos do mar à provençal, lulas à dore, camarão empanado com pimenta, salmão e outros peixes de sabor marcante,  risoto com ervas finas e queijos leves.

Possui 14,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 8 a 10oC.

Você encontra os vinhos Torrontés na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665, tele entrega pelo (51) 98416.6407 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

O medalhão de filé ao molho de gorgonzola!

 Que prazer dá saborear um belo prato de filé mignon ainda mais com molho de queijo azul!

O principal segredo no preparo do filé mignom – seja qual for este preparo – está no ponto da carne, Esta dica pode levar o cozinheiro do céu ao inferno transformando uma carne nobre em comum se ficar muito passada. Este corte é magro e tenro e combina maravilhosamente bem com molhos encorpados e na parceria de batatas, risotos e legumes. A receita de hoje foi elaborada pelo meticuloso chef Mauro Souza, que já foi responsável pelas panelas do restaurante do Hotel Sheraton em Porto Alegre e outros tantos. O sabor marcante do queijo gorgonzola acompanha muito bem a suculência do filé, servido ao ponto e com leve tempero de pimenta, sal e alho. Acompanhe o Medalhão de Filé ao Molho de Gorgonzola com Risoto de Tomates Secos e Rúcula!

 


Ingredientes:
(porção individual)
 
100 ml de vinho branco
10 g de cebola
200 g de filé mignon (para dois medalhões)
100 g de arroz arbóreo
100 g de tomate seco
10 und. de folhas de rúcula
5 g de açafrão
50 g de queijo parmesão ralado
Sal, pimenta e alho à gosto
 
Para o Molho:
 
100 g de queijo gorgonzola
50 g de creme de leite 
Caldo de carne a gosto

Preparo:

Tempere os medalhões de filé com sal e pimenta e um pouco de alho e então grelhe-os e reserve. Faça um pouco de caldo de frango e reserve. Coloque o alho e a cebola para dourar com um pouco de óleo. Em seguida refogue o arroz arbóreo e vá acrescentando o vinho branco alternando com o caldo de frango. Quando o arroz estiver quase no ponto coloque o açafrão e o tomate seco. Deixe para colocar a rúcula por último. Para o molho, rale o queijo gorgonzola e acrescente o creme de leite junto com um pouco de caldo de carne. Tempere com sal e pimenta. Para a montagem do prato, coloque o risoto no meio do prato e os medalhões de filé em cima do risoto. O molho vai sobre os medalhões. Decore a gosto!

 

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Pizzato Alicante Bouschet Reserva 2018 - a elegância brasileira nesta casta francesa!

 

A uva Alicante Bouschet tem origem francesa na segunda metade do século XIX e foi desenvolvida a partir da mistura das uvas Petit Bouschet e Grenache mas foi na Espanha e em Portugal onde ganhou notoriedade e mercado. A Alicante Bouschet produz vinhos tintos escuros e profundos, frescos, com notas que remetem a especiarias, como canela e pimenta. Também é cultivada na Califórnia (EUA); no leste europeu; Austrália e inclusive no Brasil. E é da Serra Gaúcha, de Bento Gonçalves, que vêm o vinho comentado da semana: o Pizzato Alicante Bouschet Reserva 2018, único varietal comercial elaborado com esta casta.   

Este vinho logo chama atenção ao ser aberto e levado a taça, sua cor é rubi violáceo escuro e turvo (a Alicante Bouschet é uma das poucas uvas tintas em que a polpa também é escura). Os aromas trazem um palheta olfativa recheada de frutas negras (amoras em destaque) e fruta vermelha silvestre, herbáceo (funcho e eucalipto), floral (hibiscos), pimenta e toque terroso além de defumado. Após cerca de uma hora no decanter os aromas afinam com a aeração. Mas o melhor deste vinho está no paladar! Em boca é potente, carnudo, frutado, seco e salivante, possui taninos de personalidade, estruturado e complexo. Acidez destacada que pede comida e amplo final.

Amadurecimento em barris de carvalho francês de primeiro e segundo por 10 meses.

A harmonização ideal é com carnes vermelhas com gordura, carnes de caça e de cordeiro, mocotó, vaca atolada, galinhada e queijos de cura pois os seus taninos contrastam com a gordura dos pratos.

Possui 13,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 18oC.

Você encontra os vinhos da Pizzato na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665, tele entrega pelo (51) 98416.6407 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Sagatiba lança a primeira cápsula de caipirinha do mundo em parceria com a B. blend

O tradicional drink de sabor limão entra com exclusividade no portfólio da B.blend


A B.blend, primeira plataforma de bebidas em cápsulas all.in.one do mundo lançou, na semana passada, mais um sabor de drink alcoólico em parceria com a cachaça Sagatiba, ganhadora de mais de 10 prêmios nacionais e internacionais. Juntas, as marcas desenvolveram a primeira versão em cápsula do drink favorito do brasileiro: a caipirinha de limão. Refrescante e leve, a novidade estará disponível exclusivamente no portfólio da B.blend, joint-venture formada pela Whirlpool e Ambev.

A bebida, perfeita para acompanhar a tradicional feijoada, agora pode ser feita em qualquer lugar, de forma prática e inovadora. Basta inserir a cápsula na máquina da B.blend e apertar o "play". Por meio de um código, a tecnologia permitirá a identificação automática da receita. Em segundos, a mistura é preparada e cai no copo do consumidor na temperatura ideal. É a brasileiríssima caipirinha disponível ao toque de um botão!

O CEO da B.blend, Eduardo Salles acredita que a parceria com a Sagatiba é muito importante para reforçar o mercado de cápsulas de bebidas alcóolicas. "A cápsula de caipirinha é um lançamento inédito no mercado mundial, pela primeira vez, uma marca irá encapsular este drink tradicionalmente brasileiro. Com a cachaça Sagatiba como parceira, o sabor procura seguir o de uma caipirinha e deve agradar seus consumidores. Este lançamento amplia ainda mais nosso portfólio de drinks alcoólicos e reforça nossa aposta no segmento, trazendo sempre sabores do paladar dos nossos consumidores" afirma o executivo.

Daniela Paula, diretora de marketing do Campari Group Brasil, concorda: "Estamos muito felizes com essa parceria. Ser a primeira caipirinha encapsulada reflete o pioneirismo de Sagatiba e reforça sua missão de revolucionar a categoria com sofisticação e qualidade".

O lançamento amplia a linha de bebidas disponíveis na máquina B.blend, que já soma mais de 30 sabores, entre eles o Guaraná Antarctica, Pepsi, Sukita e Soda; sucos 100% naturais; água de coco, néctares e chás gelados como Feel Good. Entre os drinks alcoólicos estão Gin & Tonic, Orange Spritz, Skol Beats Senses e Moscow Mule. Além disso, o portfólio conta, ainda, com energy drinks como Fusion e Fusion Zero; chocolate quente e gelado, além do Cappuccino Suplicy.

ONDE ENCONTRAR:

Loja On-line: http://www.bblend.com.br/

Compras via WhatsApp: (11) 93343-0190

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

O yakisoba!

 

Nascido na China e popularizado no Japão, a mistura de legumes e macarrão é uma delícia!

O yakisoba é um prato saboroso e divertido de preparar. E uma ótima maneira de fazer aquelas crianças mais teimosas comerem legumes. A palavra yakisoba vem de “yaki” (assar) e “soba” (macarrão) significando literalmente é “macarrão frito”. A origem deste prato remonta entre os séculos XVII e XIX na China. Mas foi somente no século XX, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, que o prato chamado chao men ganhou uma nova versão e se popularizou no Japão. Na época, por ser um alimento prático e barato, ele era capaz de satisfazer a fome do povo quando era necessário fazer o racionamento de alimentos (misturava-se bastante repolho picado ao macarrão chinês, cozido no vapor e depois era temperado com um molho de soja). E é esta receita que estampamos hoje na receita da semana, o delicioso yakisoba!



Ingredientes:

(para 4 pessoas)

  •  
  • 500 g de macarrão para yakisoba cozido "al dente"
  • 2 colheres de chá de óleo
  • 300 g de carne bovina macia cortada em iscas
  • 1 pimentão vermelho pequeno cortado em quadrados pequenos
  • 1 cenoura pequena cortada em palitos finos
  • 4 folhas de repolho cortado em quadrados
  • 1 brócolis cortado em ramos menores
  • 5 ervilhas-tortas cortadas em partes iguais
  • 4 colheres de sopa de shoyu
  • Meia xícara de chá de água
  • 1 colher de sopa de amido de milho
  • Pimenta a gosto

 

Preparo:

Em uma panela grande, coloque o óleo e leve ao fogo alto para aquecer. Junte a carne e frite até dourar. Acrescente o pimentão e a cenoura, e refogue por 2 minutos. Adicione o repolho, os brócolis, a ervilha-torta, o shoyu e 2 colheres de sopa da água, e deixe cozinhar em fogo médio, com a panela semitampada até o repolho murchar. A parte cozinhe o macarrão. Junte o amido de milho já dissolvido na água restante e cozinhe por cerca de 3 minutos. Retire do fogo, junte o macarrão, mexa bem e sirva em seguida.

 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

I Monili Primitivo Del Tarantino IGT 2018 - uma uva croata que se naturalizou italiana!

 

Afirma-se que a uva italiana Primitivo foi a desbravadora do Novo Mundo vitivinícola levada pelas mãos dos colonizadores italianos no século XVIII para vários países e principalmente aos EUA, onde é conhecida pelo nome de Zinfandel e carrega a mesma carga genética de sua mana italiana. É uma uva precoce e, por isso, costuma da vinhos com bastante açúcar residual, o que significa um potencial de produzir vinhos com alto teor alcoólico. A uva Primitivo nasceu na Croácia (onde até hoje é chamada de Tribidrag) e segundo relatos históricos, tal vinho foi comercializado pela primeira vez em Veneza no século XIV. E a uva Primitivo tem várias subtipos: Salento, Mandúria, Puglia, Tarantino entre outras. E a dica da semana trata de um tinto italiano Tarantino, o I Monili Primitivo Del Tarantino IGT 2018, da região de Puglia, elaborado com 90% Primitivo (Tribidrag) e 10% Montepulciano.

Possui cor rubi púrpura brilhante e carrega aromas de frutas pretas maduras com amora em destaque, baga de uvas macerada, também balsâmico, café, mineral, salgado e toque terroso.  A boca é frutada, seca e levemente amarga, com taninos cômodos, acidez presente e integrada e amplo final.  

Não passa em barrica de carvalho, amadurece em tanques de aço inox.

Faz para gastronômico com pratos com molhos picantes e também ragú de cordeiro, pizza de calabresa, azeitonas, queijos amarelos (tipo caciocavallo), e claro carne vermelha na brasa.

Possui 13% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 14 a 16oC.

Você encontra vinhos italianos na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665, tele entrega pelo (51) 98416.6407 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

O El Matador!

 

Um largo corte de chorizo ao ponto preparado na brasa e coberto com queijo provolone estampa a edição de hoje!

E é lá da extrema fronteira oeste do Rio Grande do Sul de onde vêm a receita de hoje! Uruguaiana e seu povo franco e receptivo além de oferecer um belíssimo por do sol refletido na ponte que separa o Brasil da Argentina possui um bom leque de opções gastronômicas que se espalham pela plana cidade e suas ruas largas. O restaurante De La Deni é uma destas saborosas opções, encravado num casario antigo e com decoração minimalista. O barato é sentar-se a céu aberto e assistir aos preparos na parrilla e curtir o ótimo atendimento que a casa oferece. E é desta parrilla que sai o prato da receita de hoje, o El Matador, um suculento e substancioso corte de chorizo - o nosso contra-filé – coberto com queijo provolone e para completar um ovo de gema mole por cima! Gosto da companhia de uma espinaca a este prato, um preparado de ovos e espinafre feito na frigideira de ferro e também no calor da brasa.  Confira a seguir a receita do El Matador!



Ingredientes:
(Para 4 pessoas)
 
1kg de chorizo (contra filé) cortado em 4 fatias iguais
200g de queijo provolone
4 ovos
Chimichurri
Sal e pimenta a gosto

Preparo:

Temperar os cortes de carne com sal e pimenta. Levar a uma grelha na churrasqueira por cerca de 10 minutos cada lado (para ficar ao ponto). Faltando uns 3 minutos colocar o queijo provolone sobre cada fatia de chorizo e cobrir com uma vasilha metálica para facilitar o derretimento do queijo. Em separado fritar os ovos deixando a gema mole. Retirar o chorizo, salpicar com o chimichurri e adicionar um ovo sobre cada pedaço. Servir.





quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Carlota Joaquina - vinho português ara brindar a Megera de Queluz

 

O vinho é pura história e como tanto se confunde com ela, seja no enredo ou na alegoria! E o vinho comentado desta semana é um bom exemplo pois leva o nome de uma das mais contestadas figuras históricas do Brasil e Portugal, Carlota Joaquina, a espanhola que foi princesa do Brasil e rainha lusa. Contam os relatos históricos que Carlota Joaquina além de ser uma rainha ninfomaníaca detestada pela corte portuguesa pela sua volúpia e temperamento também era odiada pelo povo daqui e de lá, a mulher que ficaria conhecida como A Megera de Queluz, chegava a consumir vários litros por dia de uma bebida semelhante a caipirinha (levava cachaça, limão ou lima e açúcar) além de muito vinho. 

E é em além mar que o tinto português Carlota Joaquina é elaborado a partir de Castelão, Aragonez e Trincadeira cultivadas nas regiões do Douro, Alentejo e arredores de Lisboa. Mas diferentemente do perfil da espevitada regente este blend é fresco, jovem e frutado. Sua rica coloração rubi puxa as frutas vermelhas maduras da Castelão, com o equilíbrio, estrutura e taninos suaves da Aragonez além do suplemento de fruta e cor da Trincadeira. 

Em resumo um vinho fácil de beber, saboroso e fácil na harmonização com carnes na brasa, carnes na panela e massas com molhos escuros.

Possui 12,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 15 a 17oC.

Você encontra vinhos portugueses na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665, tele entrega pelo (51) 98416.6407 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Yayoi Kusama ilustra Champagne Veuve Clicquot La Grande Dame


Para celebrar o novo vintage da Maison Veuve Clicquot, o champagne La Grande Dame 2012, a marca francesa uniu-se à icônica artista japonesa Yayoi Kusama. Uma criação única, alegre e colorida, feita especialmente para a Clicquot. Conhecida pelo mundo todo por suas bolinhas infinitas, método conhecido como "Polka Dots", Yayoi Kusama ilustra a caixa e a garrafa de La Grande Dame. A flor opulenta, criação original da artista, simboliza a vida, o amor e a paz. As bolinhas, sua marca registrada, são retrabalhadas como pequenas bolhas de champanhe.

La Grande Dame 2012: a glória da Pinot Noir



Madame Clicquot acreditava que a casta Pinot Noir tinha a mais ampla gama de expressão e potencial para criar o melhor champanhe: "Nossas uvas pretas fornecem os melhores vinhos brancos." La Grande Dame é uma vitrine da excelência da Maison, é uma homenagem à Madame Clicquot e aos espíritos criativos e elegantes que seguiram os seus passos. Expressa perfeitamente seu amor pelo Pinot Noir, que desde a safra de 2008 representou mais de 90% do blend. O champanhe é vintage, isto é, conta com uvas exclusivas de uma única safra.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Amanhã inicia a venda do Kit de degustação da Avaliação Nacional de Vinhos

 

Todo mundo poderá assistir a transmissão ao vivo da Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2020 pelo Facebook, Instagram e Youtube da Associação Brasileira de Enologia (ABE), no dia 7 de novembro, a partir das 17h, direto do SPA do Vinho, no Vale dos Vinhedos, única região do Brasil com Denominação de Origem de vinhos. Agora, quem quiser também receber em casa o kit com as 16 amostras representativas da Safra 2020, degustando e acompanhando o evento no aconchego do lar deverá ficar atento e adquirir o kit pelo www.enologia.org.br a partir das 8h30min do dia 23 de setembro, próxima quarta-feira. Serão oferecidos 700 kits, cada um podendo ser degustado por até três pessoas. O valor para associado é R$ 450 e não associado R$ 580.


Cada kit conterá 16 garrafas baby (187 ml), o que permitirá que a amostra seja degustada por duas ou até três pessoas. O conjunto inclui, ainda, duas taças personalizadas de cristal para vinho, além das Fichas de Degustação e da Revista Brasileira de Viticultura e Enologia. O envio será feito pela ABE por transporte privado. Todo material será embalado numa caixa personalizada de papelão com isopor para melhor acondicionar as garrafas, todas com rótulo do evento e devidamente identificadas. O envio será feito pela ABE através de transporte privado.

“Quando 2020 começou, não imaginávamos que atravessaríamos uma pandemia global. Vivemos a ‘Safra das Safras’ com tanto entusiasmo que nós, enólogos do Brasil, fomos desafiados a fazer o melhor vinho de nossas vidas. A expectativa é imensa, mas os cuidados diante de um vírus mortal, nos obrigou a reinventar a nossa ‘menina dos olhos’”, destaca o presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador. Grupos em diversos estados brasileiros já estão se mobilizando para viver a maior degustação de vinhos de uma safra do mundo. Confrarias, amigos, colegas de trabalho, enfim, todos que compartilham do gosto pelo vinho. Até vinícolas estão se preparando para instalar telões e transmitir o evento, oferecendo assim mais uma experiência única aos seus clientes. “A ideia do kit em garrafas de 187 ml permite que até três pessoas degustem a mesma amostra. Assim, além de facilitar a aquisição, também estamos ampliando o número de pessoas que serão impactadas e que terão o privilégio de degustar as 16 amostras representativas da Safra 2020”, comemora. Com este formato, mais de 1,4 mil pessoas poderão degustar as amostras, mas a estimativa é de que muito mais pessoas acompanhem o evento, inclusive de outros países.



A maior de todas agora para o mundo

Numa edição histórica, a Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2020 poderá ser assistida ao vivo por qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Histórica por três motivos. O primeiro, por ser a ‘Safra das Safras’, ou seja, a melhor safra que o Brasil já registrou. O segundo, motivado pelo primeiro, por bater recorde no número de amostras com a inscrição de 395 vinhos de 56 vinícolas. E por fim, certamente o mais impactante, é a mudança de formato que sai do presencial e vai para o on-line, em razão da pandemia da Covid-19. A emoção do encontro será substituída por um espetáculo que poderá ser assistido no mundo todo via Facebook, Instagram e Youtube da ABE. No local do evento, somente a presença de comentaristas convidados e equipe de organização e transmissão, seguindo um amplo e rigoroso protocolo de segurança conforme regras do Ministério da Saúde. Não haverá espaço para participação presencial.

Imagens: Eduardo Serpa / Conceitocom Brasil

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

A vaca atolada!



Neste domingo se celebrará os 185 anos da Revolução Farroupilha e um prato típico daquela época é a receita desta semana!

Neste dia 20 de setembro comemora-se o aniversário de 185 anos da Revolução Farroupilha - o mais longo conflito armado deflagrado dentro do território brasileiro (durou de 1835 a 1845) – onde o general Bento Gonçalves comandou as tropas farroupilhas que “tomaram” Porto Alegre, capital da província do Rio Grande do Sul e onde em 1836 foi proclamada a República de Piratini (ou República Rio-Grandense) que separou o Rio Grande do Sul do resto do país. Naquela época diversas receitas surgiram, seja pelo exército farrapo, e que iam além do tradicional churrasco. Uma destas receitas é a chamada Vaca Atolada, um prato simples mas repleto de sabor, que utilizava e ainda utiliza ingredientes fáceis de serem encontrados, a carne de costela e o aipim. A costela não servia para fazer o charque e sobrava nos abates, sendo consumida principalmente no espeto ou na panela. Confira esta receita a seguir!



Ingredientes:
(para 4 pessoas)

1 kg de costela bovina com pouca gordura
1 kg de aipim descascado
1 cebola em cubos
4 tomates sem sementes em cubos
1 pimentão vermelho em cubos
2 dentes de alho picadinhos
1 maço de salsinha e cebolinha verde picados
2 colheres de sopa de óleo de soja
1 folha de louro
Sal e pimenta à gosto

Preparo:

Em uma panela cozinhe o aipim e assim que estiver pronto, escorra, amasse levemente e reserve. Cortar a costela em pedaços, aquecer o óleo e fritar até dourar. Retirar e reservar. Nesta mesma panela refogar a cebola, o tomate, o pimentão e o alho. Juntar a costela, cobrir com água e pouco sal. Cozinhar por cerca de 1 hora ou até a carne da costela desgrudar do osso. Adicionar o aipim, temperar com sal, pimenta e o cheiro verde e deixar o molho engrossar. Servir bem quente.


Pensador:


“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”. Francisco Pinto da Fontoura 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Casa Valduga Terroir Cabernet Franc 2015 - um digno representante farroupilha!


E na semana do aniversário de 185 anos da Revolução Farroupilha – uma data histórica no calendário dos gaúchos - nada melhor que a dica de vinho ser desta terra querida. 

O Casa Valduga Terroir Cabernet Franc 2015 é um belo representante da região da Campanha Gaúcha com todo o seu terroir de expressão. Possui cor rubi magenta quase turva e ao desarolharmos a garrafa os aromas explodem ao nariz antes mesmo de ir a taça, sortindo muita fruta vermelha e negra em compota – ameixas e cerejas em destaque – melaço, toque floral, especiarias e ainda leve mentol. Em boca é seco, estruturado, possui taninos maduros e presentes, equilibrado, com álcool inicialmente presente, fruta negra macerada destacada e amplo final. Uma delicia de vinho, fino e correto!

Estagia por 8 meses em barricas de carvalho francês.

Faz par gastronômico com aves de caça com molho na panela, carnes assadas, molho calabresa, carne de porco assada com mandioca e queijos média cura.

Possui 13% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 16 a 18oC.

Você encontra os vinhos e espumantes da Casa Valduga na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665, tele entrega pelo (51) 98416.6407 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Pela primeira vez em sua história a Avaliação Nacional de Vinhos será on-line neste ano


Pela primeira vez na história, a maior degustação de vinhos de uma safra não será presencial, com transmissão nos canais da ABE, podendo ser acompanhada no mundo inteiro. Apreciadores poderão adquirir kits para degustar as 16 amostras



“A Safra das Safras não poderia passar em branco. Assim como o mercado de vinhos precisou se reinventar, a Avaliação Nacional de Vinhos Safra 2020 seguirá outro modelo em razão da pandemia. O processo técnico é o mesmo, mas a experiência final será totalmente diferente. Não teremos a confraternização presencial, mas apostamos num grande movimento de promoção do vinho brasileiro e num programa que deverá surpreender o público. Vamos fazer um espetáculo digital e todos poderão assistir”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), enólogo Daniel Salvador.

Além de poder acompanhar a transmissão ao vivo pelo Facebook, Instagram e Youtube da ABE, no dia 7 de novembro, a partir das 17h, os que desejarem também poderão adquirir o kit com as 16 amostras representativas da Safra 2020. Assim, será possível, além de assistir, degustar em casa, no aconchego do lar e em companhia, os vinhos classificados entre os 30% da safra. Os 700 kits estarão à venda a partir do dia 23 de setembro pelo site www.enologia.org.br.

Cada kit conterá 16 garrafas baby (187 ml), o que permitirá que a amostra seja degustada por duas pessoas. O conjunto inclui, ainda, duas taças personalizadas de cristal para vinho, além das Fichas de Degustação e da Revista Brasileira de Viticultura e Enologia. O envio será feito pela ABE por transporte privado. Todo material será embalado numa caixa personalizada de papelão com isopor para melhor acondicionar as garrafas, todas com rótulo do evento e devidamente identificadas.

Entre as mudanças desta edição também está o local e o horário. Todo cenário será montado no SPA do Vinho, no Vale dos Vinhedos, única região do Brasil com Denominação de Origem de vinhos. Para explorar a beleza do lugar e também oportunizar maior comodidade em relação a participação das pessoas em suas casas, o evento deixa de ser de manhã e passa a acontecer a partir das 17h, excepcionalmente este ano.

A Avaliação

A 28ª Avaliação Nacional de Vinhos iniciou com a inscrição das amostras pelas vinícolas brasileiras. Este processo começou em julho e encerrou em agosto batendo recorde com 396 amostras de 56 vinícolas. A fase seguinte foi a coleta dessas amostras, realizada no período de 24 de agosto a 4 de setembro. Técnicos da Embrapa Uva e Vinho e da ABE rodaram o Brasil recolhendo os vinhos diretamente dos tanques de aço inox ou das barricas de carvalho. Teve amostra que percorreu mais de 3 mil km até chegar em Bento Gonçalves.

O próximo passo será a Degustação de Seleção, sob a Coordenação Técnica da Embrapa Uva e Vinho, programada entre os dias 15 e 18 de setembro. O número de dias diminuiu, mas as degustações acontecerão em dois turnos: manhã e tarde. Em razão do Coronavírus, ao invés de 120 serão 64 enólogos. Além disso, todos os protocolos de segurança serão seguidos, inclusive com o devido distanciamento. Em razão do formato digital e da mega operação que será montada para que as amostras cheguem em tempo na casa das pessoas, a coleta e a Degustação de Seleção foram antecipadas.

O stinco de cordeiro!



Tido como uma iguaria, esta canela de cordeiro retrata uma receita com sabor todo especial!

“Stinco” significa canela em italiano e para muitos entrega o melhor sabor do cordeiro. Este corte tem aproximadamente 10 a 12 cm e é feito da ponta da paleta ou pernil do cordeiro e é preparado com o osso. A carne deste entorno é firme, magra e com sabor concentrado e o método mais comum de cocção usado é cozido na panela com molho ou assado no forno. É um prato muito tradicional em praticamente toda a Europa e no Brasil ainda não tão difundido. Tal corte deve ser cozido lentamente e por um bom tempo para que fique macio mas sem desfiar do osso. E o stinco é o ingrediente principal da receita desta semana, confira!



Ingredientes:
(para 4 pessoas)

4 stincos de cordeiro
1 cebola picada
4 tomates sem pele e sementes picados
1 alho poró picado
1 cenoura picada
1 pimentão vermelho picado
2 dentes de alho picados
2 cálices de vinho tinto seco
Alecrim, tomilho e louro frescos amarrados
Salsinha picada
50 ml de azeite de oliva
Sal e pimenta do reino a gosto

Preparo:

Adicione um pouco azeite de oliva e doure os stincos numa panela de ferro. Retire-os e reserve. Acrescente nesta mesma panela os vegetais todos e refogue-os. Acrescente o vinho e deixe ferver. Junte água fervente e some o bouquet de ervas aromáticas. Tempere com sal e pimenta do reino e cozinhe uns 20 minutos. Junte os stinco a panela e cozinhe por cerca de uma hora e meia repondo a água quando preciso. Retire os stincos e use um processador para bater o molho. Devolva os stincos e cozinhe mais uns 30 minutos. Sirva com purê de mandioquinha e batata ou massa.


quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Don Jorge Geisse 1912 safra 2019


Avaliados por muitos críticos e consumidores como os melhores espumantes do Brasil, a Família Geisse, de Pinto Bandeira na Serra Gaúcha, capitaneada por Mário Geisse e Carlitos Abarzua Espejo transitam também com muita competência nos tintos produzidos pela Viña Geisse no Chile. O blend Don Jorge Geisse 1912 safra 2019 é elaborado com 60% de Cabernet Sauvignon e 40% Carmenére oriundos do Vale do Colchágua. O rótulo e nome é uma homenagem ao pai do enólogo Mário Geisse, um apaixonado pelo mundo do vinho.

Apresenta coloração rubi profundo e traz as notas aromáticas de ambas as castas com sobreposição das frutas negras somado a pimentão, toque herbáceo, algo terroso e especiarias. Em boca traz equilíbrio e maciez, taninos suaves, acidez correta e amplo final. Um chileno sem a carga da madeira pesando (apenas 30% repousam em barricas de carvalho), de bom preço e bem feito.

Na sugestão da companhia gastronômica entram carnes assadas na brasa ou no forno, algumas massas com molhos condimentados, pizzas e queijos de média cura.

Possui 13,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 16oC.

Você encontra os vinhos e espumantes Família Geisse na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665, tele entrega pelo (51) 98416.6407 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Vinhos finos alcançam melhor venda do ano em julho

 

Qualidade reconhecida, bom preço, melhor distribuição, adoção de hábitos mais caseiros em razão da pandemia e alta do dólar ampliam competitividade do produto



O mercado interno está abastecido com vinhos finos brasileiros. As vendas registradas no primeiro semestre deram fôlego e ânimo aos produtores que agora esperam ansiosos para confirmar se estes produtos já estão na mesa do consumidor ou se ainda aguardam por ele nas gôndolas. Mesmo assim, as vendas seguem em crescimento e, com isso, o brasileiro está tendo a oportunidade de degustar a qualidade do produto nacional e descobrir que não paga mais por isso. O mês de julho, por exemplo, é responsável por 26,13% de todo vinho fino vendido este ano que chegou a 14.659.904 litros. É o melhor desempenho de 2020 nesta categoria, segundo dados oficiais da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), refletindo a comercialização do que é elaborado no Rio Grande do Sul.

Muitos fatores vêm influenciando este aumento nas vendas, puxado pelos supermercados, uma vez que são os rótulos de entrada que registram o maior incremento. Vantagens diante das variações do câmbio, maior acessibilidade e distribuição, qualidade e bom preço, a chegada do inverno, além dos novos hábitos gerados em função da pandemia da Covid-19 que tem levado as pessoas a consumirem mais vinho em casa. “No mercado global de vinhos, as vendas acabaram ficando mais concentradas nos supermercados e mercearias. O motivo para isso é claro e simples. Os restaurantes ficaram fechados. Para os produtores nacionais isso representa, claro, prejuízos em alguns segmentos, como o enoturismo e a gastronomia, mas forte crescimento onde estão os maiores volumes: os supermercados”, analisa Deunir Luis Argenta, presidente da Uvibra, destacando informações de crescimento nos segmentos de entrada.

Historicamente, são nos meses de junho a agosto que as vinícolas registram as melhores vendas do produto. Isso porque o inverno é um grande aliado do consumo de vinhos no país. Mas não foram só os vinhos finos que tiveram o melhor desempenho do ano no período. Os espumantes brut, que no semestre (janeiro a junho) tiveram queda de 26,19% em relação ao mesmo período do ano passado, começam uma virada fechando o mês de julho com um aumento de 13% em relação a junho. Já os espumantes moscatéis tiveram uma leve queda de 2%.

No segmento do suco de uva concentrado, apesar da performance ser positiva em relação ao mês anterior com um aumento de 24%, percebe-se que os números estão longe de alcançar os resultados do primeiro trimestre com janeiro na liderança registrando 2.668.048 litros. Quanto ao suco de uva natural, adoçado e processado, a situação é semelhante com março na dianteira.

Importados ainda detém mais de 80% do mercado

Mesmo com estes dados que mostram uma evolução nas vendas dos vinhos finos brasileiros, os importados ainda têm 82% do mercado nacional. “Nós estamos evoluindo, assim como os importados. O bom de tudo isso é que os brasileiros estão consumindo mais vinho. No entanto, ainda é cedo para comemorar. Nossa expectativa é que os consumidores sigam fazendo novas descobertas e com a abertura do turismo e dos restaurantes possamos avançar mais, apostando nesses canais como aliados na promoção do nosso vinho”, conclui Argenta.

COMERCIALIZAÇÃO DE VINHOS FINOS, ESPUMANTES E SUCO DE UVA ELABORADOS NO RIO GRANDE DO SUL – MERCADO INTERNO 2020 (litros)

PRODUTOS

JULHO

REPRESENTATIVIDADE

NO ANO

JAN A JUL

Vinhos Finos

3.830.598

26,13%

14.659.904

Espumantes (Brut)

579.935

18,95%

3.060.157

Espumantes (Moscatéis)

429.677

19,93%

2.156.296

Suco de Uva *

1.486.279

13,58%

10.944.525

Suco de Uva **

11.510.227

14,92%

77.127.981

* Suco de Uva Concentrado   ** Suco de Uva Natural, Adoçado e Processado

Fonte: SISDEVIN/SEAPDR | Elaboração: Uvibra – Dados coletados em 21 de agosto de 2020.

IMPORTAÇÃO DE VINHOS FINOS, ESPUMANTES E SUCO DE UVA 2020 (litros)

PRODUTOS

JAN A JUL

% 2020/2019

Vinhos Finos

66.994.987

14,4%

Espumantes

2.379.894

-15,7%

Suco de Uva

25.399

-59,3%

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços