domingo, 18 de fevereiro de 2018

Mitos e verdades sobre cervejas



Especialista da cervejaria Berggren fala sobre o processo de resfriamento da bebida, a diferença entre o chope e a cerveja, a função do colarinho e a ressaca   


A cerveja é a bebida alcoólica mais consumida do país. Para quem gosta, não é necessário ser especialista em maltes, lúpulos e leveduras para se apaixonar por este mundo. Com os milhares de apreciadores também surgem os mitos sobre a bebida. Para desmistificar alguns pontos, Robson Vergílio, da cervejaria Berggren, de Nova Odessa (SP), elencou os principais. Confira:   

- Mito: a posição da garrafa da geladeira gela mais rápido.

A melhor posição para armazenar e gelar cervejas é de pé.  O ideal é que seja resfriada gradualmente. Caso queira colocar no congelador, recomenda-se que seja um pouco antes de consumi-la.

- Verdade: Chope e cerveja é a mesma bebida?

Sim, é a mesma bebida. A diferença é que a cerveja passa por um tratamento térmico para aumentar o prazo de validade do produto. Já o chope, que é não pasteurizado, tende a ser mais fresco e com um prazo de validade mais reduzido.

- Verdade: O colarinho tem função.

Tem gente que não gosta do colarinho. No entanto, aquela espuma protege a cerveja da oxidação, reduz a perda de gás e mantém a temperatura. O indicado é dois dedos de espessura.

- Mito: A cerveja é a bebida que dá mais ressaca, se comparada às outras.

A cerveja não é a vilã da história. Na verdade, o álcool é o responsável pelos sintomas indesejados no dia seguinte, sem contar com a comilança de acompanhamentos nem sempre “lights”. Uma sugestão importante, além do consumo moderado, é intercalar um copo de cerveja com um copo de água.

A Berggren:

A Berggren é uma cervejaria que foi oficialmente inaugurada no mercado em novembro de 2015. Quem está à frente dos trabalhos é o Diretor Geral Lucas Berggren. A empresa teve seu projeto iniciado entre 2008/2009 quando a família Berggren começou a estudar o funcionamento dos equipamentos para a montagem da fábrica e entre 2013/2014 a família, que tem atuação na indústria têxtil, ganhou um fôlego financeiro e retomou a concepção do projeto. Produzindo cervejas de estilo clássico e outras inspiradas na Escola Americana, a Berggren Bier conta com uma fábrica piloto (com laboratório e estrutura de envase) para testar as cervejas – algo presente em poucas cervejarias do país.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O risoto de siri com manga!




A carne de siri pode ser usada em muito mais coisas que apenas servida na casquinha, uma delas, em risotos!

A carne de siri exige apenas uma observância na hora da compra: às vezes vem pura e outras vezes misturada com carne de algum peixe, o que a deixa com sabor mais leve. Escolha sempre a pura, pois além de ter melhor custo-benefício também é mais saborosa. E nesta receita de risoto há um componente todo especial para dar um up no conjunto da obra, a manga! Acompanhe o Risoto de siri com manga. 


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

2 xícaras de arroz arbóreo ou carnaroli
2 colheres de manteiga
Uma cebola picada
Um dente de alho picadinho
500g de carne de siri
Uma xícara de manga cortada em cubinhos
Uma taça de vinho branco seco
Suco de meio limão
Salsinha picadinha
Sementes de gergelim preto
8 xícaras de caldo de galinha
4 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
Sal
Pimenta preta moída na hora

Preparo:

Colocar um fio de azeite de oliva numa panela e aquecer juntando a cebola e o alho e refogando em fogo médio. Juntar a carne de siri e colocar o suco de limão. Depois juntar o arroz e refogar, mexendo bem. Regar com o vinho, cozinhando até evaporar parte do líquido. Adicionar os cubos de manga. Temperar com sal e pimenta e aos poucos, ir adicionando o caldo de galinha, concha por concha, mantendo encharcado o preparo, que leva cerca de 20 a 25 minutos para que o arroz fique “al dente”. Desligar, juntar a outra metade da manteiga mexendo bem, tampar a panela e deixar descansar por aproximadamente três minutos, o que finalizará o cozimento do arroz. Servir o risoto em seguida, salpicado de salsinha e sementes de gergelim.

Você sabia?*


Todo siri é, na verdade, também um caranguejo. A explicação é simples: siri não passa de um nome popular dado aos membros da Portunidae, uma das várias famílias de caranguejos. Ambos pertencem a um grupo maior de crustáceos, os decápodes, que, como diz o nome, têm como principal característica o fato de possuírem dez patas – o que faz com que camarões e lagostas também pertençam à mesma turma. A diferença mais evidente entre os siris e as demais espécies de caranguejo está no formato das duas patas traseiras. “Nos siris, elas não são pontiagudas – como nos outros caranguejos – mas achatadas e amplas. Graças a essa característica, o siri é o único caranguejo capaz de nadar”, afirma o biólogo Sérgio Luiz de Siqueira Bueno, da USP. O tamanho varia muito de uma espécie para outra, mas os maiores siris não passam de 20 centímetros de envergadura, enquanto certos caranguejos podem chegar a até 50 centímetros. Para completar, existem ainda algumas diferenças de hábitos entre eles. Ao contrário dos outros caranguejos, os siris são animais exclusivamente marinhos – não vivem em água doce, embora, eventualmente, entrem em manguezais. Já o estranho andar de lado dos siris só costuma ser imitado por outros tipos de caranguejo quando eles se sentem ameaçados.

*Fonte: www.mundoestranho.com.br

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Fausto Brut - Um belo rótulo da Pizzato!


A Serra Gaúcha cada vez mais se supera na elaboração de espumantes de qualidade, fato que leva muitos críticos e mesmo produtores a comentar que este deveria ser o cartão de visitas desta quando o assunto fosse vinho, deixando de lado a busca por uma casta tinta que o faça.  Além disso tal qualidade pode ser percebida mesmo em espumantes de linha de entrada, sejam pelo método charmat ou champenoise. 

E este segundo tem um ótimo representante vindo da Pizzato Vinhas e Vinhos, produzido pelas mãos do obstinado enólogo Flávio Pizzato, trata-se do Fausto Brut, fresco espumante elaborado pelo método tradicional que já recebeu medalha de ouro internacional e ótimas pontuações – uma delas 90 pontos no Guia Descorchados. Advém de vinhedos localizados na localidade de Dr. Fausto no município de Dois Lajeados e nasce por um corte de Chardonnay e Pinot Noir.

É um espumante de coloração amarelada com um perlage fino e constante. Aromas destacando frutas cítricas, mineralidade, amêndoas, amanteigado, brioche e toque floral. Boca refrescante com ótima cremosidade, acidez e citricidade. Um belo e saboroso espumante!

Combina bem com peixes, frutos do mar, carnes brancas, aperitivos, culinária asiática e saladas.   

Possui graduação alcoólica de 12% e o ideal é ser servido na temperatura de 4oC.

Você encontra os espumantes Fausto da Pizzato na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Vinho e suco de uva atraem visitantes internacionais ao Brasil no mês do Carnaval



Em fevereiro, os projetos setoriais Wines of Brasil e 100% Grape Juice of Brazil trazem jornalistas, compradores e mestrandos de fora do país para descortinarem a produção vitivinícola brasileira. Paralelamente, Wines of Brasil participa de evento voltado para especialistas no Reino Unido


Neste mês de fevereiro, além do ritmo, da dança e da folia contagiante do Carnaval, visitantes de diferentes países virão ao país motivados por outras de nossas especialidades: o vinho e o suco de uva. Três grupos compostos por jornalistas e compradores de redes varejistas e restaurantes dos Estados Unidos, além de estudantes de mestrado da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) circularão pela Serra Gaúcha trazidos pelos projetos setoriais de promoção internacional Wines of Brasil e 100% Grape Juice of Brazil – realizados em parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) – para conhecer, estudar e fazer negócios.

Entre os dias 6 e 9 de fevereiro, oito jornalistas e relações públicas de veículos de grande circulação na terra do Tio Sam, como Vogue, Condé Nast Traveler, Harper’s Bazaar, USA Today, Napa Valley Register, Eater, The Manual, Modern Farmer e The Wine Siren, farão tours enogastronômicos pela Serra Gaúcha, além de participarem de palestras técnicas sobre a produção nacional e as Indicações Geográficas brasileiras de vinho.
Na semana seguinte, no dia 19, aterrissam na região 18 estudantes do curso de mestrado da OIV para aprofundar seus conhecimentos a respeito das características do setor vitivinícola e o perfil dos vinhos nacionais. Em 2016, o Brasil integrou a grade do curso da entidade internacional, recebendo mestrandos que degustaram mais de 30 vinhos das principais regiões produtoras. O painel organizado pelo Ibravin foi conduzido pelo sommelier Maurício Roloff, que também fez uma apresentação institucional e tirou dúvidas dos participantes. "Para a maioria, foi o primeiro contato com vinhos brasileiros, e ficou claro que eles ficaram bem impressionados pela qualidade. Essa é uma característica dos nossos rótulos: a capacidade de surpreender”, resumiu Roloff.


No mesmo período, de 18 a 23 de fevereiro, será a vez de compradores de importantes redes gastronômicas e varejistas descortinarem as potencialidades das bebidas verde-amarelas. Os representantes da Full Circle Wine Solutions, Del Frisco’s Restaurant Group, Consolidated Restaurant Operations Inc. e Grand Cata farão um tour por 11 vinícolas de seis diferentes zonas vitivinícolas da Serra. Na taça, os visitantes estarão buscando a tipicidade brasileira para ofertarem no diversificado, porém concorrido, mercado norte-americano.

“Tanto o projeto com jornalistas como o de compradores têm como foco os Estados Unidos, um de nossos principais mercados-alvo. Já conseguimos chamar a atenção dos críticos e da mídia especializada, que querem saber cada vez mais sobre a nossa produção. E, assim como vamos trabalhando com a formação de imagem, paralelamente vamos construindo os canais de venda e distribuição”, observa o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini.



Ainda em fevereiro, o Wines of Brasil estará desfilando seus os destaques verde-amarelos no Reino Unido, durante o Specialist Importers Trade Tastings – SITT Springs 2018, realizado no dia 26, em Manchester, e no dia 28, em Londres. Voltado exclusivamente para compradores, importadores, donos de lojas, sommeliers e jornalistas, o evento é uma grande oportunidade de prospectar parceiros locais, abrir novos pontos de venda e conversar diretamente com formadores de opinião nesse mercado. No total, 15 rótulos serão apresentados pela JK Marketing, agência de relações públicas do projeto no país.


Estados Unidos, Reino Unido e China são os mercados-alvo do projeto Wines of Brasil por terem alto volume de importação e, no caso dos países ocidentais, também ostentarem um grande consumo per capita. “Este ano estaremos fortalecendo o nosso posicionamento como um dos melhores produtores mundiais de espumante, produto com o qual já temos reconhecimento no mercado internacional e que reflete a nossa alegria, jovialidade e profissionalismo”, observa Bertolini. “Além disso, estamos focando na união dos projetos de vinho e de suco. O mercado americano também é nosso alvo na exportação do suco de uva. A categoria representa 50% da uva processada no Rio Grande do Sul e mais de 115 milhões de litros comercializados interna e externamente”, completa.

Agenda Wines of Brasil em fevereiro:

6 a 9 de fevereiro – Press trip com jornalistas e relações públicas dos Estados Unidos. Os veículos de imprensa envolvidos são Vogue, Condé Nast Traveler, Harper’s Bazaar, USA Today, Napa Valley Register, Eater, The Manual, Modern Farmer e The Wine Siren.

19 de fevereiro – Apresentação do panorama vitivinícola brasileiro à turma de mestrado da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

18 a 23 de fevereiro – Projeto Comprador com redes gastronômicas e varejistas dos Estados Unidos. As empresas que enviaram representantes são Full Circle Wine Solutions, Del Frisco’s Restaurant Group, Consolidated Restaurant Operations Inc. e Grand Cata.

26 e 28 de fevereiro – Participação no Specialist Importers Trade Tastings – SITT Springs 2018, evento realizado em Manchester e Londres, no Reino Unido, voltado exclusivamente para compradores, importadores, donos de lojas, sommeliers e jornalistas.

Sobre o Wines of Brasil e o 100% Grape Juice of Brazil

O Wines of Brasil e o 100% Grape Juice of Brazil são iniciativas de promoção comercial dos vinhos, espumantes e suco de uva brasileiro no mercado externo, desenvolvidos, desde 2002, entre o Ibravin e a Apex-Brasil. Os projetos setoriais contam, atualmente, com a participação de 42 vinícolas e têm como mercados-alvo os Estados Unidos, Reino Unido, China e Paraguai. Nos últimos anos, cerca de 95% das empresas que aderiram as iniciativas conseguiram dar continuidade em suas exportações, devido ao suporte e aos programas de capacitação oferecidos e o trabalho setorial de consolidação da imagem dos rótulos nacionais no Exterior. Mais informações podem ser obtidas nos sites www.winesofbrasil.com, www.grapejuiceofbrazil.com e www.ibravin.org.br.


*fotos: Emerson Haas

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A bruschetta caprese!



Simples e fácil de preparar, esta entradinha pode surpreender!

Gosto muito de bruschetta! Esta delícia oriunda da culinária italiana surgiu no período da Antiguidade, entre os trabalhadores rurais italianos, criando uma alternativa para aproveitar as sobras dos pães do dia anterior. A palavra “bruschetta” é uma derivativa de “bruscato” que em italiano significa tostado ou torrado e tem sua origem lá na região do Lazio. A bruschetta pode ser entendida como uma refeição rápida e divertida assim como a pizza tamanha a sua versatilidade e combinações. Segundo os historiadores, a bruschetta foi muito consumida inicialmente entre as comunidades pobres da Itália e principalmente nos difíceis anos de reconstrução que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, nas décadas de 1940 e 1950. A que apresentamos hoje, a bruschetta caprese, tem sua origem segundo dizem na ilha de Capri, na Itália. Faz parte do preparo o uso da muçarela de búfala, iguaria também de origem italiana, com sua textura macia e sabor delicado, levemente doce, além do tomate e do manjericão fresco. Acompanhe!



Ingredientes:
(para  4 pessoas)

2 pães tipo baguete
200g de muçarela de búfala em bolas
4 tomates italianos bem maduros
Folhas de manjericão fresco
Orégano
Sal à gosto
Azeite de oliva à gosto
  
Preparo:

Corte as baguetes em fatias de cerca de 1cm de espessura. Unte uma assadeira com azeite de oliva e distribua as fatias sobre ela. Novamente regue com um fio de azeite de oliva os pães. Acomode sobre cada um, fatias de tomate. Tempere com sal, acomode a muçarela de búfala e leve ao forno pré-aquecido a 200oC por 10 a 12 minutos. Retire, distribua sobre cada bruschetta uma folha de manjericão fresco e sirva.    
  


domingo, 4 de fevereiro de 2018

Yarden Chardonnay 2015 - um Chardonnay da Galiléia!

O vinho indicado desta semana vêm de uma região pouco comum e presente nas gôndolas brasileiras, de Israel. Trata-se do Yarden Chardonnay 2015 – Kosher (abaixo você saberá o que significa um vinho Kosher). É produzido pela vinícola Golan Heights nas Colinas do Golan, na Galiléia, região montanhosa localizada no norte de Israel. Seus vinhedos se estendem das proximidades do Mar da Galiléia aos sopés do monte Hermon. Yarden é a linha premium da vinícola e significa “Jordão” em hebraico, homenageando o histórico Rio Jordão. 

Possui coloração amarelo ouro muito limpo e brilhante, quase untuoso na taça. Aromas inicialmente tímidos mas com o elevar da temperatura traz abacaxi, goiaba branca, lima, pêssego, mel de laranjeira, jasmim, damascos, amêndoas, amanteigado e baunilha. Em boca resume-se elegante, redondo, ótimo corpo, sedoso, fresco, saboroso com madeira em harmonia com a fruta. Acidez correta, ampla persistência, final trazendo frutas brancas. 

Repousa por 7 meses em barricas de carvalho francês - 50% novas.  Traz alguma semelhança com os Chardonnays americanos.

Possui graduação alcoólica de 14,3% e o ideal é ser servido na temperatura entre 8 a 10oC.

Pela sua estrutura de aromas e sabor, combina muito bem com peixes e frutos do mar - salmão, camarão, bacalhau – preparados in solo ou em risotos, massas e brasa, também frango e peru, canapés, e queijos de massa mole.

Você sabia?*

Os cinco primeiros livros do Velho Testamento (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), conhecidos como Pentateuco ou Tora, trazem um conjunto de prescrições de origem divina, que determinam a dieta alimentar judaica. Estas leis são chamadas de kashrut. Seu objetivo não visa apenas a boa saúde, mas sim trazer união e santidade ao povo judeu. Os alimentos e as bebidas permitidos para o consumo, de acordo com os preceitos do Tora, são chamados de Kosher, palavra hebraica que significa “bom”, “digno de confiança”. Quando industrializados, os produtos Kosher precisam ser supervisionados por autoridades religiosas – um rabino. As regras básicas para um vinho se tornar Kosher são: não podem ser produzidos a partir de videiras com idade inferior a quatro anos; o vinhedo, se estiver localizado em terras bíblicas, deve deixar de produzir uma vez a cada sete anos; nos locais dos vinhedos nenhum outro tipo de planta deve ser cultivada; todo o equipamento e matéria-prima utilizada na elaboração da bebida deve ser igualmente Kosher; e o vinho só pode ser manuseado por judeus ortodoxos, para evitar sua possível contaminação ao ser manipulado por pessoas desprovidas de fé. Nem todos os profissionais da vinícola, como enólogos e técnicos, precisam ser judeus ortodoxos, bastando que não tenham contato físico direto com a bebida, barris etc. Alguns sacerdotes mais rigorosos exigem ainda que o fermentado seja fervido (pasteurizado), o que praticamente anula suas qualidades. Neste caso o vinho chamase “mevushal”.
*Fonte: Revista Adega

Você encontra os vinhos israelenses na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br


E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!      

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

O petisco de linguiça!



A mistura do doce com o salgado é uma delicia! Imagine somada a linguiça defumada?

Atribuo a colonização alemã no RS a prática de misturar o doce com o salgado e promover esta provocação ao paladar! A cultura alemã instalada no século XIX no Vale dos Sinos e no Vale do Taquari e Rio Pardo tinha que se virar no preparo para alimentar os seus próximos à mesa e as experiências trazidas da Terra Mãe deram a devida sustentação a esta criatividade e improvisação. O uso de geleias com carnes foi uma das destas saborosas inventividades. E o que trago hoje é exatamente um pouco desta provocação – facilitada pelo uso de geleias prontas – na mistura de algumas características bem diversas: doce, salgado, defumado e picante. O Petisco de Linguiça navega nesta gostosa mistura e é de extrema facilidade no preparo. Acompanhe!


Ingredientes:
(para  4 pessoas)

2 gomos de linguiça suína magra e verde (pouco seca)
1 ramo de alecrim
4 colheres de sopa de geleia de damasco
4 colheres de sopa de geleia de pimenta
2 gotas de Tabasco
Ramo de salsinha para decorar
  
Preparo:


Pré-aqueça o forno a 200oC. Enrole a linguiça com um ramo de alecrim fresco em papel alumínio e leve ao forno para assar por 15 minutos. Enquanto isso misture num potinho as geleias e a pimenta. Divida a mistura das geleias em 4 potinhos individuais. Corte a linguiça em fatias e acomode em quantidades iguais sobre a geleia. Decore com o ramo de salsinha e sirva, envolvendo cada fatia nesta mistura antes de comer.    

VOCÊ SABIA*


Em Portugal, ela é chamada de “enchido”. E é de lá que herdamos mais essa alegria gastronômica. A linguiça tem vocação para juntar gente e para criar clima de festa. É um prato democrático, disposto a agradar todos os gostos e capaz de dar a um simples feijão sabor de final de semana. E pensar que tudo nasceu da boa e velha necessidade humana de conservar os alimentos: quando o caçador abatia um animal muito grande, maior do que a capacidade de consumo da tribo, picava-se a carne, temperava-se com sal e ervas e a preservava nas tripas dos animas. Há quem diga que a linguiça existe há mais de 4 mil anos, porém, registros mais exatos remontam a 2 mil anos.  Nesta versão da história, a origem da linguiça é romana. Seu nome seria um derivado da palavra “luganega”, referente a Lucano. Os Lucanos foram um povo de origem samnita, que se estabeleceu na Lucânia (região montanhosa da Itália meridional) no século V a.C. Muitos séculos atrás essa tribo comandou grande parte daquela península,  deixando como legado para os romanos o método de embutir carnes.

* Por Fernando Barroso