quinta-feira, 13 de agosto de 2020

As codornas recheadas e flambadas!

                                Uma ótima e saborosa receita para estes dias frios de inverno!

Codornas são consideradas carnes de caça, mesmo sendo criadas no cativeiro e vendidas depois congeladas – podem ser facilmente encontradas nos supermercados e alguns açougues. Sua carne é delicada e saborosa e ao contrário do que se possa imaginar, as codornas são bem carnudas! A receita de hoje sugere um recheio e uma técnica chamada de flambagem, confira as codornas recheadas e flambadas!     

Ingredientes:

(para 6 pessoas)

12 codornas limpas e prontas para cozinhar

2 cebolas picadas

2 colheres de manteiga

100 ml de conhaque

1 bouquet garni (tomilho, alecrim e louro fresco amarrado por um barbante)

1 cubo de caldo de galinha

Óleo ou manteiga para fritar

Sal e pimenta

 

Para o recheio:

 

100 g de uvas passa

3 colheres de sopa de conhaque

100 g de bacon picadinho

100 g de castanhas picadas

2 dentes de alho picadinhos

1 cebola picadinha

2 fatias de pão torradas e sem a borda

100 ml de leite

Sal e pimenta do reino à gosto


Preparo:

Coloque as passas em uma xícara com água fria e 3 colheres de sopa de conhaque por 30 minutos. Escalde e reserve. Frite o bacon em uma frigideira sem gordura por alguns minutos até dourar. Deixe as fatias de pão de molho no leite por 5 minutos. Num recipiente, coloque estas fatias espremida entre os dedos e separada em pequenos pedaços, as passas, o bacon, as castanhas, o alho e a cebola, misture bem e tempere com pimenta e sal. Reserve. Lave cada codorna por dentro e por fora, seque com papel toalha. Recheie-as com a mistura e feche o orifício com um palito.  Em uma panela de ferro grande doure delicadamente as codornas em levas em fogo médio-alto com manteiga virando para dourar e tempere com sal e pimenta. Reserve as codornas em uma travessa. Limpe esta mesma panela com toalhas de papel, aqueça uma colher de manteiga e doure as cebolas até murcharem. Retorne as codornas para a caçarola, despeje o conhaque na panela, acenda e jogue o fósforo dentro e flambe imediatamente e com muito cuidado pois pode dar uma labareda grande (qualquer susto basta cobrir imediatamente com a tampa que apaga). Deixe flambar sem tocar na caçarola até que todas as chamas desapareçam. Quando as chamas acabarem, adicione o cubo de caldo de frango, o bouquet garni e água fervente (cerca de 1 litro). Cubra a panela até ferver, reduza para fogo baixo e cozinhe em fogo médio-baixo por 45 minutos corrigindo o tempero. Sirva as codornas uma a uma em pratos com o recheio e um pouco de suco. Como acompanhamento uma polenta mole é tudo de bom!

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Casa Valduga Terroir Exclusivo Tannat 2017

 

A Campanha Gaúcha tem se mostrado um berço de ótimos vinhos produzidos com cepas que muito bem se adequam aquele terroir da fronteira do pampa rio-grandense, com elevada amplitude térmica (que é a diferença entre a maior e a menor temperatura corrida em 24h de medição), muita ensolação, chuvas em volumes adequados e solo com boa qualidade. 

Juntemos isso a equipamentos, tecnologia e manejo enológico e teremos ótimos vinhos, como este exemplar da Casa Valduga elaborado nesta promissora campanha, trata-se do Terroir Exclusivo Tannat 2017 que estampa no seu rótulo em alto relevo a região onde está localizado o vinhedo e sua geografia exclusiva.

Possui coloração rubi muito brilhante e carrega aromas de frutas vermelhas (cereja, amora silvestre, framboesa selvagem), couro, hibiscos, chá preto e pimenta preta. Boca com taninos firmes e redondos, fruta e madeira bem integrados, toque tostado, médio corpo, ótima acidez e ampla persistência.

Este vinho estagia por 8 meses por barricas de carvalho francês.

Degustei na companhia de entrecote na chapa com queijo provolone mas vai bem também com carnes na brasa, carnes de caça na panela com molho condimentado e queijos maduros.

Possui 13,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 16 a 18oC.

Você encontra os vinhos Casa Valduga na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665, tele-entrega pelo (51) 98416.6407 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

O espaguete com frutos do mar do Dia dos Pais!

Que os momentos no entorno da mesa se perpetuem entre pai e filho!

Pois neste domingo dia 9 - o segundo domingo de agosto - mais um Dia dos Pais se realizará, data especial e querida por todos aqueles que possuem a alegria e a responsabilidade de serem pais. Eu compartilho deste sentimento pois afinal tenho um pai saudável, o “seu” Orlando e tenho dois filhos lindos, a Antonia e o Theo! Fui criado por um pai que cozinhava, receitas caseiras aprendidas com sua ascendência de origem alemã, e hoje eu cozinho para meus filhos e eles auxiliam muitas vezes nestas lidas culinárias seja lavando ou cortando legumes, seja organizando a mesa ou mesmo lavando a louça remanescente das alquimias na cozinha. E inspirado nisto tudo que segue a receita desta semana, o espaguete com frutos do mar, dedicado a vocês, pais presentes!          

Ingredientes:

(para 4 pessoas)

 500g de espaguete tipo grano duro

500g de camarões médios e crus

500g de mexilhões

500g de anéis de lula

Meio pimentão vermelho pequeno picadinho

4 tomates sem pele e sementes picadinhos

50ml de leite de coco

1 cebola picada

2 dentes de alho picadinhos

1 taça de vinho branco seco

Suco de um limão

1 colher de sopa de azeite de dendê

100ml de azeite de oliva extra virgem

Sal

Pimenta preta moída na hora

Salsinha verde picadinha

 

Preparo:

Aquecer uma panela com o azeite de oliva, azeite de dendê e a manteiga e juntar a cebola, o pimentão e o alho, refogando em fogo médio. Em seguida adicionar os tomates o sal e a pimenta.  Regar com o vinho, cozinhando até evaporar o líquido. Assim que o molho engrossar juntar a lula, o mexilhão, suco de limão e o leite de coco. Corrigir o sal e a pimenta e somar a salsinha.  Juntar o camarão, desligar o fogo e reservar. Cozinhar o espaguete, escorrer e juntar ao molho de frutos do mar. Servir em seguida!

 

As mãos de meu pai - Mario Quintana

As tuas mãos tem grossas veias

como cordas azuis

sobre um fundo de manchas

já da cor da terra

— como são belas as tuas mãos

pelo quanto lidaram, acariciaram

ou fremiram da nobre cólera dos justos…

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,

essa beleza que se chama simplesmente vida.

E, ao entardecer, quando elas repousam

nos braços da tua cadeira predileta,

uma luz parece vir de dentro delas…

Virá dessa chama que pouco a pouco,

longamente, vieste alimentando

na terrível solidão do mundo,

como quem junta uns gravetos

e tenta acendê-los contra o vento?

Ah, como os fizeste arder, fulgir,

com o milagre das tuas mãos!

E é, ainda, a vida que transfigura

as tuas mãos nodosas…

essa chama de vida —

que transcende a própria vida…

e que os Anjos, um dia,

chamarão de alma.


terça-feira, 4 de agosto de 2020

Veo Grande Cabernet Sauvignon/Syrah Reserva 2017 - um blend do Vale do Colchágua

Anima-me os vinhos elaborados com mistura de duas ou mais uvas, os chamados blend ou assemblage como queiram. Tais vinhos diminuem o risco de erro por parte do consumidor e não são tão dependentes em sua tipicidade do terroir em que os vinhedos se encontram, ou seja, são vinhos menos suscetíveis as intempéries de uma safra como os varietais, pois conjuga-se a melhor expressão de cada uva em sua composição. 

Um destes blends é o vinho comentado desta semana, o chileno Veo Grande Cabernet Sauvignon/Syrah Reserva 2017 elaborado pela gigante Vinícola Errazuriz. Um vinho que resumiu as características de cada uma das castas que o compõe, trazendo a estrutura da Cabernet Sauvignon e a fruta da Syrah. 

O resultado é um vinho e coloração rubi violáceo com carregamento olfativo de muita frutas maduras (cereja, groselha, amoras e framboesas), chá preto, pimentão verde e pimenta negra e boca com ótimo equilíbrio, médio corpo, taninos sedosos, boa acidez e lembrança de frutas negras, caramelo e tostado com amplo e largo final.

Amadurece 8 meses em barricas de carvalho francês.

Faz par gastronômico com carnes bovinas e ovinas assadas, copa, salamito, linguiça e queijos médios.

Este vinho combina perfeitamente com cordeiro assado, carne, churrasco e queijos.

Possui 13,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 16 a 18oC.

Você encontra os vinhos Errazuriz na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665, tele-entrega pelo (51) 98416.6407 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     


Porto Alegre terá o primeiro Food Hub colaborativo e independente do Brasil

Grupo de empresários de gastronomia da Capital se uniu para criar o Galpão Food Hub, que contará com tradicionais restaurantes da cidade. Localizado no bairro Sarandi, o empreendimento com investimento de R$ 2 milhões vai gerar 40 empregos diretos e irá atender inicialmente com delivery, em função da pandemia.

A partir do dia 27 de julho, Porto Alegre contará com um tipo de operação gastronômica inédita no país. O Galpão Food Hub reunirá em um mesmo local, no bairro Sarandi (Rua Engenheiro Sadi Castro, 470), restaurantes já tradicionais na Capital, que atuarão em um sistema colaborativo. O projeto surgiu a partir da união de empresários dos restaurantes Usina de Massas, Tokyo Sushi Lounge, Tartoni Ristorante, Usina do Pastel, Fornellone e Gambrinus (estes dois últimos irão operar com outras marcas), em discussões sobre como inovar no segmento e enfrentar a crise gerada pela pandemia.

Inicialmente, o atendimento será somente via delivery, pelos canais de pedidos online de cada estabelecimento e do Galpão Food Hub, além das plataformas Ifood, Rappi e Uber Eats. Em até 30 dias deve passar a operar no modelo takeaway e mais adiante, quando for possível, poderá receber o público para consumo local, com ações de entretenimento. A expectativa é de 500 entregas por dia, com faturamento médio de R$ 100 mil por mês, por operação. O novo negócio irá gerar em torno de 40 vagas de emprego diretos e investimento de R$ 2 milhões.

“Dono de restaurante acha que dono de outro restaurante é concorrente. Entendemos que somos parceiros. O grupo é formado por empresários e negócios de diferentes perfis, mas homogêneo com relação à visão estratégica”, explica Áureo Martinez, sócio da Usina de Massas, sobre a iniciativa. A ideia surgiu em discussões que surgiram em fóruns sobre gastronomia e gestão, promovidos pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) – entidade em que os empresários são conselheiros.

Conforme Martinez, este é um conceito inédito no Brasil, pois a mobilização partiu dos próprios empresários do ramo da gastronomia e não de um investidor externo. O projeto permite que cada empresário possa operar com até três operações diferentes, ou seja, além da sua marca original, poderá implantar outras duas no mesmo local, utilizando o sistema de entregas e estrutura. A escolha da região para implantação do Galpão se deu por uma razão estratégica: “queríamos sair da região central, para não interferir na área de entrega da maioria das operações de base de cada um e também porque avaliamos dados e a Zona Norte segunda maior área de demanda de delivery em Porto Alegre - fica atrás apenas do centro”, conta Martinez.

 

 


quinta-feira, 30 de julho de 2020

O tartare de cogumelos e beterrabas!

Confira a versão vegana desta clássica receita bárbara!

A origem do Steak Tartare é uma incógnita – assim como a maioria dos pratos clássicos mundiais. Alguns dizem que nasceu na Europa Central em viagem de Átila, o Huno, da Muralha da China à região onde hoje ficam França e Alemanha. As caças cruas e sem vísceras eram postas sob a sela do cavalo para amaciar e que tal prática culinária medieval era popular entre as tribos guerreiras dos tártaros, na Mongólia, que abatia o gado que pastava nas estepes e que, por ter uma carne de baixa qualidade, acabava sendo picada para torná-la mais palatável e digestível aos bárbaros. Já a sua versão mais próxima do que conhecemos hoje surgiu na Alemanha – onde somou-se gema e ovo e alcaparras - mas foi a França que a tornou famosa após a Segunda Guerra Mundial. O certo é que o Steak Tartare – cujo pomposo nome revela-se num simples e fácil picado de carne crua somado a ingredientes variados, teve origem deste na prática culinária medieval popular entre as tribos guerreiras dos tártaros, na Mongólia, que abatia o gado que pastava nas estepes e que, por ter uma carne de baixa qualidade, acabava sendo picada para torná-la mais palatável e digestível aos bárbaros. E esta clássica receita foi adaptada numa versão vegana onde troca-se a carne por cogumelos e beterraba. Confira!


Ingredientes:

300g de cogumelo grande tipo Portobello sem os caules

1 colher de sopa de mostarda tipo dijon

2 colheres de chá de alcaparras escorridas e picadas

3 beterrabas pré-cozidas cortadas em cubos de 1cm

1 cebola roxa pequena cortada em cubinhos e escaldada

1 dente de alho picadinho

Pitadas de orégano

1 colher de sopa de azeite oliva

1 colher de sopa de vinagre de maçã

Pimenta preta e sal a gosto

 

Preparo:

Leve os cogumelos para um frigideira untada com azeite de oliva e refogue rapidamente para darem uma leve murchada (1 a 2 minutos). Corte em cubos de 1cm e reserve. 

Em uma tigela junte a mostarda, alcaparras, cebola, alho, orégano vinagre, azeite de oliva. Acrescente os cogumelos e a beterraba e misture bem juntando o sal e a pimenta. 

Molde com um potinho ou anel de metal as porções e sirva acompanhado de rúcula e torradinhas.       

 


terça-feira, 28 de julho de 2020

Miolo Syrah Reserva 2019 - excelência do Vale do São Francisco!


Tenho gostado muito dos vinhos linha Reserva da Miolo! As safras 2018 e 2019 da vinícola gaúcha estão ótimas, arrisco-me a dizer sem arestas sejam tintos ou brancos. Entre as várias regiões produtivas do Brasil, o Miolo Syrah Reserva 2019 é produzido no município de Casa Nova na Bahia, no Vale do São Francisco.  

Possui profunda coloração rubi violácea com lágrimas gordas e lentas. Entrega ao nariz aromas com framboesa, cerejas, alcaçuz, toque lácteo, floral (hibiscos e lavanda), pimenta preta e notas defumadas e terrosas. Álcool presente que se esvai nos primeiros minutos. Boca com taninos marcantes e redondos, frutado, defumado, tostado, médio corpo, amplo final e persistência.  Fruta, madeira e álcool bem integrados formando um saboroso conjunto.

Este vinho estagia por até 12 meses em barrica de carvalho francês de mais usos. 

Assim como os demais vinhos da Miolo, é vegano por certificação da The Vegan Society da Inglaterra.

Faz belo par na companhia de carnes bovinos na grelha e ao ponto, como vazio, entrecote, picanha e maminha. Pela sua estrutura combina também com feijoada, mocotó, carnes com molho na panela entre outros.

Possui 14,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 18oC.

Você encontra os vinhos Miolo na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665, tele-entrega pelo (51) 98416.6407 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!