quinta-feira, 10 de outubro de 2019

O salmão com guacamole!


Se você pudesse imaginar o sabor desta junção, comeria esta tela!

Sempre imaginei uma entradinha que pudesse unir dois ingredientes que particularmente gosto muito: salmão e guacamole. Pois há alguns dias atrás organizei esta junção e servi de forma inusitada, dentro de um copo com as camadas à vista. O salmão não necessita de maiores comentários, apenas deve ter a premissa de ser fresco, de maneira alguma congelado. A guacamole – iguaria mexicana cuja receita foi criada pelos astecas há algumas centenas de anos atrás – pode ser servida com uma grande variedade de pratos e é basicamente um purê de abacate bem temperado. Acompanhe a deliciosa receita do salmão com guacamole!



Ingredientes:
(para 4 pessoas)

400g de filé de salmão fresco
1 abacate médio maduro
1 tomate pequeno sem pele e sem semente e picadinho
1 dente de alho picadinho
1 cebola roxa pequena picadinha
2 colheres de sopa de azeite
Suco de 1 limão
Pimenta líquida à gosto
Salsinha picadinha à gosto
Sal à gosto
Duas xícaras de broto de alfafa para decorar
Fatias de rabanete para decorar

Preparo:

Retire a pele do salmão, limpe a peça tirando a gordura da peça e corte em cubos de cerca de 2cm e reserve. Retire o caroço dos abacates abrindo-os ao meio e com uma colher remova a polpa. Corte estas em pedaços e coloque num pote. Junte a cebola, o alho, o tomate, salsinha e a pimenta ao abacate e amasse até formar uma pasta, deixando bem homogêneo. Tempere com limão, azeite de oliva e sal misturando bem. Utilizando um copo ou taça de vidro disponha em um terço deste a guacamole, sobre esta o salmão picado e sobre o salmão um chumaço de broto de alfafa e as fatias de rabanete. Sirva em seguida acompanhado de chips de batatas ou torradas. 


terça-feira, 8 de outubro de 2019

Octo Sushi - comida com sentimento!


Santa Cruz ganhou mais uma opção gastronômica, confirmando a sua vocação neste segmento: o Octo Sushi, restaurante de culinária oriental. Um dos casarões da Rua Marechal Deodoro foi amplamente reformado e decorado criando um ambiente intimista e que abusa da iluminação direcionada e bom gosto arquitetônico. De sua cozinha saem além dos tradicionais sushis e sashimis, iguarias diferenciadas e drinks. Três jovens sócios capitaneiam o novo empreendimento e prometem no manifesto da casa entregar comida com sentimento e excelência. Confira!








Octo Sushi, Rua Marechal Deodoro, 93, Santa Cruz do Sul, de segunda à sábado das 19 às 23h, fone (51) 3902-3802     

Finca Las Moras Los Intocables Malbec 2017 - amadurecido em barricas de whisky Bourbon


Gosto muito de experimentações enológicas! E ainda mais quando estas saem das pipetas e se tornam realidade nas gôndolas e mesas. A bodega argentina Finca Las Moras, de Mendoza, ousou ao utilizar barricas de 200 litros de carvalho americano com tostagem especial whisky Bourbon para maturar um suculento Malbec por 12 meses. O Finca Las Moras Los Intocables Malbec 2017 apresenta cor rubi violáceo profundo e ao ser desarrolhado pronuncia uma explosão de aromas com muito cassis, ameixas, cereja em calda e outras frutas negras em compota, violetas, baunilha e chocolate. Em boca é aveludado, macio, com taninos redondos, encorpado e suculento. Muita fruta, equilíbrio da madeira e amplo e persistente final.

Combina na harmonização gastronômica com carnes vermelhas, suíno com molhos agridoces, risoto de funghi, carnes de caças cozidas e queijos duros.

Possui 13,5 % de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura de 16 a 18oC.

Você encontra os vinhos Finca Las Moras na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Miolo lança o espumante Íride, brindando os seus 30 anos


Tive a grata satisfação de estar no jantar de aniversário de 30 anos da Miolo, na última sexta-feira, 27 de setembro. E neste belo evento foi lançado o espumante comemorativo desta jornada vitivinícola.  


Íride é a personificação de um sonho da Família Miolo, que nasceu há 30 anos e hoje se concretiza em forma de espumante. É muito mais que um ícone, é a tradução da alma, da história da marca, que mesmo jovem, carrega consigo a maturidade que somente grandes obras alcançam. O primeiro espumante Miolo com 10 anos de cave chega para brindar as três décadas da vinícola, exibindo a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (DOVV) num lote limitado de 1,8 mil garrafas.

Adriano Miolo, enólogo e diretor superintendente da vinícola, foi buscar nas memórias da infância o nome ideal para engarrafar a história da família. Íride, sua nona, sonhava em um dia ver a marca Miolo estampada em rótulos apreciados no mundo inteiro. Mal ela sabia que isso estava longe de ser um devaneio. “Imprimir o nome da nona Íride em nosso espumante mais sublime é uma singela e justa homenagem. Com isso, estamos eternizando sua força. Esposa de imigrante, muito jovem tornou-se viúva e soube levar adiante o legado da família com muita bravura e determinação”, ressalta.


Em apenas 30 anos, a Miolo conquistou o mundo. Hoje é a vinícola que mais exporta, estando presente em 32 países. Cada produto é elaborado respeitando o que cada terroir tem de melhor a oferecer. O cuidado com a qualidade é uma verdadeira obsessão. Assim foi com o Íride, resultado da vinificação de um corte de 75% Pinot Noir (Vinhedo Santa Lúcia) e 25% Chardonnay (Vinhedo São Gabriel), permanecendo por 10 anos nas caves subterrâneas da Miolo, no Vale dos Vinhedos. Objeto de desejo para colecionadores e apreciadores, o Nature Sur Lie esbanja luxo e exclusividade.

O Íride é um espumante extremamente complexo, com excelente cremosidade. Elegante, tem acidez equilibrada, retrogosto agradável e final de boca persistente. Límpido, tem coloração amarelo esverdeado com tons dourados e perlage fina. Seus aromas finos lembram frutas secas, brioche, mel e tostados, típicos do envelhecimento prolongado. Acompanha perfeitamente ostras, queijos maturados, salmão defumado, carpaccios, massas e risotos. Sua temperatura ideal é de 6 a 8 graus.

“Temos uma história para contar, relembrar e preservar. E nada melhor do que poder contá-la  do nosso jeito. E é isso que temos feito há 30 anos, engarrafando nossas histórias. Nosso desejo é que cada pessoa, ao abrir um Íride, leve consigo um pouco dessa paixão que nos move. Com o Íride brindamos a vida”, comemora Adriano Miolo.




segunda-feira, 30 de setembro de 2019

A 27ª. Avaliação Nacional de Vinhos – safra 2019


Vinho brasileiro repete nesta safra a qualidade da histórica colheita do ano passado!

Mais de mil pessoas brindaram mais uma edição da maior degustação de uma safra do mundo 

Só quem é do ramo viticultor brasileiro sabe a dificuldade que é ter duas ótimas safras seguidas. E a 27ª. Avaliação Nacional de Vinhos ocorrida neste final de semana em Bento Gonçalves atestou que mesmo com todas as intempéries climáticas a qual a produção vitivinícola é acomedida anualmente esta safra 2019 trouxe ótimas perspectivas, com menor quantidade produtiva que a anterior mas com praticamente a mesma qualidade.

Os pavilhões da Fundaparque receberam mais uma edição deste que é a maior degustação de vinhos de uma safra do mundo e organizada pela ABE - Associação Brasileira de Enologia. Mais de mil pessoas – enófilos, apreciadores, jornalistas, enólogos, produtores – tiveram a oportunidade ímpar de num único e espetacular evento – degustar as 16 amostras mais representativas do vinho brasileiro este ano escolhidas entre 337 inscritas, oriundas de 47 vinícolas de 5 estados brasileiros e 8 regiões produtoras. Este ano chamou a atenção da ascensão da participação do público feminino, onde 38% dos inscritos eram mulheres. A degustação reuniu pessoas de oito países (Antilhas Holandesas, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Itália e Uruguai) e 11 estados brasileiros.

Avaliadores puderam degustar os vinhos mais representativos da safra 2019  

Para o presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador, este é o grande dia do vinho brasileiro. “Nenhum outro evento no mundo consegue reunir tanta gente diferente que tem em comum o gosto pelo vinho, independente de marca. Há 27 anos, promovemos o vinho brasileiro compartilhando na taça o resultado de cada safra. Movidos por uma vontade incontrolável em levar para os quatro cantos do mundo o vinho brasileiro, nós, enólogos do Brasil, criamos um movimento que não para de crescer e enchemos o peito sempre que falamos da Avaliação”, ressalta.

Os enólogos da Embrapa passaram um mês degustando às cegas as amostras e selecionaram as 30% mais representativas, ou seja, 105 vinhos, das quais 16 foram selecionadas e apresentadas ao público para servidas pelos alunos dos cursos de Viticultura e Enologia do IFRS e IFSC e cada foi avaliada por um comentarista de renome. 

Falando um pouco das amostras dos vinhos apresentados houve uma diversidade de castas entre as mais representativas que atestaram a vocação brasileira para o cultivo não só das tradicionais variedades mas também para uma ampla palheta de cultivares. Este ano estiveram presentes entre as 16 amostras a uva branca Verdejo cultivada pela Vinícola Terranova (leia-se Grupo Miolo) no Vale do São Francisco e entre as tintas a Cabernet Franc da Vinícola Valmarino de Pinto Bandeira, a Ancelotta da Vinícola Nova Aliança, a Tannat tanto da Bebber quanto da Don Guerino e a Alicante Bouschet da Cooperativa Vinícola Aurora. 

16 comentaristas brasileiros e estrangeiros comentaram as amostras

A cada ano, pessoas com extensa dedicação ao mundo do vinho são agraciadas com o Troféu Vitis. A turismóloga Ivane Fávero e o enólogo Lucindo Copat receberam respectivamente os troféus Vitis Amigo do Vinho e Vitis Destaque Enológico.

Verificou-se nas amostras deste ano a presença mais contida de álcool nas amostras e uma linha muito parelha de notas na avaliação com pontuações de 89 a 91 pontos.

Brindemos a mais uma grande safra do vinho brasileiro!    

Pensador:

“Nenhum outro evento no mundo consegue reunir tanta gente diferente que tem em comum o gosto pelo vinho”. Daniel Salvador, presidente da ABE

Daniel Salvador, presidente da ABE


Baco Fala:

Dos vinhos provados a inédita casta Verdejo produzido pela Miolo na Bahia, surpreendeu os avaliadores na categoria “branco fino seco não aromático”.  Trata-se de um vinho amarelo palha com reflexos esverdeados com nariz intenso com presença de frutas maduras, cítricas e tropicais como maracujá, goiaba, abacaxi, mamão, maçã, também intensas notas florais e vegetais. Em boca é fino, agradável, equilibrado com presença de sabor frutado. 

Também um Tannat da Família Bebber de Flores da Cunha impressionou pelo equilíbrio e estrutura, com seu visual intenso e profundo de cor rubi violáceo e nariz elegante com destaque as frutas vermelhas e negras,  framboesa,  cereja, morango, figo, mirtilo, amora e ameixa,  uvas passas e com notas de especiarias, café,  coco, baunilha, chocolate e boca com taninos presentes e maduros. 





Confira os 16 vinhos mais representativos da safra 2019 do vinho brasileiro:

Chardonnay – Vinícola Salton – Bento Gonçalves (RS)
Chardonnay – Domno do Brasil – Garibaldi (RS)
Chardonnay / Pinot Noir – Chandon do Brasil – Garibaldi (RS)

Categoria branco fino seco não aromático
Verdejo – Vinícola Terranova – Casa Nova (BA)
Chardonnay – Casa Valduga – Bento Gonçalves (RS)
Chardonnay – Vinícola Almadén – Santana do Livramento (RS)

Categoria branco fino seco aromático
Sauvignon Blanc – Vinícola Campestre - Campestre da Serra (RS)
Moscato Giallo – Sociedade de Bebidas Panizzon – Flores da Cunha (RS)

Categoria vinho tinto fino seco jovem
Merlot – Guatambu – Dom Pedrito (RS)

Categoria tinto fino seco
Merlot – Casa Perini – Farroupilha (RS)
Cabernet Franc – Estabelecimento Vinícola Valmarino – Pinto Bandeira (RS)
Ancellotta – Cooperativa Agroindustrial Nova Aliança – Flores da Cunha (RS)
Tannat – Família Bebber – Flores da Cunha (RS)
Merlot – Vinícola Miolo – Bento Gonçalves (RS)
Alicante Bouschet – Cooperativa Vinícola Aurora – Bento Gonçalves (RS)
Tannat – Vinícola Don Guerino – Alto Feliz (RS)



Você encontra uma ampla diversidade de vinhos brasileiros na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, em Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br     

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

* Fotos: Wagner Meneguzzi e Merlo e Emerson Haas



sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Wine South America credencia-se como maior feira de vinhos da America Latina


Segunda edição iniciou com participação expressiva de compradores interessados em negociar com as mais de 300 marcas nacionais e internacionais presentes


A 2ª edição da Wine South America abriu na tarde desta quarta-feira (25) em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, apresentando números que reforçam o posicionamento de maior feira do setor vinícola na América Latina e com presença de público que surpreendeu a organização. A expectativa de fechamento de negócios na ordem de R$ 10 milhões é ancorada pelo crescimento de 20% no número de expositores e incremento de mais de 130% no número compradores convidados. O primeiro dia da feira registrou o dobro de profissionais visitantes na comparação com o mesmo dia da edição anterior, que compareceu para conhecer as novidades e negociar com as 300 marcas nacionais e internacionais presentes.

Durante a cerimônia de abertura oficial, Marcos Milaneze, diretor da Milanez & Milaneze, empresa realizadora do evento, se referiu à feira como a principal plataforma de negócios do vinho na América Latina. Milaneze pontuou o propósito de criar um ambiente favorável tanto para o fechamento de negócios quanto para o acesso ao conhecimento e network. “Esse crescimento já nesta segunda edição se deve ao empenho do setor, ao fato de ser realizada no estado que é responsável por 90% da produção de vinhos no Brasil e também por fazer com que os compradores possam conhecer grande parte das vinícolas, visitar as regiões enoturísticas e vivenciar a emoção atrás do rótulo”, resumiu.

Já o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado, Rui Irigaray, representando o Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou a criação de um fundo de R$ 40 milhões para o financiamento de máquinas e equipamentos para o setor vitivinícola, por meio do Badesul. “Com a abertura de mercado devido ao acordo entre Mercosul e União Europeia, é preciso investimento em tecnologia para que o vinho brasileiro seja ainda mais competitivo”, disse. O secretário comemorou a abertura do escritório da Apex- Brasil no RS, anunciada ontem (24), durante evento na Fiergs em Porto Alegre. “São ações em sincronia que ajudam a desenvolver esta cadeia produtiva, fomentam o turismo e fortalecem as políticas de apoio ao setor vitivinícola”, afirmou.


Na segunda edição da Wine South America a participação de vinícolas brasileiras está ainda mais expressiva com produtores dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Bahia.

A adesão de produtores internacionais também é recorde, em razão de a feira estar sediada no maior país da América do Sul e com o maior potencial de consumo do continente. Além do Brasil, outros 12 países estão confirmados no evento, com destaque para os espaços da Argentina, do Uruguai, e do Chile reforçando o posicionamento da Wine South America como o maior evento profissional do setor no continente latino-americano e principal plataforma de relacionamento entre o mundo do vinho e a América do Sul.

Outros setores também têm destaque na Wine South America. O Azeite Experience - Salão do Azeite apresenta as últimas novidades do setor de olivicultura e o Spirits Brasil - Salão de Cachaça e Destilados é a vitrine para o mercado de bebidas destiladas e cachaças.

Ingressos podem ser adquiridos antecipadamente, por meio do site www.winesa.com.br, ou no local, durante o evento.

A feira encerra hoje as 21 horas. Corra que ainda dá tempo de visitar!
                   
SERVIÇO 

2ª Wine South America – Feira Internacional do Vinho                                      
Quando: de 25 a 27 de setembro de 2019 (quarta a sexta-feira), das 14h às 21h                  
Onde: Fundaparque (Alameda Fenavinho, 481), em Bento Gonçalves (RS) - Brasil         
Ingressos: no site www.winesa.com.br
Valor do Estacionamento: R$ 20                    
Públicos-alvo: importadores de bebidas; distribuidores e atacadistas; supermercados e hipermercados; bares, restaurantes, hotéis, padarias e lojas de conveniência; lojas especializadas em artigos de luxo; sommeliers; e varejistas                    
Outras informações: no site www.winesa.com.br, pelo e-mail info@winesa.com.br ou pelos telefones (54) 3455.6711 e (54) 3455.6712                          

* Fotos: Augusto Tomasi



quinta-feira, 19 de setembro de 2019

O espinhaço de ovelha com aipim!


Neste 20 de setembro, que tal uma típica receita farroupilha para comemorar a data?

Os gaúchos comemoram hoje os 184 anos da Revolução Farroupilha, que foi o mais longo conflito armado deflagrado dentro do território brasileiro pois durou de 1835 a 1845. Comandados por Bento Gonçalves as tropas farroupilhas tomaram Porto Alegre, capital da província do Rio Grande do Sul. Em 1836 foi proclamada a República Rio-Grandense que separou o Rio Grande do Sul do resto do país. Neste amplo contexto inserem-se as origens da culinária gaúcha composta por uma mescla de tradições e costumes das etnias indígena, portuguesa, espanhola, africana, alemã e italiana. O charque, primeiro produto da indústria regional e estopim da Revolução, é outro tempero desse banquete histórico já tratado neste espaço em várias ocasiões. O Rio Grande do Sul no frio de seu inverno congelante somente uma alimentação rica em calorias preparada nos galpões pela peonada da lida do gado, repletas de carnes gordas, carreteiros bem fortes e sopas quentes, davam ânimo para enfrentar um frio tão intenso. É neste ambiente que nascem o churrasco, o arroz carreteiro, o feijão mexido, o quibebe, o charque com mandioca, a paçoca de pinhão com carne assada, a couve refogada, o arroz com galinha, o puchero além de algumas caças como perdizes, patos, cutia e capincho. Nas estâncias a criação de ovelhas para produção de leite, lã e carne era abundante e é deste animal que preparava-se o espinhaço de ovelha com aipim juntando-se a este rol de delícias farroupilhas e cuja receita segue abaixo!   


Ingredientes:
(para 8 pessoas)

1 espinhaço de ovelha de 2 kg fatiado
1 kg de aipim
3 tomates
4 cebolas
3 dentes de alho
1 taça de vinho tinto
Óleo
Sal ou tempero pronto com pimenta

Preparo:

Coloque o aipim para ferver numa panela com água e sal. Tempere a carne de ovelha com sal ou tempero pronto com pimenta e começa a fritar. É importante selar bem. Depois que terminar de fritar a carne, reserve-a em um recipiente e prepare o molho na mesma panela. Ponha o alho e a cebola e deixe dourar bem. Quando a cebola estiver macia, acrescente a carne já selada, misturando. Adicione os tomates e a medida de uma taça de vinho tinto. Cozinhe até desmanchar os temperos. Se necessário adicione um pouco de água ao cozimento. Em seguida, junte o aipim à carne e ao molho e mexa com cuidado para não desmanchar o aipim. O toque final é o temperinho verde e a cebolinha. Acompanhe com quibebe e arroz branco.

Você sabia?



Antigamente, o atual território do Rio Grande do Sul era habitado por tribos de índios: os guaranis, que viviam da caça e da pesca e ocupavam as margens da lagoa dos Patos, o litoral norte e as bacias dos rios Jacuí e Ibicuí incluindo a região noroeste; os pampeanos, que ocupavam a região sul e sudoeste e os jês, talvez os mais antigos habitantes no lado oriental do rio Uruguai. Como tentativa de retirar os índios da mata para poder catequizá-los, os jesuítas introduziram no Estado o gado. Os índios passaram então a tomar conta do rebanho, que era criado solto, e comer sua carne tendo sempre farta comida a sua disposição e em troca aprendiam com os jesuítas a cultura europeia e construíam casas, surgiram assim as Missões. Com a entrada dos tropeiros de São Paulo e Minas Gerais no Sul, os índios foram caçados e levados como escravos e os jesuítas voltaram para a Europa. O gado, como era criado solto, continuou a se reproduzir e se espalhar pelo sul do continente, pois não havia um predador para caçá-lo.  Quando os tropeiros voltaram para o Rio Grande do Sul havia milhares desses animais, o gado selvagem. Começaram, então, a matá-los para extrair-lhes o couro cru, que era levado e vendido nos outros Estados. Para conservarem a carne que sobrava e a usarem como alimento em suas longas viagens, os tropeiros começaram a conservá-la rolando-a em sal grosso para desidratá-la, surgindo assim, o charque.