segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Apaltagua Envero Carmenére Gran Reserva 2016 - sóbrio e elegante!


O vinho comentado desta semana vem do Chile, do Vale do Colchágua, produzido pela vinícola La Pancora. O Apaltagua Envero Carmenére Gran Reserva 2016 é elaborado com uvas colhidas à mão. Para extrair mais cor e aromas, o mosto é misturado com a casca da uva durante três dias à baixas temperaturas. 

Na guarda, 60% do vinho é envelhecido em barricas de carvalho americano e francês por cerca de 1 ano e 40% em tanques de aço inoxidável e permanece já engarrafado nas caves por mais seis meses antes de ir ao mercado. Bom mas o que vale é a análise de suas características e então vamos a ela: possui coloração rubi profundo e lágrimas bem chorosas na taça.  Aromas frutados trazendo framboesa e cereja negra e marcados pelo estágio em barricas com tostado e chocolate ao nariz. Boca cômoda e agradável, gostoso de beber resgatando a tipicidade do Carmenére com toque mentol e herbáceo. Médio corpo e volumoso, larga persistência e ótimo final.      

Vai muito bem especialmente com carnes - churrasco, caça – também com refogado de legumes e frango, massa com molho sugo e queijos de media cura.

Possui 14% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura entre 16 a 18oC.

Você encontra os vinhos Carmenére na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

O Schnitzel!



Uma ótima e fácil receita alemã para embalar no ritmo da Oktoberfest!

Estamos em época de Oktoberfest pelos quatro cantos do Brasil e nada mais convidativo do que uma receita típica alemã para acompanhar aquele chope cremoso e gelado ou um bom vinho. Particularmente gosto bastante do Schnitzel -  os bifinhos de carne de porco à milanesa. “Schnitzel” em alemão significa costeleta ou escalope e é um dos pratos mais tradicionais da culinária austro-bávara. Aqui conhecemos como bife à milanesa. Foi no Império Bizantino a origem deste prato tendo a receita sido levado para a península ibérica por comerciantes árabes durante a idade média e, posteriormente, para a Itália. O fato é que é uma delícia e muito fácil de ser preparado, acompanhe a receita do Schnitzel!


Ingredientes:
(para 6 pessoas)

1kg de lombo de porco
100g de farinha de trigo
3 ovos
250g de farinha de rosca
1 maço de salsinha
Sal e pimenta-do-reino preta a gosto
Óleo para fritar

Preparo:

Com cuidado limpe o lombo de porco retirando o excesso de gordura. Fatie-o em bifes de cerca de 1 centímetro de espessura. Entre duas folhas de plástico-filme, disponha os bifes e bata com um martelo até que fiquem bem fininhos. Tempere a carne com sal e pimenta a gosto. Reserve. Pique a salsinha e, em uma tigela, misture com a farinha de rosca. Em outra tigela, bata os ovos e tempere com sal e pimenta a gosto. Em uma terceira tigela, coloque a farinha de trigo. Pré-aqueça uma frigideira com óleo. Passe os bifes na farinha de trigo, em seguida nos ovos batidos e logo após na farinha de rosca. Frite os bifes no óleo até que fiquem dourados. Retire da frigideira e coloque em um refratário com papel-toalha. Sirva acompanhado de batatas cozidas e purê de maçã.


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Oktoberfest de Santa Cruz do Sul terá aulas gratuitas na Escola de Gastronomia Senac


Entre os dias 10 e 21 de outubro, acontece, em Santa Cruz, a 34ª Oktoberfest da cidade. Mais uma vez, o Senac Santa Cruz do Sul participa do evento com diversas oficinas de gastronomia gratuitas. As atividades, que acontecem na Escola de Gastronomia Senac e Sindilojas, no Pavilhão 3 incluem a apresentação de receitas típicas da cultura alemã.


Quem ensina essas delícias são os docentes e chefs do Senac Santa Cruz do Sul, Cátia Leal Silveira e Ana Elisa Passos; da Faculdade Senac Porto Alegre, Leonir Martello e Mamadou Sène e do Senac Pelotas, Bryan Chaplin.  No dia 11, quem abre a programação da Escola é a docente Cátia Leal Silveira, que irá ensinar o preparo da “Cuca de Kaschmier”.

Já no dia 12, Dia das Crianças, a programação será especialmente voltada para os pequenos, a partir de 3 anos. Haverá oficinas de preparação de cupcakes, pão de queijo e cookies para o público infantil. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site www.senacrs.com.br/santacruz ou no evento.

A diretora do Senac Santa Cruz, Daniela Laner, destaca a participação da escola em mais uma edição do evento: “Participar da Oktoberfest com a Escola de Gastronomia muito no orgulha, pois a cada edição preparamos tudo com muito carinho para receber os visitantes. Neste ano, umas das novidades será a atividade "Degustação às Cegas", que proporcionará experiências diferenciadas para os participantes. Além disso, traremos na programação várias oficinas com receitas diferenciadas, não esquecendo da nossa tradicional cuca”, destaca.
Para o presidente do Sindilojas do Vale do Rio Pardo, Mauro Spode, a ação estreita os laços entre o Sindilojas e os braços operacionais da Fecomércio-RS. “Participar com a Escola de Gastronomia reforça a nossa marca e nossa parceria com a Assemp na realização da maior festa alemã do Rio Grande do Sul”, coloca.

Mais informações sobre a Escola de Gastronomia Senac e Sindilojas na 34ª Oktoberfest pelo telefone (51) 3711-6460 ou na própria instituição. O Senac Santa Cruz do Sul fica na rua Venâncio Aires, 300.


Confira a programação das Oficinas de Gastronomia da escola Senac e Sindilojas:

11 de outubro (quinta-feira)
Chef: Cátia Leal da Silveira
19h: Oficina Cuca de Kaschmier

12 de outubro (sexta-feira) - Programação Especial de Dia das Crianças
Chef: Ana Elisa Passos
15h: Chocolate Cupcake
17h: Pão de queijo com cheddar
19h: Butter Cookies

13 de outubro (sábado)
Chef: Leonir Martello
15h: Degustação a cegas

14 de outubro (domingo)
Chef: Bryan Chaplin
15h: Frango a mourisca
17h: Pera ao vinho com rabanadas
19h: Filé suíno recheado

15 de outubro (segunda-feira)
Chef: Ana Elisa Passos
19h: Pão de batata recheado

16 de outubro (terça-feira) - Programação Especial de Melhor Idade
Chef: Cátia Leal da Silveira
11h: Torta de maçã com manjericão
14h: Cuca de amora, castanhas e chocolate
16h: Torta de mainz (mainzer torto)
19h: Cuca de maracujá e coco

17 de outubro (quarta-feira)
Chef: Ana Elisa Passos
19h: Sanduíche de porco na cerveja

20 de outubro (sábado)
Chef: Mamadou Vakhabe Sène
15h: Torta de ricota
17h: Peixe a moda alemã com harmonização de cervejas Colorado
19h: Escalope suíno ao molho pilsen com cerveja Colorado

21 de outubro (domingo)
Chef: Mamadou Vakhabe Sène
15h: Goulash (picadinho de panela)
17h: Ovos nevados com morango
19h: Rolinho de carne alemão


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

A Avaliação Nacional de Vinhos – safra 2018: única e histórica


 Uma das melhores safras de vinhos brasileiros de todos os tempos foi degustada em Bento Gonçalves!


A safra 2018 do vinho brasileiro e, principalmente, para o vinho gaúcho foi - sem dúvida - espetacular! Pelos corredores da edição deste ano da Avaliação Nacional de Vinhos ocorrida no final de setembro em Bento Gonçalves, o rosto dos viticultores trocou o olhar tenso presente em outras safras por sorrisos, afinal, a qualidade dos vinhos que chegaram e chegarão ao mercado nos próximos meses é uma das melhores de todos os tempos. Não resta dúvida alguma de que - quando o clima ajuda - os enólogos brasileiros se mostram ainda mais competentes na regência da orquestra de habilidades para entregar vinhos do naipe dos melhores representantes sul-americanos! E a ANV 2018 mostrou exatamente isso, elevou a régua e colocou o vinho brasileiro no alto do pódio no que tange a qualidade e excelência.
Quase mil pessoas acompanharam os comentários dos painelistas sobre as 16 amostras degustadas 
Cerca de mil pessoas se fizeram presentes na edição deste ano do evento que é simplesmente a maior avaliação coletiva de uma safra no mundo. Apreciadores dos quatro cantos do país e do mundo se encontraram nos pavilhões do Parque de Eventos de Bento Gonçalves para conhecer e celebrar esta especial safra.

As 16 amostras mais representativas retirada das quase 350 amostras de 49 vinícolas inscritas e compostas por vinhos base espumante, brancos e tintos foram reveladas a todos e deixaram uma enorme e unânime expectativa do que teremos por vir nas taças.

Bases para espumante, brancos e tintos foram apresentados
Atesta-se que a Safra 2018 está entre as três melhores já registradas no Brasil, dividindo holofotes com as de 2005 e 2012, mas eu colocaria a de 2001 no lugar desta, pois foi espetacular. Inobstante quais foram as melhores o certo é que um pouco mais adiante e ainda mais quando os vinhos de guarda forem degustados talvez tenhamos a safra deste ano acima de todas as outras.

“Esta Avaliação é muito especial. Estamos falando de uma safra histórica, uma safra que está entre as três melhores da história do Brasil. O reconhecimento foi unânime e hoje estamos compartilhando com vocês na representação de 16 amostras”, brindou o presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE) – entidade promotora, enólogo Edegar Scortegagna.

Edegar Scortegagna, presidente da ABE
O auditório foi tomado por um público diversificado formado por enólogos, sommeliers, jornalistas, empresários, mas todos com o gosto pelo vinho em comum. Gente que veio de nove estados brasileiros (Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo), além do Distrito Federal, e de outros seis países (Canadá, Chile, Inglaterra, Itália, Reino Unido e Uruguai).

Pela primeira vez na história da Avaliação Nacional de Vinhos, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) – entidade máxima do mundo vitivinícola com sede em Paris -, esteve presente no evento com sua presidência. A brasileira Regina Vanderlinde, que assumiu a instituição no início de julho, integrou o painel de comentaristas.

Regina Vanderlinde, presidente da OIV
A ABE fez sua tradicional homenagem entregando o Troféu Vitis Amigo do Vinho Brasileiro 2018 para o empresário do turismo Tarcísio Vasco Michelon, diretor superintendente da Rede de Hotéis Dall’Onder, idealizador dos Caminhos de Pedra, da Maria Fumaça, entre inúmeros outros projetos; e o Troféu Vitis Destaque Enológico 2018 para o enólogo Antônio Salvador, diretor da Vinícola Salvattore, um dos fundadores da Associação Brasileira de Enologia, que começou sua trajetória de enólogo na década de 1970, tendo atuado em diversas vinícolas antes de ter seu próprio negócio.

Agraciados com o Troféu Vitis
A Avaliação Nacional de Vinhos é sempre uma grande festa! Na degustação das amostras mais representativas da safra centenas de produtores, enólogos, jornalistas, enófilos, estudantes e apaixonados pelo mundo do vinho se reúnem e celebram a cada edição a evolução do vinho brasileiro. E o público foi brindado neste ano com uma qualidade de safra que vai entrar para a história. Venham a nós vinhos brasileiros safra 2018!

Estas são as 16 amostras mais representativas da safra 2018 do vinho brasileiro:


Categoria: Vinho Base para Espumante
Domno do Brasil (Garibaldi)
Vinícola Geisse (Pinto Bandeira)
Vinícola Galvão Bueno (Candiota)

Categoria: Branco Fino Seco Não Aromático
Riesling Renano - Vinícola Almadén (Santana do Livramento)
Chardonnay - Cooperativa Vinícola Aurora (Bento Gonçalves)
Chardonnay - Cooperativa Vinícola Garibaldi (Garibaldi)

Categoria: Branco Fino Seco Aromático
Sauvignon Blanc - Vinícola Família Lemos de Almeida (Muitos Capões)
Moscato Giallo - Hortência Vinhos e Espumantes (Flores da Cunha)

Categoria: Tinto Fino Seco Jovem
Cabernet Franc - Vinícola Salton (Bento Gonçalves)

Categoria: Tinto Fino Seco
Merlot - Vinícola Don Guerino (Alto Feliz)
Merlot - Rasip Alimentos (Vacaria)
Cabernet Franc - Estabelecimento Vinícola Valmarino (Pinto Bandeira)
Cabernet Sauvignon - Vinícola Almaúnica (Bento Gonçalves)
Cabernet Sauvignon - Vinícola Miolo (Bento Gonçalves)
Tannat - Família Bebber Vinícola (Flores da Cunha)
Tannat - Casa Valduga Vinhos Finos (Bento Gonçalves)

Um brinde a safra 2018 do vinho brasileiro!
*Fotos: Jeferson Soldi e Emerson Haas 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Don Guerino El Gaucho Tannat 2017 - talvez o melhor Tannat brasileiro que já provei!


A Vinícola Don Guerino de Alto Feliz na Serra Gaúcha, de propriedade da família Motter, já não é mais aquela jovem promessa fora do eixo das tradicionais vinícolas gaúchas. Depois de alguns anos, muito trabalho, investimento, capacitação e foco no produto a vinícola chegou a maturidade e o aval disso é o resultado de suas participações nas últimas edições entre os 16 vinhos mais representativos da safra na Avaliação Nacional de Vinhos, este ano novamente com um Merlot espetacular e no ano passado com um Tannat que leva seu DNA para o vinho comentado desta semana, o Don Guerino El Gaucho Tannat 2017.

A sua cor rubi violáceo profundo enche os olhos e prepara os demais sentidos para o que está por vir. Ao nariz, aromas de cereja negra, amoras, mirtilos e alcaçuz com leve toque floral. Baunilha e tostado advindos do carvalho também aparecem harmonicamente. Em boca, frutado, taninos redondos, ampla persistência e excelente retrogosto. Gole após gole a vontade de uma nova taça não cessa!

Foi elaborado a partir de uma seleção de parcela do primeiro e mais antigo vinhedo plantado no ano 2001 somado a parcelas mais jovens. Estagiou em barricas de carvalho francês e americano por 9 meses o que equilibrou o vinho e o deixou aveludado e sedoso.

Acompanha bem carnes assadas na brasa – churrasco – legumes grelhados, carnes de caça com molhos vigorosos, queijos duros e algumas massas.

Possui 13,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura entre 16 a 18oC.

Um vinhaço! Certamente o melhor Tannat brasileiro que já degustei!

Você encontra os vinhos Don Guerino na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Conheça os premiados na Grande Prova Vinhos do Brasil 2018


A Grande Prova Vinhos do Brasil 2018, maior prova às cegas de vinhos brasileiros disponíveis no mercado, foi marcada por resultados surpreendentes. O primeiro deles com o recorde de amostras que neste ano chegou a 920, sendo 872 vinhos e 48 sucos de uva, de 117 vinícolas, dos estados do RS, SC, PR, SP, RJ, MG, BA e PE. De 27 a 30 de agosto, no Rio de Janeiro, um júri composto por 24 profissionais de renome internacional comprovaram a qualidade de marcas nacionais.


Idealizada e organizada pelo Grupo Baco com o apoio do Ibravin e Vinhos do Brasil, a lista com os grandes vencedores da 7ª edição da Grande Prova Vinhos do Brasil e 3ª Grande Prova Sucos de Uva 100% será anunciada nesta sexta-feira, 28 de setembro, em Bento Gonçalves, durante a Wine South América - Feira Internacional do Vinho. Os espumantes continuam excelentes, mas a surpresa este ano foram os tintos, que pela primeira vez superaram as borbulhas em número de amostras inscritas e de medalhas.

Nos tintos as maiores e mais premiadas categorias, como esperado, foram Cabernet Sauvignon (35 ouros), Merlot (27), Cortes (26) e os Super Premium (22), mas em termos proporcionais a surpresa veio dos Cabernet Franc. Dos 17 vinhos dessa categoria, nada menos que 10 (59%) receberam ouro, mostrando o alto nível dessa variedade de uva. Os 335 espumantes inscritos levaram 73 medalhas e mais uma vez comprovaram a excelência da Serra Gaúcha. Das nove categorias de espumantes avaliadas, todos os campeões são dessa região, destaque para as três medalhas de Duplo-Ouro conquistadas pelos espumantes, com Família Geisse e Casa Valduga que foram os campeões empatados da categoria Brut Branco Champenoise e para a Vinícola Valmarino campeã da categoria ExtraBrut, Nature e Branco.

O Rio Grande do Sul, responsável por 90% da produção nacional, ficou com 225 amostras premiadas, do total de 280. Na categoria Duplo-Ouro, com sete vinhos e um suco, o domínio foi 100% do RS. Entre as 23 amostras premiadas na categoria Super Premium está um Tannat safra 2005, da Estrelas do Brasil, ou seja, um vinho de guarda com 13 anos, o que só comprova a evolução dos processos por parte das vinícolas.


Santa Catarina conquistou 34 medalhas. Um catarinense levou título de  melhor Malbec do Brasil, com a Vinícola Kranz. Minas Gerais ficou com 12 medalhas, entre elas destaque para Cabernet Sauvignon, da Casa Geraldo, na categoria Super Premium. O Paraná recebeu nove medalhas, destaque para o Tannat, da Franco Italiano, na categoria Super Premium. Pernambuco garantiu uma medalha com a Vinibrasil, com seu Rio Sol Ícone. A Vinícola Miolo, de Bento Gonçalves, foi a grande campeã deste ano, vencendo em cinco categorias, seguida pela Basso Vinhos e Espumantes, de Farroupilha, em três categorias. A Casa Valduga foi quem levou mais medalhas, 18 no total (17 vinhos e 1 suco).

A Grande Prova Vinhos do Brasil 2018 também comprovou que vinho bom necessariamente não é vinho caro. Das 280 medalhas de ouro, 67 marcas são best buys abaixo de R$ 50,00, sendo 10 campeãs. E as boas notícias não param por aí, 18 vinhos estão abaixo de R$ 35,00. A Basso Vinhos e Espumantes ficou no topo da lista dos Best Buys. Campeã na categoria Branco Moscato seu vinho sai por R$ 18,00. A mesma vinícola também sagrou-se campeã com o espumante Moscatel Branco, que custa apenas R$ 25,90. O espumante Brut Branco Charmat, da Vinícola Aurora, também campeão na sua categoria, custa R$ 22. Eleito o melhor rosé do Brasil, o Miolo Seleção, sai por R$ 32,56.

Sérgio Queiroz, coordenador geral da Grande Prova e um dos sócios do Grupo Baco, comemora o resultado dos best buys e da Grande Prova como um todo. “E ainda dizem que o vinho brasileiro é caro”, comenta.

Participaram da 3ª Grande Prova Suco de Uva 100% 48 amostras nas categorias branco e tinto. Do total, todas da safra 2018, 15 amostras ganharam medalha de ouro, sendo 12 tintos e três brancos. A Don Affonso, campeã da categoria Suco Tinto, levou Duplo-Ouro, enquanto a Vinícola Galiotto, foi a campeã na categoria Suco Branco. Qualidade e pureza foram alguns dos quesitos que fizeram com que neste ano a Grande Prova Sucos do Brasil acumulasse o dobro de medalhas na comparação com a edição de 2017.

Conheça os premiados:

Espumante Brut Branco Champenoise
Casa Valduga RSV Brut 25 Meses 2015 Casa Valduga EMPATE

Cave Geisse Brut Blanc de Noir 2015 Família Geisse EMPATE

Espumante Brut Branco Charmat
Panizzon N/V Panizzon EMPATE



Saint Germain Brut N/V Vinícola Aurora EMPATE

Espumante Brut Rosé Champenoise
Cave Geisse Brut Rosé 2016 Família Geisse

Espumante Brut Rosé Charmat
Garibaldi Brut Rosé N/V Vinícola Garibaldi

Espumante Extra-Brut,Nature Branco
Valmarino Nature 2012 Vinícola Valmarino

Espumante Prosecco
Monte Paschoal Prosecco N/V Basso Vinhos e Espumantes

Espumante Moscatel Branco Espumante 
Casa Perini Moscatel N/V Casa Perini


Espumante Demi-Sec Branco
Aurora Demi-Sec N/V Vinícola Aurora

Espumante Moscatel e Demi-Sec Rosé
Peterlongo Presence Demi-Sec N/V Peterlongo

Branco Chardonnay
Segredos da Adega Gran Reserva Chardonnay 2015 Casa Marques Pereira EMPATE
Casa Valduga Gran Terroir Leopoldina Chardonnay 2017 Casa Valduga EMPATE

Branco Sauvignon Blanc
Miolo Reserva Sauvignon Blanc 2018 Vinícola Miolo

Tintos Outras Castas
Kranz Malbec 2010 Vinícola Kranz

Branco Riesling
Miolo Single Vineyard Riesling Johannisberg 2018 Vinícola Miolo

Branco Moscato
Monte Paschoal Moscato Frisante N/V Basso Vinhos e Espumantes

Branco de Outras castas e Cortes
Leone di Venezia Garganega 2017 Leone di Venezia

Tinto Cabernet Sauvignon
Fabian Reserva Cabernet Sauvignon 2005 Vinhos Fabian

Tinto Merlot
Monte Paschoal Reserva Merlot 2013 Basso Vinhos e Espumantes EMPATE

Tinto Merlot
D'Alture Merlot 2012 Vinícola D'Alture EMPATE

Tinto Tannat
Cordilheira de Sant'Anna Tannat 2007 Cordilheira de Sant'ana

Tinto Super Premium
Miolo Lote 43 2012 Vinícola Miolo

Tinto Syrah
Almaúnica Ultra Premium S8 Syrah 2016 Almaúnica

Tinto Pinot Noir
Bellavista Estate Pinot Noir 2014 Bueno Wines

Tintos Outras Castas
Miolo Single Vineyard Touriga Nacional  2017 Vinícola Miolo

Tinto Cabernet Franc
Cave Boscato Cabernet Franc 2014 Vinícola Boscato

Tinto Marselan
Viapiana Expressões Marselan 2013 Vinícola Viapiana

Tintos Outras Castas
Lidio Carraro Singular Teroldego 2011 Lidio Carraro

Tinto Cortes
Lidio Carraro Grande Vindima Quorum 2008 Lidio Carraro

Rosé
Miolo Seleção Rosé 2018 Vinícola Miolo

Doces e Fortificados
Don Affonso Distinto Mistela N/V Don Affonso



quinta-feira, 27 de setembro de 2018

A santa-cruzense Heilige!



Uma das cervejarias mais premiadas do Brasil está fincada neste município que está de  aniversário!


Nesta sexta-feira, 28 de setembro, Santa Cruz do Sul está completando 140 anos! E quando falamos da cidade por este mundo afora de imediato vêm à cabeça imagens e lembranças de uma terra de colonização alemã, cucas, Oktoberfest e claro, cerveja! E nesta data tão especial que tal falarmos de outra genuína marca da cidade, a cervejaria Heilige. A Heilige nasceu em 2010 focada no objetivo de trazer a cultura cervejeira para Santa Cruz do Sul num período onde as cervejas artesanais e especiais iniciavam a sua escalada junto ao consumidor e apreciador desta bebida lupulada. Por iniciativa de seus 3 sócios  - Rodrigo Yung, Henrique Eisenberger e Ivan Oliveira - Santa Cruz e boa parte do Brasil passou a brindar os momentos da vida com cervejas de alta gama elaboradas pela cervejaria. Somou-se ao time o inquisidor mestre cervejeiro Paulo Sarvacinski, formado no Rio de Janeiro e em São Paulo e larga experiência em visitas técnicas, concursos e seminários nos principais países produtores mundiais, que parou no estado numa cervejaria da Serra Gaúcha e onde em 2010 convidado a fazer parte do time Heilige, onde desde então vem desenvolvendo suas receitas e seu trabalho juntamente com um time de peso. Este mesmo time entende que ainda não alcançaram o patamar desejado de excelência mesmo com todos os prêmios e honrarias já conquistados. “Não acho que chegamos na excelência, mas sim estamos sempre em busca dela, gostando do que se faz, cuidando do que se faz, elaborando os processos de modo correto e constantemente em busca de melhorias, isso nos faz evoluir” atesta Sarvacinski.
 
Jovem e dinâmica equipe Heilige
A cervejaria tem em seu processo de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos um de seus diferenciais competitivos.  Inicia com a tendência de mercado, estudo do público alvo, testes e provações até chegar ao resultado esperado. E cada estilo e processo cervejeiro segue a “Lei da Pureza” de 1516 escrita por Guilherme IV, monarca alemão, do Estado da Baviera que promulgou a 1ª lei de proteção ao consumidor da história. As cervejas produzidas pela Heilige assim como de muitas micro-cervejarias européias são de puro malte e sem adição de nenhum tipo de produto químico, idealizadas pela necessidade de oferecer ao mercado produtos especiais e de sabor único.


Tanques acomodam até 70 mil litros de cerveja

Atualmente a Heilige conta com 17 estilos de cerveja divididas em 3 linhas: linha Best Seller que são as cervejas clássicas e equilibradas  - Pilsen, Red Ale, Pale Ale, Weiss, Oktoberfest, Belgian Wheat Ale e  Porter; a linha Extra Hops que é uma variação da Best-Seller porem com amargor mais pronunciado e intenso com uma boa carga extra de lúpulo - American Pale Ale, Double Red Ale, German Ipa, Bohemian Pilsner e Session Ipa; e a linha Strongest, que são cervejas mais intensas em corpo, teor alcoólico e complexidade (algumas inclusive maturadas em barricas de carvalho de vinho do Porto e Whisky) - Barley Wine, Belgian Trippel, Belgian Dubbel e Belgian Saison. Mas os rótulos não param por aí, uma linha completa de IPAs e uma linha de cervejas envelhecidas em barricas de carvalho, envasadas nas garrafas serão lançadas em breve no mercado.
 
Barricas de vinho do porto e whisky envelhecem alguns estilos de cerveja
Há 6 anos atrás nasceu o projeto da Heilige Brew Pub, espaço cativo na noite da cidade e destinado para o consumidor degustar as cervejas da casa acompanhados de petiscos e gente bonita. Hoje tem unidades além de Santa Cruz também em Lajeado e Porto Alegre. A HBP possui um ambicioso plano de expansão com previsão de chega a 30 pontos nos próximos 5 anos.

Mesmo com tanta visibilidade e qualidade dos produtos Paulo comenta que ainda não houve nenhum assédio por parte de alguma grande cervejaria para aquisição da Heilige como aconteceu recentemente com várias pequenas cervejarias. “Continuamos sendo genuinamente santa-cruzense!” confirma Paulo. Prosit!  

Paulo Sarvacinski é o mestre-cervejeiro
Você sabia?

- Um dos momentos mais marcantes da Heilige foi um dos prêmios conquistados pela cervejaria em 2015, como Melhor Cervejaria da América do Sul, no concurso South Beer Cup o que lhe gerou o espraiamento da marca e do trabalho desenvolvido desde a fundação pelo time da empresa e logo após, em 2016, a Heilige ficou em segundo lugar no Campeonato Brasileiro de Cervejas, no quesito Melhor Cervejaria do Brasil. Mais de 70% das cervejas produzidas já ganharam medalhas, nacionais e internacionais, entre ouro, prata e bronze, para cada estilo.
- O mestre cervejeiro Paulo tem sua predileção por algumas das cervejas produzidas, não tendo apenas uma preferida mas sim uma de cada linha: vai de Weissbier, German Ipa e uma Barley Wine para acompanhar um bom prato.
- Hoje a Heilige tem capacidade produtiva para 70 mil litros de cerveja/mês.
- O Brasil possui atualmente quase 200 micro-cervejarias, localizadas na maioria no Sul e Sudeste. Já a Alemanha, o primeiro país a comercializar cerveja, mantém mais de 5 mil marcas  e cerca de 1.300 cervejarias.

Baco fala:


Uma das cervejas que mais gosto desta cervejaria é a Heilige German IPA! Tenho especial apreço por cervejas mais encorpadas, aromáticas e alcoólicas e este rótulo entrega com perfeição estas características. Esta GIPA possui cor âmbar com reflexos com nuance ocre e entrega aromas complexos de frutas brancas cítricas – abacaxi e pomelo – florais e ainda um toque herbáceo mentolado. Em boca é equilibrada, corpo médio, com acidez correta, amargor final cômodo no retrogosto com malte e caramelo. Muito persistente, quente e ampla no palato.

Harmoniza com eisbein, carnes condimentadas, pimentão recheado, carnes com pimenta, hambúrguer com bacon e inclusive cheesecake de chocolate branco.

Possui 7% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumida na temperatura entre 4 a 6oC e em taça pint.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

Embalagens levam  o símbolo de Santa Cruz do Sul, a catedral São João Batista