sexta-feira, 1 de junho de 2012

Crasto Douro 2009 Tinto

O comentário de hoje é sobre um vinho do Velho Mundo, o português Crasto Douro 2009 Tinto, produzido a partir das uvas típicas daquela região Tinta Roriz, Tinta Barroca ,Touriga Franca e Touriga Nacional. Possui coloração rubi escura, opaca e turva, com halo violeta destacado pela luz. Traz ao nariz aromas destacados de frutas vermelhas frescas e silvestres – cerejas e ameixinha vermelha – e álcool pronunciado que logo se acomoda. Também percebe-se um toque floral suave.

Em boca a fruta também se apresenta destacando um corpo mediano, acidez média também, taninos levemente duros, final quente e com amargor característico, mas equilibrado. Muito estruturado. Não passa em barrica. Em resumo: encorpado, potente, intenso, com taninos presentes, salivante em boca.

Acompanha bem carnes fortes, com molhos bem temperados com especiarias, carnes grelhadas, massas com molhos cremosos, pizzas, caldos e cremes. A vinícola Quinta do Crasto possui mais de um século e está situada na margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, possuindo cerca de 70 hectares de vinhedos. Produz também Vinhos do Porto e azeite.

A revista norte-americana Wine Spectator acaba de atribuir a nota de 90 pontos ao Crasto Tinto 2009.

Você encontra os vinhos portugueses na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo site www.weinhaus.com.br.
   
E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sopa de Tomates


Tal fruta- sim o tomate é considerado uma fruta e não um legume – e suas infinitas utilidades dá razão de ser a caldos e sopas deliciosas. Uma delas é o gazpacho - sopa fria muito tradicional na região da Andaluzia, na Espanha. Símbolo da culinária andaluz, acredita-se que esse prato teve origem entre as famílias mais humildes, feito com sobras de pães, azeite de oliva, vinagre e alguns legumes e hortaliças frescas. O gazpacho não costuma agradar a todos que o experimentam, pois para alguns ele pode ser terrivelmente indigesto. Para torná-la mais convidativa, a sopa quente de tomates acabou revelando-se na Itália há algumas dezenas de anos atrás, a qual, em sua versão tupiniquim, apresento a seguir, a receita da Sopa de Tomates.    


Ingredientes:
(para 8 porções)

500 g de tomates picados sem pele e sem semente
3 fatias de bacon picado
1 cebola picada
Meio dente de alho picadinho
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 gema de ovo
1 litro de água fervente
1 cubo de caldo de carne
1/2 xícara (chá) de creme de leite
1/2 colher (sobremesa) de açúcar
Uma colher de sopa de azeite de oliva
Sal e pimenta do reino branca à gosto
Salsinha picada à gosto para decorar

Preparo:

Aqueça a manteiga com o azeite de oliva na panela e refogue rapidamente as cebolas e o alho até murcharem. Pique os tomates em pedaços pequenos e adicione-os a panela e deixe cozinhar em fogo baixo até desmanchar. Junte a água fervente e o caldo de carne e mantenha em fogo baixo por cerca de 30 minutos. Dissolva a farinha de trigo em um pouco de água fria e junte à mistura.Tempere com sal, pimenta e açúcar. Deixe engrossar um pouco e, se precisar, esmague com um esmagador. Coloque a gema de ovo e a salsinha numa sopeira, misture bem e junte o creme de leite aos poucos, batendo bem. Despeje a sopa fervente sobre essa mistura e sirva.

Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul de hoje.

O tomate:

Oriundo da América Central e do Sul, desde o Peru até ao México, o tomate era inicialmente cultivado e consumido pelas civilizações Asteca e Inca. Só mais tarde, no século XVI, é que foi introduzido na Europa pelas mãos de alguns exploradores. Ainda assim, os europeus acreditavam que o tomate era venenoso sendo apenas utilizado para efeitos ornamentais. No século XIX, na França, Espanha e Itália, o tomate passou a ser consumido e cultivado numa escala maior, tornando-se popular em muitas receitas, mas o grande impulso foi conhecido através dos italianos, pelo famoso molho de tomate, que se tornou no principal ingrediente, utilizado nas pizzas e em outras massas. É também um dos principais ingredientes da dieta mediterrânica, assim como o alho, a cebola e o azeite.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Carmela Benegas Rose 2007

O vinho a estampar este espaço hoje foi escolhido exatamente como uma das opções para harmonização com pratos à base de salmão, casualmente cardápio do jantar de ontem, o argentino Carmela Benegas Rose 2007. Elaborado com castas 50% Cabernet Franc e 50% Petit Verdot, cultivadas na região de Maipú, na Costa do Alto Rio Mendoza, tem uma característica particular pois as uvas que o compõem começam a sangrar  no momento em que chegam à vinícola, e o primeiro suco natural é extraído logo que entram nos tanques de estocagem, preservando todas as virtudes em sua composição, com a assessoria do enólogo consultor Michael Rolland. Possui visual de cor rosada alaranjada, límpida e intensa. Seus aromas são de boa e sutil qualidade, com perfume de flores, violetas, algo de jasmin e frutas vermelhas cítricas. Na boca é intenso e refrescante com ótima persistência. Possui leve amargor, equilíbrio no álcool e na acidez. Corpo médio. Sabor lembrando frutas vermelhas, maça e um toque floral. Ideal para ser servido na temperatura entre 7 e 9 º. Possui teor alcoólico de 13,5%.

"Carmela, teu rótulo entrega toda a sensualidade que um vinho rosé desperta. Tua coloração sedutora, teus aromas e tua untuosidade remetem a lembranças carregadas de erotismo. Teu brindar pede companhia assim como tua boca pede um beijo", por este colunista.

Veja o que o site www.mundovinho.com.br fala a respeito do vinho rosé:
 

Você encontra os vinhos da Bodega Benegas na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo site www.weinhaus.com.br.   

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!   
Nem tinto, nem branco. O vinho rosé possui tons que podem variar do alaranjado até a cor púrpura, dependendo do tipo de uva e da fermentação. Pode ser produzido de duas formas: por meio de uma cuidadosa mistura de vinho tinto com vinho branco; ou por uma leve maceração das uvas pretas no mosto.


A produção do vinho rosé é feita com uvas tintas e envolve um misto dos processos de vinificação do tinto e do branco. Inicia-se utilizando o mesmo processo do vinho tinto. Cuida-se, apenas, para que a maceração não seja muito longa, estendendo-se até que se atinja a coloração desejada. As cascas são, então, retiradas do mosto. A partir daí, segue-se o ritual adotado para o vinho branco: o líquido vai para uma cuba de aço inoxidável, onde se obtém aromas frutados e frescos. Outro método de produção do vinho rosé envolve a mistura criteriosa de vinhos tintos e brancos, até atingir-se a coloração desejada.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Canapés de Purê de Batata Doce e Robalo Grelhado

Canapés são pequenos pedaços de pão, frescos ou torradas no forno – até mesmo legumes servem de base - que podem ser servidos quentes ou frios, de formas variadas, ou pequenos biscoitos temperados, servidos com patês, caviar, ovos, pastas salgadas, purês e outros acompanhamentos. Pode ter montagem e apresentação variados, tornando-se agradáveis aos olhos e saborosíssimos no paladar. Seu nome origina-se do francês “canapé”, um tipo de sofá, significando “ser um alimento que não precisa necessariamente ser comido à mesa, podendo ser degustado na sala de estar”, segundo Maria Lucia Gomensoro no seu Pequeno Dicionário de Gastronomia.  A origem do canapé é russa. Os russos serviam esta espécie de entrada, antes das refeições, em uma sala vizinha ao restaurante, e o chamam de “Zakouski”. Eles são petiscos muito delicados, portanto devem ser de dimensões pequenas e delicadamente enfeitadas. São muito saborosos, quando preparados com capricho. O canapé é uma comida universal e universal também é o seu uso e as variabilidades de ingredientes, montagens, combinações e apresentações possíveis de serem servidas. Este que segue abaixo é uma criação minha, na qual procurei criar uma explosão de sabores ao ser degustado. Com vocês os CANAPÉS DE PURÊ DE BATATA DOCE E ROBALO GRELHADO


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

200g de filé de robalo
100g de torradinhas de pão sueco (ou batata frita tipo Pringles)
3 batatas-doces pequenas assadas
Duas colheres de doce de leite
50ml de leite de côco
50ml de leite de vaca
Raspas de um limão siciliano
Uma colher de sopa de manteiga
Pimenta jamaica moída
Pimenta do reino moída
Sal à gosto

Preparo:

Corte o filé de robalo em cubos de cerca de dois centímetros, tempere com sal, pimenta do reino e as raspas de limão. Reserve. Descasque as batatas-doces e esmague-as com um garfo em uma tijela, juntando a manteiga, o leite de côco, o leite de vaca, o doce de leite, o sal e a pimenta jamaica. Misture e esmague bem, acertando o ponto do purê com o leite de vaca. Reserve. Unte uma frigideira anti-aderente com manteiga e aqueça em fogo médio. Disponha os cubos de robalo e aumente o fogo, deixe cerca de 2 minutos, vire-os e deixe por mais dois minutos. Desligue o fogo. Para montar utilize como base o pão sueco um a um (fatias com cerca de 5cm), cubra com o purê e finalize com o robalo grelhado. Sirva como entrada ou petisco antes do prato principal.    

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Mas bah, tchê!

O nosso Rio Grande do Sul, cheio de seus regionalismos e simbolismos, estado de prato, bebida e vestimenta típica torce muito nariz Brasil afora, mas carrega consigo honra e tradição. Uma de suas mais conhecidas expressões, o “tchê!” tem a sua história e origem, a qual contarei aqui. 


No Brasil também existem muitos regionalismos. Quem já não ouviu um gaúcho dizer: "Barbaridade, Tchê"? Ou de modo mais abreviado "bah, Tchê"? Essa expressão, própria dos irmãos do sul, tem um significado muito curioso. Para conhecê-lo, é preciso falar um pouquinho do espanhol, dos quais os gaúchos herdaram seu "Tchê".

Há muitos anos, antes da descoberta do Brasil, o latim marcava acentuada presença nas línguas européias como o francês, espanhol e o português. Além disso o fervor religioso era muito grande entre a população mais simples.

Por essa razão, a linguagem falada no dia, era dominada por expressões religiosas como: "vá com Deus", "queira Deus que isso aconteça", "juro pelo céu que estou falando a verdade" e assim por diante. Uma forma comum das pessoas se referirem a outra era usando interjeições também religiosas como: "Ô criatura de Deus, por que você fez isso"? Ou "menino do céu, onde você pensa que vai"? Muita gente especialmente no interior ainda fala desse jeito.

Os espanhóis preferiam abreviar algumas dessas interjeições e, ao invés de exclamar "gente do céu", falavam apenas Che! (se lê Tchê) que era uma abreviatura da palavra caelestis (se lê tchelestis) e significa do céu. Eles usavam essa expressão para expressar espanto, admiração, susto. Era talvez uma forma de apelar a Deus na hora do sufoco. Mas também serviam dela para chamar pessoas ou animais.

Com a descoberta da América, os espanhóis trouxeram essa expressão para as colônias latino-americanas. Aí os Gaúchos, que eram vizinhos dos argentinos e uruguaios acabaram importando para a sua forma de falar. Portanto exclamar "Tchê" ao se referir a alguém significa considerá-lo alguém "do céu". Que bom seria se todos nos tratássemos assim. Considerando uns aos outros como gente do céu.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Don Guerino Teroldego Gran Reserva 2007

Em vários sites e blogs eu havia lido comentários muito positivos sobre dois rótulos da Vinicola Don Guerino, um Ancelota e um Teroldego, ambos Gran Reserva. Recebi um Don Guerino Teroldego Gran Reserva 2007 para degustar e confesso que a impressão foi muito boa, um vinhocom nariz e boca como gosto, de personalidade. A casta Teroldego tem origem no Vêneto italiano e, atualmente, seu cultivo está atualmente mais ao norte, no Trento. Tanto uma quanto outra foram as regiões de onde saíram imigrantes italianos para o Brasil, em 1875, que se tornaram colonos de terras na região de Bento Gonçalves e adjacências. Por isso tal uva tem um forte apelo emocional com os produtores da Serra Gaúcha. A Teroldego dá vida a vinhos frescos e frutados, mas com rendimento é controlado, sugere suntuosidade, concentração e potencial de guarda de cor profunda, densa e atraente. A casta tem baixos taninos, mas oferece altos níveis acidez, acúcar e álcool. Possui aromas fumados com toques de amêndoas amargas e condimentos e a acidez costuma ser equilibrada. A Don Guerino está localizada no município de Alto Feliz, na Serra Gaúcha e produz o vinho citado com uvas 100% da variedade Teroldego. De coloração rubi profundo e brilhante, trouxe lágrimas médias e lentas a taça. Logo ao ser aberto apresentou um ataque frutado, com café e chocolate em destaque. Os 14 meses de aporte em barricas de carvalho francês deixou a madeira equilibrada em nariz e boca. Apresentou ótima complexidade e equilíbrio em boca, com taninos domados e macios, acidez equilibrada, vinho muito gastronômico. De corpo médio alto, estruturado e harmonioso, trouxe muita fruta vermelha no paladar – cereja destacada – manjericão e alcaçuz, com ótima persistência. Harmoniza bem com carnes vermelhas, queijos maturados, molhos fortes e massas com molhos encorpados.  Possui 13% de graduação alcoólica e ideal ser consumido na temperatura entre 16 e 18°C. Ótimo vinho, recomendo!  

Você encontra os vinhos da Don Guerino na Wein Haus, loja especializada em vinhos, lpelo site www.weinhaus.com.br. 

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!                       

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Entrecôte Rápido de Forno

O entrecôte é um dos cortes de carne bovina que está entre os meus preferidos, devido principalmente ao seu sabor, textura e que por sua camada de gordura na lateral mantém a umidade da carne. O corte é um dos pratos mais tradicionais da culinária francesa e corresponde à ponta do contra-filé e que leva nomes diferentes em países como Estados Unidos (rib eye), França (noix) e Argentina (bife ancho), filé de costela, gerando pequena confusão. Elisabeth Schreiner, médica veterinária e chef-proprietária do Meat Shop, açougue-boutique com restaurante de parrilla em Florianópolis é uma entusiasta quando refere-se ao entrecôte: “é um corte macio, com dois músculos, igualmente tenro e suculento. Comparando o entrecôte de gado europeu com um mesmo corte, de uma raça não européia, o não europeu apresenta carne mais magra, sem marmoreio”. De rápido preparo pode ser feito na brasa, no forno ou mesmo na chapa tendo que ser observado que não passe do ponto, sob pena de ficar duro e fibroso. Acompanhe a receita do Entrecôte Rápido de Forno. 



Ingredientes:
(para 4 pessoas)

1,2 kg de entrecôte cortado em fatias de cerca de 3cm
Dois pimentões vermelhos sem sementes
8 batatas médias descascadas e cortadas em quatro partes
Duas colheres de sopa de manteiga
Pitada de orégano
Pitada de alecrim
Azeite de oliva
Sal e pimenta do reino moída à gosto

Preparo:

Cozinhe rapidamente as batatas em água fervente com um pitada de sal até ficarem parcialmente cozidas. Escorra em lave em água fria para travar o cozimento. Reserve. Amasse as peças do entrecôte com a palma da mão para levemente achatá-las. Tempere com sal, pimenta, orégano, alecrim e um fio de azeite, de ambos os lados. Unte uma assadeira com manteiga e disponha as peças de entrecôte, assando junto na mesma pedaços grandes de pimentão temperados do mesmo modo e embebidos em azeite de oliva. Leve ao forno pré-aquecido a 200°C por cerca de 15 minutos e junte as batatas pré-cozidas, deixando por mais 15 a 20 minutos conforme o forno e o ponto desejado. Sirva regando a carne com o líquido resultante do assado. 

Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul de hoje.