quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Alguém


Quero alguém que me tire o fôlego a cada encontro. Mas que me dê tempo de recuperá-lo também!



Quero alguém que às 3 da tarde faça bater aquela vontade de chegar logo o final do dia para poder encontrá-la!

Quero alguém que me ligue para saber como estou mesmo recém tendo tomado café juntos.

Quero alguém que possa admirar e querer estar perto sempre, ser a primeira pessoa a quem possa contar as coisas e saber que serei escutado.

Quero alguém que me faça perder o controle, que tire ele de minhas mãos, e que me deixe sem chão quando faze-lo.

Quero alguém que tenha química, que conjugue os elementos da tabela periódica a cada beijo e virada na cama.

Quero alguém que goste e cuide. Quem gosta e cuida não deixa solto, não deixa a ermo.

Quero alguém que queira estar comigo, que se realize na minha presença e queira cada vez mais estar nela.

Quero alguém que mesmo em meio a tantas tarefas e compromissos queira e crie tempo para saber de mim.

Quero alguém que me deixe arrepiado a cada toque.

Quero alguém que fale de mim para seus amigos com brilho nos olhos e que se encante com suas próprias palavras ao descrever-me.

Quero alguém que despeje em mim a parceria para seus sonhos e que me queira dentro deles.

Quero alguém que me surpreenda com pequenas coisas e que me deixe sem palavras mesmo no maior debate.

Quero alguém que me tire a respiração e faça minhas mãos suarem ao mínimo motivo.

Quero alguém que seja cúmplice, que se entregue mesmo se for para navegar numa tempestade na madrugada.

Quero alguém que possa me dar carinho mesmo quando sequer imaginei pedi-lo.

E quero alguém que saiba fazer brigadeiro de colher!

Será que peço muito? Quem sabe esta é uma busca que nunca termine mas que vale muito a pena ser perseguida. Assim como a receita do Brigadeiro de Colher!



Ingredientes:

1 lata de leite condensado
1 caixinha de creme de leite
4 colheres de chocolate em pó
1 colher de margarina
Chocolate granulado para decorar

Preparo:

Num refratário alto, e grosso coloque o leite condensado, o chocolate e a margarina, misture e leve ao micro-ondas, quase todos os micro-ondas tem a tecla brigadeiro, se o seu não tem, deixe 7 minutos em potência alta, mexendo na metade do tempo. Enquanto isso prepare uma bacia com gelo, 2 forminhas de gelo mais ou menos. Quando o brigadeiro estiver pronto, coloque a tigela na bacia de gelo, sem medo, não quebra, adicione o creme de leite (de caixinha é melhor porque vem menos), misture bem até ficar homogêneo, parece que vai desandar, mas não vai. Coloque em tacinhas ou copinhos, decore com o granulado e leve para gelar.


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Condado Real Tempranillo 2015

Tenho predileção a vinhos elaborados com a uva Tempranillo, cartão de visitas da Espanha, e das sensações que ele pode oferecer. O Condado Real Tempranillo 2015 produzido pelo Grupo Avelino Vegas da região de Castilla Y Léon, é um destes representantes jovens e com bastante fruta. 

Possui coloração rubi brilhante e nuances violáceas, este vinho apresenta aromas intensos e frescos de frutas vermelhas maduras – morango e groselha – toque lácteo, goiaba, tâmaras e especiarias. Em boca equilibrado e fino, com acidez agradável e que pede a companhia de um alimento. Taninos redondos e um bom final de boca e retrogosto.

Estagia por 6 meses em barricas de carvalho.

Na dica de harmonização além das tradicionais carnes vermelhas grelhadas este vinho também vai bem com legumes na brasa, paella a valenciana, carne de panela, carne, tortilha de batata e suíno no forno e queijos médios além de presunto parma.

Possui 13% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura de 16 a 18oC. 

Você encontra dezenas de vinhos espanhóis na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O mestre dos espumantes!


Eleito Enólogo do Ano 2017, Carlos Abarzúa esteve em Santa Cruz e concedeu esta entrevista exclusiva!


No último dia 31 de outubro, a Confraria do Sagu – especializada na análise técnica de vinhos – recebeu como convidado e palestrante nada mais nada menos que Carlos Abarzúa, enólogo e diretor da Vinícola Geisse de Pinto Bandeira na Serra Gaúcha, recém eleito pela Associação Brasileira de Enologia, o Enólogo do Ano 2017. Carlitos – como é carinhosamente chamado pelos amigos e colegas do vinho – apresentou uma inédita degustação vertical do espumante Cave Geisse Nature de 2010 a 2015 além de um hours concours, Cave Geisse Brut safra 2002 com o qual foi brindado o magnifico encontro e de sua recém-homenagem. Este chileno de 55 anos e torcedor do Grêmio é o enólogo da Vinícola Geisse há mais de 30 anos, diretor e braço direito de Don Mário Geisse – fundador da vinícola. Abarzúa é obcecado pela incessante busca da excelência na qualidade de seus espumantes. Sob seu guarda-chuvas estão os espumantes Cave Geisse, que ocupam o posto de estar entre os mais premiados do Brasil. Com formação pelo Inacap de Santiago do Chile, já participou de dezenas de congressos e seminários no Brasil e no exterior. Também é degustador em concursos internacionais no mundo inteiro, tendo participado em eventos no Brasil, Bulgária, Espanha, Eslovênia, Estados Unidos, Itália e Panamá. Este mestre dos espumantes foi presidente da ABE no biênio 2008-2009. A seguir a entrevista exclusiva dada ao Blog Eu, Gourmet 

Abarzúa palestrou a Confraria do Sagu


Nome completo: Carlos Eduardo Abarzúa Espejo
Idade: 55
Nacionalidade: Chilena
Time que torce: Grêmio
Cidade que reside: Bento Gonçalves / RS
Formação profissional: Micro biólogo em alimentos e enologia
Empresas em que trabalha(ou): Cave Geisse
Mora no Brasil desde: desde 1984
Casado e pai de 3 filhos.


- Como você veio trabalhar no Brasil?
Vim fazer um estágio na Chandon quando Mario Geisse, enólogo, era o diretor industrial onde acabei fazendo minha tese em leveduras.

- No Chile já desenvolveu vinhos também? Quais?
Só estágio na Vinícola Manquehue.

- É possível produzir espumantes de alta qualidade no Brasil? Como?
Sim e muito. A Serra Gaúcha proporciona um terroir ótimo para se produzir este tipo de bebidas. O principal e a matéria prima, ou seja, saber escolher as variedades adequadas e com uma sanidade boa. O resto deixamos a natureza fazer e acompanhar.

- Você é um enólogo inovador e de excelência na produção de espumantes. Fale um pouco sobre este trabalho diferenciado.
Sempre trabalhar com boa matéria prima e tentar não modificar o que a natureza nos proporciona, quero dizer que quando trabalhamos o mais natural possível conseguimos ter resultados em todos os produtos. E utilizar mais processos físicos – como frio, decantação, etc - que químicos.

Vertical de Cave Geisse Nature de 2015 a 2010, da esquerda para a direita


- O Brasil - e em especial o RS - tem ainda como melhorar seus espumantes? Qual seria o caminho para isso?
Sim e muito, creio que o primeiro passo é trabalhar melhor a matéria prima e buscar as variedades que melhor se adaptem para cada tipo de produto e legislar um pouco melhor sobre tudo com parâmetros (exemplo prensagem, rendimentos por quilo, tempo de guarda no caso dos espumantes pelo método tradicional, entre outras coisas).

- Seus espumantes são produzidos em Pinto Bandeira que logo terá DO em espumantes. Realmente esta localidade é um bom terroir para este tipo de vinho?
Pinto Bandeira e uma região privilegiada dentro da Serra gaúcha, temos um solo magnifico e uma altitude que nos permite elaborar uvas de excelente qualidade para espumantes.

- Ainda há algum local promissor no Brasil ideal para produção de espumantes e vinhos e ainda pouco explorado?
Creio que sim, falta talvez um visionário como tivemos aqui em Pinto Bandeira que foi o Mario Geisse.


- Fale das conquistas da Cave Geisse?
Temos conseguido nos últimos anos muitos reconhecimentos nacionais e internacionais o que nos deixa muito felizes, mas o mais importante é manter o nível de qualidade e esse é o nosso principal objetivo.

- Você é adepto a passagem de espumante por barrica? Fale a respeito.
Sim o vinho base, mais a tal passagem em madeira deve ser discreta para não alterar as características do produto.

- Numa safra ruim, de que forma o enólogo consegue extrair o máximo de qualidade e elaborar bons espumantes?
Selecionando muito bem a matéria prima tanto na colheita como antes da prensagem. Milagres não existem em este tipo de trabalho.

- O que você acha sobre os vinhos orgânicos e biodinâmicos? É uma tendência?
Sim é uma tendência. Acredito e estão surgindo muitos produtos interessantes, e acompanhando esse mercado cada vez mais a Vinícola Geisse está investindo em novas formas de conduzir nossos vinhedos, tarefa que não e fácil dado as dificuldades que temos principalmente com o clima de nossa região.



- A tecnologia faz diferença na produção de vinhos? Onde ela aparece?
A tecnologia sim faz a diferença, mas sem trocar as características do produto, aparece em todos os processos.

- Agora falando de tintos, qual casta que você considera que poderá ser o cartão de visitas do Brasil?
Se fala muito do Merlot, mas creio que o Cabernet Franc pode se diferenciar muito!

- Fale de suas experiências com leveduras indígenas.
Já venho fazendo trabalhos dentro da Geisse há oito anos e temos conseguido avançar muito, creio que no futuro poderá ser concretizado. Já foram selecionadas junto a Embrapa Uva e Vinho algumas leveduras dos vinhedos de pinto Bandeira que neste momento estão em testes. Creio importante para marcar a característica da região.

- Por que Argentina e Chile produzem vinhos médios de tão boa qualidade e preço e o que as vinícolas brasileiras podem fazer para alcançarem este patamar?
Clima, custo de produção e – principalmente - impostos.

Enólogo foi homenageado com uma placa pelo seu trabalho no desenvolvimento e busca de excelência do vinho brasileiro


- E por que o Brasil é tão diferenciado na produção de espumantes frente a estes mesmos países?
No Brasil conseguimos ter uma uva absolutamente madura com as características ideais, quero dizer, com grau alcoólico baixo e acidez alta naturalmente.

- Quantos rótulos você já elaborou?
Mais de 60 rótulos entre vinhos e espumantes.

- Qual o vinho que você elaborou que mais orgulho lhe deu?
Sem dúvida o espumante Cave Geisse 1998.

Algumas garrafas foram "sabradas" 


- Qual sua uva preferida?
Chardonnay.

- Qual o melhor vinho que você já degustou?
Muitos! É difícil de falar um específico, mas adoro Sauvignon Blanc.

- Prato preferido? 
Sem dúvida frutos do mar em geral.

- Restaurante preferido?
Vários, mas os especialistas em frutos do mar!

O convidado e um de seus pratos preferidos, a Paella Marinera, preparada pelo chef César Spohr 

- Uma vinícola - fora a que você trabalha - que admira, seja no Brasil ou no mundo?
Difícil, mas muitas vinícolas se destacam entre uma delas a Casa La Postolle em Apalta, Chile.

- Personalidade admirada na área do vinho?
Sem dúvida Mario Geisse.

- Deixe uma dica para quem está começando a se interessar em beber vinhos.
Existem diferentes tipos e qualidades de vinho, antes de tudo, temos que ir atrás ao que nosso paladar mais se adapta e com o passar do tempo ir diversificando e reconhecendo coisas novas. Quando se fala em vinhos temos que saber que gosto é algo pessoal e que não podemos obrigar as pessoas a gostarem todas da mesma coisa.


Cave Geisse Brut 2002 Magnun servida no brinde 

Abrazúa e este editor em volta do "ninho Geisse"


A Confraria do Sagu

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Wein Haus promove Viagem pelo Mundo dos Vinhos em parceria com a Importadora Cantu

Nesta quinta-feira, 9 de novembro, a Wein Haus - loja especializada em vinhos de Santa Cruz do Sul -  realizará a sua Viagem pelo Mundo dos Vinhos numa parceria com a Importadora Cantu. serão 20 rótulos para serem degustados de diversas nacionalidades, safras e castas, entre eles o BenMarco Expressivo de Susana Balbo, o Menáge a Trois, Herdade de São Miguel entre outros. E metade do valor o cliente pode usar na compra de vinhos na noite.  Será servido pães, geleias e patês na companhia.  Não perca, das 18 às 22 horas nesta quinta, dia 9 de novembro, na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br






segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Cave Geisse Blanc de Blanc Brut - refrescante e vigoroso como o clima de Pinto Bandeira!

Um dos espumantes também degustados e que acompanhou o jantar que contou com a presença de Carlos Abarzuá semana passada no encontro da Confraria do Sagu em Santa Cruz do Sul foi o Cave Geisse Blanc de Blanc Brut elaborado com uvas 100% da casta Chardonnay pelo método tradicional – método de todos os espumantes da Geisse – e que passa 30 meses em contato com as leveduras. 

Apresenta coloração amarelo palha com nuances esverdeadas, muito límpido e brilhante e com perlage fino e bastante persistente. Ao nariz traz aromas cítricos com abacaxi, pera, melão, pêssego e raspas limão siciliano, flores brancas e mineralidade destacada. Em boca mostra-se elegante, equilibrado e com boa cremosidade, excelente acidez e refrescância e resgate da mineralidade. 

Cravou 90 Pontos no Guia Descorchados 2015 / 2016 e foi selecionado pela Revista FORBES entre os 10 Tops Vinhos da América do Sul além de Medalha de Ouro - VINALIES 2016 (França) e Medalha de Ouro na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2015 / 2016.

Harmoniza muito bem com Paella Marinera e também com peixes e frutos do mar grelhados ou puxados no oliva, risotos e massas com frutos do mar, além de ceviche e comida japonesa.

Possui 12,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura de 4 a 6oC. 

Você encontra os espumantes Cave Geisse na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Mudanças. E o Carpaccio da Luana Piovani


 
Quando eu era adolescente tinha algumas coisas que eu gostava mais, outras menos e algumas ainda - quase tudo - que eu não suportava. Neste rol encontravam-se algumas comidas, entre as quais o carpaccio. Não conseguia entender como alguém podia comer aquilo – imagina - carne crua! Cresci tendo pesadelos com o carpaccio e sonhos voluptuosos com a personagem Angel da minissérie Sex Appeal que fez sucesso na televisão lá pelo início dos anos 90! Tal personagem era uma jovem modelo de corpo magrelo e dentes salientes. Depois de algum tempo conclui que meu fascínio não era direcionado a personagem, mas sim a atriz, uma moça ainda desconhecida chamada Luana Piovani. Com o passar dos anos a Lulu – procurei carinhosamente identifica-la assim – cresceu, encorpou, fez dezenas de personagens, recusou umas cinco capas de Playboy, namorou, armou barracos e rompeu relacionamentos com mais de duas dezenas de famosos, fato que me deixou efetivamente chateado, pois não seria comigo que a coisa poderia ser diferente. Assim, passei a ignora-la: virava o rosto quando pela estrada via outdoors com seu perfil estampado, mudava de canal quando a via na televisão e passava batido as páginas de revistas com fotos suas. 



E também a musa sumiu, foi morar em Nova Iorque e cursar escola de teatro, abandonou papéis na TV e saiu da rota até mesmo dos comerciais de cosméticos e lingeries. De volta ao Brasil teve novos namorados, confusões e outros tantos barracos bem expostos pela mídia e aumentou ainda mais o seu já conhecido e provável mau-humor. Continuei ignorando-a até algum tempo atrás quando vi a sinopse de um filme chamado A Mulher Invisível na qual a Lulu é uma das protagonistas. 

E que protagonista: estava ainda mais alta, esbelta, linda, com corpo malhadíssimo, seios fartos, abdômen perfeito, cabelos longos e volumosos, lábios carnudos e fazendo o papel de uma amante ardente e prá lá de sexy. Já é mãe, está mais tranquila, mais centrada e ainda mais linda. Assisti ao filme. 3 vezes. Ah! É uma nova Lulu! E se até ela mudou eu também posso começar a gostar de CARPACCIO. 

Segue a receita desta iguaria: 

Ingredientes:
(para 4 porções)




500g de carne de boi (file mignon, contrafilé ou lagarto sem gordura)
4 colheres de sopa de azeite de oliva
Suco de 1 limão
80g de queijo parmesão ralado grosso
Duas colheres de sopa de mostarda
2 colheres de alcaparras lavadas e escorridas
Sal e pimenta-do-reino moída na hora à gosto

Preparo:

Em uma vasilha misturar o azeite, o limão e mostarda, temperar a gosto e reservar. Limpar a carne e levar ao congelador até ficar parcialmente congelada. Retirar a carne do congelador e fatiar fatias finas com uma faca bem afiada. Abrir um plástico sobre uma tábua de cortar, dispor uma fatias, cobrir com outro plástico e delicadamente com a palma da mão ir batendo para deixar a fatia fina. Repetir o processo. Numa travessa dispor as fatias de carne abertas, temperar com cuidado com um pouco de sal, regar com o molho e salpicar com o parmesão, as alcaparras e a pimenta, regando tudo com um generoso fio de azeite de oliva. Servir de entrada.     

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O matambre recheado!



Dizem que o matambre adquire um pouco da personalidade de quem o prepara. Será?

Fui criado no interior, em sítio, chácara e fazenda e de lá peguei o gosto por cortes de carne não tão nobres, além de miúdos e tudo o mais. Pelas mãos de minhas tias, tios e avós conheci e mondongo, morcilha, rins, ubre, mocotó, língua, granito e matambre. Por este último nutro especial admiração, afinal, aquela fina lâmina de carne que fica entre as costelas e o couro da rês, é de sabor único. Tal corte é muito apreciado principalmente nos estados do sul do Brasil e mais especificamente no pampa gaúcho. Seu nome deriva do castelhano “mata hambre” que significa “mata fome”. Recebe esta denominação por ser uma das primeiras partes que se pode tirar do bovino abatido, em uma disputa apertada com a língua. E este matambre gosta de aprontar afinal pode ser muito macio mas também muito duro, tudo depende da marinada, ingredientes, temperos e tempo de preparo. Pode ser cozido, assado (enrolado simples e com recheios), guisado (cortado em pedacinhos), frito ou braseado. Na receita de hoje delicie-se com o Matambre Recheado!


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

Um matambre de novilho com cerca de 1kg
Dois dentes de alho picadinhos
Alecrim fresco
Uma cebola picada
Um limão fatiado
3 colheres de sopa de vinagre de maça
Duas taças de vinho branco seco
Sal fino e pimenta do reino à gosto
Molho de tomate para acompanhar

Recheio:
Uma cenoura picadinha
Temperos da marinada
Dois gomos de linguiça suína sem pele e picadinhos
150g de queijo provolone
Meia xícara de farinha de rosca
Meia xícara de salsinha picada
Sal à gosto

Preparo:

Coloque o matambre aberto numa bandeja e sobre ele despeje a mistura da marinada preparada com a cebola, alho, alecrim, vinagre, fatias de limão, pimenta e vinho branco.  Cubra com filme plástico e deixe na geladeira de um dia para o outro. No dia do preparo limpe bem a peça e coloque estes temperos numa frigideira aquecida com azeite de oliva. Jogue fora apenas o limão fatiado. Junte a cenoura, a linguiça e a salsinha e refogue, temperando com sal e pimenta. Adicione a farinha de rosca, mexa bem e desligue. Abra o matambre, tempere com sal e com a parte interna para cima e espalhe este recheio cobrindo ainda com o queijo provolone. Enrole como um rocambole, não apertando em demasia. Amarre com cordão de algodão. Unte um refratário com azeite de girassol, disponha o matambre, cubra com papel alumínio e leve para assar a 200oC durante 45 minutos. Retire o alumínio e deixe por mais 30 minutos, virando uma vez. Quando estiver pronto, aqueça o molho de tomate e acomode o matambre sobre este, servindo com arroz branco.

Você encontra o matambre além de diversos cortes de carnes na Sorro Carniceria, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630 e o horário de funcionamento é de terça a sexta das 10:30 às 13:00 e das 16:00 às 21:00, sábados das 09:00 às 13:00 e das 15:00 às 21:00, domingos e feriados das 09:00 às 13:00, em Santa Cruz do Sul. Confira!