quinta-feira, 15 de abril de 2021

A polpa da linguiça!

 

Repleta de sabor este histórico embutido recebe um preparo com queijo e agrião

 

Dizem que a linguiça tem sua origem datada há mais de dois mil anos em Portugal enquanto outros afirmam ter sido em Roma. Para evitar atritos então, digamos que nasceu na Europa! Seu surgimento veio da necessidade de conservação dos alimentos que eram acrescentados de sal e guardados dentro da tripa dos animais como forma de proteger a carne. Séculos mais tarde descobriu-se que se a linguiça fosse defumada duraria mais foi quando daí em diante começou a surgir os vários tipos de linguiças pelo mundo afora. No Brasil chegou pelos portugueses, que lá a chamavam de “enchido”. Pode ser preparada assada na chapa, grelhada, frita ou ao forno. Tal iguaria é fonte de minerais, ferro e proteínas, também é rica em gorduras e sódios. Uma novidade por estas bandas é a polpa de linguiça vendida pronta para ir a chapa ou brasa, cujo um dos preparos reproduzirei abaixo adicionada de queijo provolone e agrião!  

 


Ingredientes:
(para 2 pessoas)
 
400g de polpa de linguiça suína para chapa
150g de queijo provolone em fatias finas
Um maço de agrião
Orégano à gosto
Pimenta preta moída à gosto

 

Preparo:

Aqueça um fio de azeite de oliva numa frigideira antiaderente e em fogo médio alto coloque o retângulo da polpa de linguiça. Deixe fritar por cerca de 4 a 5 minutos e vire. Deixe fritar por 2 minutos e cubra com o queijo provolone. Tampe com uma tampa ou bandeja grande para derreter o queijo igualmente.  Retire, acomode em uma travessa, cubra com o agrião e sirva! Você irá se surpreender!

 


 

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Vinícola Aurora comemora 90 anos e lança exclusivo vinho para o aniversário!

 


Blend de quatro variedades tintas, de safras especiais, celebra as nove décadas da vinícola mais premiada do país. Produto une a tradição com inovação, ao levar o consumidor para uma imersão na história da empresa através da tecnologia de Realidade Aumentada



Quatro variedades de uvas, de três safras especiais, que resultaram num grande vinho. Esta é a receita para celebrar em grande estilo as nove décadas da Vinícola Aurora, completadas em fevereiro deste ano. Acaba de chegar para o consumidor o rótulo Aurora 90 Anos, um vinho tinto elaborado com 30% de Cabernet Sauvignon 2015, 50% de Merlot 2018, 15% Tannat 2018 e 5% de Cabernet Franc 2019.  Foram elaboradas 36 mil garrafas do vinho que é vendido por R$ 90, na loja da Aurora, junto à unidade Matriz, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, ou pelo telefone (54) 3455.2095. 

Neste ano, a Aurora traz uma inovação no contrarrótulo, com um QR Code que leva à uma animação sobre a história da vinícola mais premiada do país, desde a fundação, em 1931, por 16 famílias, até os dias atuais, quando está consolidada como líder de mercado em vinhos finos, sucos de uva e cooler. A tecnologia utilizada é a Realidade Aumentada.

Com passagem de 12 meses por barricas de carvalho americano, o Aurora 90 Anos foi elaborado exclusivamente com uvas da Serra Gaúcha, onde o solo é argiloso, com presença de rochas de basalto, topografia com declive moderado a baixo, clima frio à noite e moderadamente quente durante o dia. Sua coloração é rubi intensa com reflexos vermelho profundo. E os aromas de alta intensidade remetem ao café, tabaco, baunilha, mentol, fruta vermelha madura (ameixa) e fruta preta madura (cassis). Em boca, é um vinho equilibrado (álcool/acidez), persistente, mineral, com taninos aveludados bem presentes.  

O presidente do Conselho de Administração da Vinícola Aurora, Renê Tonello, destaca que o produto segue a tradição da vinícola mais premiada do país, de lançar um vinho comemorativo a cada cinco anos - o primeiro foi no cinquentenário, em 1981.      

“É um vinho que está à altura das comemorações pelos 90 anos da Aurora, que traduz toda a história de uma empresa que é alicerçada no trabalho, na dedicação das 1,1 mil famílias produtoras e na evolução tecnológica que nos dá condições de elaborar um produto como esse. Esse é um ano mais do que especial para a cooperativa, com mais uma grande safra, e com desafios que são do tamanho da Aurora”, antecipa o presidente.  

O enólogo-chefe da Vinícola Aurora, Flavio Zilio, explica que para a elaboração do vinho foram escolhidas algumas das variedades mais representativas e que contam a história da Aurora ao longo dos 90 anos. O profissional acrescenta que o corte com uvas de safras especiais para cada uma das castas traz uma complexidade e um equilíbrio perfeito.          

“Como enólogo, tenho muito orgulho de poder dar minha contribuição, junto à toda equipe de funcionários, e levar para o consumidor um vinho muito especial”, reforça Zilio.  

 

Sobre harmonizações, o enólogo afirma que por ser um vinho com muito bom corpo e potencial de guarda, harmoniza perfeitamente com grelhados, churrascos, assados de carnes de caça, queijos de massa dura como o grana e massas com molhos encorpados.

Inovação marca lançamento               

Além de marcar a data com o lançamento de mais um vinho especial, a Vinícola Aurora propõe uma experiência interativa para o público. O gerente de Marketing, Rodrigo Valerio, explica que a empresa faz um convite para que o consumidor conheça mais sobre a história da Aurora, acessando via QR Code, que está no contrarrótulo.

Imediatamente, pode ser visualizado como foi a fundação da cooperativa, galeria de ex-presidentes, fotos e fatos históricos e outras curiosidades sobre a empresa. A realidade aumentada é a integração de elementos ou informações virtuais com elementos do mundo real através de uma câmera.          

“Trabalhamos com um conceito de realidade aumentada e interação com o público. A ideia é trazer inovação para uma categoria que geralmente é mais relacionada ao clássico. É uma forma de associarmos o fato histórico dos 90 anos com a busca constante por estreitar esse contato com o consumidor”, resume.   

*Foto: Eduardo Benini

terça-feira, 13 de abril de 2021

Aliança Chardonnay 2020 - vale cada um dos prêmios que ganhou até agora!

 


Na Avaliação Nacional de Vinhos do ano passado – realizada de forma remota devido a pandemia – uma das 16 amostras mais representativas da safra que mais atenção me chamou foi um branco aromático e untuoso, elaborado com a uva Chardonnay vinda lá da Campanha Gaúcha, em Santana do Livramento. Trata-se do Aliança Chardonnay 2020 da Cooperativa Vinícola Nova Aliança que além de estar entre na amostra da ANV também conquistou a Medalha de Ouro na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2020. Ou seja, um digno representante da “safra das safras” do vinho brasileiro. E nesta semana – ou seja, quentinho ainda – este vinho recebeu premiação máxima no concurso Citadelles du Vin 2021, realizado na França, sendo eleito o melhor vinho entre os brasileiros inscritos na competição recebendo o título “Prêmio Especial Brasil”, além de garantir a medalha de ouro.

Trata-se de um vinho branco com linda cor amarela e reflexos esverdeados e muito brilhante. Seus aromas preenchem as narinas trazendo frutas tropicais maduras com abacaxi destacado mas também pêssego e banana, jasmim e flor de laranjeira na nota floral, além de toque defumado, baunilha e chocolate branco oriundos de sua passagem de 3 meses em barricas de carvalho americano. Em boca é delicioso! Frutas brancas cítricas retornam, acidez agradável e ampla persistência final convidando a uma nova taça.

Este belo exemplar faz ótima companhia com frutos do mar com molhos mais estruturados, frango, massas com molho branco e cogumelos, risoto com legumes e mesmo legumes na chapa. 

Possui 12,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 10oC .

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Bella Wines lança o primeiro espumante com colágeno do Brasil!

 

Duas mulheres do mundo do vinho se unem num projeto pioneiro e ousado e lançam de forma inédita o primeiro espumante do Brasil com a proteína para rejuvenescimento


Se o espumante brasileiro já era considerado o ‘queridinho’ entre a maioria das mulheres, agora ele vai ganhar ainda mais atenção do público feminino. A nova marca Bella Wines, das sócias Regina Vanderlinde e Patrícia Possamai, estreia no mercado com o lançamento do primeiro espumante brasileiro com colágeno. É o Bella Collagen Sparkling Pink, um espumante que resulta do corte de quatro vinhos base elaborados com uvas cultivadas no Vale dos Vinhedos, sendo duas brancas, a Chardonnay e a Riesling Itálico, e as tintas Pinot Noir e Merlot. Além das uvas, peptídeos ativos de colágeno Verisol são inseridos no processo de elaboração da bebida.

Em cada garrafa de 750 ml, 2,5 g de colágeno, justamente a dose diária recomendada para as mulheres. Além do prazer que alguns goles do espumante oferece, benefícios comprovados pela medicina incentivam ainda mais o consumo moderado da bebida, entre eles a prevenção contra o aparecimento da celulite e o envelhecimento precoce da pele, reduzindo o volume de rugas; o tratamento contra a flacidez, favorecendo a elasticidade; a melhora no aspecto da pele com uma melhor hidratação; o fortalecimento de unhas e cabelos; a proteção contra os desgastes das articulações e também o tratamento da osteoporose. Isso porque o colágeno é uma proteína de rápida absorção, naturalmente encontrada no organismo, mas que precisa de reposição conforme a idade. Pesquisas apontam que com apenas quatro semanas de utilização deste tipo de colágeno é possível perceber propriedades antienvelhecimento. O mesmo não pode ser afirmado para o restante dos colágenos hidrolisados.

Doutora em Enologia pela Universidade de Bordeaux (França), Regina acumula uma experiência que ultrapassa o Atlântico. Como presidente da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), acompanha de perto tudo o que acontece no mundo em torno do setor, o que lhe dá uma visão ampliada do mercado, permitindo conciliar sua expertise com o amor pelo vinho. "A minha dedicação ao vinho nunca foi somente uma questão profissional, sempre foi uma grande paixão. A beleza do vinho me encanta e me inspira leveza, diversão e imaginação. A ideia de criar o Bella surgiu da vontade de juntar o prazer com a beleza e poder compartilhar este sentimento materializado na forma desta bebida", destaca. A enóloga e sommelière, Patrícia Possamai, acredita que todo enólogo sonha em elaborar um vinho para chamar de seu. “Sempre fiz vinho e testei técnicas para eu mesma beber. Hoje,  com o lançamento do Bella, acho que consegui transcender o conhecimento acadêmico para ajudar a levar felicidade – sim, vinho é felicidade – para o mercado”, celebra.

O espumante está disponível na VinhosWeb www.vinhosweb.com.br.

O ESPUMANTE



O Bella Collagen Sparkling Pink, que passa por um período médio de maturação de sete meses em tanques de aço inox, apresenta delicada coloração rosa salmão com reflexos dourados, realçados pelo perlage fino, longo e persistente. Seu aroma é fino com toques frutados que nuances de morango e framboesa, harmonizando com as notas de frutas tropicais. Em boca, destaca-se pela leveza e resfrescante acidez, revelando um agradável retrogosto frutado. O espumante, elaborado pelo método Charmat, tem 10,5% de graduação alcoólica, sendo indicado para consumo com temperatura entre 6°C a 8°C.

Versátil, o Bella Collagen Sparkling Pink harmoniza muito bem com carpaccio, lombo suíno ao molho agridoce, risoto de camarão, salada caprese, tomates recheados com salmão, sushi e sashimi, além de ser perfeito como aperitivo e para ser degustado na praia ou na beira da piscina.

AS SÓCIAS

REGINA VANDERLINDE

Formada em Farmácia Bioquímica – Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina, é Doutora em Enologia pela Universidade de Bordeaux (França). É proprietária da Vanderlinde Assessoria e Comércio de Vinhos – www.terroirdomundo.com.br  e sócia da Bella Wines. É presidente da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), a mais importante instituição mundial do vinho, com sede em Paris.

PATRÍCIA POSSAMAI

Enóloga formada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, é Diretora Técnica da VinhosWeb Comércio de Bebidas e Alimentos. Sommelière pela ICIF – Itália, onde também se tornou Chef Master em Enogastronomia Italiana. Hoje é Diretora de Produção da Pimentaria Dedo de Moça Indústria de Alimentos e sócia na Bella Wines.

*Fotos: Jeferson Soldi

 

 

 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Chocolate e vinho!

 

Que tal nesta Páscoa de celebração juntarmos estes dois institutos enogastronômicos?  



A harmonização de vinho e comida vai muito além dos salgados pois o doce entra e muito bem nesta alça de mira também! E na Páscoa o chocolate é o doce da vez na combinação com este fermentado de Baco. O desafio é quase sempre com a doçura e como equilibrá-la e o objetivo é conseguir um sabor intermediário entre o chocolate e o vinho.

O tipo de chocolate influencia diretamente na escolha de qual uva e rótulo este casamento depende pois conforme o teor de cacau do chocolate, alguns vinhos harmonizam melhor que outros. A regra geral é que o vinho deve ser igualmente doce ou mais doce que o chocolate – e nunca ácido – mas sempre há controvérsias a esta diretriz. O doce do chocolate por contraponto eleva a acidez do vinho e acaba ficando intragável. A bebida nessa harmonização faz o papel de limpar o paladar e secar a sensação de untuosidade, causada pelo leite e, no caso dos nacionais, gordura vegetal. Quanto menos cacau o chocolate tiver, mais gorduroso ele será. Quanto mais cacau apresentar, mais intenso será seu sabor. A harmonização dessa dupla pode ser feita por similaridade ou por contraste. Para chocolates com alto teor de açúcar, como os ao leite e branco, a similaridade está na doçura. O vinho deve ter ao menos o mesmo patamar de doçura que o chocolate, caso contrário, criará um sabor metalizado na boca. Já chocolates com maior concentração de cacau, os acima de 60% conseguem acompanhar vinho seco. Nesse caso, os taninos de ambos - cacau também tem tanino - irão se complementar. Essa categoria de chocolate também pode ser harmonizada por contraste: o açúcar do vinho doce contrapondo o amargor do cacau. Os resultados das duas harmonizações são completamente diferentes! A combinação com chocolates recheados deve ser feita a partir do ingrediente extra. Você irá selecionar um vinho que acompanha o sabor do recheio. Ou seja, um chocolate com laranja, vinho com notas de laranja; chocolate com nozes, uma opção com carvalho que traga nuances de castanhas.

Adiante algumas boas dicas para neste final de semana especial você se divertir e testar as harmonizações possíveis com os presentes do Coelhinho.

 

Chocolate branco:

Além da manteiga de cacau, o chocolate branco leva baunilha em sua composição, é doce, macio e untuoso. Pede por um vinho que se assemelhe na doçura e textura. O ideal são os vinhos brancos com doçura, para equilibrar o sabor do chocolate; acidez média/alta, para limpar a untuosidade; e com textura cremosa e amanteigada, igualando o peso do chocolate. Pode ser exemplares bem doces, como Moscatel, ou de castas aromáticas, como Riesling, Viognier e até Torrontés (com açúcar residual elevado) e o licoroso Pedro Ximenez. Caso não goste muito de vinhos doces, uma alternativa seria um espumante demi-sec.

 

Chocolate ao leite:

O chocolate ao leite harmoniza melhor com uma maior variedade de vinhos. As opções de vinhos para combinar com chocolate ao leite são os tintos leves, frutados e com baixo teor alcoólico, como Gamay, Merlot, Pinot Noir, Carmenère e Grenache. Brancos maduros e com um toque leve de carvalho, como Viognier, Chardonnay e Pinot Gris; ou espumante Moscatel. Vale lembrar que como a regra permite que o vinho seja mais doce que o chocolate, mas não vice-versa, os vinhos doces que casam com chocolate branco também harmonizam bem com chocolate ao leite e sobremesas feitas com o mesmo.

 

Chocolate meio amargo:

O toque mais amargo desta variedade combina com vinhos mais encorpados, de taninos volumosos e boca potente. O Cabernet Sauvignon, Malbec e Zinfandel são ótimas opções. Os vinhos Pinot Noir e Merlot também é compatível com chocolates meio amargo mais suaves (com até 50% de cacau).

 

Chocolate amargo:

O elevado teor de cacau sugere aqui uma harmonização por contraste, ou seja, para contrapor o amargor busca-se uma contramedida doce, ou seja, vinhos com alto teor de açúcar residual. Alguns clássicos na harmonização com chocolates são os Vinhos do Porto e Sauternes. Sendo Porto o tipo “Ruby” com suas notas de frutas vermelhas e boa presença de açúcares combina melhor. Sendo Sauternes e seu elevado teor de açúcar residual com notas de caramelo vão de carona com um bom chocolate.  Mas também um vinho tinto seco de casta tânica é uma possibilidade audaciosa, mas que pode ser bem vista com Syrah e até Tannat que são uvas que pedem por um acompanhamento de sabor intenso. Os taninos do vinho devem estar bem assimilados, para que não crie amargura já que esses chocolates também têm menos gordura e mais características do sabor e aroma do cacau. Por serem mais fortes e marcantes, harmonizam bem com vinhos tintos de características semelhantes.

 

Chocolates com recheios:

Chocolates recheados, com caramelo, pedaços de frutas, biscoitos, castanhas e vários outros ingredientes são bem comuns e essas características podem dificultar um pouco o processo de harmonização de vinhos deve-se prestar atenção ao sabor que predomina no doce, é ele que deve ser levado em consideração na hora da harmonização.

 

Uma feliz e abençoada Páscoa a todos os leitores!


Pensador:

“Você não pode comprar felicidade, mas pode comprar chocolate, que é quase a mesma coisa.” Anônimo

 

sexta-feira, 26 de março de 2021

Entre Mulheres e Vinhos!

Elogiável evento realizado pela ABE - Associação Brasileira de Enologia - que reunirá sete mulheres para compartilhar suas histórias com o vinho em plataforma online e gratuito no dia 31 de março


Conheço praticamente cada uma destas mulheres, as "gurias do vinho", não só pelo seu trabalho sólido e destacado nas esferas em que atuam, mas também pela sua índole e caráter retilíneos. Será uma satisfação vê-las e ouvi-las!     

Andreia Debon, Bruna Cristofoli, Deisi da Costa, Ivane Fávero, Luciana Froes, Patrícia Possamai e Regina Vanderlinde. Sete mulheres de personalidade com diferentes formações e profissões, mas que têm em comum o gosto pelo vinho. Elas estarão reunidas no evento ‘Entre Mulheres e Vinhos’, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE) no dia 31 de março, às 20h, pelo canal da entidade no youtube. Dirigido às mulheres, o acesso é gratuito, mas os homens podem assistir. Aliás, elas fazem questão. A única exigência é que todos abram uma garrafa de vinho brasileiro de sua preferência e acompanhem a transmissão, participando através do chat. Essência di Fiori, Sicredi Serrana, Todeschini e Verallia são patrocinadores.

Além de homenageá-las no Mês da Mulher, a ABE aposta em sua audiência para amplificar este movimento, promovendo a cultura do vinho entre este público que não para de crescer. O mundo do vinho, que já foi quase exclusivamente masculino, a cada dia está mais feminino. Mulheres de diferentes profissões, estilos e regiões encontram neste universo uma forma de expressar suas impressões, seja profissionalmente, seja por prazer. Por isso, a ideia de fortalecer este espaço num evento digital descontraído, com histórias curiosas, muita atitude e conhecimento.

“Além de grandes consumidoras de vinho, as mulheres muitas vezes são responsáveis pela escolha da bebida que será servida durante as refeições. O público feminino possui grande capacidade analítica em relação ao que consome, além dos sentidos femininos serem mais sensíveis. Hoje, a mulher sabe escolher, comprar e harmonizar vinhos com os pratos. Independentes, têm gosto próprio, poder, autonomia e forte participação na vida social”, destaca o presidente da ABE, enólogo André de Gasperin.

Uma pesquisa feita na Inglaterra, por exemplo, conduzida pela Vinexpo, mostra que oito em cada 10 garrafas de vinho são compradas por mulheres. Outra pesquisa publicada em 2018 na revista Food Quality and Preference, comprova que as mulheres têm um paladar mais apurado e, portanto, são capazes de distinguir sabores que normalmente não são percebidos pelos homens. Aqui no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), a participação das mulheres em cursos de formação representa 50% dos alunos, em alguns estados até mais. Além disso, dos 300 profissionais que integram o quadro social da ABE, 58 são mulheres.

As mulheres

Uma das convidadas é a enóloga Bruna Cristofoli, diretora da ABE. Com apenas 34 anos, Bruna vai compartilhar sua experiência como gestora da vinícola familiar em torno do tema “Empreender não tem sexo, nem idade”. Já a sommelier Deisi da Costa vai falar sobre “Vinho é coisa de mulher”, quebrando paradigmas criados ao longo da história. Ela foi eleita a Melhor Sommelier do RS em 2019 pela ABS-RS.

Falar de vinho é também falar de experiências, de cultura, de sentimentos. Por isso o tema “Viagens, Enoturismo e Amor” não poderia faltar. E ninguém melhor do que a turismóloga Ivane Fávero, para conduzir o assunto. Com um currículo invejável, hoje ela é consultora, conteudista, coolhunting e palestrante em Turismo, e junto com o marido, dirige o Blog Viajante Maduro.

É comum ouvir falar que o vinho aproxima as pessoas, faz amizades e que em torno de uma taça de vinho muitas histórias são vividas e revividas. Para temperar este encontro “Histórias com Aromas e Sabores” será a pauta da jornalista carioca Luciana Froes, que coleciona reportagens históricas e vai contar alguns episódios marcantes dessa trajetória que é ser uma contadora de histórias.

Para fechar o evento, a maior personalidade feminina do mundo do vinho hoje, a presidente da Organização Internacional da Vinha e do Vinho, Regina Vanderlinde, que, juntamente com sua sócia na Bella Wines, a enóloga Patrícia Possamai, estará apresentando o primeiro espumante brasileiro com colágeno, prova de que não há limites para as mulheres que querem inovar, fazer história e cumprir seu papel social.

Quem conduzirá o evento será a jornalista especializada em vinhos e sommelier internacional Andreia Debon, também degustadora em concursos internacionais.

TEMAS E MULHERES

Viagens, Enoturismo e Amor

IVANE FÁVERO - @ivanefavero @viajantemaduro

Turismóloga pela PUC, é especialista em Gerenciamento do Desenvolvimento Turístico pela UCS e em Gestão Pública Municipal pela URFGS. Mestre em Turismo pela UCS, realizou o MBA de Planejamento e Marketing do Turismo pela George Washington University. Foi Diretora e Secretária de Turismo de Bento Gonçalves e Secretária de Turismo de Garibaldi, totalizando quase 20 anos de atuação no setor público. Foi professora de cursos superiores de Turismo por 12 anos (UCS e Fisul). Foi gestora de Turismo do Sebrae Serra Gaúcha e consultora do Sebrae Brasil e do Instituto Marca Brasil, junto ao Ministério do Turismo. Foi membro do Conselho Nacional de Turismo e do Conselho Estadual de Turismo. Autora do livro Políticas doTturismo – Planejamento na Região Uva e Vinho – EDUCS, 2006. Realizou palestras em vários países, além do Brasil, como Portugal, Itália, Espanha, Argentina e Uruguai. Foi presidente e fundadora da Associação Internacional de Enoturismo – Aenotur. Recebeu o título de Embaixadora Città del Vino, na Itália. Também foi homenageada como “Amiga do Vinho Brasileiro”, recebendo o Troféu Vitis pela Associação Brasileira de Enologia – ABE. Em Garibaldi, recebeu os títulos de Cidadã Garibaldense, Medalha Ordem do Mérito do Município e, ainda, Embaixadora do Turismo de Garibaldi. Atualmente atua como Consultora, Conteudista, Coolhunting e palestrante em Turismo. É responsável pelo Blog Viajante Maduro.

Empreender não tem sexo, nem idade

BRUNA CRISTOFOLI @brunavinho @vinhoscristofoli

Enóloga formada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, com apenas 34 anos é responsável técnica e diretora administrativa da Cristofoli Vinhos de Família, vinícola familiar instalada na Rota Cantinas Históricas, no distrito de Faria Lemos, interior de Bento Gonçalves. É diretora Cultural da ABE – Associação Brasileira de Enologia, integra o Comitê da Fenavinho na área de Enologia e Relações Comunitárias, atua como diretora da Área de Pequenas Empresas no CIC de Bento Gonçalves e 2ª Vice-Presidente do Bento Convention Bureau.

Vinho é coisa de mulher

DEISI DA COSTA - @dacostadeisi @vinhosinenglish @voudevinhooficial

Eleita a Melhor Sommelier do Rio Grande do Sul em 2019 pela ABS-RS, em votação online espontânea, ela viajou o mundo movida pelo vinho. Degustou a Europa, fez o Wset na Inglaterra e o diploma brasileiro veio da ABS-RS. Na Nova Zelândia criou laços profundos. No Brasil, por dois anos foi responsável por 2.300 rótulos de 28 países na Adega Refinaria. É fundadora do Vinhos in English @vinhosinenglish, primeira página em inglês sobre vinhos do mundo. A jovem de pouco mais de 30 anos, que largou a Psicologia para mergulhar nessa paixão inebriante ainda em 2013. Ela busca informação de diversos países para trazer à realidade brasileira. Fã assumida dos rótulos nacionais, agora se prepara para sua carreira solo com um projeto de consultoria em vinhos. É cofundadora do projeto @voudevinhooficial, que vai pegar a estrada brasil afora, assim que passar a pandemia do Coronavírus.

Bella Wines – O espumante com colágeno

REGINA VANDERLINDE @bella.wines @reginavanderlinde

Formada em Farmácia Bioquímica – Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina, é Doutora em Enologia pela Universidade de Bordeaux (França). É proprietária da Vanderlinde Assessoria e Comércio de Vinhos – www.terroirdomundo e sócia da Bella Wines. Atualmente é presidente da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), a mais importante instituição mundial do vinho, com sede em Paris.

PATRÍCIA POSSAMAI @bella.wines @patpossamai

Enóloga formada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, é Diretora Técnica da VinhosWeb Comércio de Bebidas e Alimentos. Sommelier pela ICIF – Itália, onde também se tornou Chef Master em Enogastronomia Italiana. Hoje é Diretora de Produção da Pimentaria Dedo de Moça Indústria de Alimentos e sócia na Bella Wines.

Histórias com Aromas e Sabores

LUCIANA FROES – @luafroes

Carioca, jornalista do O Globo há 20 anos, 15 deles dedicados à enogastronomia. Tem cinco livros publicados, um blog gastronômico no Globo e é jurada dos maiores concursos internacionais de vinho e gastronomia.

MEDIAÇÃO

ANDREIA DEBON - @andreiadebon @revistabonvivant

Jornalista especializada em vinhos e sommelier internacional formada pela Federazione Italiana Sommelier Albergatori Ristoratori, Andreia é editora da Revista Bon Vivant, publicação sobre vinhos, enoturismo e enogastronomia. Participa como degustadora de eventos e concursos ligados ao vinho no Brasil e também no exterior. À frente da Bon Vivant, Andréia também organiza degustações temáticas, guias de vinhos e eventos direcionados ao consumidor final, com o objetivo de promover a cultura do vinho. Atualmente, também está com um projeto que tem o objetivo compartilhar seus conhecimentos sobre vinhos com as mulheres. Andréia recebeu, em 2017, o Troféu Amigo do Vinho Brasileiro da Associação Brasileira de Enologia, a mais importante distinção dada a um profissional que comunica e divulga o vinho brasileiro.

SERVIÇO:

O que? Entre Mulheres e Vinhos

Quando? 31 de março de 2021, às 20h

Onde? Canal da ABE no Youtube

https://www.youtube.com/channel/UCY0d3OvtXT1prDV3xXNtVEg

Acesso gratuito

 

 

 

quinta-feira, 25 de março de 2021

O tartar de cenoura!

 

Este preparo vegano além de lindo é muito saboroso!  

 

Em época de pandemia e distanciamento, as ferramentas digitais acabaram se tornando o melhor meio de conexão com as pessoas e empresas e neste contexto os influenciadores digitais aumentaram de destacaram e souberam permear com muita propriedade tais canais de comunicação e informação. E a receita de hoje vem pelas mãos da influenciadora Patricia Helú, especialista em alimentação saudável e vegana. O tartar (ou tartare) foi inventado na Alemanha e se popularizou na França sendo o seu nome foi sim batizado em "homenagem" aos tártaros, povo era considerado bárbaro. E como o tartar foi criado como um prato que seria preparado com carne crua, ele recebeu o nome daqueles que, como se acreditava na época, não preparavam o alimento com fogo. Eles estavam errados, claro, mas o nome acabou ficando e após tantos séculos ele só viu sua popularidade aumentar. Siga a receita do tartar de cenoura.  

 


Ingredientes:
(para 4 pessoas)
 
6 cenouras médias (500g) em cubos pequenos;
¼ de uma beterraba em cubos pequenos;
½ colher (chá) de páprica;
6 colheres (sopa) de ketchup artesanal;
4 colheres (sopa) azeite;
2 colheres (sopa) de mostarda dijon;
12 a 20 gotas de tabasco;
Sal a gosto
3 colheres (sopa) cebolinha-francesa;
Pimenta-do-reino a gosto.
 

Preparo:

 

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Tempere os cubinhos de cenoura e beterraba com azeite, sal e pimenta-do-reino. Disponha em uma assadeira pequena e deixe-os próximos uns dos outros, para não secar, tampe bem para não sair o vapor e asse até estar bem macio. Deixe tampado até a hora de moer, para não esfriar. Tire qualquer líquido que tiver sobrado e passe a cenoura e beterraba em um moedor de carne ou processador. Coloque em uma tigela e tempere ainda morno com os demais ingredientes, mas reserve a cebolinha para a finalização. Deixe o tempero curtir por pelo 4 horas na geladeira. Para a finalização, use um aro de metal para facilitar a montagem. Caso não tenha um, coloque no prato e modele com ajuda de um garfo até formar o tartar. Passe o garfo sobre ele para dar uma textura mais rústica. Se optar por servir como entrada, monte no centro do prato e finalize com azeite, sal negro, pimenta-do-reino e cebolinha. Como prato principal, coloque-o na lateral do prato, tempere com azeite, sal negro, pimenta-do-reino e cebolinha e sirva ao lado as batatas rústicas e, num potinho pequeno, a maionese. Enfeite com um galho inteiro de alecrim.

* foto: Julia Guedes

 

quarta-feira, 24 de março de 2021

Hambúrguer Solidário Rotary Tipuanas

 


O Rotary Club Tipuanas de Santa Cruz do Sul estará realizando o Hambúrguer Solidário no próximo dia 9 de abril a partir início da noite direcionado a toda comunidade que pode adquirir os ingressos por R$ 25,00 ali na Farma Fórmulas Farmácia de Manipulação, na Julio de Castilhos no. 375 e que dão direito ao hambúrguer e a uma cerveja. 

A entrega será pelo sistema drive-thru no estacionamento do Hotel Soder e a arrecadação será direcionada as instituições ASAN e Humanitas da cidade.    

 

terça-feira, 23 de março de 2021

Bouza Tannat B26 Parcela Única 2017 - um Tannat na sua essência!

 


Ao visitar pela primeira vez a Bodega Bouza, em Las Violetas, bem próximo de Montevidéu no Uruguai impressionou-me de imediato a qualidade em todos os detalhes produtivos e a agricultura de precisão utilizada que cataloga cada metro quadrado e praticamente cada videira em seus hectares cultivados. A Bouza antes de tudo é uma taça cheia ao enoturista que busca uma experiência rica e completa, reunindo passeio aos vinhedos, visita a vinícola, degustação e almoço harmonizado em seu ótimo restaurante. A família Bouza é originária da Galícia, na Espanha e se estabeleceu no Uruguai em 1955 sendo que em 2002 montou a vinícola que trabalha com qualidade e excelência e é uma das mais emblemáticas daquele país. Produz vinhos com as uvas e brancos Riesling, Albariño, Merlot, Tempranillo, Pinot Noir e claro, Tannat. 

O tinto Bouza Tannat B26 Parcela Única 2017 é um dos mais representativos da vinícola e leva consigo um séquito de entusiastas mundo afora. As uvas saem da parcela que dá nome ao lote, a B26, são colhidas somente a noite e madrugada para não ter diferença na temperatura até chegar aos tanques para fermentação. Esta parcela está próxima da sede da vinícola e dá origem a um vinho de profunda coloração rubi púrpura intensa com aromas amplos que trazem frutas negras com ameixa, cassis, mirtilo, framboesa e groselha, violetas, alcaçuz, café, tabaco e tostado. Na boca representa tudo aquilo que esperamos de um Tannat: corpo, estrutura, taninos potentes, secura e volume em boca, com amplo final. Um vinho quente pelo álcool abundante mas bem integrado com a fruta e a madeira. Agora já um excepcional vinho imagino com 10 anos de guarda como estará...

Amadurece por 17 meses em barricas novas de carvalho francês e americano.

Faz um belo par com carnes vermelhas braseadas, rabada, ossobuco com polenta mole, javali no forno, preparos com coelho e queijos duros.

Possui 15,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 18oC .

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quinta-feira, 18 de março de 2021

O espaguete à Puttanesca!

 

Que tal uma deliciosa receita de massa para este final de semana?


Massa – ou “pasta” – é um dos pratos mais populares do mundo, seja qual for a nacionalidade em questão! Este prato nascido na China e adotado pela Itália que o criou para o planeta é um dos mais versáteis e aceita um sem número de receitas, mas algumas são tradicionais como a que ilustra este espaço hoje, o espaguete à Puttanesca. Este conhecido molho tem origem criado na cidade italiana de Nápoles e entre as possíveis versões para a origem do nome puttanesca diz que esse prato típico italiano teve origem em uma pequena cidade da Itália - na ilha de Iscia, no golfo de Nápoles - onde uma esposa que traía o seu marido todas as tardes, chegava atrasada para preparar o jantar. Com medo do esposo chegar do trabalho e a janta não estar pronta, a esposa inventou esse prato rápido e de fácil preparo! É feito com massa longa e molho à base de tomates, aliche ou anchovas, alcaparras, azeitonas sem caroço, alho e pimenta.

 


Ingredientes:
(para 4 pessoas)
 
500g de espaguete
2 dentes de alho esmagados
6 filetes de anchova ou aliche
2 colheres de sopa de azeite
2 tomates sem pele e sem sementes picados
3 colheres de sopa de alcaparras
150g de azeitonas preta sem caroço
Meia colher de sopa de açúcar
Salsinha fresca picada
Sal e pimenta branca à gosto
 

Preparo:

 

Em uma frigideira grande em fogo baixo, leve o azeite de oliva ao fogo e depois acrescente as anchovas e o alho e cozinhe por 3 minutos mexendo para que o alho não queime. Na mesma panela, agora em fogo médio, acrescente os tomates, as azeitonas, a água, as alcaparras e o açúcar e cozinhe por 20 minutos, mexendo. Cozinhe o macarrão em uma panela grande com água fervente com sal até ficar al dente. Escorra a massa e junte ao molho junte ao molho com meia xícara de água do macarrão. Mexa em fogo baixo por alguns minutos. Polvilhe um pouco de salsa fresca por cima e sirva imediatamente.

 

terça-feira, 16 de março de 2021

El Enemigo Cabernet Franc 2016 - de Gualtallary para o mundo!

 


Sem chance de ser mero modismo e sem dúvida que a casta Cabernet Franc ressurgiu com toda a sua força nesta última década aqui na América do Sul, principalmente no Brasil e na Argentina países de onde esta coluna já comentou diversos exemplares. No país hermano o enólogo Alejandro Vigil – leia-se Catena Zapata – é um dos caras que mais entende desta uva por aquelas bandas sendo que pelo seu trabalho e dedicação elevou a régua dos rótulos produzidos com  esta variedade e recolocou o CF num patamar de destaque na viticultura argentina somado ao empenho de mais um séquito de produtores entusiastas da casta em questão. Vigil elabora o El Enemigo Cabernet Franc 2016, produzido pela Bodega Aleanna (de onde é sócio em, conjunto com Adrianna Catena) vinhaço oriundo dos solos calcários de Gualtallary em Mendoza, de cor rubi violáceo intenso e profundo e leque de aromas aportados em frutas negras puxando groselha e framboesa além de violeta, tostado, leve herbáceo e pimenta preta. Boa esplêndida, seco e frutado, fino  e redondo e com álcool bem equilibrado, elegante, pleno, com taninos macios e ótimo retrogosto.

Trata-se de um varietal mas com aporte de cerca de 10% de Malbec.

Utiliza leveduras indígenas na fermentação e estagia por 16 meses em barricas de carvalho francês, sendo 20% novas e o restante de segundo uso. Alejandro trouxe antigos foudres alsacianos (barris) com mais de 1 século da Itália e os encaminhou para nova tostagem e remontagem em Mendoza.

O nome desta linha denominada El Enemigo sugere que “no final da jornada, lembramos apenas uma batalha. Aquele que nós lutamos contra nós mesmos, o inimigo original. Aquele que nos fez únicos”.

Sua melhor combinação gastronômica é com carnes vermelhas na brasa.

Possui 13,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 16 a 18oC .

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quinta-feira, 11 de março de 2021

O polvo!

 

Mesmo com aparência assustadora esta iguaria é uma delícia! Saiba como prepará-la

 

Um dos animais marinhos que mais me fascinam é o polvo! Este octopus de 8 tentáculos lotados de ventosas me inebria desde a infância quando eu assistia a 20 mil Léguas Submarinas nas aventuras do Capitão Nemo.  Existem cerca de 700 espécies desta ordem de diversos tamanhos e habitats espalhados pelos oceanos tropicais. A palavra “polvo” vêm do grego “pól’ypous” e significa “muitos pés”. Quando sentem que o predador se aproxima, os polvos liberam um jato de tinta escura para despistar, além de atordoar seu perseguidor. A coloração escura da tinta deve-se a uma substância chamada melanina, enquanto que a irritação é causada pelas moléculas tirosinase, lisina e ácido aspártico. Os polvos são largamente utilizados na culinária em caldos, cozidos, grelhados, assados ou mesmo crus em sashimis e carpaccios.  E na receita de hoje é preparado na frigideira acompanhado de purê de batatas.

 


Ingredientes:
(para 4 pessoas)
 
Um polvo inteiro com cerca de 1,5kg
800g de batatas brancas
150ml de vinho branco seco
1 dente de alho picadinho
Azeite de oliva à gosto
12 tomates cereja grandes cortados ao comprido
200ml de leite
Pitada de noz moscada
50g de manteiga
Pitadas de açafrão em pó
Sal e pimenta do reino à gosto

 

Preparo:

 

Limpe o polvo e ferva o mesmo por 45 minutos com um copo de vinho branco e um dente de alho. Deixe esfriar na água do cozimento por pelo menos uma hora. Escorra e seque com papel toalha. Reserve. Cozinhe as batatas em água fervente e amasse-as com um espremedor de batatas. Adicione a manteiga e o leite fervente e misture muito bem para fazer o purê, junte a noz moscada, o açafrão, sal e pimenta. Aqueça uma frigideira com azeite de oliva e grelhe o polvo inteiro ou em partes e cuidando para não grudar no fundo. Tempere com sal e pimenta. Quando estiver quase pronto junte os tomates para grelhar. Sirva os tentáculos de polvo colocados no purê e acompanhados dos tomates grelhados.


Você sabia?

O polvo e a lula são diferentes entre si! Por vezes, a lula e o polvo podem ser facilmente confundidos devido ao formato semelhante do corpo. Isso porque ambas as espécies possuem em sua estrutura corporal oito braços ou nadadeiras. E na culinária as diferenças também: a lula tem carne borrachuda e elástica, enquanto o polvo é mais consistente e macio. 

O sabor dos pratos também tem características muito diferentes. O polvo costuma ser conhecido por ter carne de sabor mais marcante. Enquanto isso, a lula tem sabor bem mais suave ao paladar. Um detalhe importante para que ambos possam ser cozinhados é entender sobre seu tempo de cozimento pois se este passar ambas as carnes podem ficar duras.

 

terça-feira, 9 de março de 2021

Costero Rosé 2020 - um frutado e fresco rosé chileno!

 


O enólogo chileno Mario Geisse elabora a linha Costero lá no Vale do Colchágua, em Paredones na sua terra Natal com 3 rótulos distintos: Pinot Noir, Sauvignon Blanc e Rosé. E é este Costero Rosé 2020 – um corte de 75% de Pinot Noir e 25% de Sauvignon Blanc - comercializado pela Vinícola Geisse de Pinto Bandeira que recebe a análise nesta semana. 

Possui uma bela e límpida coloração rosa clara com reflexos laranjas. Na taça é uma explosão de aromas com muita goiaba e maracujá ao nariz além de uma carga mineral advinda lá do Pacífico brindando as videiras em seu terroir. No paladar uma acidez impressionante com vigor e muita frescura em boca com a fruta e a mineralidade retornando. 

É um delicioso vinho que pede a companhia de frutos do mar e peixes em geral, sushi e sashimi além de cortes e preparos com frango.

Possui 13,7% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 8 a 12oC .

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quinta-feira, 4 de março de 2021

A panzanella!

 

Assim como na semana passada, uma salada ocupa o espaço da receita de hoje também!

 

Conheci esta receita pelas mãos do Felipe Bronze, chef do Oro – premiado restaurante carioca – e apresentador da GNT: trata-se da panzanella, uma salada italiana criada na Toscana. O nome vem das palavras “pane” (pão) e “zanella” (prato fundo ou de sopa). É uma salada rústica que nasceu pela dureza camponesa italiana à base de pão, muito fresca, barata e saborosa. A receita é preparada com pão amanhecido de alguns dias e é muito popular. Leva além dos pedaços de pão, tomates frescos, manjericão, azeite, vinagre, sal e pimenta do reino. Também não é proibido usar sobras de alimentos, podendo ser feita com uma gama de outros ingredientes como legumes, hortaliças e inclusive peixes e frutos do mar.  A panzanella é fácil de combinar com outros pratos e esta salada pode ser apreciada como um prato de entreda ou uma leve refeição. Ou, se você quiser ficar com um menu italiano mais tradicional, complete sua panzanella com um risoto saboroso. Sirva com um copo de vinho branco seco.



Ingredientes:
(para 2 pessoas)
 
1 fatia grossa de pão integral amanhecido (de preferência caseiro)
1 tomate maduro
½ cebola roxa
½ pepino japonês
1 colher (chá) de alcaparras
1 dente de alho
1 colher (sopa) de vinagre de vinho tinto
4 colheres (sopa) de azeite
folhas de manjericão a gosto
 

Preparo:


Descasque, corte ao meio e fatie a cebola em meias-luas finas. Transfira para uma tigela, cubra com água fria e deixe descansar por alguns minutos - isso tira o ardido da cebola crua. Enquanto isso, prepare os outros ingredientes. Lave e seque o tomate, o pepino e as folhas de manjericão. Corte os tomates em cubos, descartando as sementes. Corte o pepino ao meio, no sentido do comprimento, e fatie em meias-luas de aproximadamente meio centímetro de espessura. Transfira tudo para uma tigela. Descasque o dente de alho e corte a fatia de pão em cubos grandes. Leve ao fogo médio uma frigideira, de preferência antiaderente. Quando aquecer, regue com 1 colher (sopa) de azeite e junte o alho (inteiro), e refogue por 1 minuto apenas para perfumar. Acrescente os cubos de pão e deixe dourar por cerca de 2 minutos, virando com uma pinça. Reserve os cubos de pão e descarte o alho. Escorra a água da cebola fatiada e junte à tigela com os legumes. Acrescente as alcaparras, as folhas de manjericão, o pão e regue com o vinagre, azeite de oliva e tempere com sal. Misture bem e sirva!.

 

quarta-feira, 3 de março de 2021

Macerao Oranje Moscatel de Alexandria 2019: um delicioso vinho laranja!

 

Degustei a convite do amigo Philip Isleib uma dica de vinho laranja chileno, produzido pela competente vinícola Luis Edwards, no Vale do Itata, o Macerao Oranje Moscatel de Alexandria 2019. E que excelente e surpreendente vinho! A técnica de produção do vinho laranja é milenar que se utiliza de uvas brancas, maceradas e fermentadas como se fossem tintas. O desenvolvimento do vinho laranja remonta ao Caucasus, na região da Georgia, onde é produzido a mais de 5.000 anos e conhecido como Kvevri, nome original da ânfora de barro onde as uvas brancas com casca e sementes são maceradas e fermentadas. Diferentemente da elaboração de vinhos brancos tranquilos, no método do vinho laranja, as cascas das uvas e suas sementes são mantidas durante o processo de maceração e fermentação sem a adição de quaisquer agentes químicos ou fermentos entre seis meses até dois anos, quando são engarrafados e não filtrados (nos brancos as cascas ficam em torno de 2 a 5 dias). São utilizados ânforas de barro de até 3.500 litros para vinificar com o interior revestido ou não com cera de abelhas, mantidos na superfície ou enterrados no solo. O Macerao possui linda cor amarela com reflexos esverdeados que ao preencher a taça percebe-se uma untuosidade impressionante. Denota uma palheta aromática plena, com damascos, nectarina, melão, abacaxi e outras frutas brancas cítricas, leve oxidação que é característica deste, também jasmim, mel e flor de laranjeira e uma nota mineral salínica bem acentuada. Em boca é marcante e delicioso: acidez firme, equilibrada, cítrico com toque herbáceo lembrando tomilho e muito frescor.

Combina bem com muitos pratos indo desde saladas e frutos do mar, passando por risotos, queijos moles e variados canapés.

Possui 12,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 10oC .

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

A salada de camarões!

 

Estamos em pleno verão e uma substanciosa salada é uma refeição perfeita para estes dias quentes!


Sabe quando você quer fugir de um prato pesado mas também não está afim de somente comer folhas verdes de uma salada ao chegar em casa neste verão tórrido ao final da tarde? Pois é, a receita de hoje atende muito bem este desejo por algo com mais ingredientes, fácil de preparar e que reúne acidez, crocância, agridoce, muito sabor e aquele toque de cuidado que um bom prato merece ter. Confira a salada de camarões!  

 



Ingredientes:
(para 4 pessoas)
 
400g de camarões
1 maço de alface crespa
1 maço de rúcula
Lascas de queijo parmesão
1 xícara de croutons
2 colheres de sopa de mel
1 colher sopa mostarda tipo Dijon
1 colher de sopa de vinagre branco
2 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
Orégano à gosto
2 dentes de alho picadinhos
2 ovos cozidos duros descascados e cortador em fatias
3 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
Meia xícara de salsinha picadinha

Preparo:

Lavar bem as folhas verdes e sendo possível secá-las no secador adequado para saladas. Preparar o crouton: cortar um pão salgado amanhecido em pequenos cubos de cerca de 1cm. Levar a uma forma, derreter manteiga e despejar sobre estes envolvendo-os bem. Levar ao forno pré-aquecido por cerca de 15 minutos ou até dourar. Reservar. Saltear os camarões levando azeite de oliva e manteiga a uma frigideira, em seguida em fogo baixo juntar o alho picado, colocar os camarões e aumentar o fogo. Temperar com sal, pimenta e salpicar com a salsinha. Reservar. Montar a salada numa bandeja ou saladeira dispondo as folhas verdes e por cima destas os demais ingredientes acomodando-os com cuidado. Preparar um molho para temperar colocando num potinho o mel, a mostarda, 2 colheres de azeite de oliva, vinagre branco, sal e pimenta a gosto. Bater bem até emulsionar (ficar homogênea a mistura). Depois regar a salada com este molho, salpicar orégano e servir!         

       

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Mariflor Pinot Noir 2017

 

A uva Pinot Noir que é originária da Borgonha francesa se espalhou pelo mundo no século passado aportando em diversos países e cada qual pelas suas características de solo, clima, altitude e manejo deram vida a diferentes vinhos mas que mantém em sua essência as raízes deste varietal. Na Argentina, em Mendoza no Vale do Uco, a Bodega Rolland - capitaneada pelo ilustre enólogo e fly winemaker Michel Rolland - é produzido o Mariflor Pinot Noir 2017, um varietal potente e de personalidade, marca registrada de Rolland.    

Possui coloração rubi com reflexos granada. Ao ser aberto o primeiro ataque ao nariz traz álcool, madeira e tostado e após alguns instantes vem a fruta com cerejas, ameixas e morangos maduros em destaque, também toque terroso, couro, café, notas defumadas, baunilha e tostado.

Em boca traz sua virtude com bom corpo e integração entre a fruta, madeira e álcool. Um vinho quente, que pede presença gastronômica pela sua acidez convidativa, apresenta taninos redondos e amplo final, com muito frescor e vivacidade.

Amadurecimento de 14 meses em barricas novas de carvalho francês.

Faz par com costela suína na brasa, salmão defumado, cordeiro assado no forno, risoto de funghi, legumes salteados em oliva e galeto.

Possui 15% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 15oC .

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

Vinícola Guatambu lança o Mysterius, seu primeiro vinho em lata!

 

Os jovens brasileiros estão bebendo mais vinho desde o início da pandemia. Estudo realizado pela Dotz, afirma que o jovem de até 30 anos passou a consumir mais vinho, o aumento nessa faixa etária foi de 38%, o que indica uma mudança no comportamento de compra e hábitos de consumo. Para aproveitar o momento e ajudar na democratização do vinho, a Vinícola Guatambu, juntamente com um grupo de empresários, desenvolveu o vinho Mysterius

A vinícola desenvolveu os vinhos especialmente para a versão em lata. “O lançamento da Mysterius é um marco para nós, da Guatambu. Além da praticidade, tem como diferencial o cuidado com o meio ambiente e a grande qualidade dos produtos”, declara Valter Potter, proprietário da vinícola. 

São duas opções: O Mysterius Veraz é um vinho tinto seco (com 14% de graduação alcoólica) e surpreendente, um corte de Cabernet Sauvignon, Tempranillo e Tannat; o Mysterius Intuição é um sedutor espumante (com 11,5% de graduação alcoólica), como deve ser: com aromas, borbulhas e todo o frescor. 

Saiba mais em www.mysterius.com.br

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

O canapé de pera caramelizada, patê de fígado e geleia de pimenta!

 

Quando reunimos ingredientes inusitados e distintos na mesma receita o resultado é único e surpreendente!

 

Usar a criatividade e expô-la na elaboração de um novo prato ou receita é uma das grandes motivações dos aficionados pela arte das lidas de forno e fogão! Entendo que a sobre conjugação de texturas, aromas e sabores mantida suas características individuais e reveladas aos comensais traduz-se no ápice da excelência culinária! Misturar o cítrico, o doce, o picante, o crocante, o herbáceo numa única receita mas que ao ser saboreada conserve um pouco de cada um destes elementos é mais uma dos gostosos prazeres que esta prática denota. E a receita de hoje vai nesta linha, em resumo uma deliciosa de unir características diferentes, com cada uma preparada com todo o cuidado e dedicação que as boas pessoas que nos rodeiam merecem. Confira o preparo do canapé de pera caramelizada, patê de fígado e geleia de pimenta!


 

Patê de fígado de galinha
 
Ingredientes:
250g de fígado de galinha totalmente limpo em pedaços
4 colheres de sopa de manteiga gelada em pedaços
4 colheres de sopa de cebola picadinha
1 colher de sopa de conhaque
Sal e pimenta do reino à gosto
 

Preparo:

Aqueça a manteiga numa frigideira antiaderente e doure a cebola juntando e junte o fígado, o sal e a pimenta. Adicione o conhaque e deixe refogar em fogo alto por cerca de 5 minutos. Retire do fogo e deixe amornar por 15 minutos. Leve ao processador ou liquidificador e bata até uma pasta. Despeje o patê num pote, cubra com filmito plástico ou tampa e leve à geladeira

 

Geleia de pimenta
 
Ingredientes:
200g de pimenta cambuci sem sementes
200g de açúcar cristal
1 colher de sopa de suco de limão
 

Preparo:

Corte as pimentas em pedaços bem pequenos com cuidado para não restar sementes pois é onde está a maior picância das mesmas. Leve o açúcar e as pimentas para cozinhar em fogo baixo. Some o suco de limão. Se formar espuma no cozimento retire com uma escumadeira. Mexa seguidamente para não grudar no fundo da panela ou frigideira. Deixe cozinhar por cerca de 1 hora. Deixe esfriar e se ficar muito consistente, adicione um pouco de água fervente e leve ao fogo novamente mexendo sempre. Leve a geladeira em pote esterilizado.


 

Pera caramelizada
 
Ingredientes:
2 peras descascadas e cortadas em fatias de cerca de 1 cm
4 colheres de sopa de açúcar cristal
1 pau de canela
2 cravos da Índia
Meia xícara de água fervente se precisar
 

Preparo:

Caramelize o açúcar em uma frigideira grande e antiaderente e fogo baixo. Junte o cravo e a canela e mexa devagar para o açúcar não queimar. Se precisar junte água fervente aos poucos. Coloque as peras na calda caramelada e deixe por cerca de 10 minutos cada lado ou até ficarem macias mas tenras.

 

Montagem
 
Ingredientes:
12 fatias de baguete tostada no azeite de oliva (pode ser 12 torradinhas médias)
Cebolinha verde fresca picada
 

Numa travessa disponha as fatias de pão ou as torradinhas e sobre estas acomode as fatias de pera (observe que as fatias de pão devem ser do mesmo tamanho das fatias de pera). Em seguida coloque com uma colher de chá ou espátula um bocado de patê de fígado e logo em cima um pouco de geleia de pimenta. Salpique com a cebolinha verde e sirva acompanhado de um belo espumante brut!