quinta-feira, 14 de novembro de 2019

O camarão com mjadra!


Uma delícia de receita árabe para este feriadão!

A cozinha árabe me fascina, tanto pela sua história quanto pelo seu exotismo. Entre tantos pratos com apreço que tenho um dos que mais faço é a mjadra, pela facilidade e pelos ingredientes de cômodo achado. Foi esta a base que me levou a misturar um prato tipicamente árabe com um fruto do mar bem ao gosto do brasileiro, o camarão. Como a receita criada ficou muito apetitosa trouxe-a para este espaço e apresento-lhes o Camarão com Mjadra.


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

1 xícara (chá) de lentilhas lavadas e escorridas
1,5 xícaras (chá) de arroz parbolizado
2 xícaras (chá) de água
Duas colheres (sopa) xícara de azeite
1 cebola grande cortada em rodelas
1 kg de camarões grandes com rabeta mas sem casca
Uma colher de sopa de manteiga
Uma colher de sopa de azeite de oliva
Uma taça de vinho branco seco
Um dente de alho picado
Uma cebola pequena picada finamente
Raspas de casca de limão
Suco de um limão
Salsinha picada
Castanha de caju picada
Sal e pimenta do reino à gosto

Preparo:

Numa panela, leve as lentilhas para cozinhar na água até ficarem ligeiramente macias. Enquanto isso aqueça em uma panela o azeite e frite as cebolas até que fiquem douradas. Retire as cebolas com a escumadeira e reserve. Coloque no azeite que ficou na panela, as lentilhas e o arroz. Tempere com sal e junte água até completar o cozimento. Retire do fogo e coloque as cebolas por cima. Reserve. Temperar o camarão com limão, meio cálice de vinho e sal. Reservar. Em uma panela wok aquecer a manteiga e o azeite mexendo para misturar bem. Juntar o alho e a cebola e fritar. Em seguida somar os camarões que devem ser secados em papel toalha antes de ir ao fogo. Temperar com mais sal, pimenta e as raspas de limão. Assim que ficarem esbranquiçados juntar o restante do vinho e deixar levantar fervura. Montar o prato usando uma xícara para moldar a mjadra, adicionar o camarão, salpicar a salsinha picada e a castanha de caju e envolver com o molho resultante do cozimento.    

Você sabia?


Mjadra é o nome do prato de origem árabe que leva em seu preparo a reunião de alguns práticos e nutritivos ingredientes, tais como lentilha, arroz e bastante cebola frita, que são unidos e preparados a base de sal e azeite. Ainda a receita do preparo original envolve a utilização de canela em pó, pimenta branca e noz moscada. Pode ser servida como prato principal ou acompanhamento e além disso pode ser degustada quente ou fria.    



quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Emiliana Adobe Reserva Syrah 2017 - um Syrah difrente!


A dica desta semana vêm do Chile, lá do Vale do Rapel, trata-se do vinho tinto Emiliana Adobe Reserva Syrah 2017, produzido pela vinícola homônima. Este rótulo vêm da linha orgânica – na verdade praticamente toda a vinícola adota o cultivo orgânico – e é um Syrah diferente, com uma carga herbácea destacada.

Possui uma coloração rubi violáceo quase turva. Ao nariz traz frutas negras – groselha e cereja destacada – com cassis, além do referido herbáceo, couro, tabaco e toque terroso. Já na boca repete o herbáceo com fruta macerada e final lácteo. Seus taninos são macios, redondos e sedosos. Médio corpo e ampla persistência.~

20% do vinho passa por barricas francesas por 6 meses.

Pelas suas características trazidas a taça, este vinho acompanha variados tipos de carnes vermelhas preparadas assadas ou grelhadas, também com lasanhas e risotos condimentados e queijos duros.

Possui 14% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura entre 16 e 18oC.

Você encontra os vinhos Emiliana na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

A sopa de cebola!


Estruturada e substanciosa, esta sopa vai lhe surpreender!

Esta deliciosa sopa que leva cebola como ingrediente principal é um clássico da cozinha francesa e talvez um de seus pratos mais antigos. Como usa cebola- econômica e fácil de cultivar - se tornou conhecida como a “sopa dos pobres”. Mas reza a lenda que ela foi criada pelo Rei Luis XV numa noite em uma de suas caçadas e cozinheiro como era, descobriu que tinha apenas cebola, manteiga e champanhe. Misturou os poucos ingredientes e criou a primeira sopa de cebola francesa.  Tal passagem ganhou a corte e a nobreza e trouxeram uma fama a esta receita que ganhou outros ingredientes (caldo de carne, pão, queijo gruyère entre outros) e se espalhou pelo mundo independente de ser o prato da realeza ou dos servos. A seguir a receita da Sopa de Cebola!


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

1 kg de cebola branca cortadas em fatias finas
6 colheres de sopa de manteiga
4 dentes de alho picadinhos
1,5 litro de caldo de carne
150 ml de vinho branco
2 colheres e meia de sopa de farinha de trigo
1 molho de bouquet garni
Sal e pimenta do reino a gosto
Queijo gruyère e pão para finalizar.

Preparo:

Em uma panela grande, doure levemente a cebola na manteiga. Acrescente o alho, deixe dourar, depois adicione a farinha e mexa bem. Deglaceie (soltar os resíduos do fundo da panela usando bebida alcoólica ou outros líquidos como água, geralmente é feito para dar cor ou sabor a molhos e outros preparos) com o vinho branco e deixe reduzir 1/3 antes de acrescentar o caldo de carne. Coloque o bouquet garni (vários galhos de ervas frescas amarrados com barbante, como um buquê de flores, para ser mergulhado no líquido do cozimento) e cozinhe em fogo baixo por 45 minutos. Retire o excesso de espuma. Acerte o sal e a pimenta. Para servir, aqueça a sopa, disponha em cumbucas individuais, acrescente o pão, o queijo e leve ao forno para gratinar. Sirva a seguir.

   


Festival Gaúcho do Porco no Rolete terá sua 19a. edição neste domingo!


E domingo, dia 10 de novembro, é dia de curtir mais uma edição (a 19ª!) do Festival Gaúcho do Porco no Rolete ocorre neste domingo na localidade de Linha Nova, interior de Santa Cruz do Sul. Serão mais de 40 porcos assados inteiros, no rolete, servidos a partir do meio-dia além de buffet variado, com carne bovina e galeto. O almoço pode ser comprado ao valor de R$ 30,00. 


E a tarde haverá animação da Banda Félix Hoppe e do Grupo Eventos, a partir das 13h30min. Em seguida, pelas 15h30min, quem sobe ao palco é Banda Magia Musical e, às 18h30min, a Banda Sétimo Sentido. 

A previsão de público para o almoço do festival, que é organizado por voluntários da própria comunidade, é de cerca de 1.500 pessoas.


Pavilhão Comunitário de Linha Nova – Linha Nova – Estrada Geral – Santa Cruz do Sul – telefone (51)99954.7110

*Foto: Lula Helfer

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Dom Cândido 4a. Geração Marselan 2015 - mais um belo vinho brasileiro!


A uva Marselan é um cruzamento entre as uvas Cabernet Sauvignon e Grenache ocorrido no sul da França. Como resultado surgiu uma uva de cachos grandes e pequenas bagas. Em 1990 foi inserida no registro oficial de variedades. O nome vem da cidade francesa Marseillan. No Brasil temos várias vinícolas que produzem vinhos a partir desta casta. Pelas mãos do enólogo Daniel de Paris, a Vinícola Don Cândido, do Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves, elabora o Dom Cândido 4a. Geração Marselan 2015 numa homenagem a linha familiar da vinícola e o legado de Cândido Valduga.

Possui coloração rubi violeta profundo. Seus aromas remetem a frutas negras (cereja e amoras), hibiscos, algo terroso, tostado e leve químico. Boca sedosa, médio corpo, com taninos finos e redondos, chocolate ao final, amplo e persistente. Um vinho complexo e sedutor.

O vinho não estagia em barricas, entrega a autenticidade exclusiva do terroir em que os vinhedos estão acomodados.

Harmoniza com carnes vermelhas na brasa ou no forno, queijos médios como Gruyère e Emmental e massa ao sugo.

Possui 13% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura de 16oC.

Você encontra os vinhos Dom Cândido na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Isadora Rosé Nature - um espumante para rememorar!


Conheci Isadora Hermann Pötter num destes eventos de vinhos Brasil afora, onde divulgava com paixão os rótulos de sua vinícola muitas vezes na companhia de seus pais Valter e Nara Pötter ou da mana, a enóloga Gabriela. De personalidade forte e sorriso fácil, dominava muito bem os meandros comerciais e de marketing da vinícola de Dom Pedrito. Infelizmente São Pedro a recrutou para dar uma organizada na sua adega e ela nos deixou precocemente. Justa a homenagem da vinícola de lançar um espumante com a sua assinatura e assim eternizar o seu legado.          

Isadora, Valter e Nara Pötter, Expovinis 2015
Isadora foi uma das quatro filhas de Nara e Valter José Pötter, proprietários da Vinícola Guatambu. Com formação em Direito e Sommelier, Isadora se dedicou a ser embaixadora dos vinhos Guatambu. Grande parte do crescimento e consolidação da vinícola Vinícola Guatambu foi devido ao seu trabalho.

Inspirado na história de Isadora Hermann Pötter, a Vinícola Guatambu lançou seu espumante ultra-premium, chamado Isadora Rosé Nature. O lançamento foi feito durante coquetel sob o pôr-do-sol do pampa, num entardecer de pura contemplação à natureza e à arte, nos jardins da vinícola, ao som de músicas latinas de Lara Rossato e Sulimar, e apresentação de dança flamenca da escola que Isadora dançava, a Compasso Cia de Dança. Isadora tinha um olhar apaixonado pela terra, pelas raízes, pela cultura flamenca e dançava desde criança. O rótulo foi inspirado nesta dança, um dos seus hobbies prediletos.

O espumante foi elaborado com as melhores parcelas das uvas Chardonnay e Pinot Noir da safra 2018 e já nasce premiado: foi classificado com 91 pontos pelo Guia Adega 2019/2020, o qual foi lançado na última quinzena, em São Paulo. Elaborado pelo método champenoise e nature (sem adição do xarope de expedição), apresenta extremo equilíbrio e delicadeza, justamente ao estilo que Isadora apreciava. Um espumante muito elegante com cor rosa chá, aromas de morango e framboesa, com fundo floral. Exibe uma delicada perlage e coroa cremosa. Em boca, percebe-se notas cítricas e de frutas vermelhas, com final longo e refrescante. O lote de lançamento é composto por apenas 1.400 garrafas e será comercializado apenas na loja da vinícola, pelo valor de R$150,00.

O evento de lançamento teve sua renda revertida integralmente ao Asilo Municipal de Dom Pedrito.” Isadora era uma pessoa generosa que transmitia amor por onde passava, deixando sementes de otimismo, renovação e determinação. Inclusive inspirado seus gestos de solidariedade, decidimos reverter a renda deste evento ao Asilo de Dom Pedrito” – finaliza sua irmã, Mariana Pötter.



A salada de polvo!


Este molusco pernudo é uma iguaria exótica e saborosa!

O polvo me conquistou no primeiro tentáculo! Lá se vão alguns anos desde que tive o primeiro contato com um prato que levava polvo na sua montagem e desde então acabei sendo um divulgador dos preparos com este molusco. Polvo significa “muitos pés” e estima-se que existem em torno de 700 espécies na ordem Octopus. Estes seres possuem pés fundidos com a cabeça, ou seja, tentáculos ligados à cabeça e se destaca como um ingrediente culinário altamente apreciado na gastronomia De entradas à pratos principais, é um molusco de carne saborosa, mas dura, o que exige cozimento mais longo ou um salteado bem rápido. É muito saboroso e rico em proteínas, vitaminas A e E e minerais como potássio, cálcio, zinco e fósforo. E a receita desta semana se utiliza deste fruto do mar na feitura da salada de polvo!


Ingredientes:
(Para 4 pessoas)

800g de polvo cortado em pedaços pequenos
1 cebola roxa picadinha
3 dentes de alho picadinhos
1 maço de salsinha picadinha
Suco de 1 limão
Azeite de oliva
Sal e pimenta a gosto
Alface
Rúcula
Alface roxa
Tomate cereja
Milho em conserva

Preparo:

Aqueça o azeite de oliva numa frigideira e refogue a cebola e o alho. Assim que murchar junte o polvo temperado somente com o suco de limão e aumente o fogo. Tempere com sal e pimenta mexendo sempre. Adicione a salsinha picada e deixa cozinhar por cerca de 5 minutos. Reserve e deixe amornar. Monte o mix de folhas com os demais ingredientes e ao centro acomode o polvo, regue tudo com fio de azeite de oliva e sirva!


Você sabia?


O polvo pertence ao grupo dos moluscos, que inclui lulas, mariscos e ostras. Vivem nos oceanos de todo o mundo. O polvo é um animal marinho com oito braços (também chamados de tentáculos). Ele pertence ao grupo dos moluscos. O corpo do polvo se parece com uma bolsa macia, e seus olhos são grandes. Seus braços longos e finos (também conhecidos como tentáculos) se movem em todas as direções. Cada braço tem duas fileiras de ventosas com grande poder de sucção. O tamanho dos polvos é muito variável. O menor deles mede cerca de 5 centímetros, ao passo que o maior pode atingir 5,5 metros, com 9 metros de envergadura. O polvo pode mudar de cor rapidamente, dependendo do ambiente ou de seu humor. Ele pode ficar acinzentado, marrom, cor-de-rosa, azul, verde ou até vermelho-vivo, se ficar muito assustado. Se um polvo se sente ameaçado, lança um jato de água, o que o impulsiona rapidamente. Ele também pode soltar uma espécie de tinta para escurecer a água e enganar o inimigo.

*fonte: enciclopédia Britannica 



terça-feira, 29 de outubro de 2019

Viejo Feo Cabernet Sauvignon 2018 - um CS para ser degustado logo!


Sempre tive em conta que os vinhos elaborados pela uva Cabernet Sauvignon devem ficar na masmorra, ou seja, nas entranhas da adega, amadurecendo, evoluindo e ganhando complexidade. Mas tenho começado a rever este meu posicionamento, afinal, algumas vinícolas tem extraído vinhos desta casta mais leves, frutados, com menos madeira e muito interessantes. O chileno Viejo Feo Cabernet Sauvignon 2018 é um destes exemplos. É produzido pela Viña Tinajas del Maule na localidade de Villa Alegre, região do vale do Maule. A vinícola envasa mais de 3 milhões de litros de vinhos advindos dos seus 300 hectares plantados.

Este vinho possui coloração rubi profunda e traz ao nariz notas de frutas negras maduras – ameixas, mirtilos e cerejas – toque herbáceo, tabaco, leve tostado e café. Ótimo vinho no paladar, fresco, redondo, macio, frutado e com harmonia da fruta e madeira.

50% do vinho estagia em barricas de carvalho francês por cerca de 6 meses.

Harmoniza com risotos e massas mais condimentadas, carnes vermelhas em diversos preparos e queijos de massa dura.

Possui 13,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura de 16oC.

Você encontra os vinhos da linha Viejo Feo na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Alentejo oferece ótimas opções para desfrutar nas férias


Destino português possui experiências exclusivas para seus viajantes


Uma das regiões mais autênticas de Portugal, o Alentejo é o destino perfeito para fugir do agito urbano e aproveitar a vida no seu próprio ritmo. Recheada de edifícios históricos e monumentos declarados Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, a região tem paisagens impressionantes, que convidam seus viajantes a desfrutarem experiências exclusivas. Confira uma lista de pequenos luxos para curtir em uma viagem por terras alentejanas.

Hospedar-se em um castelo

A região testemunhou importantes momentos da história do país e abriga muitos edifícios históricos de valor inestimável, como castelos. Alguns foram transformados em luxuosas pousadas, onde é possível vivenciar momentos de realeza, como a Pousada Castelo de Estremoz, cujo edifício foi construído no século 12 para a Rainha Santa Isabel e que ainda exibe decoração medieval. Sua Torre de Menagem, a mais alta da Europa, possui uma magnífica vista para a cidade. Já a construção milenar do Castelo de Alcácer do Sal está posicionada no monte mais alto da cidade e guarda uma hospedagem elegante. www.pousadas.pt

Passear de barco no Alqueva ao pôr do sol


Em pleno coração do Alentejo, o imponente Alqueva é o maior lago artificial da Europa e está rodeado por campos verdes e dourados típicos da região, e que ficam ainda mais deslumbrantes à luz do entardecer. É possível praticar diversas atividades náuticas ou ainda fazer um passeio de barco para apreciar toda a beleza deste local. www.alquevacruzeiros.pt/

Ver estrelas em um céu premiado

Talvez você nunca tenha imaginado que o céu de um destino pudesse ser premiado. Mas a região do Alqueva foi a primeira do mundo a ter a certificação Starlight Tourism Destination, que comprova a sua qualidade para observação de estrelas. Não há poluição luminosa, o que possibilita contemplar toda a perfeição do universo a olho nu. E se quiser saber mais sobre constelações encontradas ali ou até mesmo alugar um telescópio, basta fazer uma visita ao Observatório Lago Alqueva. http://olagoalqueva.pt/

Fazer um workshop de gastronomia tipicamente alentejana


O melhor de uma viagem é poder conhecer a fundo a cultura daquele destino. E que tal começar pela gastronomia? A culinária típica do Alentejo proporciona sabores inigualáveis, que incluem, além de seus deliciosos azeites, carnes de caça, embutidos, pães e queijos. E é possível aprender as principais receitas em um divertido workshop. Em Évora, o Portuguese Cooking School oferece aulas de culinária típica para você colocar a mão na massa e ainda saber mais das tradições gastronômicas em uma conversa descontraída. A equipe da cozinha do Torre de Palma Wine Hotel, em Monforte, ensina a elaboração de um menu de três pratos, acompanhados dos excelentes vinhos produzidos na propriedade. E os hóspedes do Santiago Hotel Cooking & Nature podem aprender a receita do famoso pão alentejano, elemento essencial nas mesas dos locais. http://portuguesecookingschool.com /  www.torredepalma.com / www.santiagohotel.pt.

Tomar alguns dos melhores vinhos do mundo em um piquenique em meio à natureza

Um piquenique é a opção perfeita para admirar as paisagens de sobreiros nas planícies verdejantes e ainda desfrutar das iguarias locais, como o vinho. O Alentejo é a meca para os amantes da bebida. A Herdade de São Lourenço do Barrocal oferece uma cesta recheada de delícias para seus hóspedes curtirem essa experiência ao ar livre, regada a um ótimo vinho da região. www.barrocal.pt.

Passeio a cavalo em uma praia quase deserta

Uma ótima forma de explorar o litoral alentejano, considerado o mais intocado da Europa, é um passeio a cavalo. O trajeto passa por praias praticamente desertas, com as areias claras, dunas e mar azul. O roteiro também proporciona uma vista panorâmica de florestas de pinheiros e arrozais verdinhos, típicos da região. A sensação de bem-estar e contato próximo à natureza alentejana é inevitável!

Sobre o Alentejo

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de quatro títulos da UNESCO e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística internacional do Alentejo é co-financiada pelo Alentejo 2020, Portugal 2020 e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). Para mais informações, visite www.turismodoalentejo.com.br.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Marco Salton: a união da tradição e ousadia dentro da garrafa!


 Confraria do Sagu recebeu o sócio proprietário e enólogo da Vinícola Valmarino

Enólogo Marco Salton


Éramos 12 à mesa. Sobre ela, garrafas de espumante nos baldes com gelo e outras garrafas de vinho, dezenas de taças e pratos harmonizados, tudo envolvido em conversas descontraídas sobre um único tema: o vinho brasileiro! Até aí nada diferente de qualquer encontro mensal da Confraria do Sagu - confraria de Santa Cruz do Sul especializada na análise técnica de vinhos. Mas o fator que fazia todo o diferencial naquela agradável noite de outubro estava sentado à cabeceira: Marco Antônio Salton, enólogo da multipremiada Vinícola Valmarino, de Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha! A convite da confraria, Marco desceu a serra para - em plena Oktoberfest - apresentar a sua linha de produtos. Com amplo conhecimento e linguajar coloquial, o colorado de 49 anos e filho do seu Orval desarrolhou a sua história guardada em muitas barricas de carvalho - transitando com a simplicidade de um cantineiro e conhecimento enológico de PHD - sobre a viticultura brasileira e a sua contribuição neste cenário. E, naquela mesma semana, a Valmarino com seus vinhedos em “latada” foi premiada na 11ª. edição do Concurso do Espumante Brasileiro com 3 espumantes destacados com o troféu Ouro e 1 com o Sabre de Ouro entre as mais de 370 amostras inscritas. Com muita desenvoltura e propriedade, Marco concedeu esta entrevista exclusiva a Gazeta do Sul e blog Eu, Gourmet cujo conteúdo você acompanha a seguir.            

Nome completo: Marco Antonio Salton

Idade: 49 anos

Time que torce: Esportivo de Bento Gonçalves e depois Internacional de Porto Alegre-RS

Cidade que reside: Bento Gonçalves - RS

Nome filhos e idades: Amanda Zini Salton de 18 anos e Rafaela Zini Salton de 15 anos

Nome do cônjuge: Adriane Zini Salton

Formação profissional: Técnico em Enologia e Engenheiro Agrônomo

Empresas em que trabalha(ou):  Sucos Suvalan S/A e Vinícola Valmarino desde 15/9/97

Lida na área do vinho desde: 1991

Como você foi parar na enologia?
Por intermédio de meu pai o enólogo Orval Salton que me convenceu a cursar o técnico em Enologia em 1984 no Instituto Federal em Bento Gonçalves - RS

Como surgiu a Vinícola Valmarino?
Surgiu do sonho do meu pai em ter uma vinícola própria e elaborar vinhos diferenciados a partir de vinhedos igualmente próprios. Como tínhamos a propriedade em Pinto Bandeira e estávamos produzindo e comercializando as uvas desde 1978 sentimos a necessidade de diversificação e ampliação do negócio além da busca de uma realização pessoal e profissional. Então em 15 de Setembro de 1997 fundamos o Estabelecimento Vinícola Valmarino buscando resgatar parte da história da família de origem italiana da cidade de Cison di Valmarino – Treviso. Eu e meus irmãos e sócios Guilherme e Rodrigo fundamos a vinícola. Estamos atualmente com 21 ha próprios de vinhedos na localidade de Pinto Bandeira com 14 variedades de uvas viníferas. De lá para cá já elaboramos aproximadamente 30 rótulos distintos em 6 marcas diferentes.

Fale-nos sobre a linha Churchill:
Surgiu da parceria com o americano Nathan Churchill que vive em São Paulo e representa uma tonelaria americana no Brasil. Desde 2006 estamos elaborando vinhos e espumantes que maturam e envelhecem em barricas de carvalho, possibilitando a obtenção de produtos distintos e de maior complexidade de aromas e sabores.

Como você administra a qualidade e manejo de seus vinhedos para elaborar rótulos diferenciados?
O que sempre buscamos é a máxima expressão da variedade de uva de acordo com o nosso solo e clima. Arriscamos ao máximo em maturar as uvas no vinhedo alongando seu período de maturação e colheita de acordo com as condições climáticas do ano. Os tratos culturais no vinhedo são fundamentais para isto, mas a questão de trabalhar com amor a terra e uma paixão em busca do melhor vinho são imprescindíveis.

Salton repassou um pouco de sua história no encontro da Confraria do Sagu

Quais são os seus rótulos mais premiados?
O vinho mais premiado e reconhecido da vinícola é o Cabernet Franc. Temos uma ligação afetiva com ele, pois foi a primeira uva vinífera plantada na propriedade em 1978. Notamos uma vocação natural por esta variedade que nosso pai tinha grande apreço. Mas alguns espumantes pelo método tradicional tem-se destacado ano a ano em premiações e reconhecimentos. Em especial o Nature Valmarino e o espumante da linha Churchill com envelhecimento em barricas de carvalho.

É possível produzir vinhos de alta qualidade no Brasil?
Sim. Com a implantação de novos vinhedos, com clones específicos de videiras e em novas áreas de cultivo melhoramos muito na parte do campo. O trabalho é árduo pois lutamos constantemente para amenizar os efeitos do clima na maturação das uvas. Estamos no caminho certo!

O Brasil - e em especial o RS - tem ainda como melhorar seus vinhos seja nos atuais vinhedos ou em novas e promissoras regiões?
Sim. Temos um longo caminho pela frente. Precisamos de um maior incentivo ao setor vitivinícola. Se baixar os impostos o negócio anda por conta própria. Temos um grande mercado de consumo em potencial. Precisamos incentivar o consumo do vinho em todas as classes sociais. Sempre tem algo novo a ser explorado. Muitas regiões foram descobertas ao acaso. Então a observação é muito importante e aí entra o viticultor que aposta em variedades adaptadas a cada região e clima.

Fale um pouco do terroir de Pinto Bandeira e o que ele tem que os outros não possuem? Como extrair o melhor desta parcela de vinhas?
Pinto Bandeira está inserido na Serra Gaúcha que é uma região cheia de particularidades. São vários aspectos que devem ser levados em conta. Primeiramente a altitude em torno de 700 metros que permite uma excelente insolação e ventilação das uvas. A declividade dos terrenos favorece muito a drenagem da água em excesso. Já as características do solo com muita decomposição de rochas tem sido ideal para algumas variedades de uva, como a Chardonnay entre as brancas e o Cabernet Franc entre as tintas. Mas acredito que o fator mais marcante seja a mão do homem que está lá trabalhando e buscando revelar este singular diferencial a cada safra de uva.




“O melhor vinho está relacionado as emoções que você sente em bebê-lo em determinado momento e que marca a sua existência”. Marco Salton




A Valmarino aposta em variedades não tão usuais no âmbito brasileiro tais como Cabernet Franc, Petit Verdot, Syrah, Sangiovese.  O porquê de cultivá-las?
Quando decidimos cultivar uma variedade diferente pesquisamos todo seu histórico e os clones existentes que melhor se adaptariam em nossa região. Mas cada variedade tem um propósito, como a Cabernet Franc que foi plantada em 1978 na propriedade pois era a melhor tinta vinífera da época e que adaptou-se muito bem em nosso terroir.  A Sangiovese devido a ser muito cultivada na região no passado e que ficou esquecida, pois acreditamos no seu potencial além de não perder a raiz italiana da família. As demais variedades como Petit Verdot, Shiraz e mais recentemente a Marselan por questões estratégicas de mercado e pelas características que possam aportar em vinhos de corte que lançaremos em breve.

Você é adepto a passagem de seus vinhos tintos por barrica assim como os espumantes. Qual o resultado disso para o consumidor final?
Somos adeptos a utilização da barrica de carvalho, pois em nossa filosofia todo o grande vinho precisa maturar e envelhecer antes de ir para a garrafa. E a melhor forma de maturar é na barrica de carvalho. Ela permite a micro oxigenação do vinho e com isto os taninos começam a fundir-se com os taninos da madeira ficando mais macios além de aportar estrutura, aromas e sabores únicos dependendo das características do vinho. Mas para a utilização do carvalho estudamos a origem da madeira, seu beneficiamento, sua forma de secagem e o seu grau de tostagem. Isto permite você optar para cada tipo de vinho e de safra o tipo de madeira a ser utilizada. Normalmente optamos pelas barricas americanas por acreditar que realmente fazem a diferença no vinho da Valmarino, é uma questão de estilo próprio. No caso dos espumantes observei que várias casas de Champagne utilizam barricas para dar complexidade, estrutura e maturação de seus vinhos base. Então resolvemos imprimir na Valmarino esta mesma prática para uma linha específica de espumantes com estas características para atender um nicho de mercado. Espumantes que tiverem o seu vinho base maturado em barricas de carvalho tem características mais gastronômicas e com isso permite ao seu consumidor a harmonização com pratos mais elaborados com frutos do mar, ostras, diversos tipos de paellas e até bacalhau.

De que forma o enólogo consegue extrair o máximo de qualidade e elaborar bons vinhos numa safra ruim?
Em safras ruins o enólogo tem que tomar a decisão certa de colher ou não esta uva. Se decidir colher tem que classificar ao máximo as uvas (ainda no vinhedo) para amenizar possíveis defeitos ao vinho. Neste caso são realizados procedimentos de vinificação distintos e específicos para cada uva na busca de obter um vinho saudável e correto na parte química e sensorial, normalmente vinhos mais leves.  

Valmarino elabora vinhos e espumantes

Qual é a sua opinião sobre os vinhos orgânicos e biodinâmicos? É uma tendência?
Acho bastante interessante esta prática principalmente em regiões que tem um clima mais seco e estável. Aqui no Brasil é muito difícil optar por estas práticas. Acredito que para algumas variedades de uvas americanas e mais rústicas isto possa ocorrer 100% em determinados anos menos chuvosos. No caso das uvas viníferas acredito que estamos aprendendo ano a ano a administrar algumas práticas que podem ser interessantes junto com o cultivo tradicional. Estamos evoluindo e tem uma certa corrente tendendo a este lado. Na Valmarino na questão dos vinhedos buscamos aliar algumas práticas naturais ao cultivo convencional. Observamos o calendário astronômico de podas e enxertias, adotamos práticas no solo de manter um solo aerado, com microrganismos naturais e elementos disponíveis a videira além de boa drenagem. Quanto aos tratamentos fitossanitários mantemos a intenção de ano a ano utilizar cada vez menos optando em alguns casos no final da maturação das uvas de usar somente o sulfato de cobre que é considerado natural dentro do cultivo orgânico. No caso do vinho também buscamos a menor intervenção possível, diminuindo ano a ano as doses de sulfitos e produtos enológicos. Queremos um vinho o mais natural possível e que expresse nosso local e a nossa maneira de fazer.

Qual sua uva preferida?  
Cabernet Franc.

Conte qual é o melhor vinho que você já degustou?
O melhor vinho está relacionado as emoções que você sente em bebê-lo em determinado momento e que marca a sua existência. A primeira vez que senti isto foi na Toscana na empresa Dievole que estávamos visitando com a Confraria do Vinho de Bento Gonçalves. Eles criaram vários ambientes em que era mostrado um vinho relacionado ao local. Emocionei-me dentro de uma igreja que fazia parte da vinícola onde era servido um vinho Sangiovese/Cabernet Sauvignon harmonizado com queijo pecorino e ao fundo um canto gregoriano que soava muito delicado e fez com que eu me emocionasse muito... Isto marcou demais, pois além do ambiente místico o vinho era sensacional!

Espumantes com passagem por barrica de carvalho

A tecnologia faz diferença na produção de vinhos? Onde ela aparece?
O vinho evoluiu muito em qualidade com a tecnologia. Isto facilita para não errar e se existe vamos utilizar, este é o nosso lema da Valmarino. A tecnologia faz a diferença no vinhedo para os equipamentos agrícolas pois permite uma otimização do tempo e eficiência de aplicação dos agroquímicos. Já dentro da vinícola é fundamental para revelar a qualidade das uvas e manter seu padrão em todo o processo. Começa desde a desengaçadeira da uva que separa o cacho (ráquis) do grão, os tanques de inox com controle de temperatura, leveduras selecionadas de fermentação, prensa, bombas, filtro e  engarrafadora. Tudo isto utilizado com o maior cuidado para não alterar a estrutura e a composição natural do vinho.

No Uruguai temos o Tannat, na Argentina o Malbec, no Chile o Cabernet Sauvignon. Qual a casta tinta que você considera que poderá ser o cartão de visitas do Brasil?
Acredito muito na Cabernet Franc. Mas no geral devido a estar muito bem adaptada as condições de clima do Rio Grande do Sul e pela sua expressiva área de produção a Merlot é a variedade que poderá ser considerada emblemática. Normalmente ela produz vinhos elegantes e fáceis de beber que harmonizam perfeitamente com a nossa culinária.

O que as vinícolas brasileiras podem fazer para alcançarem o patamar de preço e qualidade dos países produtores vizinhos?
São várias frentes a serem trabalhadas pelas vinícolas brasileiras no médio e longo prazo: buscar clones e variedades de uvas que produzem bem, com qualidade e custo final menor de produção; ter uma parte agrícola sustentável temos de atacar a questão dos custos com insumos buscando negociações e melhores preços para termos competitividade; trabalhar a parte mercadológica fazendo parcerias e treinamentos constantes de pessoal; difundir o hábito do consumo de vinho além de resgatar um pouco o nacionalismo pela bebida; e a parte decisiva e de rápida resposta é trabalhar junto aos órgãos competentes a menor tributação possível para a bebida com metas claras e passíveis de realização para o crescimento do mercado de vinhos brasileiros.



Qual o vinho que você elaborou que mais orgulho lhe deu?
Foi o Cabernet Franc 2005 lançado na edição comemorativa dos 10 anos da vinícola em 2007 que na época foi escolhido o melhor vinho brasileiro na Avaliação Nacional de Vinhos 2005, uma safra emblemática. Este foi o vinho mais premiado da vinícola e cultuado por várias pessoas. Ele abriu as portas da Valmarino para o mercado consumidor.

Prato preferido?
Lasanha de frango.

Restaurante preferido?
Mamma Gema, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves.

Uma vinícola - fora a que você trabalha - que admira, seja no Brasil ou no mundo?
Vinícola Villard,  no Chile.

Personalidade admirada na área do vinho?
Professor Firmino Splendor.

Enólogo do vinho brasileiro que admira?
Adriano Miolo.

Enólogo recebeu honraria pela sua contribuição no desenvolvimento do vinho brasileiro
pelas mãos do confrade Sandor Hoppe

Conte algum fato pitoresco ocorrido durante a sua vida como enólogo:
Um fato interessante foi quando um cliente chegou no varejo da vinícola, com uma cara séria e meia fechada, entrou, olhou a todos que estavam lá e pediu para falar com o enólogo.  Imediatamente o funcionário foi me chamar meio amedrontado. Então fui até o varejo e lá chegando a pessoa se apresentou e disse que gostaria de me conhecer e me abraçar por ter feito um vinho tão bom que ele havia tomado na noite anterior em um restaurante de Bento Gonçalves. Abraçou-me e eu me emocionei. Ao sair levou uma caixa de Cabernet Franc junto. Para mim ficou a lição de que o maior prêmio a ser conquistado é o consumidor, e isto não tem preço e sim muito prazer e satisfação!

Como você enxerga a viticultura brasileira daqui a 10 anos e como a Valmarino estará neste contexto?
Enxergo com muito entusiasmo a vitivinicultura brasileira pois estamos em franca expansão de novas áreas de cultivo e principalmente o despertar do consumidor que está ávido por novos vinhos, novos sabores e pela cultura do vinho como um todo. A Valmarino é um sonho que vamos concretizando ano após ano na busca de produtos diferenciados e que sejam cultuados pelos consumidores. Que daqui a 10 anos sejamos uma referência nacional de empresa familiar produtora de vinho e de espumantes de alta gama e excelência.

A Confraria do Sagu

O que gostaria de fazer que ainda não fez em termos de vinho?
Em termos de vinho pretendemos fazer alguns vinhos licorosos que acreditamos ter grande potencial em nossa região.  Entre os sonhos a serem realizados está a elaboração de destilados de vinho (brandy) e destilados de cascas de uva (grappa) afinal temos grande afinidade com estes bebidas e completariam a nossa linha de produtos.

Deixe uma dica para quem está começando a se interessar em beber vinhos:
Seja curioso e busque conhecer o máximo de detalhes de como o vinho que você está bebendo foi elaborado e qual a melhor comida para apreciar suas características.

Espumantes Valmarino premiados na 11ª. edição do Concurso do Espumante Brasileiro no dia 18 de outubro de 2019, em Garibaldi/RS:

Destaque Sabre de Ouro – Categoria Espumante Nature:
Valmarino Espumante Nature Sur Lie 2015
Medalhas de Ouro:
Valmarino & Churchill Espumante Extra Brut 2015
Valmarino Espumante Brut Tradicional - IP Pinto Bandeira 2016
Valmarino Espumante Nature 2013

Baco fala:

O espumante Valmarino & Churchill Espumante Extra Brut 2015 recebeu a Medalha de Ouro na edição deste ano do Concurso do Espumante Brasileiro e foi servido por Salton durante a sua palestra. É elaborado com 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir e maturou em barricas de carvalho americano de 2º e 3º uso por um período de 12 meses antes de ser engarrafado além e 24 meses de maturação na garrafa. Possui coloração amarela com tons dourados, prolongado e fino perlage, intensos aromas cítricos, lácteos e tostados com grande estrutura em boca, ótima acidez, frescor e cremosidade e longa persistência. Ideal ao acompanhamento de pratos elaborados a base de peixes e frutos do mar mais elaborados e estruturados além de paellas, frango e coelho.

Possui 12% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura de 6 a 8oC.

Você encontra os vinhos e espumantes Valmarino na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!      

sábado, 19 de outubro de 2019

11º Concurso do Espumante Brasileiro atesta a excelência dos borbulhantes nacionais



Bebida atinge melhor performance da história ao conquistar 14 Grandes Medalhas de Ouro e 111 de Ouro no maior concurso de rótulos brasileiros


O espumante brasileiro ‘explodiu’, no melhor sentido da palavra. A sumidade da bebida é incontestável no mundo inteiro. A produção nacional, hoje em 18 milhões de litros por ano, conforme dados da Uvibra, vem crescendo cerca de 10% a cada safra e o reconhecimento faz parte de uma rotina diária. O 11º Concurso do Espumante Brasileiro, realizado de 16 a 18 de outubro pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), reflete esta realidade ao conceder 14 Grandes Medalhas de Ouro e 111 Medalhas de Ouro para espumantes de 54 vinícolas de sete estados brasileiros, num desempenho recorde de pontuação avalizado por 52 jurados entre enólogos, sommeliers, médico, jornalistas e wine influencers.

O Concurso – o maior de todos - não apenas cresceu no número de amostras, que nesta edição foi 20% maior que a de 2017, chegando a 376 espumantes de 89 vinícolas, como também evoluiu na qualidade. Prova disso, é que todos os 125 espumantes premiados atingiram notas superiores a 88. Os 14 espumantes que conquistaram Grande Medalha de Ouro superaram os 92 pontos. “Não precisamos mais provar nada a ninguém. O espumante brasileiro é reverenciado no mundo todo pela sua qualidade e diversidade, fruto de muito trabalho do enólogo, dos viticultores, dos vinicultores. Em dois dias, degustamos quase 400 amostras que expressam os diferentes terroirs brasileiros. E para nossa felicidade, comprovamos que a qualidade está presente em cada um desses estados que estiveram representados com amostras. O Brasil dos espumantes é um continente de terroirs e o prazer e orgulho é todo nosso”, comemora o presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador.


De forma inédita, o resultado premia amostras de todos os estados participantes: Bahia, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, o que demonstra o alto padrão do espumante nacional. Além disso, entre os premiados estão espumantes de pequenas, médias e grandes vinícolas, numa representatividade de dar inveja. “Foi emocionante ver e ouvir os jurados batendo palmas em cada Grande Medalha de Ouro alcançada. O brasileiro, definitivamente, precisa reconhecer o seu espumante, que é do Brasil. Valorizar o que é nosso com orgulho”, destaca Salvador.

Seguindo normas internacionais regidas pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e pela União Internacional de Enólogos (UIOE), o concurso avaliou espumantes naturais, provenientes de uvas vitis viníferas, obtidos a partir dos diferentes métodos, que estejam sendo comercializados normalmente pelas empresas nas categorias: espumantes de segunda fermentação (charmat e tradicional) e espumantes de primeira fermentação (moscatéis). A entrega da premiação ocorreu na noite desta sexta-feira, 18 de outubro, no CTG Sentinela da Serra, integrando a programação da Fenachamp, em Garibaldi.

PRÊMIO DESTAQUE SABRE DE OURO


O 11º Concurso do Espumante Brasileiro seguiu o formato da edição anterior, prevendo uma distinção especial concedida a espumantes que se sobressaíram em suas categorias. O objetivo é exaltar ainda mais a produção nacional. O Sabre de Ouro foi entregue a seis espumantes, um em cada categoria. Para isso, ao final do concurso, foi realizada uma degustação de preferência entre os produtos que conquistaram Medalha de Ouro e melhores medianas, a fim de destacar a preferência dos jurados.

DESTAQUES SABRE DE OURO

Destaque Sabre de Ouro – Categoria Espumante Branco Charmat
Aurora Procedências Espumante Brut Chardonnay – Cooperativa Vinícola Aurora
Destaque Sabre de Ouro – Categoria Espumante Branco Tradicional
Franco Italiano Cuvee Espumante Extra Brut - Vinícola Franco Italiano
Destaque Sabre de Ouro – Categoria Espumante Rosé Charmat
Ponto Nero Cult Brut Rosé - Domno do Brasil Ind. e Com. de Bebidas
Destaque Sabre de Ouro – Categoria Espumante Rosé Tradicional
Cave Amadeu Espumante Brut Rosé – Vinícola Geisse
Destaque Sabre de Ouro – Categoria Espumante Moscatel
Courmayeur Espumante Moscatel Rosé - Courmayeur do Brasil Vinhos
Destaque Sabre de Ouro – Categoria Espumante Nature
Valmarino Espumante Nature Sur Lie 2015 - Estabelecimento Vinícola Valmarino

 GRANDE MEDALHA DE OURO

Casa Valduga 130 Blanc de Blanc
Casa Valduga 130 Brut
Cave Amadeu Espumante Brut
Chandon Passion
Gazzaro Espumante Moscatel Rosé
Gran Legado Espumante Moscatel
Íride Miolo Espumante Nature 2009
Miolo Cuvée Tradition Espumante Brut Rosé
Miolo Millésime Espumante Brut 2015
Perini Método Tradicional Espumante Brut
Valmarino & Churchill Espumante Extra Brut 2015
Valmarino Espumante Brut Tradicional - IP Pinto Bandeira 2016
Valmarino Espumante Nature 2013
Zanotto Espumante Moscatel

* fotos de Jeferson Soldi