quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Alguém


Quero alguém que me tire o fôlego a cada encontro. Mas que me dê tempo de recuperá-lo também!



Quero alguém que às 3 da tarde faça bater aquela vontade de chegar logo o final do dia para poder encontrá-la!

Quero alguém que me ligue para saber como estou mesmo recém tendo tomado café juntos.

Quero alguém que possa admirar e querer estar perto sempre, ser a primeira pessoa a quem possa contar as coisas e saber que serei escutado.

Quero alguém que me faça perder o controle, que tire ele de minhas mãos, e que me deixe sem chão quando faze-lo.

Quero alguém que tenha química, que conjugue os elementos da tabela periódica a cada beijo e virada na cama.

Quero alguém que goste e cuide. Quem gosta e cuida não deixa solto, não deixa a ermo.

Quero alguém que queira estar comigo, que se realize na minha presença e queira cada vez mais estar nela.

Quero alguém que mesmo em meio a tantas tarefas e compromissos queira e crie tempo para saber de mim.

Quero alguém que me deixe arrepiado a cada toque.

Quero alguém que fale de mim para seus amigos com brilho nos olhos e que se encante com suas próprias palavras ao descrever-me.

Quero alguém que despeje em mim a parceria para seus sonhos e que me queira dentro deles.

Quero alguém que me surpreenda com pequenas coisas e que me deixe sem palavras mesmo no maior debate.

Quero alguém que me tire a respiração e faça minhas mãos suarem ao mínimo motivo.

Quero alguém que seja cúmplice, que se entregue mesmo se for para navegar numa tempestade na madrugada.

Quero alguém que possa me dar carinho mesmo quando sequer imaginei pedi-lo.

E quero alguém que saiba fazer brigadeiro de colher!

Será que peço muito? Quem sabe esta é uma busca que nunca termine mas que vale muito a pena ser perseguida. Assim como a receita do Brigadeiro de Colher!



Ingredientes:

1 lata de leite condensado
1 caixinha de creme de leite
4 colheres de chocolate em pó
1 colher de margarina
Chocolate granulado para decorar

Preparo:

Num refratário alto, e grosso coloque o leite condensado, o chocolate e a margarina, misture e leve ao micro-ondas, quase todos os micro-ondas tem a tecla brigadeiro, se o seu não tem, deixe 7 minutos em potência alta, mexendo na metade do tempo. Enquanto isso prepare uma bacia com gelo, 2 forminhas de gelo mais ou menos. Quando o brigadeiro estiver pronto, coloque a tigela na bacia de gelo, sem medo, não quebra, adicione o creme de leite (de caixinha é melhor porque vem menos), misture bem até ficar homogêneo, parece que vai desandar, mas não vai. Coloque em tacinhas ou copinhos, decore com o granulado e leve para gelar.


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Condado Real Tempranillo 2015

Tenho predileção a vinhos elaborados com a uva Tempranillo, cartão de visitas da Espanha, e das sensações que ele pode oferecer. O Condado Real Tempranillo 2015 produzido pelo Grupo Avelino Vegas da região de Castilla Y Léon, é um destes representantes jovens e com bastante fruta. 

Possui coloração rubi brilhante e nuances violáceas, este vinho apresenta aromas intensos e frescos de frutas vermelhas maduras – morango e groselha – toque lácteo, goiaba, tâmaras e especiarias. Em boca equilibrado e fino, com acidez agradável e que pede a companhia de um alimento. Taninos redondos e um bom final de boca e retrogosto.

Estagia por 6 meses em barricas de carvalho.

Na dica de harmonização além das tradicionais carnes vermelhas grelhadas este vinho também vai bem com legumes na brasa, paella a valenciana, carne de panela, carne, tortilha de batata e suíno no forno e queijos médios além de presunto parma.

Possui 13% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura de 16 a 18oC. 

Você encontra dezenas de vinhos espanhóis na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O mestre dos espumantes!


Eleito Enólogo do Ano 2017, Carlos Abarzúa esteve em Santa Cruz e concedeu esta entrevista exclusiva!


No último dia 31 de outubro, a Confraria do Sagu – especializada na análise técnica de vinhos – recebeu como convidado e palestrante nada mais nada menos que Carlos Abarzúa, enólogo e diretor da Vinícola Geisse de Pinto Bandeira na Serra Gaúcha, recém eleito pela Associação Brasileira de Enologia, o Enólogo do Ano 2017. Carlitos – como é carinhosamente chamado pelos amigos e colegas do vinho – apresentou uma inédita degustação vertical do espumante Cave Geisse Nature de 2010 a 2015 além de um hours concours, Cave Geisse Brut safra 2002 com o qual foi brindado o magnifico encontro e de sua recém-homenagem. Este chileno de 55 anos e torcedor do Grêmio é o enólogo da Vinícola Geisse há mais de 30 anos, diretor e braço direito de Don Mário Geisse – fundador da vinícola. Abarzúa é obcecado pela incessante busca da excelência na qualidade de seus espumantes. Sob seu guarda-chuvas estão os espumantes Cave Geisse, que ocupam o posto de estar entre os mais premiados do Brasil. Com formação pelo Inacap de Santiago do Chile, já participou de dezenas de congressos e seminários no Brasil e no exterior. Também é degustador em concursos internacionais no mundo inteiro, tendo participado em eventos no Brasil, Bulgária, Espanha, Eslovênia, Estados Unidos, Itália e Panamá. Este mestre dos espumantes foi presidente da ABE no biênio 2008-2009. A seguir a entrevista exclusiva dada ao Blog Eu, Gourmet 

Abarzúa palestrou a Confraria do Sagu


Nome completo: Carlos Eduardo Abarzúa Espejo
Idade: 55
Nacionalidade: Chilena
Time que torce: Grêmio
Cidade que reside: Bento Gonçalves / RS
Formação profissional: Micro biólogo em alimentos e enologia
Empresas em que trabalha(ou): Cave Geisse
Mora no Brasil desde: desde 1984
Casado e pai de 3 filhos.


- Como você veio trabalhar no Brasil?
Vim fazer um estágio na Chandon quando Mario Geisse, enólogo, era o diretor industrial onde acabei fazendo minha tese em leveduras.

- No Chile já desenvolveu vinhos também? Quais?
Só estágio na Vinícola Manquehue.

- É possível produzir espumantes de alta qualidade no Brasil? Como?
Sim e muito. A Serra Gaúcha proporciona um terroir ótimo para se produzir este tipo de bebidas. O principal e a matéria prima, ou seja, saber escolher as variedades adequadas e com uma sanidade boa. O resto deixamos a natureza fazer e acompanhar.

- Você é um enólogo inovador e de excelência na produção de espumantes. Fale um pouco sobre este trabalho diferenciado.
Sempre trabalhar com boa matéria prima e tentar não modificar o que a natureza nos proporciona, quero dizer que quando trabalhamos o mais natural possível conseguimos ter resultados em todos os produtos. E utilizar mais processos físicos – como frio, decantação, etc - que químicos.

Vertical de Cave Geisse Nature de 2015 a 2010, da esquerda para a direita


- O Brasil - e em especial o RS - tem ainda como melhorar seus espumantes? Qual seria o caminho para isso?
Sim e muito, creio que o primeiro passo é trabalhar melhor a matéria prima e buscar as variedades que melhor se adaptem para cada tipo de produto e legislar um pouco melhor sobre tudo com parâmetros (exemplo prensagem, rendimentos por quilo, tempo de guarda no caso dos espumantes pelo método tradicional, entre outras coisas).

- Seus espumantes são produzidos em Pinto Bandeira que logo terá DO em espumantes. Realmente esta localidade é um bom terroir para este tipo de vinho?
Pinto Bandeira e uma região privilegiada dentro da Serra gaúcha, temos um solo magnifico e uma altitude que nos permite elaborar uvas de excelente qualidade para espumantes.

- Ainda há algum local promissor no Brasil ideal para produção de espumantes e vinhos e ainda pouco explorado?
Creio que sim, falta talvez um visionário como tivemos aqui em Pinto Bandeira que foi o Mario Geisse.


- Fale das conquistas da Cave Geisse?
Temos conseguido nos últimos anos muitos reconhecimentos nacionais e internacionais o que nos deixa muito felizes, mas o mais importante é manter o nível de qualidade e esse é o nosso principal objetivo.

- Você é adepto a passagem de espumante por barrica? Fale a respeito.
Sim o vinho base, mais a tal passagem em madeira deve ser discreta para não alterar as características do produto.

- Numa safra ruim, de que forma o enólogo consegue extrair o máximo de qualidade e elaborar bons espumantes?
Selecionando muito bem a matéria prima tanto na colheita como antes da prensagem. Milagres não existem em este tipo de trabalho.

- O que você acha sobre os vinhos orgânicos e biodinâmicos? É uma tendência?
Sim é uma tendência. Acredito e estão surgindo muitos produtos interessantes, e acompanhando esse mercado cada vez mais a Vinícola Geisse está investindo em novas formas de conduzir nossos vinhedos, tarefa que não e fácil dado as dificuldades que temos principalmente com o clima de nossa região.



- A tecnologia faz diferença na produção de vinhos? Onde ela aparece?
A tecnologia sim faz a diferença, mas sem trocar as características do produto, aparece em todos os processos.

- Agora falando de tintos, qual casta que você considera que poderá ser o cartão de visitas do Brasil?
Se fala muito do Merlot, mas creio que o Cabernet Franc pode se diferenciar muito!

- Fale de suas experiências com leveduras indígenas.
Já venho fazendo trabalhos dentro da Geisse há oito anos e temos conseguido avançar muito, creio que no futuro poderá ser concretizado. Já foram selecionadas junto a Embrapa Uva e Vinho algumas leveduras dos vinhedos de pinto Bandeira que neste momento estão em testes. Creio importante para marcar a característica da região.

- Por que Argentina e Chile produzem vinhos médios de tão boa qualidade e preço e o que as vinícolas brasileiras podem fazer para alcançarem este patamar?
Clima, custo de produção e – principalmente - impostos.

Enólogo foi homenageado com uma placa pelo seu trabalho no desenvolvimento e busca de excelência do vinho brasileiro


- E por que o Brasil é tão diferenciado na produção de espumantes frente a estes mesmos países?
No Brasil conseguimos ter uma uva absolutamente madura com as características ideais, quero dizer, com grau alcoólico baixo e acidez alta naturalmente.

- Quantos rótulos você já elaborou?
Mais de 60 rótulos entre vinhos e espumantes.

- Qual o vinho que você elaborou que mais orgulho lhe deu?
Sem dúvida o espumante Cave Geisse 1998.

Algumas garrafas foram "sabradas" 


- Qual sua uva preferida?
Chardonnay.

- Qual o melhor vinho que você já degustou?
Muitos! É difícil de falar um específico, mas adoro Sauvignon Blanc.

- Prato preferido? 
Sem dúvida frutos do mar em geral.

- Restaurante preferido?
Vários, mas os especialistas em frutos do mar!

O convidado e um de seus pratos preferidos, a Paella Marinera, preparada pelo chef César Spohr 

- Uma vinícola - fora a que você trabalha - que admira, seja no Brasil ou no mundo?
Difícil, mas muitas vinícolas se destacam entre uma delas a Casa La Postolle em Apalta, Chile.

- Personalidade admirada na área do vinho?
Sem dúvida Mario Geisse.

- Deixe uma dica para quem está começando a se interessar em beber vinhos.
Existem diferentes tipos e qualidades de vinho, antes de tudo, temos que ir atrás ao que nosso paladar mais se adapta e com o passar do tempo ir diversificando e reconhecendo coisas novas. Quando se fala em vinhos temos que saber que gosto é algo pessoal e que não podemos obrigar as pessoas a gostarem todas da mesma coisa.


Cave Geisse Brut 2002 Magnun servida no brinde 

Abrazúa e este editor em volta do "ninho Geisse"


A Confraria do Sagu

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Wein Haus promove Viagem pelo Mundo dos Vinhos em parceria com a Importadora Cantu

Nesta quinta-feira, 9 de novembro, a Wein Haus - loja especializada em vinhos de Santa Cruz do Sul -  realizará a sua Viagem pelo Mundo dos Vinhos numa parceria com a Importadora Cantu. serão 20 rótulos para serem degustados de diversas nacionalidades, safras e castas, entre eles o BenMarco Expressivo de Susana Balbo, o Menáge a Trois, Herdade de São Miguel entre outros. E metade do valor o cliente pode usar na compra de vinhos na noite.  Será servido pães, geleias e patês na companhia.  Não perca, das 18 às 22 horas nesta quinta, dia 9 de novembro, na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br






segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Cave Geisse Blanc de Blanc Brut - refrescante e vigoroso como o clima de Pinto Bandeira!

Um dos espumantes também degustados e que acompanhou o jantar que contou com a presença de Carlos Abarzuá semana passada no encontro da Confraria do Sagu em Santa Cruz do Sul foi o Cave Geisse Blanc de Blanc Brut elaborado com uvas 100% da casta Chardonnay pelo método tradicional – método de todos os espumantes da Geisse – e que passa 30 meses em contato com as leveduras. 

Apresenta coloração amarelo palha com nuances esverdeadas, muito límpido e brilhante e com perlage fino e bastante persistente. Ao nariz traz aromas cítricos com abacaxi, pera, melão, pêssego e raspas limão siciliano, flores brancas e mineralidade destacada. Em boca mostra-se elegante, equilibrado e com boa cremosidade, excelente acidez e refrescância e resgate da mineralidade. 

Cravou 90 Pontos no Guia Descorchados 2015 / 2016 e foi selecionado pela Revista FORBES entre os 10 Tops Vinhos da América do Sul além de Medalha de Ouro - VINALIES 2016 (França) e Medalha de Ouro na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2015 / 2016.

Harmoniza muito bem com Paella Marinera e também com peixes e frutos do mar grelhados ou puxados no oliva, risotos e massas com frutos do mar, além de ceviche e comida japonesa.

Possui 12,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura de 4 a 6oC. 

Você encontra os espumantes Cave Geisse na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Mudanças. E o Carpaccio da Luana Piovani


 
Quando eu era adolescente tinha algumas coisas que eu gostava mais, outras menos e algumas ainda - quase tudo - que eu não suportava. Neste rol encontravam-se algumas comidas, entre as quais o carpaccio. Não conseguia entender como alguém podia comer aquilo – imagina - carne crua! Cresci tendo pesadelos com o carpaccio e sonhos voluptuosos com a personagem Angel da minissérie Sex Appeal que fez sucesso na televisão lá pelo início dos anos 90! Tal personagem era uma jovem modelo de corpo magrelo e dentes salientes. Depois de algum tempo conclui que meu fascínio não era direcionado a personagem, mas sim a atriz, uma moça ainda desconhecida chamada Luana Piovani. Com o passar dos anos a Lulu – procurei carinhosamente identifica-la assim – cresceu, encorpou, fez dezenas de personagens, recusou umas cinco capas de Playboy, namorou, armou barracos e rompeu relacionamentos com mais de duas dezenas de famosos, fato que me deixou efetivamente chateado, pois não seria comigo que a coisa poderia ser diferente. Assim, passei a ignora-la: virava o rosto quando pela estrada via outdoors com seu perfil estampado, mudava de canal quando a via na televisão e passava batido as páginas de revistas com fotos suas. 



E também a musa sumiu, foi morar em Nova Iorque e cursar escola de teatro, abandonou papéis na TV e saiu da rota até mesmo dos comerciais de cosméticos e lingeries. De volta ao Brasil teve novos namorados, confusões e outros tantos barracos bem expostos pela mídia e aumentou ainda mais o seu já conhecido e provável mau-humor. Continuei ignorando-a até algum tempo atrás quando vi a sinopse de um filme chamado A Mulher Invisível na qual a Lulu é uma das protagonistas. 

E que protagonista: estava ainda mais alta, esbelta, linda, com corpo malhadíssimo, seios fartos, abdômen perfeito, cabelos longos e volumosos, lábios carnudos e fazendo o papel de uma amante ardente e prá lá de sexy. Já é mãe, está mais tranquila, mais centrada e ainda mais linda. Assisti ao filme. 3 vezes. Ah! É uma nova Lulu! E se até ela mudou eu também posso começar a gostar de CARPACCIO. 

Segue a receita desta iguaria: 

Ingredientes:
(para 4 porções)




500g de carne de boi (file mignon, contrafilé ou lagarto sem gordura)
4 colheres de sopa de azeite de oliva
Suco de 1 limão
80g de queijo parmesão ralado grosso
Duas colheres de sopa de mostarda
2 colheres de alcaparras lavadas e escorridas
Sal e pimenta-do-reino moída na hora à gosto

Preparo:

Em uma vasilha misturar o azeite, o limão e mostarda, temperar a gosto e reservar. Limpar a carne e levar ao congelador até ficar parcialmente congelada. Retirar a carne do congelador e fatiar fatias finas com uma faca bem afiada. Abrir um plástico sobre uma tábua de cortar, dispor uma fatias, cobrir com outro plástico e delicadamente com a palma da mão ir batendo para deixar a fatia fina. Repetir o processo. Numa travessa dispor as fatias de carne abertas, temperar com cuidado com um pouco de sal, regar com o molho e salpicar com o parmesão, as alcaparras e a pimenta, regando tudo com um generoso fio de azeite de oliva. Servir de entrada.     

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O matambre recheado!



Dizem que o matambre adquire um pouco da personalidade de quem o prepara. Será?

Fui criado no interior, em sítio, chácara e fazenda e de lá peguei o gosto por cortes de carne não tão nobres, além de miúdos e tudo o mais. Pelas mãos de minhas tias, tios e avós conheci e mondongo, morcilha, rins, ubre, mocotó, língua, granito e matambre. Por este último nutro especial admiração, afinal, aquela fina lâmina de carne que fica entre as costelas e o couro da rês, é de sabor único. Tal corte é muito apreciado principalmente nos estados do sul do Brasil e mais especificamente no pampa gaúcho. Seu nome deriva do castelhano “mata hambre” que significa “mata fome”. Recebe esta denominação por ser uma das primeiras partes que se pode tirar do bovino abatido, em uma disputa apertada com a língua. E este matambre gosta de aprontar afinal pode ser muito macio mas também muito duro, tudo depende da marinada, ingredientes, temperos e tempo de preparo. Pode ser cozido, assado (enrolado simples e com recheios), guisado (cortado em pedacinhos), frito ou braseado. Na receita de hoje delicie-se com o Matambre Recheado!


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

Um matambre de novilho com cerca de 1kg
Dois dentes de alho picadinhos
Alecrim fresco
Uma cebola picada
Um limão fatiado
3 colheres de sopa de vinagre de maça
Duas taças de vinho branco seco
Sal fino e pimenta do reino à gosto
Molho de tomate para acompanhar

Recheio:
Uma cenoura picadinha
Temperos da marinada
Dois gomos de linguiça suína sem pele e picadinhos
150g de queijo provolone
Meia xícara de farinha de rosca
Meia xícara de salsinha picada
Sal à gosto

Preparo:

Coloque o matambre aberto numa bandeja e sobre ele despeje a mistura da marinada preparada com a cebola, alho, alecrim, vinagre, fatias de limão, pimenta e vinho branco.  Cubra com filme plástico e deixe na geladeira de um dia para o outro. No dia do preparo limpe bem a peça e coloque estes temperos numa frigideira aquecida com azeite de oliva. Jogue fora apenas o limão fatiado. Junte a cenoura, a linguiça e a salsinha e refogue, temperando com sal e pimenta. Adicione a farinha de rosca, mexa bem e desligue. Abra o matambre, tempere com sal e com a parte interna para cima e espalhe este recheio cobrindo ainda com o queijo provolone. Enrole como um rocambole, não apertando em demasia. Amarre com cordão de algodão. Unte um refratário com azeite de girassol, disponha o matambre, cubra com papel alumínio e leve para assar a 200oC durante 45 minutos. Retire o alumínio e deixe por mais 30 minutos, virando uma vez. Quando estiver pronto, aqueça o molho de tomate e acomode o matambre sobre este, servindo com arroz branco.

Você encontra o matambre além de diversos cortes de carnes na Sorro Carniceria, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630 e o horário de funcionamento é de terça a sexta das 10:30 às 13:00 e das 16:00 às 21:00, sábados das 09:00 às 13:00 e das 15:00 às 21:00, domingos e feriados das 09:00 às 13:00, em Santa Cruz do Sul. Confira!


sábado, 28 de outubro de 2017

Carlos Abarzúa - leia-se Vinícola Geisse - é o Enólogo do Ano 2017


Justo e merecido! Eleito pelos colegas de profissão, enólogo da Vinícola Geisse recebe distinção outorgada pela Associação Brasileira de Enologia em evento que reuniu mais de 150 profissionais.


O título de Enólogo do Ano 2017 saiu para um especialista em espumantes. Carlos Abarzúa, enólogo da Vinícola Geisse há mais de 30 anos, nasceu no Chile, mas veio para o Brasil na década de 1980. Ele recebeu o reconhecimento dos colegas de profissão e da Associação Brasileira de Enologia (ABE), que outorga o prêmio desde 2004, em evento que reuniu mais de 150 enólogos na noite desta sexta-feira, 27, no Salão de Eventos Malbec, no Dall’Onder Grande Hotel. O jantar de confraternização foi alusivo ao Dia do Enólogo e aos 41 anos da entidade, comemorados em 22 de outubro.

Conhecido carinhosamente como Carlitos pelos amigos e colegas, Abarzúa é um apaixonado pela incessante busca pela excelência na qualidade de seus espumantes. Sob seu guarda-chuvas estão os espumantes Cave Geisse, que ocupam o posto de estar entre os mais premiados do Brasil. Por ocasião de uma das visitas feitas a vinícola o próprio Carlos na apresentação ressaltou da importância do terroir da Serra Gaúcha e sua vocação no core business em espumantes.     
  

Abarzúa foi eleito pelos colegas de profissão que integram o quadro social da entidade. Ele é o 14º enólogo a conquistar a distinção conferida pela ABE, com o objetivo de enaltecer o profissional que, durante sua trajetória, soube conduzir seu trabalho, não só qualificando o vinho, mas aportando ao mundo do vinho algo a mais. Os 98 enólogos que votaram indicaram 40 nomes, mas foi o de Carlos Abarzúa que somou o maior número de indicações.

Como prêmio, o Enólogo do Ano 2017 ganhará uma viagem técnica com a finalidade de visitar uma feira do setor vitivinícola. O chileno veio para o Brasil na década de 1980 e atua há mais de 30 anos na Geisse. Com formação pelo Inacap de Santiago do Chile, já participou de mais de 20 congressos e seminários no Brasil e no exterior. Também é degustador em concursos internacionais no mundo inteiro, tendo participado em eventos no Brasil, Bulgária, Espanha, Eslovênia, Estados Unidos, Itália e Panamá.


Realizou diversos cursos de especialização na Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos, França e Portugal. O especialista em espumantes, foi presidente da ABE no biênio 2008-2009. “Carlos Abarzúa é um dos enólogos que conquistou posição de liderança no setor e merece nosso reconhecimento. A escolha expressa a vontade dos associados e nos deixa orgulhoso em saber que o Brasil pode contar com o profissionalismo de enólogos como o Abarzúa”, destaca o presidente da ABE, Edegar Scortegagna.

ENÓLOGOS HOMENAGEADOS

Enólogo do Ano 2004 – Antônio Czarnobay
Enólogo do Ano 2005 – Gilberto Pedrucci
Enólogo do Ano 2006 – Firmino Splendor
Enólogo do Ano 2007 – Adriano Miolo
Enólogo do Ano 2008 – Ismar Pasini
Enólogo do Ano 2009 - Nauro José Morbini
Enólogo do Ano 2010 – Lucindo Copat
Enólogo do Ano 2011 – Daniel Dalla Valle
Enólogo do Ano 2012 – Dirceu Scottá
Enólogo do Ano 2013 – Juliano Daniel Perin
Enólogo do Ano 2014 -  Delto Garibaldi
Enólogo do Ano 2015 – Christian Bernardi
Enólogo do Ano 2016 – Flávio Zílio
Enólogo do Ano 2017 – Carlos Abarzúa

*Fotos: Jeferson Soldi


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Traições - a Rabada da Jô!



O Arturzinho era um daqueles caras ansiosos, quase sem nenhuma paz de espírito, sempre com a cabeça em vários projetos ao mesmo tempo mas sem nunca concluir nenhum. Distração era a palavra que definia bem o seu perfil. Casada com ele há alguns anos estava a Morgana, moça vinda do interior, de hábitos simples e de extrema atenção e cuidados para com ele. Dona de uma mão habilidosa preparava receitas fantásticas aprendidas com a sua mãe que aprendeu com a sua avó que aprendeu com a sua mãe... E o Tutu - como era chamado o Arturzinho pelo cunhado que ele odiava - muito chegado a um bom prato que era, acabava se deliciando e exigindo ao máximo os preparos que sua mulher dispendia na lida de forno e fogão. Mas o nosso figurante também possuía uma alma libertina e inquisidora e, seguidamente, caía em devaneios gastronômicos com outras cozinheiras. Sim, um de seus prazeres era correr de cozinha em cozinha buscando novos pratos e novas delícias ao seu abissal desejo de provar novas “comidas”. E mesmo com toda esta sua injuriosa atitude ele mantinha um código de ética para consigo mesmo e carregava alguns princípios: toda vez que saia para beliscar em uma mesa alheia ele tirava a sua aliança de casamento e a guardava, pois assim sentia-se livre e solto, sem as amarras da fidelidade culinária acorrentada aos seus pés. E quando a aliança saia de seu dedo ninguém mais o segurava e os temperos das outras mulheres era apenas o começo de suas aventuranças. Pois foi numa destas vezes que o trágico se insurgiu: ao ir jantar a rabada preparada por Jô - uma mulata de metro e oitenta, escultural e magistralmente bem servida de coxa, cintura, seios e bumbum e dona de uma mexida de panela desaforadamente ousada – retirou a aliança e mergulhou nas curvas do rabo servido, sugando cada parte e arrancando sorrisos de prazer de sua preparadora. Lambuzado de tanto comer, lá pela madrugada enveredou-se para casa, mas ao defrontar-se com a sua porta, lembrou que havia esquecido a aliança. Sem muito pensar pôs-se a matutar onde poderia ter deixado o círculo de seu matrimônio, nem mesmo o auxílio de Jô foi suficiente para, infelizmente, ele atestar que havia perdido por definitivo a mesma. E assim sendo o Tutu nunca mais voltou para sua esposa Morgana e, consequentemente, para os pratos que ela preparava, pois este tipo de traição os seus princípios não admitiam!  

Receita da Rabada da Jô:
(para 6 Arturzinhos)


Ingredientes:

- Um rabo de vaca
- Suco de um limão
- 500g de linguiça de suíno
- 150g de bacon picadinho
- Meia taça de vinho tinto seco
- Dois dentes de alho bem picados
- Duas folhas de louro
- Um pimentão vermelho em rodelas
- Três cebolas em rodelas
- Sal e pimenta do reino à gosto

Preparo:


Esfregar o suco de limão em todo o rabo e em seguida lavar bem para tirar o excesso. Em uma panela preferencialmente de pressão, colocar ao fundo metade do pimentão e da cebola. Juntar o rabo e as linguiças, o bacon, o sal, a pimenta, as folhas de louro, o alho, o vinho tinto e o restante da cebola e do pimentão. Tampar a panela e assim que começar a pegar pressão, deixar por cerca de 40 minutos. Corrigir os temperos e servir com polenta mole e agrião.

O X Concurso do Espumante Brasileiro!



Maior edição da história reafirma qualidade da produção nacional e de forma inédita, 100% dos espumantes premiados receberam Medalha de Ouro!



Considerado a principal janela para o mundo dos espumantes brasileiros, o X Concurso do Espumante Brasileiro reuniu um júri formado por 53 profissionais entre enólogos, sommeliers e jornalistas especializados. As degustações aconteceram nos dias 18 e 19 de outubro, na Câmara da Indústria e Comércio de Garibaldi (CIC), integrando a programação da Fenachamp 2017. A divulgação dos resultados e entrega das medalhas ocorreu em coquetel realizado na noite do dia 20 de outubro no CTG Sentinela da Serra, no Parque da Fenachamp, em Garibaldi (RS).  Os jurados foram divididos em 6 mesas cada qual com 6 integrantes sendo um deles o presidente de mesa que não votava. Em dois dias de avaliação foram degustados 308 amostras sendo cerca de 50 espumantes por mesa e pessoa no total - às cegas e de acordo com as normas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos (UIOE) - o que não deixa de ser um significativo número. Cada jurado pontuava eletronicamente suas impressões atribuindo as notas em cima do visual, olfato, paladar e apreciação global. As notas dos 5 jurados eram somadas e delas fazia-se uma média que atribuía ao espumante medalhas – ou não – de acordo com a pontuação recebida sendo que entre 88 e 91 pontos correspondia a Medalha de Ouro. E tamanho é o compromisso e a responsabilidade dos avaliadores sendo que tal pontuação pode afetar o consumo e consequentemente o mercado, afinal as vinícolas utilizam em seus espumantes premiados e na sua comunicação tal conquista e o consumidor lê tal informação como um diferencial de qualidade.
    


Neste ano 97 espumantes premiados obtiveram 97 Medalhas de Ouro respeitando o limite de 30% dos inscritos. Foram premiadas as categorias: Espumante Brut elaborado pelo método charmat; Espumante Brut elaborado pelo método tradicional; Espumante Brut Rosé; Espumante Nature e Extra-Brut; Espumante Moscatel e Espumante Demi-sec.  O alto padrão dos espumantes brasileiros mais uma vez foi revelado na principal degustação às cegas do produto no país. O X Concurso do Espumante Brasileiro, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), é o maior da história com 308 amostras de 80 vinícolas de sete estados brasileiros: Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. “Depois de 10 anos com um crescimento quase exponencial em número de amostras, atingimos um recorde, superamos as 300 amostras, o que demonstra a importância do espumante para o Brasil e nos coloca com responsabilidade para produzirmos sempre com mais qualidade, safra após safra”, destaca o presidente da ABE, Edegar Scortegagna.


PRÊMIO DESTAQUE CLEBER ANDRADE

O 10º Concurso do Espumante Brasileiro seguiu o formato da edição anterior, prevendo uma distinção especial concedida a espumantes que se sobressaírem em suas categorias. Este ano, o prêmio carrega o nome de Cleber Andrade, uma homenagem que a ABE presta ao ex-presidente e um dos enólogos mais marcantes que o Brasil já teve. O Destaque Cleber Andrade foi entregue a seis espumantes, um em cada categoria. Para isso, ao final do concurso, foi realizada uma degustação de preferência entre os produtos que conquistaram Medalha de Ouro e melhores medianas, a fim de destacar a preferência dos jurados.


DESTAQUES CLEBER ANDRADE:

Categoria Espumante Brut elaborado pelo método charmat: Ponto Nero Espumante Brut – Domno do Brasil Indústria e Comércio de Bebidas
Categoria Espumante Brut elaborado pelo método tradicional: Monte Paschoal Dedicato Espumante Champenoise Brut - Basso Vinhos e Espumantes
Categoria Espumante Brut Rosé: Cave Amadeu Espumante Brut Rosé – Vinícola Geisse
Categoria Espumante Nature e Extra-Brut: Don Guerino Cuvée Espumante Extra Brut – Don Guerino Vinhos Finos
Categoria Espumante Moscatel: Monte Paschoal Dedicato Espumante Moscatel Rosé - Basso Vinhos e Espumantes
Categoria Espumante Demi-Sec: Conde de Foucauld Espumante Demi-Sec Branco - Cooperativa Vinícola Aurora

Este editor foi um dos jurados convidados pela ABE



RELAÇÃO COMPLETA DOS PREMIADOS:

Empresa
Marca Comercial
Safra
Processo
Medalha
Abreu Garcia Agronegócios e Empreendimentos
Abreu Garcia Espumante Brut Rosé
2016
Tradicional
Ouro
Abreu Garcia Agronegócios e Empreendimentos
Geo Abreu Garcia  Espumante Brut
2015
Tradicional
Ouro
Basso Vinhos e Espumantes
Monte Paschoal Dedicato Espumante Champenoise Brut
2012
Tradicional
Ouro/Destaque
Basso Vinhos e Espumantes
Monte Paschoal Espumante Moscatel Rosé
Moscatel
Ouro/Destaque
Basso Vinhos e Espumantes
Monte Paschoal Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Batalha Comercial de Vinhos
Batalha Espumante Brut
Tradicional
Ouro
Calza Júnior Ind. e Com. de Vinhos
Calza Espumante Nature
Tradicional
Ouro
Casa Geraldo Indústria Vitivinícola
Casa Geraldo Espumante Champenoise Memórias Brut
Tradicional
Ouro
Casa Geraldo Indústria Vitivinícola
Casa Geraldo Espumante Brut
Charmat
Ouro
Casa Perini
Casa Perini Método Tradicional Espumante Brut
Tradicional
Ouro
Casa Perini
Casa Perini Nature
Tradicional
Ouro
Casa Perini
Casa Perini Espumante Brut
Charmat
Ouro
Casa Perini
Casa Perini Espumante Brut Rosé
Charmat
Ouro
Casa Valduga Vinhos Finos
Casa Valduga RSV Espumante Brut 25 meses
2015
Tradicional
Ouro
Casa Valduga Vinhos Finos
Casa Valduga Espumante 130 Brut
Tradicional
Ouro
Casa Valduga Vinhos Finos
Casa Valduga Arte Espumante Brut Rosé
2015
Tradicional
Ouro
Casa Venturini Vinhos e Espumantes
Vivere Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Cave Antiga Vitivinícola
Cave Antiga Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Chandon do Brasil
Chandon Riche Demi-Sec
Charmat
Ouro
Chandon do Brasil
Chandon Passion
Charmat
Ouro
Cia Piagentini de Bebidas e Alimentos
Decima Clássico Espumante Chardonnay Viognier
2012
Tradicional
Ouro
Cooperativa Vinícola Aurora
Conde de Foucauld Espumante Demi-Sec Branco
Charmat
Ouro/Destaque
Cooperativa Vinícola Aurora
Saint Germain Espumante Demi-Sec Branco
Charmat
Ouro
Cooperativa Vinícola Aurora
Aurora Chardonnay Procedências Brut Branco
Charmat
Ouro
Cooperativa Vinícola Aurora
Conde de Foucauld Espumante Brut  Branco
Charmat
Ouro
Cooperativa Vinícola Garibaldi
Garibaldi Espumante Pinot Noir Rosé
Charmat
Ouro
Cooperativa Vinícola Garibaldi
Garibaldi Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Cooperativa Vinícola São João
San Diego Espumante Brut
Charmat
Ouro
Cooperativa Vinícola São João
Castellamare Espumante Tradicional Brut
Tradicional
Ouro
Courmayeur do Brasil Vinhos
Courmayeur Espumante Demi-Sec
Charmat
Ouro
Courmayeur do Brasil Vinhos
Courmayeur Espumante Prosecco Brut
Charmat
Ouro
Courmayeur do Brasil Vinhos
Tevere Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Crs Brands Indústria e Comércio
Georges Aubert Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Crs Brands Indústria e Comércio
Massimiliano Espumante Brut
Tradicional
Ouro
Dal Pizzol Vinhos Únicos
Dal Pizzol Traditionelle Espumante Brut
Tradicional
Ouro
Domno do Brasil Ind e Com de Bebidas
Ponto Nero Espumante Brut
Charmat
Ouro/Destaque
Don Bonifácio Vinhos Finos
Quinta Don Bonifácio Espumante Brut Rosé
Charmat
Ouro
Don Guerino Vinhos Finos
Don Guerino Cuvée Espumante Extra Brut
Charmat
Ouro/Destaque
Don Guerino Vinhos Finos
Don Guerino Lumen Espumante Brut Rosé
Charmat
Ouro
Don Guerino Vinhos Finos
Don Guerino Malbec Espumante Brut Rosé
Charmat
Ouro
Dunamis Vinhos e Vinhedos
Dunamis Espumante Brut
2012
Tradicional
Ouro
Dunamis Vinhos e Vinhedos
Dunamis Ar Espumante Moscatel
2017
Moscatel
Ouro
Estabelecimento Vinícola  Armando Peterlongo
Elegance Espumante Brut
Tradicional
Ouro
Estabelecimento Vinícola  Armando Peterlongo
Presence Espumante Demi-Sec
Charmat
Ouro
Estabelecimento Vinícola  Armando Peterlongo
Privilege Espumante Brut
Tradicional
Ouro
Estabelecimento Vinícola  Armando Peterlongo
Prosecco Espumante Brut
Charmat
Ouro
Estabelecimento Vinícola Valmarino
Valmarino Espumante Moscatel
2017
Moscatel
Ouro
Estabelecimento Vinícola Valmarino
Valmarino Espumante Brut  Champenoise Magnun
2013
Tradicional
Ouro
Guatambu Estância do Vinho
Guatambu Espumante Extra Brut
2016
Tradicional
Ouro
Indústria Vinícola São Luiz
Dom Naneto Espumante Moscatel Rosé
Moscatel
Ouro
Maison Forestier Vinhos e Espumantes
Forestier Espumante Blanc de Blancs Brut
Tradicional
Ouro
Maison Forestier Vinhos e Espumantes
Forestier Espumante Nature
Tradicional
Ouro
Maison Forestier Vinhos e Espumantes
Gran Legado Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Maison Forestier Vinhos e Espumantes
Gran Legado Espumante Charmat Brut Rosé
Charmat
Ouro
Miolo Wine Group Vitivinicultura
Miolo Cuvée Tradition Demi-Sec
2015
Tradicional
Ouro
Miolo Wine Group Vitivinicultura
Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé
2015
Tradicional
Ouro
Miolo Wine Group Vitivinicultura
Miolo Cuvée Tradition Brut
2015
Tradicional
Ouro
Pizzato Vinhas e Vinhos
Pizzato Espumante Brut Branco
2015
Tradicional
Ouro
Pizzato Vinhas e Vinhos
Pizzato Espumante Brut Rosé
2016
Tradicional
Ouro
Rigo Agropecuária
Dom Pedrito Espumante Brut
Charmat
Ouro
Sociedade de Bebidas Panizzon
Panizzon Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Sociedade de Bebidas Serrana
Casa do Imperador Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Terrasul Vinhos Finos
Terrasul Espumante Brut Rosé
Charmat
Ouro
Vinhos Beija Flor
De Mari Espumante Brut
Charmat
Ouro
Vinhos Monte Reale
Sospirolo Espumante Prosecco Nature
Tradicional
Ouro
Vinícola  San Michele
San Michele Espumante Brut
2015
Tradicional
Ouro
Vinícola Araucária
Poty Lazzarotto Espumante Brut
Tradicional
Ouro
Vinícola Araucária
Poty Lazzarotto Espumante Nature
Tradicional
Ouro
Vinícola Belmonte
Bel Mont Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Vinícola Campestre
Zanotto Espumante Brut
Charmat
Ouro
Vinícola Cappelletti
Cappelletti Espumante Brut Rosé
Charmat
Ouro
Vinícola Cappelletti
Cappelletti Espumante Moscatel Rosé
Moscatel
Ouro
Vinícola Cappelletti
Cappelletti Espumante Brut
Charmat
Ouro
Vinícola Casa Marques Pereira
Casa Marques Pereira Espumante Extra Brut Champenoise
Tradicional
Ouro
Vinícola Cave de Pedra
Cave de Pedra Winery Espumante Brut Tradicional
Tradicional
Ouro
Vinícola Cave de Pedra
Cave de Pedra Winery Espumante Brut D.O.
Tradicional
Ouro
Vinícola Dom Herminio
Pasini Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Vinícola Fazenda Santa Rita
Villa Açoriana Espumante Nature Branco
Tradicional
Ouro
Vinícola Franco Italiano
Cuvve FI Excellence Reserve Extra Brut
Tradicional
Ouro
Vinícola Franco Italiano
Franco Italiano Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Vinícola Galvão Bueno
Bueno Cuvée Prestige Brut D.O.
Tradicional
Ouro
Vinícola Geisse
Cave Amadeu Espumante Brut Rosé
Tradicional
Ouro/Destaque
Vinícola Geisse
Cave Geisse Espumante Blanc de Blanc Brut
2014
Tradicional
Ouro
Vinícola Geisse
Cave Geisse Espumante Nature
2015
Tradicional
Ouro
Vinícola Geisse
Victoria Geisse Espumante Extra Brut  Vintage
2016
Tradicional
Ouro
Vinícola Geisse
Victoria Geisse Espumante Extra Brut Vintage Reserva
2015
Tradicional
Ouro
Vinícola Geisse
Victoria Geisse Espumante Extra Brut Vintage Gran Reserva
2014
Tradicional
Ouro
Vinícola Geisse
Cave Geisse Espumante Blanc de Noir Brut
2014
Tradicional
Ouro
Vinícola Panceri
Panceri Espumante Demi-Sec Rosé
Charmat
Ouro
Vinícola Pedrucci
Casa Pedrucci Espumante Millèsime Brut
2012
Tradicional
Ouro
Vinícola Salton
Séries By Salton Espumante Brut Rosé
Charmat
Ouro
Vinícola Salton
Salton Espumante Demi-Sec
Charmat
Ouro
Vinícola Salvador
Salvattore Espumante Moscatel
Moscatel
Ouro
Vinícola Salvador
Salvattore Espumante Brut Branco
Charmat
Ouro
Vinícola Zanella
Villa de Vinhas Espumante Brut
Tradicional
Ouro
Vitivinicola Santa Maria
Rio Sol Espumante Brut Branco Premium
Charmat
Ouro
Vitivinicola Santa Maria
Rio Sol Grand Prestige Espumante Brut Branco
Charmat
Ouro


* Fotos: Jeferson Soldi  e Emerson Haas