quarta-feira, 13 de junho de 2012

Licor de Tannat Família Deicas 2008

Uma das harmonizações feitas no Festival del Tannat y Cordero deste ano, no Establecimiento Juanicó em Montevidéu, teve como personagem o maravilhoso Licor de Tannat Família Deicas 2008, diga-se de antemão, pioneiro, pois é o primeiro licor de tannat do Uruguai e um dos primeiros do mundo. Sua produção ocorre pelo mesmo processo de vinificação do Vinho do Porto Vintage, com fermentação interrompida com adição de alcool, preservando os açúcares naturais das uvas tannat mais maduras e depois sendo envelhecido em barricas de carvalho. Possui cor escura, quase negra, turva mas brilhante. Os aromas são doces e persistentes. Mostra-se equilibrado, frutado, persistente e absolutamente agradável, remetendo a chocolate, figos, passas e um leve herbáceo. Tem uma doçura natural contrastando com a característica tânica do varietal. Este vinho é um par perfeito as sobremesas, sobretudo se forem à base de chocolate, sorvete, queijos e geléias e se dá muito bem também na companhia de um charuto após a refeição.

Por se tratar de um vinho licoroso, sua graduação alcoólica fincou 20% e é ideal bebê-lo na temperatura de 16 °C. 

Você encontra vinhos uruguaios na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo site w.weinhaus.com.br.      
E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Don Nicanor Malbec 2009

O vinho Don Nicanor Malbec 2009, de nascimento na região de Luján de Cuyo, em Mendoza posiciona-se como um dos principais vinhos da Bodegas Nieto Senetiner. O nome Don Nicanor é uma homenagem ao fundador da vinícola, imigrante italiano, que instalou, em 1888, a Nieto Senetiner na região. De coloração é de rubi profundo, turvo, com reflexos violáceos, muito límpido e brilhante. No nariz traz aromas de cereja e ameixa, frutas negras, passas e compota, além de especiarias, violeta, baunilha, chocolate, cravo e tostado. Ligeiramente tânico e encorpado, com álcool pronunciado (14,5%), mas harmonizado no conjunto. O vinho passa 18 meses em barricas de carvalho francês novas, o que remete a presença de madeira, de forma equilibrada a fruta. Em boca repete a ameixa, uva passa e cacau, com toque levemente salgado. Mostra-se potente, equilibrado e saboroso, um típico malbec, talvez com um pequeno excesso na madeira. Acompanha bem carnes vermelhas, carnes de caça, massas de molhos encorpados, risoto ao funghi e queijos fortes. Mesmo pimenta tende a equacionar bem com este vinho! Ideal ser servido na temperatura de 16 a 18ºC.

Você encontra os vinhos Nieto Senetiner na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo site www.weinhaus.com.br.       

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

La Campana

Santa Cruz do Sul acaba de ganhar mais uma casa parrillera, confirmando a sua forte vocação gastronômica com base em carnes.

O casarão na descida da rua Borges de Medeiros com a sua fachada amarelo-queimado resguarda o novo investimento gastronômico dos irmãos Humberto e Roberto Nascimento e Silva, a Parrilla La Campana. 

Na preservação da construção sexagenária, todos os detalhes foram pensados para remeter o comensal as parrillas uruguaias, desde o piso de assoalho espesso, passando pelas paredes de tijolo envelhecido, as amplas mesas de madeira e confortáveis cadeiras e até mesmo nos suportes para as carnes servidas, feitos com ferraduras gêmeas. O novo espaço abriga 70 pessoas e se for somado a área externa ao ar livre em meio as árvores, mais quarenta pessoas podem ser acomodadas.


A recepção é feita por uma atendente vestida como uma autêntica “gaucha pampeana” sob a bela varanda do restaurante, preservada inclusive no piso original. E a parrilla é um show a parte! Estrategicamente localizada o enorme cesto de metal no qual vai a lenha acomoda-se ao fundo das grelhas, cuja distância do fogo tem controle feito por cabos de aço que erguem-nas na altura ideal para o preparo.


O cardápio – em espanhol - atende a proposta da parrilla, servindo os tradicionais cortes apreciados na parrillada, como a morcilla, o chinchulin (tripa assada), a molleja (timo), rinon (rim), choto (tripa enrolada e assada), asado de tira (corte de costela bem fino), bife ancho (entrecote) e ainda a picanha, corte tão apreciado pelos brasileiros. A novidade são os cortes da raça Angus, sabidamente tenros e saborosos. A dica é a paleta de cordeiro assada, acompanhada do notório molho uruguaio à base de adobo chamado chimichurri.



A Parrilla La Campana fica na Rua Borges de Medeiros, 386, em Santa Cruz do Sul/RS e atende pelo fone 51.3719.2885, de terças à sábado (à noite) a domingos (somente ao meio-dia).        

Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul de hoje!






VOCÊ SABIA

O chimichurri é um molho que nenhum uruguaio sabe com certeza de onde veio, nem mesmo de onde originou-se seu estranho nome, quase um desaforo quando soletrado. Os antigos uruguaios contam que alguém do Reino Unido é que teria criado esse molho na Argentina, e o nome foi adaptado ao espanhol, para facilitar a pronúncia. Fala-se de um irlandês, Jimmy McCurry, que teria preparado o molho pela primeira vez e do seu nome surgiu o termo “chimichurri”. O chimichurri em sua essência é um molho frio que leva azeite de oliva e vinagre em seu preparo, além de diversos condimentos desidratados como pimentão, pimenta, adobo e orégano revelando-se no molho ideal para acompanhar a parrillada.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Por aí

Neste final de semana estarei em Montevidéu acompanhando o IV Festival del Tannat y Cordero, editado pelo Establecimiento Juanicó, da Família Deicas, produtora dos vinhos Don Pascual, Familia Deicas e Casa Magrez e também visitando várias bodegas uruguaias a convite da Los Caminos del Vino do Uruguai. Nas próximas semanas os leitores poderão acompanhar as impressões colhidas nesta incursão ao Uruguai. 



terça-feira, 5 de junho de 2012

6º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil

ABE prorrogou o prazo para inscrição de amostras

Contemplar o maior número possível de procedências era um dos objetivos da Associação Brasileira de Enologia (ABE), ao promover o 6º Concurso Internacional de Vinhos. É justamente por isso que a entidade estendeu de 25 de maio a 4 de junho o prazo para as vinícolas inscreverem suas amostras.


A avaliação dos vinhos e espumantes inscritos será feita por um júri formado por especialistas no assunto de diversos países, todos a convite da ABE. Eles estarão avaliando as amostras no período de 3 a 6 de julho. As amostras foram inscritas em oito categorias, sendo elas: Vinhos brancos de variedades não aromáticas, Vinhos rosés, Vinhos tintos, Vinhos de variedades aromáticas, Vinhos com leveduras de véu, Vinhos naturalmente doces, Vinhos licorosos e Destilados de origem vitivinícola.

Para cada vinho inscrito foram enviadas seis garrafas rotuladas, além de laudo analítico original, cópia da ficha de inscrição, comprovante de pagamento, nota de envio para a sede da ABE em  Bento Gonçalves-RS. No site www.enologia.org.br, está disponível o regulamento do concurso.

O concurso vem crescendo a cada edição. A expectativa dos organizadores é superar a edição de 2010 – o evento é realizado a cada dois anos – que registrou 457 amostras de 15 países. Implantado na edição anterior e com excelente desempenho, o sistema de avaliação continuará sendo totalmente informatizado, o que garante maior agilidade e segurança na captação e tabulação dos dados.

O 6º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil tem a chancela da Organização Internacional da Uva e do Vinho (O.I.V.) e da União Internacional dos Enólogos (UIOE), o que o credencia pela sua seriedade sendo reconhecido no mundo todo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Crasto Douro 2009 Tinto

O comentário de hoje é sobre um vinho do Velho Mundo, o português Crasto Douro 2009 Tinto, produzido a partir das uvas típicas daquela região Tinta Roriz, Tinta Barroca ,Touriga Franca e Touriga Nacional. Possui coloração rubi escura, opaca e turva, com halo violeta destacado pela luz. Traz ao nariz aromas destacados de frutas vermelhas frescas e silvestres – cerejas e ameixinha vermelha – e álcool pronunciado que logo se acomoda. Também percebe-se um toque floral suave.

Em boca a fruta também se apresenta destacando um corpo mediano, acidez média também, taninos levemente duros, final quente e com amargor característico, mas equilibrado. Muito estruturado. Não passa em barrica. Em resumo: encorpado, potente, intenso, com taninos presentes, salivante em boca.

Acompanha bem carnes fortes, com molhos bem temperados com especiarias, carnes grelhadas, massas com molhos cremosos, pizzas, caldos e cremes. A vinícola Quinta do Crasto possui mais de um século e está situada na margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, possuindo cerca de 70 hectares de vinhedos. Produz também Vinhos do Porto e azeite.

A revista norte-americana Wine Spectator acaba de atribuir a nota de 90 pontos ao Crasto Tinto 2009.

Você encontra os vinhos portugueses na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo site www.weinhaus.com.br.
   
E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sopa de Tomates


Tal fruta- sim o tomate é considerado uma fruta e não um legume – e suas infinitas utilidades dá razão de ser a caldos e sopas deliciosas. Uma delas é o gazpacho - sopa fria muito tradicional na região da Andaluzia, na Espanha. Símbolo da culinária andaluz, acredita-se que esse prato teve origem entre as famílias mais humildes, feito com sobras de pães, azeite de oliva, vinagre e alguns legumes e hortaliças frescas. O gazpacho não costuma agradar a todos que o experimentam, pois para alguns ele pode ser terrivelmente indigesto. Para torná-la mais convidativa, a sopa quente de tomates acabou revelando-se na Itália há algumas dezenas de anos atrás, a qual, em sua versão tupiniquim, apresento a seguir, a receita da Sopa de Tomates.    


Ingredientes:
(para 8 porções)

500 g de tomates picados sem pele e sem semente
3 fatias de bacon picado
1 cebola picada
Meio dente de alho picadinho
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 gema de ovo
1 litro de água fervente
1 cubo de caldo de carne
1/2 xícara (chá) de creme de leite
1/2 colher (sobremesa) de açúcar
Uma colher de sopa de azeite de oliva
Sal e pimenta do reino branca à gosto
Salsinha picada à gosto para decorar

Preparo:

Aqueça a manteiga com o azeite de oliva na panela e refogue rapidamente as cebolas e o alho até murcharem. Pique os tomates em pedaços pequenos e adicione-os a panela e deixe cozinhar em fogo baixo até desmanchar. Junte a água fervente e o caldo de carne e mantenha em fogo baixo por cerca de 30 minutos. Dissolva a farinha de trigo em um pouco de água fria e junte à mistura.Tempere com sal, pimenta e açúcar. Deixe engrossar um pouco e, se precisar, esmague com um esmagador. Coloque a gema de ovo e a salsinha numa sopeira, misture bem e junte o creme de leite aos poucos, batendo bem. Despeje a sopa fervente sobre essa mistura e sirva.

Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul de hoje.

O tomate:

Oriundo da América Central e do Sul, desde o Peru até ao México, o tomate era inicialmente cultivado e consumido pelas civilizações Asteca e Inca. Só mais tarde, no século XVI, é que foi introduzido na Europa pelas mãos de alguns exploradores. Ainda assim, os europeus acreditavam que o tomate era venenoso sendo apenas utilizado para efeitos ornamentais. No século XIX, na França, Espanha e Itália, o tomate passou a ser consumido e cultivado numa escala maior, tornando-se popular em muitas receitas, mas o grande impulso foi conhecido através dos italianos, pelo famoso molho de tomate, que se tornou no principal ingrediente, utilizado nas pizzas e em outras massas. É também um dos principais ingredientes da dieta mediterrânica, assim como o alho, a cebola e o azeite.