sábado, 31 de março de 2012

Woodbridge Robert Mondavi Chardonnay 2010

Arrisco-me a dizer que o descendente de italianos Robert Mondavi foi um dos maiores propagadores do vinho americano e o pioneiro na elaboração de rótulos californianos de alta qualidade. Esta empreitada pela qualidade começou imitando os vinhos franceses – tintos de Bordeaux e brancos da Borgonha – até alcançar identidade própria e receber um sem número de prêmios e altíssimas pontuações em avaliações especializadas. Tanto fez que hoje a Robert Mondavi Winery é a 4a. Maior marca de vinhos do mundo. Além disso o “Embaixador do Vinho Californiano” é um apoiador inconteste da gastronomia na Califórnia. Entre as mais de 60 milhões de garrafas vendidas anualmente com a sua assinatura está o Woodbridge Robert Mondavi Chardonnay 2010, composto por 80% de Chardonnay,, 5% de Sauvignon Blanc, 5% de Semillon, 6% de Colombard , 2% de Viognier e 2% de Muscadet. Este vinho estagia por sete meses em carvalho americano. Possui cor amarelo palha límpido com lágrimas chorosas e aromas destacados de pêra, pêssego, maçã, figo, damasco (alguma coisa de compota ou mais madura) além de especiarias e baunilha. Em boca é muito agradável com especiarias, frutas brancas maduras e leve madeira, fresco e equilibrado. Harmoniza bem com canapés, carnes brancas sem condimentação expressiva, peixes grelhados, queijos médios e risotos leves. Possui 13,5% de graduação alcoólica e ideal ser consumido na temperatura de 10 a 12°C. Você encontra os vinhos de Robert Mondavi na Wein Haus, loja especializada em vinhos, acesse e confira no www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Carré de Cordeiro ao Forno com Purê de Aipim e Couve Crocante

A carne de cordeiro – ou ovelha, como é mais popularmente identificada aqui no Sul, e consumida em conjunto com os melhores churrascos e assados – vem caindo no gosto e nos pratos preparados por alguns grandes chefs de bons restaurantes. Na França, onde já faz parte de menus há dezenas de anos – e depois no Novo Mundo, principalmente num dos maiores criadores mundiais, a Nova Zelândia – , essa saborosa, tenra e suculenta carne tem se mostrado um leque amplo de base para a criatividade de cozinheiros e gourmets brazucas. E um corte, o carré francês, que consiste em cortar o carré com um pedaço maior da costela e depois limpá-la deixando o osso à mostra, acaba auxiliando na apresentação e montagem do prato. A seguir, a receita do Carré de Cordeiro ao Forno com Purê de Aipim e Couve Crocante.



Ingredientes:
(para 4 pessoas)

•1 kg de carré de cordeiro corte francês;
•quatro colheres de sopa de manteiga;
•um dente de alho picadinho;
•6 cravos da índia;
•sal e pimenta do reino a gosto;
•ramos de alecrim;
•300 g de aipim;
•100 ml de creme de leite;
•meia xícara de leite morno;
•um maço pequeno de couve.

Preparo:

Coloque o aipim para cozinhar e quando estiver no ponto, desligue, dê um susto com água fria e reserve. Lave bem as folhas de couve, seque, junte todas e enrole-as como se fosse um rocambole. Corte em fatias bem fininhas, aqueça um pouco de óleo de canola em uma frigideira e quando estiver bem quente, junte a couve e deixe fritar por cerca de um minuto. Retire da frigideira, escorra em papel toalha para retirar o excesso de gordura e tempere com sal. Reserve. Corte os carrés a cada três costelas e reserve. Aqueça uma colher de sopa em uma panela e assim que aquecer junte o alho, o cravo da índia e os carrés para “selar”, ou seja, dourarem em fogo alto virando-os para ficarem uniformes. Após, disponha os mesmos em uma assadeira, tempere com sal e pimenta do reino moída na hora e com o alecrim. Leve ao forno pré-aquecido por cerca de 30 minutos, a 200°C. Agora prepare o purê de aipim esmagando-o em um recipiente próprio, juntando aos poucos o creme de leite, o leite e a manteiga e mexendo bem para ficar cremoso. Tempere com sal e pimenta e reserve. Retire o carré do forno e, em um prato, faça um colchão com o crispis de couve; disponha uma quantidade do purê, por sobre este entrelace os conjuntos de carré e decore a gosto, servindo em seguida!


VOCÊ SABIA

Mandioca, de nome científico Manihot esculenta, é um arbusto originário dos Andes peruanos. Possui muitos sinônimos, usados em diferentes regiões, tais como aipi, aipim, aimpim, candinga, castelinha, macamba, macaxeira, macaxera, mandioca-brava, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, moogo, mucamba, pão-da-américa, pão-de-pobre, pau-de-farinha, pau-farinha, tapioca, uaipi, xagala. Foi cultivada por várias nações indígenas da América Latina que consumiam suas raízes, tendo sido exportada para outros pontos do planeta, principalmente para a África, onde constitui em muitos casos a base da dieta alimentar. No Brasil o hábito de cultivo e consumo continua, com a raiz. A origem do nome mandioca (manioca) seria de uma lenda Tupinambá sobre a deusa Mani, de pele branca, que encontrou sua morada (oca) na raiz desta planta.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Unidos pelo vinho!

Em tempos de severas manifestações tanto contra a alta tributação sobre o vinho brasileiro e no embate dos produtores nacionais a favor da elevação da tributação do vinho importado, um movimento mostrou que ambas as partes – produtores e importadores – podem desenvolver ações em prol do principal interessado nesta batalha: o consumidor!

Pioneiramente a Vinícola Viapiana e a Importadora Porto Mediterrâneo uniram esforços e inauguraram um novo conceito no mercado doméstico: oferecer vinhos importados dentro do enoespaço da vinícola e em troca espalhar os rótulos desta vinícola em todos os pontos de venda da importadora. O local para inaugurar este novo conceito não poderia ter sido melhor, as instalações da vinícola Viapiana, no distrito de Altos Montes na cidade de Flores da Cunha.



Agora, na Porto Mediterrâneo Wine Store no Enoespaço Viapiana, é possível encontrar mais de 200 rótulos disponibilizados pela importadora advindos de vários países, inaugurado no último dia 20 de março.

Segundo Elton Viapiana, sócio da vinícola e enólogo responsável “a troca de experiência será fundamental para o desenvolver dos vinhos da casa, pois o know-how oportunizado pela vinda de enólogos e viticultores de outros países trazidos pela importadora e as percepções levadas por eles do vinho gaúcho contribuirão para um ganho em comum”.








Já Julio Cezar Schmitt Neto, sócio-proprietário da Porto Mediterrâneo estampava no rosto os ótimos comentários colhidos na abertura oficial do enoespaço que teve casa lotada na última semana. Segundo ele “é hora de produtores e importadores darem as mãos para que o Brasil realmente assuma o seu lugar entre os grandes mercados produtores e consumidores de vinho e este movimento vêm atestar este esforço”. Para isso o primeiro passo acaba de ser dado!

A Porto Mediterrâneo
Com sede em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, a Porto Mediterrâneo Comercial Importadora nasceu há quatro anos. Os mais de 200 rótulos advindos de sete países distribuídos atualmente pela empresa no Brasil possuem um rigoroso processo de pesquisa e informação pois nenhuma vinícola entra no catálogo da importadora sem ter suas instalações, processos de elaboração e história dos vinhos avaliados profundamente. Os vinhos vêm de produtores da Argentina, Chile, Portugal, França, Espanha, Itália e Brasil e são geralmente vinícolas pequenas e médias, o que garante exclusividade e qualidade, além de preços e atraentes. Em 2011 a importadora comercializou mais de 500 mil garrafas de vinhos e espumantes, número que em 2012 deverá bater a marca de 800 mil garrafas. Confira os rótulos disponíveis no site www.portomediterraneo.com.br.


A Viapiana
Para quem chega a vinícola de Flores da Cunha a impressão que se tem é que a Viapiana – Vinhos e Vinhedos, é uma loja de grife, pois a contemporaneidade de seu conjunto arquitetônico e a singularidade dos vinhos finos ali produzidos remetem a uma concepção moderna e inovadora. Desde 1986 a vinícola de Altos Montes, adota a baixa produtividade por planta o que contribui para a elaboração de vinhos com caráter de exclusividade expressados nas pouco mais de 50 mil garrafas produzidas. Desde 2009 a vinícola conta com o Enoespaço Viapiana: são 550m² de área construída e que hoje abriga a Porto Mediterrâneo Wine Store e Delicatessen, que ainda conta com um deck ideal para visitantes apreciarem a paisagem de vinhedos enquanto degustam os vinhos e espumantes da casa. Conheça mais sobre a Vinícola Viapiana no site www.vinhosviapiana.com.br.


Sendo finalizada: Viapiana Champenoise


O enólogo Elton Viapiana fazendo prova na barrica


A Porto Mediterrâneo Wine Store no Enoespaço Viapiana


O Wine Bar do Enoespaço Viapiana

*Este colunista viajou a Flores da Cunha a convite da Viapiana.

Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul de hoje.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Confraria do Sagu começa suas atividades em 2012

Amanhã, quinta-feira, dia 29 de março, ocorrerá o primeiro encontro deste ano da Confraria do Sagu, tradicional grupo de avaliadores e apaixonados por vinhos de Santa Cruz do Sul, do qual faço parte.

No encontro viajaremos as regiões de Bordeaux experimentando as singularidades de cada uma em cima dos exemplares trazidos pelo confrade Homero Agra em sua última ida a Paris. De quebra o confrade Rodrigo Ardenghi colocará mais uma vez os seus dotes de exímio assador preparando um cordeiro assado para o grupo.

Segue a relação dos tintos de Bordeaux para pesquisa e degustação:



Vinho Região Safra Preço em euro

CHATEAU LA LAGUNE HAUT MEDOC 1999 75,00
MARGAUX ALTER EGO PALMER MEDOC 2004 55,00
CHATEAU HAUT MARBUZET SAINT ESTHEPE 2006 49,00
LA GRAVETTE DE CERTAN POMEROL 2006 45,00
CLEMENTIN DU CHATEAU PAPE CLEMENT GRAVES 2006 36,00
LES HAUTS PONTET-CANET PAUILLAC 2004 29,00

Conneça um pouco mais da Confraria do Sagu no blog http://confrariadosagustc.wordpress.com/

terça-feira, 27 de março de 2012

Escola de Gastronomia UCS - ICIF

Semana passada estive em um almoço na Escola de Gastronomia que a Universidade de Caxias do Sul - UCS - possui em Flores da Cunha em parceria com o instituto italiano ICIF. Chamou-me atenção a infra-estrutura oferecida pela instituição que ocupa uma área de 1,5 mil metros quadrados incluindo anfiteatro para aulas de demonstração, sala de panificação e confeitaria, sala para preparo, biblioteca, sala de atividades culturais, espaço de convivência, vestiários e showroom, seguindo os rígidos padrões europeus de qualidade. Dentro da escola ocorrem ainda os cursos de Sommelier Internacional os quais já formaram dezenas de profissionais de todo o Brasil. Abrga ainda o restaurante-escola Dolce Italia no qual foram servidos aguns deliciosos pratos harmonizados com excelentes vinhos nacionais e importados. Entre as iguarias destaque para um carpaccio com grana padanno e um ravióli de bacalhau e azeite de manjericão, saborosíssimos!

Abaixo algumas informações sobre a escola:


- Know-how italiano, tanto nas instalações como nos equipamentos, didática dos cursos, banco de menus, formação e treinamento de equipe.

- Equipe docente formada por profissionais reconhecidos internacionalmente.

- Aulas de enogastronomia no laboratório didático, com bancadas de trabalho, equipamentos e utensílios individuais.

- Aulas de degustação em Enoteca, dentro de padrões internacionais, com postos individuais, luz especial para análise visual, bateria de copos de cristal para cada tipo de vinho e de degustação ISO.

- Ristorante Dolce Itália, espaço didático-pedagógico onde os alunos realizam simulações de trabalho na cozinha e na sala, praticando as técnicas num ambiente real. Oferece jantares e almoços para o público externo, que também podem ser realizados em locais indicados pelo cliente.

- Prestação de serviços de assessoria gastronômica à comunidade.



Escola de Gastronomia UCS-ICIF
Av. da Vindima, nº 1000. Parque de Eventos Eloy Kunz. Flores da Cunha - RS
Secretaria da Escola - (+5554) 3292-1188 - E-mail: gastronomia@ucs.br

segunda-feira, 26 de março de 2012

Para saborear no outono

Eu gosto muito do verão, da praia, dos almoços tardios, dos esportes ao ar livre, das peles bronzeadas e dos pelinhos dourados cobrindo-as, mas tenho especial preferência pelos dias mais frios, por uma temperatura amena beirando os 14 graus à noite que convida a puxar uma coberta e a uma companhia igualmente acolhedora e, pela manhã, aquele solzinho despontando no horizonte vindo de mansinho para aquecer o corpo e deixar o céu azulado e o dia simpático. Assim, aquela pele feminina recebedora de todas as loções do verão, rende-se a uma calça jeans colada, botas cobrindo-as até o joelho, belas malhas e cachecóis enredando-se por onde somente algumas gotas de perfume podem ser privilegiadas usuárias. E para tais dias de outono, uma boa e prática receita serve de motivo para abrir aquele tinto especial e se deliciar com um bom papo enquanto ao forno prepara-se o ASSADO DE CARNES E LEGUMES.

Ingredientes:
(para 4 pessoas)

1kg de costela bovina magra
600g de sobrecoxa de frango
300g de lingüiça
150g de bacon cortado em cubos grandes
6 batatas brancas pequenas inteiras e descascadas
6 cebolas pequenas inteiras e descascadas
4 tomates cortados ao meio
6 cogumelos shitake
1 pimentão vermelho cortado em pedaços
200g de mandioquinha descascada e cortada em pedaços
Azeite de oliva
Sálvia
Alecrim
Pimenta moída na hora
Sal

Preparo:
Em uma assadeira disponha a peça de costela cortada uma a uma, o frango e os demais ingredientes bem misturados entre si. Regue tudo com o azeite de oliva, tempere com sal, pimenta, alecrim e sálvia. Leve ao forno pré aquecido a 200°C por uma hora e meia, sendo metade deste tempo a assadeira coberta com papel alumínio. Sirva acompanhado apenas de folhas verdes.

Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul.

sexta-feira, 23 de março de 2012

BenMarco Malbec 2005


Os vinhos elaborados pela bodega argentina de Mendoza Domínio del Plata sob o olhar da enóloga Susana Balbo são referendados como padrão em qualidade e excelência. Do Vale de Lujan de Cuyo podemos degustar a linha Crios, BenMarco e Susana Balbo. E um destes bons exemplares é o BenMarco Malbec 2005 - um corte que leva um aporte de 10% de bonarda em sua composição - provado há poucos dias e que ainda desperta ótima lembrança. De cor rubi puxando ao violeta- azul, brilhante e quase turvo apresentou lágrimas preguiçosas e espessas. Trouxe ao nariz um ataque de aromas intenso com muita ameixa madura, cereja negra, algumas frutas vermelhas como framboesa, groselha e cereja, e nozes. Na boca ficaram destacados fruta vermelha, fruta preta e algumas especiarias. Um vinho com taninos macios e doces, encorpado, marcante, com a personalidade de sua enóloga. 50% do vinho estagia por 13 meses em barricas de carvalho francês novas e os outros 50% em carvalho americano de segundo uso. Malbecão ideal para acompanhar carnes vermelhas grelhadas preferencialmente. Possui 14% de teor alcoólico e ideal ser bebido na temperatura de 18°C.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!