quinta-feira, 12 de março de 2020

O caldo de mexilhões!


Este molusco exótico e recheado de sabor é o principal ingrediente deste caldo delicioso!

O mexilhão é um molusco muito consumido como fonte de alimento. Vive numa grande variedade de habitats, de áreas entre marés a zonas completamente submersas, com uma vasta gama de temperaturas e salinidade. Desde o século XIII já era cultivado na Europa e ainda hoje junto coma China são os principais produtores seguidos do Chile e da Nova Zelândia. O mexilhão é a espécie de molusco mais versátil em termos de apresentação e embalagem. Pode ser vendido a granel, pré-embalado, a vácuo, pronto para ser utilizado. Pode ser encontrado com ou sem casca. E este molusco ilustra a receita de hoje, o Caldo de Mexilhões!


Ingredientes:
(para 6 pessoas)

500g de mexilhão com ou sem cascas
2 batatas cortadas em cubos
2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de chá de azeite de dendê
1 cebola picadinha
2 dentes de alho picadinhos
2 tomates sem sementes e sem pele picado
1 pimentão verde picado
1 pimentão vermelho picado
100ml de leite de coco 
Pimenta líquida e sal à gosto
Salsinha picadinha

Preparo:

Em uma panela, em fogo médio, cozinhe a batata na água até amaciar. Deixe amornar, bata no liquidificador com a água do cozimento e reserve. Em uma panela, em fogo médio, aqueça os azeites. Refogue a cebola, o alho, o tomate e o pimentão por 2 minutos. Adicione o mexilhão e refogue por 3 minutos. Acrescente o leite de coco e deixe levantar fervura. Adicione a batata batida para engrossar o molho. Deixe levantar fervura, desligue o fogo e tempere com sal e pimenta. Sirva em seguida salpicado com salsinha e com pães torrados.


quarta-feira, 11 de março de 2020

Os enólogos brasileiros afirmam: 2020 será a melhor safra de vinhos de todos os tempos!



“Estamos diante da safra das safras”. Emocionado com o que viu nesta colheita da uva, o presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), Daniel Salvador, comemora o resultado de um ano de trabalho junto ao vinhedo. Segundo ele, o comportamento climático e as condições técnicas atuais foram determinantes para considerar esta safra a melhor de todos os tempos. A avaliação chega de todas as partes, a partir da troca de informações entre enólogos que atuam nas mais diversas regiões produtoras do Brasil.
“Esta vindima foi bela, uma escultura, um monumento que a natureza nos deu. Deste momento em diante é conosco”, declara o presidente. “Estamos tendo a oportunidade de colocar em prática tudo o que aprendemos na escola e com a experiência adquirida. É um misto de alegria e satisfação que emociona. Não se faz um vinho sozinho. E este ano, a mãe natureza fez a sua parte de forma esplêndida. Agora, nós, enólogos, precisamos ter a sensibilidade e o conhecimento suficientes para gerar o melhor vinho com equilíbrio, sintonia”, destaca.
O presidente chama a atenção para a possibilidade de conhecer um patamar de vinhos que serão descobertos em breve. Nunca o Brasil, tanto vinícolas, quanto enólogos, esteve tão preparado tecnicamente, com profundo conhecimento, precisão na Viticultura e Enologia, para receber e processar uma matéria prima de tamanha qualidade. “Os primeiros resultados são surpreendentes. Esta safra veio para coroar todo esforço empenhado em anos de trabalho e pesquisa. Não há cidade, região ou estado, que ousa falar mal desta safra. Os elogios vêm de todas as partes, de todos com quem conversei”, complementa.


Todo vinho tem uma longa caminhada. E com esta performance, certamente novos vinhos surgirão, com novas propostas, novos estilos, novas descobertas. “Chega a ser cinematográfico. Peguei um cacho de Merlot na mão e me emocionei. Só pensei em dizer Obrigado à mãe natureza. Me senti forte, realizado e inspirado para transformar esta uva no melhor vinho que já fiz na vida”, conclui.



terça-feira, 10 de março de 2020

Casa Valduga Identidade Marselan 2014 - que vinho instigante!


Uma das mais surpreendentes regiões vitivinícolas do Brasil está na Serra do Sudeste, mais precisamente em Encruzilhada do Sul, berço para uvas que fogem das tradicionais. De lá saem vinhos elaborados com Touriga Nacional, Teroldego, Barbera, Ancellota, Arinarnoa, Alicante Bouschet e Marselan entre outras. Uma da vinícolas mais antigas e desbravadoras naquela região é a Casa Valduga, que produz o excelente Casa Valduga Identidade Marselan 2014. A Marselan é uma casta oriunda do cruzamento da Cabernet Sauvignon (acidez) com a Grenache (leveza e versatilidade). Tal vinho possui cor rubi que preenche a taça com sua profundidade. Traz aromas evoluídos com muita fruta vermelha (cereja em especial), também balsâmico, baunilha, couro, tabaco doce, especiarias e toque mineral. Em boca é confortável, entrega taninos suaves e macios, equilibrado, médio corpo, frutado, balsâmico e tabaco no final e ampla persistência.  Estagia por 8 meses em carvalho francês.

Harmoniza com carnes vermelhas assadas, bife a parmegiana, massas com molho quatro queijos e queijos médios.

Ideal ser servido na temperatura de 16 a 18°C e possui 13% de graduação alcoólica.

Você encontra vinhos Casa Valduga na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!      

quinta-feira, 5 de março de 2020

A massa com molho de linguiça!


A linguiça é um dos mais democráticos embutidos e o ingrediente principal na receita de hoje!

A linguiça que conhecemos por aqui nasceu em Portugal onde é chamada de enchido. A linguiça tem vocação para juntar gente e para criar clima de festa. É um prato de fácil preparo, aceita variados acompanhamentos e pode ser servida tanto na entrada ou como prato principal. E lá na sua origem milenar quando o caçador abatia um animal muito grande, maior do que a capacidade de consumo da tribo, picava-se a carne, temperava-se com sal e ervas e a preservava nas tripas dos animas. E é a linguiça que ilustra a receita de hoje, acompanhe!



Ingredientes:
(para 4 pessoas)

500g de massa tipo penne ou farfale
300g de linguiça suína defumada fatiada
1 colher de sopa de azeite extra virgem
1 cebola média picadinha
2 dentes de alho picadinhos
2 xícaras de caldo de galinha
2 xicaras de molho de tomate
Meia xícara de creme de leite
1 xícara de queijo cheddar ralado
Cebolinha verde fatiada a gosto
Sal e pimenta a gosto

Preparo:

Em uma panela adicione o azeite e aqueça, junte a cebola e a linguiça e cozinhe até dourar levemente. Junte Adicione o alho, misture bem e junte o caldo de galinha, o molho de tomate, o creme de leite e tempere. Cozinhe a massa e assim que estiver “al dente”, escorra e junte ao molho. Misture bem em fogo baixo. Desligue, misture metade do queijo e mexa bem. Depois despeje o restante do queijo por cima e cubra a panela por cerca de 5 minutos. Salpique com a cebolinha verde fatiada e sirva!  

Você sabia?



A linguiça existe há mais de 4 mil anos e tem origem romana. Seu nome seria um derivado da palavra “luganega”, referente a lucano. Os lucanos foram um povo de origem samnita, que se estabeleceu na região montanhosa da Itália meridional no século V a.C. Muitos séculos atrás essa tribo comandou grande parte daquela península,  deixando como legado para os romanos o método de embutir carnes. A linguiça foi apresentada ao Brasil pelos portugueses, que lá é chamada de enchido. Originalmente a linguiça era feita com carne de porco, alho, cebola e páprica; atualmente existe uma infinidade de derivações deste embutido tradicional na mesa dos brasileiros.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Ramirana Carmenere Gran Reserva 2008 - que vinhaço!


Continuamos na dica desta semana com comentário sobre mais um vinho de guarda, desta vez de um tinto chileno elaborado com uma das uvas ícones daquele país, a Carmenére. O Ramirana Carmenere Gran Reserva 2008 é produzido pela Vinícola Ventisquero, dos vinhedos situados no Vale do Maipo. Com 12 anos de safra e sabedor que o vinho chileno evolui muito bem quando adormecido a expectativa era enorme e realmente foi atendida em sua plenitude! Os aromas exuberantes logo saltaram para fora da garrafa ao ter a rolha retirada com uma doçura de frutas vermelhas e negras maduras e maceradas, compota e um toque de baunilha e melaço, além de chocolate e um toque terroso. Bela coloração rubi púrpura, brilhante e profunda. Boca sedosa, plena, frutada doce, leve tostado, taninos macios, redondos e equilibrados, ampla persistência e retrogosto ótimo!

Envelheceu 12 meses em barris de carvalho francês.

Harmoniza com carnes vermelhas em molho escuro, algumas caças, queijos fortes e maduros.  

Ideal ser servido na temperatura de 18°C e possui 14% de graduação alcoólica.

Você encontra vinhos Carmenére chilenos na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

A pasta com molho de tomates secos!


O tomate é um ingrediente milenar que desidratado dá origem a este molho saborosíssimo!

Os tomates secos são uma iguaria exótica e deliciosa e que tem sua utilização datada desde séculos atrás, tendo sido inicialmente desidratados pelo sol quente dos vilarejos ao Sul da Itália! Lá o pomodori secchi é originariamente produzido de forma artesanal o que ainda ocorre apenas trocado o sol pelo forno quente e o encurtamento do tempo do processo que antes durava dias e agora leva em média, de três a cinco horas para ficar pronto. O sucesso da produção de tomate seco é atribuída à variedade utilizada, que deve ter frutos de parede grossa, com poucas sementes e boa firmeza. Nos últimos anos este ingrediente de sabor agridoce vem mostrando significativa expansão na gastronomia de todo o mundo, incluindo a brasileira, onde chegou a partir da década de 60. A iguaria pode ser utilizada em grande parte de pratos como antepastos, canapés, salgados, risotos, massas, pizzas e até mesmo, nas carnes vermelhas, frutos do mar e frango. Uma receita muito fácil e saborosa de ser preparada é a Pasta com Molho de Tomates Secos, cuja receita segue abaixo.


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

500g de talharim
200g de tomates secos
250g de nata
250g de requeijão cremoso
50g de manteiga
Azeite de oliva
Alecrim
Pimenta do reino moída e sal à gosto

Preparo:



Em um processador ou liquidificador juntar o tomate seco, a nata, o requeijão e o fio de azeite de oliva e bater bem até a mistura ficar bem diluída. Aquecer a manteiga em uma panela e adicionar a mistura feita no processador e em fogo baixo ir mexendo aos poucos e juntar a pimenta, o sal e uma pitada de alecrim. À parte, cozinhar o talharim, escorrer e juntar ao molho, misturando bem para incorporar. Servir e decorando com tomates secos, queijo parmesão ralado e endro desidratado.    

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Don Giovanni Merlot 2006


Guardado de longa data ainda possuía em minha adega um exemplar, filho único, de Don Giovanni Merlot 2006, vinho produzido pela vinícola homônima em Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha. Ainda estava ótimo, o que é marcante para um vinho com 14 anos de safra, mas não surpreendente pois trata-se de um vinho gaúcho produzido num terroir diferenciado que privilegia a guarda. 

Deixei-o no decantador arejando por cerca de uma hora para depois provar este vinho que mostrou-se equilibrado, elegante e macio. Apresentou cor púrpura e rubi muito brilhante e trouxe ao nariz aromas frutados (cassis e ameixa) e evoluídos com tabaco, tostado – café - e toque herbáceo. Na boca revelou-se estruturado, com ótimo equilíbrio, acidez na medida, taninos redondos e maduros. Vinho de média persistência e confortável retrogosto. Envelheceu em barris de carvalho, americano e francês por cerca de 8 meses.

Vai muito bem com carnes grelhadas de bovino, cordeiro e suíno e ainda harmoniza com massas com molhos vermelhos e de funghi.

Ideal ser servido na temperatura de 16°C e possui 13% de graduação alcoólica.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!