terça-feira, 8 de outubro de 2013

Punta del Este Food & Wine Festival 2013

Quarta edição de um dos maiores encontros de alta gastronomia e vinhos da América Latina acontecerá neste final de semana  



Neste próximo final de semana, dias 12 e 13 de outubro, a bela cidade uruguaia de Punta del Este, sediará mais uma edição do Punta del Este Food & Wine Festival 2013, reunindo uma fantástica amostra do que há de melhor em gastronomia, vinhos e cenários deslumbrantes.
Capitaneado pelos seus diretores Gabriel Bialystocki e Alvaro Kemper, a quarta edição do sofisticado festival deverá reunir mais de duas mil pessoas e terá eventos distintos iniciando com um almoço no sábado na fazenda Colinas de Garzón, produtora de azeite de oliva e vinhos, reunindo seis estrelados chefs da Espanha, Uruguai, Argentina e Brasil que cozinharão para o público presente protagonizando o evento “Uma Volta ao Mundo em 6 Cozinhas” na companhia de vinhos de primeira linha, seguido de um evento no Hotel Playa Vik em José Ignácio, no Sunset Chillout Food & Dance, o melhor pôr-do-sol de Punta, embalado por música lounge, drinks e gente bonita.
Colinas de Gárzon, com sua elegante e imponente estrutura,
recepcionará os comensais no almoço de sábado
 
Martin Rebaudino, do Restaurante Oviedo de Buenos Aires, novamente é um dos chefs convidados
 
O Pôr-do-sol na piscina e lounge do Playa Vik
 
No domingo um almoço em Pueblo Garzón, numa estrutura montada em sua bucólica praça, conduzido por Francis Malmann, o mais brilhante chef argentino de todos os tempos, que levará ao público as suas técnicas de assados denominadas Siete Fuegos (Sete Fogos). Confira todos os detalhes deste evento acessando o  site www.puntafoodandwine.com

O vilarejo bucólico de Pueblo Gárzon e os Siete Fuegos de Francis Malmann

Este colunista e o emblemático chef argentino Francis Malmann
 
Assados e ótimos vinhos, uma mistura perfeita!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Enólogo do Ano 2013


A votação para Enólogo do Ano está se aproximando, para ter direito a voto todo associado deve, antes, atualizar seu cadastro no site da ABE. Divulgação será feita durante jantar em comemoração ao Dia do Enólogo
 

Dirceu Scottá, da vinícola Dal Pizzol, foi o eleito em 2012

 
2013 tem sido um ano de muito trabalho para os enólogos brasileiros. Depois de uma intensa safra, uma surpreendente Avaliação Nacional de Vinhos, dezenas de medalhas conquistadas em concursos internacionais, cursos e palestras técnicas, além da rotina de uma vinícola, chegou a hora de homenagear o profissional do vinho com a distinção “Enólogo do Ano 2013”. Este ano, a votação será feita totalmente pelo site www.enologia.org.br. Entretanto, para ter direito a voto cada enólogo associado deverá, inicialmente, efetuar seu recadastramento na página. A divulgação ocorrerá no dia 25 de outubro na Churrascaria Ipiranga, durante jantar em comemoração ao Dia do Enólogo, festejado em 22 de outubro.

A distinção foi criada pela ABE em 2004 com o objetivo de enaltecer o profissional, que durante sua trajetória, soube conduzir seu trabalho, não só qualificando o vinho, mas aportando ao mundo do vinho algo a mais. Desde a primeira edição, já foram homenageados nove profissionais de enologia. Como parte da homenagem, a entidade premia o enólogo que obtiver a maior votação com uma viagem à Europa, para visitar uma feira do setor vitivinícola, de modo a ampliar e atualizar seus conhecimentos.

Os associados que participarem do processo de votação concorrerão a brindes que serão entregues durante o jantar alusivo ao Dia do Enólogo, como forma de reconhecimento pela contribuição.

Enólogos já homenageados:

Enólogo do Ano 2004 – Antônio Czarnobay
Enólogo do Ano 2005 – Gilberto Pedrucci
Enólogo do Ano 2006 – Firmino Splendor
Enólogo do Ano 2007 – Adriano Miolo
Enólogo do Ano 2008 – Ismar Pasini
Enólogo do Ano 2009 - Nauro José Morbini
Enólogo do Ano 2010 – Lucindo Copat
Enólogo do Ano 2011 – Daniel Dalla Valle
Enólogo do Ano 2012 – Dirceu Scottá

 

sábado, 5 de outubro de 2013

La Lucila Merlot 2013


Recebi este vinho de presente do amigo Daniel Arraspide, sommelier e jornalista uruguaio, na última ANV em Bento Gonçalves. Produzido pela Finca La Lucila, de Colonia do Sacramento, Uruguai, o La Lucila Merlot 2013  
Possui cor rubi púrpura profundo, quase turvo.  Lágrimas lentas e médias.
Nariz alcoólico, depois no segundo ataque, frutas negras, violetas, toque químico, especiarias, couro, animal, salgado no nariz e mineral. Aromas sutis, mesmo depois de um tempo arejando.
Boca repetindo fruta negra, taninos marcantes, amargor final com retrogosto persistente. Bastante seco. Químico repetido na boca. O solo calcário traz uma mineralidade discreta mas agradável.
Mais tempo de garrafa fará o vinho melhorar, pois ainda está muito jovem para extrairmos todo o seu potencial. Trouxe-me a memória um comparativo com um jovem recém chegado a universidade, muito inteligente e com ótimo potencial, mas tímido e retraído no início!
Harmonizei com assados de carnes vermelhas.
Possui 14,4% de graduação alcoólica e o ideal é bebê-lo na temperatura de 18oC.
Você encontra vinhos da casta Merlot na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, em Santa Cruz do Sul, fone 51.3711.3665 e site www.weinhaus.com.br 
E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!         

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Oktoberfest 2013


Santa Cruz do Sul já está preparada para receber a terceira maior festa germânica do mundo, que já iniciou!
 


         Mais de quatrocentos mil visitantes são esperados no Parque da Oktoberfest - no centro da cidade, numa área de 14 hectares, que acomoda diversões pavilhões, vila típica, parque infantil, ginásio, espaço para shows e exposições variadas - entre os dias 2 e 13 de outubro, na 29ª. edição da maior festa germânica do Rio Grande do Sul. Os visitantes esperam encontrar muita comida típica, chope, festa e alegria. A belíssima cidade aposta no forte apelo da tradição germânica como principal ingrediente oferecido ao turista.   
       
Soberanas da 29a. edição
         Este ano até mesmo as tradicionais provas germânicas estão abrigadas das intempéries, pois ocorrerão dentro das instalações do Clube 25 de Julho, junto ao Parque. Novamente a Oktoberfest  traz uma beleza única a cidade de 120 mil habitantes e uma das maiores economias do RS, com ruas centrais enfeitadas, trajes típicos, sorriso nos rostos e muita gente bonita girando pelos pavilhões.
Os shows:
 

         Confira a relação dos shows nacionais:
Dia 4 – Naldo
Dia 6 – Luan Santana
Dia 11 – O Rappa
Dia 13 – Latino
 
Arena de shows montada abriga 10 mil pessoas 
Luan Santana e Naldo são shows confirmados

 
Os desfiles temáticos:
         Anualmente acontecem três desfiles, sendo um deles noturno, pelas ruas da cidade. Este ano será na quarta-feira, dia 9, às 20h. Os outros, ocorrerão nos domingos dia 6 e 13, às 10h.  Os desfiles temáticos da Oktoberfest pela rua Marechal Floriano, a rua principal da cidade e chamada de “túnel verde” e decorada a rigor, reúnem mais de 30 mil pessoas de todo o Brasil que acompanham os carros alegóricos, entidades e carros de chope.
Cerca de 30 mil pessoas acompanham os desfiles 

Criatividade é a marca registrada
 
 
A Gastronomia:
         Quem já não provou um pouquinho da culinária típica alemã? Na Oktoberfest a gastronomia desperta a curiosidade e o apetite dos visitantes, onde dezenas de estabelecimentos servem desde a tradicional cuca com linguiça até os pratos da tradicional cozinha alemã, entre os quais  o Eisbein, o Kassler e o Kartoffelklösse.
Este ano a novidade são os chopes Boehmia Imperial e Spaten. E para aqueles que desejam fazer uma imersão mais detalhada no meio gastronômico germânico haverá aulas e wokshops com renomados chefs numa parceria com o SENAC – RS. As aulas gratuitas serão oferecidas diariamente aos visitantes, na estrutura montada junto ao Pavilhão 3 do Parque da Oktoberfest. No dia 3 e 4, as receitas serão elaboradas pelo chef  Bryan Chaplin; dias 5 e 6 por Mamadou Abdoul Sène; dia 7, pela culinarista santa-cruzense Gilda Rauber; dias 8 e 9 pelo chef Gustavo Ruffato; dias 10 e 11 pelo chef Charlie Colonetti, vencedor do Super Chef 2011 do Programa Mais Você, da Rede Globo; e dias 12 e 13 de outubro, pelo professor André Damin. Já a harmonização de pratos com cerveja será apresentada pela sommelier Alinne Bernd nos dias 5 e 6 de outubro. Acompanhe algumas das receitas que serão ensinadas:
Marreco desfiado com purê de maça com o chef Bryan Chaplin
Magret com compota de cebola roxa com o chef Bryan Chaplin
Goulash – Spatzle – Gootterpeise com o chef Mamadou Abdoul Sène
Harmonização de pratos com cerveja com a sommelier Alinne Bernd
Sopa Cremosa de cebola com o chef Charlie Colonetti
Escondidinho de Pato com o chef Gustavo Ruffato
 
A Feirasul:
 
Dezenas de expositores se espalham pelos pavilhões do parque


         Junto com a Oktoberfest ocorre a Feirasul, feira de negócios que oportuniza diversas opções em vestuário, equipamentos, veículos e serviços. A Feirasul ocorre simultaneamente com os horários do parque.  
 
Festa & Festa:

Presença feminina embeleza a Festa da Alegria
Brahma Haus é certeza de agito
 
          Os baladeiros este ano contam com uma mega-estrutura montada para desfrutarem, pois a Brahma Haus – marca patrocinadora máster da festa – mudou de local e está instalada no Ginásio Poliesportivo, levando muita música típica, sertaneja, forró e eletrônica aos presentes com músicos, DJ’s e ainda com a presença de celebridades nacionais. A festa continua nos lonões – já que os bailes típicos que ocorrem dentro do Pavilhão Central – embalados por bandinhas locais que tocam até o amanhecer, reunindo milhares de pessoas. A música vai garantir a animação e a alegria da 29ª Oktoberfest, que inicia na próxima quarta-feira, 2, e se estende até 13 de outubro. Ao todo, serão mais 300 horas de bailes, com 35 bandas contratadas para apresentações no Pórtico, Lonão e Pavilhão Central.
 
Fritz e Frida:

        
          Os bonecos são o cartão de visitas da Oktoberfest de Santa Cruz do Sul. Até mesmo as crianças reconhecem os personagens-símbolos da Festa da Alegria que transmitem toda a magia do evento. Vestidos com trajes típicos desfilam pela cidade animando os turistas e são as figuras mais fotografadas de toda a festa.
 
O chope:
 

Produzido há pelo menos 5.400 anos pelos sumérios. Nessa mesma época, o chope era utilizado como moeda para pagar os trabalhadores e também como produto de beleza para as egípcias, que acreditavam em seus poderes de rejuvenescimento. Na Idade Média, o chope passou a ser produzido nos mosteiros. Foram os monges católicos que deram a ele o aroma e o sabor conhecidos hoje. Em Pilsen, uma cidade da República Tcheca, no ano de 1839, os cervejeiros deram uma contribuição fundamental com a descoberta da baixa fermentação. Depois dela, o chope passou a ter uma cor clara, um sabor mais suave e maior duração para o consumo. Estudos publicados por Louis Pasteur em 1876 sobre fermentação de microrganismos resultaram na pasteurização, que é a diferença básica entre cerveja e chope. Antes disso, não havia diferença entre esses produtos já que ambos eram crus.

Santa Cruz do Sul:
 


          O município de Santa Cruz do Sul completou 135 em 2013 e é modelo de desenvolvimento humano e social. É a oitava economia do estado e possui uma das maiores rendas per capita do Brasil. Colonizado por alemães no século XIX cultua as tradições e o folclore germânico sendo palco da terceira maior festa germânica fora da Alemanha no mundo, a Oktoberfest, que atrai anualmente milhares de turistas para a cidade. Possui 120 mil habitantes e está localizado bem ao centro do Rio Grande do Sul, distante 150km de Porto Alegre.
 
Serviço:
29ª Oktoberfest e Feirasul –  Parque da Oktoberfest – centro - Santa Cruz do Sul
De 2 até  13 de outubro
Durante a semana abertura às 14 horas e sábado e domingo às 10 horas.

Prosit!
 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Tudo sobre a Avaliação Nacional de Vinhos - safra 2013


O vinho brasileiro deixou de ter espinhas no rosto e gênio indócil e adquiriu, literalmente, nesta 21ª. Avaliação Nacional de Vinhos safra 2013, a sua maioridade!
 
          A maior avaliação de vinhos do mundo – que reuniu 850 pessoas para análise técnica de vinhos – apresentou os resultados da safra 2013 do vinho brasileiro, neste sábado, 28 de setembro nos pavilhões do Parque de Eventos de Bento Gonçalves. Depois de semanas de trabalho, especialistas de vários países uniram-se ao público recorde entre todas as edições para conhecerem, antecipadamente, o que o consumidor irá encontrar desarrolhando as garrafas neste ano e atribuírem as suas percepções aos vinhos apresentados.     

         
         Mesmo com a safra de vinhos deste ano não sendo uniforme em todo o Brasil por conta das diferenças climáticas – o próprio RS com suas diversas regiões produtoras foi afetado - as 16 amostras de vinhos selecionadas entre os 30% mais representativos desta safra se apresentaram muito parelhas nas avaliações feitas percebendo notas mínimas de 88 pontos e máximas de 90 na atribuição dada pela seleção de enólogos. Isso demonstra um amadurecimento na elaboração de nosso vinho e um belo trabalho dos enólogos responsáveis em extrair o máximo da safra e levar ao cliente final um produto de qualidade.

         
         Chamou-me atenção o ótimo Chardonnay da Góes & Venturini, de Flores da Cunha, um branco vigoroso, com ótimo aroma (muita fruta branca e mineralidade), com ampla persistência e untuoso em boca. Foi comentado pelo jornalista e editor alemão Eckhard Supp que atribui a maior nota entre os vinhos da amostra, com 93 pontos. Também gostei do excelente Merlot da Bueno Bella Vista Estate, da Região da Campanha, com muita fruta madura, potente, equilibrado em boca e com taninos salientes.      

         
         Também deu origem a comentários positivos a diversidade de castas elegidas que deram origem aos 16 vinhos mais representativos. Viu-se entre os tradicionais brancos, um Sauvignon Blanc e entre os tintos, Malbec, Marselan e Teroldegos. Interessante a ausência de Pinot Noir e Tannat (este em 2012 muito presente) neste ano, o que pode sugerir que os vinhos desta safra não tenham impressionado os avaliadores ou então que tiveram poucas amostras concorrendo.   
          Luciano Vian, presidente da ABE, falou sobre o esforço dedicado feito pela enólogos para surpreender o consumidor a cada safra apresentados na Avaliação: “Os vinhos que estarão no mercado nos próximos anos já despontam na Avaliação”. Também frisou em seu discurso de abertura as dificuldades enfrentadas pelas vinícolas como a alta carga de impostos, o aumento de custos e adequação a legislação.
 

Luciano Vian, presidente da ABE


          Irineu Fernando Guarnier Filho e o chileno Mario Geisse receberam o Troféu Vitis 2013, na categoria  Amigo do Vinho e Enológico, respectivamente, por suas contribuições - um focado na imprensa e outro na elaboração - ao setor vitivinicola brasileiro. Ao final do evento todos foram surpreendidos com o show de Renato Borghetti.

850 avaliadores na edição 2013 - um recorde (foto: Gilmar Gomes)

        
         Mais uma vez a grandiosidade foi a palavra que resumiu o evento em 2013, pois além do recorde de público, foi marcada pela excelência dos vinhos degustados, pelo alto nível da mesa de comentaristas de diversas partes do mundo e pela ótima expectativa com relação ao produto final envasado nesta safra.

         Segue a relação dos 16 vinhos Mais Representativos da Safra 2013:

 
Categoria: Vinho Base Para Espumante

1. Vinho Base Espumante – Chardonnay – Casa Valduga
2. Vinho Base Espumante – Riesling Itálico / Chardonnay / Pinot Noir – Chandon do Brasil
3. Vinho Base Espumante - Pinot Noir – Vinícola Geisse

Categoria: Branco Fino Seco Não Aromático

4. Riesling Itálico – Cooperativa Vinícola Aurora
5. Chardonnay – Cooperativa Vinícola Nova Aliança
6. Chardonnay – Luiz Argenta Vinhos Finos
7. Chardonnay – Vinícola Góes e Venturini

Categoria: Branco Fino Seco Aromático

8. Sauvignon Blanc – Vinícola Miolo

Categoria: Tinto Fino Seco Jovem

9. Cabernet Franc – Vinícola Salton

Categoria: Tinto Fino Seco

10. Teroldego – Vinícola Monte Rosário – Vinhos Rotava
11. Teroldego – Vinícola Don Guerino
12. Merlot – Vinícola Perini
13. Merlot - Bueno Bellavista Estate
14. Malbec – Vinícola Almaúnica
15. Marselan – Vinícola Dom Cândido
16. Cabernet Sauvignon – Rasip Agropastoril

 
Rapidinhas dos corredores:
 


> Eumar Viapiana esta entusiasmado com a Copa no Mundo no Brasil e com a visibilidade que o vinho brasileiro terá.
> Joarez Valduga da Aprovale comentou sobre a importância do projeto do vinho coletivo do Vale dos Vinhedos trazendo valor agregado e imagem única do Vale.
> O Vale dos Vinhedos passou a ser o segundo polo turístico do RS.
> Os ingressos para a ANV deste ano se esgotaram em apenas 2 horas.
> Em 2013 o vinho brasileiro ganhou 3 mil prêmios internacionais mostrando a ascensão do vinho nacional nos mercados interno e externo.

A Avaliação:

         A Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2013, é organizada pela ABE – Associação Brasileira de Enologia – e neste ano, 309 amostras de vinhos de 6 estados diferentes foram encaminhadas aos avaliadores – um plantel de 120 enólogos brasileiros - que escolheram os 30% representativos da safra. As impressões da safra 2013 das 16 principais amostras foram  compartilhadas por um público de mais de oitocentos avaliadores, enólogos, amantes do vinho, jornalistas e por especialistas de vários países, entre os quais Alemanha, Austrália, Canadá, Chile e Itália. Os vinhos foram selecionados entre os 30% representativos da safra, ou seja, 93 das 309 amostras. Depois de cada amostra degustada, cada participante deu a sua nota e assinalou seus comentários na ficha de degustação com - logo em seguida - o comentário do vinho por um dos 16 especialistas. O resultado refletiu a análise feita pelo corpo de enólogos, que degustaram as amostras durante o mês de agosto, no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho, instituição responsável pela coordenação técnica do evento.

Da avaliação de seleção:

         Os vinhos foram avaliados em 8 sessões, entre os dias 20 a 29 de agosto de 2013, no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho, sempre às 9:30 h. Participaram da avaliação 120 enólogos, todos com experiência em degustação, divididos em 8 grupos (2 sessões/ grupo), com cerca de 15 degustadores/cada sessão. As amostras foram degustadas às cegas, informando-se aos degustadores somente a categoria (grupo) do vinho – sem mencionar o nome da variedade.  Diariamente eram degustadas, aproximadamente, 23 amostras por grupo.  Foi empregada a ficha da O.I.V e União Internacional dos Enólogos, a qual atribui notas em uma escala de 0 a 100 pontos. Para a composição da nota final foram consideradas um total de 10 variáveis, associadas ao Aspecto (Limpidez, Tonalidade), Olfato (Intensidade, Nitidez, Qualidade), Paladar (Intensidade, Nitidez, Qualidade, Persistência) e Avaliação Global. Os vinhos foram servidos nas temperaturas de 10oC (brancos e base para espumantes), 17oC (tintos). A seleção dos 30% melhores vinhos, correspondente a cada categoria, foi feita de acordo com a mediana; para desempate, a média aritmética seguida pelo desvio padrão. Importante salientar que as notas finais de cada vinho foram obtidas a partir do cálculo de 13 a 15 notas (conforme o grupo), o que atribui uma excelente robustez aos resultados. Foi empregado o sistema computadorizado de coleta de dados, com processamento e emissão de relatórios.

115 alunos de Viticultura e Enologia do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e de Enoturismo da Fisul serviram as amostras (foto: Gilmar Gomes)

Mesa reuniu comentaristas de seis países (foto: Gilmar Gomes)
Mario Geisse recebeu o Troféu Vittis - categoria Enológico
Comentaristas nacionais e internacionais teceram elogios a maturidade do vinho brasileiro 
Produtores condecorados entre os 30% mais representativos    
Jornalistas Irineu Fernando Guarnier Filho e Silvia Mascela da Rosa - homenageados com o Troféu Vittis - categoria Amigo do Vinho - ele neste ano, ela em 2012
Renato Borghetti Fez o show de encerramento
   
Este colunista participou a convite da ABE – Associação Brasileira de Enologia

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Na ANV e com os amigos

 
Hoje é dia de subir a Serra e encontrar os amigos de imprensa e do vinho no jantar que antecede mais uma Avaliação Nacional de Vinhos, em Bento Gonçalves, que ocorrerá amanhã, no Parque de Eventos. Depois do jantar no excelente restaurante Mamma Gemma, do competente Altemir Pessali, no Vale dos Vinhedos, o amigo, sommelier e jornalista uruguaio Daniel Arraspide e sua esposa e fotógrafa Andrea Fontes farão uma degustação especial no Farina Park Hotel de rótulos uruguaios, desta vez acompanhado da querida Nani Bidegain, sommelier da Bodega Bouza, de Montevidéu. Juntar-se-ão a este grupo os jornalistas Danilo Ucha, Silvia M. Rosa (homenageada na última ANV), Janquiel Mesturini e Lu Masiero, da Conceito e mais alguns ilustres membros da imprensa especializada em enologia.
 
 
Até mais!   

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Uma massa mitológica!


Diz a lenda que o tortellini surgiu para homenagear o umbigo de Vênus, deusa do amor e da beleza!
 
      
         Seguidamente tortellini e capelleti são confundidos pelos apreciadores da boa cozinha, mas diferenciam-se principalmente pelo tamanho, pela espessura da massa e pelo recheio, pois o primeiro é menor e tem a massa mais fina do que o segundo. Além disso, dizem que o tortellini é mais antigo que o capelleti, teve sua origem no século XII. Mas ambos são típicas receitas da Emília-Romanha, na região setentrional da Itália. A etimologia do nome sugere que tortellini advenha de "turtellus", um alimento típico nos antigos monastérios que por sua vez derivaria de "tortula", pão rústico salgado e recheado, conhecido desde há quase dois mil anos. Mas reza a lenda que a massa nasceu na localidade de Castelfranco Emilia, na estrada que liga Bolonha a Modena, inspirada no umbigo de Vênus, deusa do amor e da beleza. E foi inspirado neste umbigo que apresento a receita da Salada de Tortellini ao Pesto e Aspargos
 

Ingredientes:
(para 4 pessoas)

500g de tortellini de queijo
200g de aspargos verdes frescos
50 ml de molho pesto
2 colheres de sopa de azeite de oliva extra- virgem
50g de queijo parmesão ralado
Sal a gosto
Folhas de manjericão
Pimenta preta moída na hora a gosto

Preparo:
Cortar os aspargos removendo as suas pontas duras e cortá-los pela metade. Branquear os aspargos colocando-os em uma panela de água fervente por cerca de 2 minutos. Escorrer e leva-los em seguida a uma tigela com água gelada para parar o cozimento. Reservar. Cozinhar o tortellini em água fervente, conforme o tempo previsto na embalagem. Escorrer e juntar o pesto no tortellini ainda quente. Adicionar o azeite de oliva, o queijo parmesão, sal e pimenta e misturar delicadamente. Adicionar os aspargos e misturar. Levar à geladeira por algumas horas antes de servir. Regar com um toque de azeite de oliva, decorar com manjericão e servir.

Você sabia:
 
Segundo o imaginário popular, entretanto, seria mais antigo. Muitos italianos acreditam que o tortellini nasceu em tempos mitológicos. Reza a lenda que no fim do século 18, um engenheiro chamado Giuseppe Ceri disse que a massa nasceu na localidade de Castelfranco Emilia, na estrada que liga Bolonha a Modena, inspirada no umbigo de Vênus, deusa do amor e da beleza. Após uma noite de amor a três, da qual participaram Baco, deus do vinho e da embriaguez, e Marte, deus da guerra, ela acordou sozinha. Acreditando ter sido abandonada, chamou o dono da hospedagem para saber se os parceiros haviam partido. Sua nudez extasiou o homem, que desceu à cozinha e fez uma massa reproduzindo o divino umbigo. Uma história parecida, com outros personagens, fala de um taverneiro que espiou uma bela mulher pelo buraco da fechadura. Igualmente deslumbrado, homenageou o umbigo feminino com uma massa recheada.