terça-feira, 11 de maio de 2021

Casa Pedrucci Reserva Nature 2018 - um nature obra-prima!

 

Acompanho e conheço o enólogo Gilberto Pedrucci há um bom tempo e sempre chamou-me a atenção o seu foco na busca da excelência produtiva dos espumantes que a sua Casa Pedrucci, de Garibaldi, na Serra Gaúcha. E nestes últimos anos vêm colhendo os frutos deste seu incansável trabalho na vinificação, acumulando prêmios e méritos de seus rebentos espumosos! 

Um destes bons espumantes é o Casa Pedrucci Reserva Nature 2018 elaborado pelo método tradicional e como o nome diz, um Nature, ou seja, não leva adição de açúcar no licor de expedição. É elaborado com as uvas Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico, e permanece em autólise por 30 meses maturando as leveduras dentro da garrafa.

Possui coloração amarelo dourado e com perlage intenso e fino formando uma bela coroa. Ao olfato lança aromas que envolvem leve tostado, frutas secas, passas brancas, cítrico e brioche. Em boca plena de paladar, com acidez e cremosidade equilibrada, seca, muito frescor e amplo e elegante final.

Faz ótimo par com tudo aquilo que a sua imaginação permitir, inclusive o arroz de mexilhões!

Possui 12,5% de graduação alcoólica e o ideal é degustá-lo na temperatura de 4 a 6oC.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quinta-feira, 6 de maio de 2021

O estrogonofe de cogumelos da Mamãe!

  

A combinação perfeita: shimeji e shitake para o Dia das Mães


Fonte de vitaminas do complexo, os cogumelos são alimentos que ajudam a fornecer energia ao corpo e desempenham um importante papel no sistema nervoso e na produção de hormônios. Nesse Dia das Mães, prepare o Estrogonofe de Cogumelos delicioso para comemorar essa data tão especial! A chef e docente do Senac Santa Cruz do Sul, Cátia Leal ensina passo a passo para você conquistar sua mãe duplamente, pelo coração e pelo estômago! Confira as dicas e bom proveito!

 


Ingredientes:
(para 5 porções)
 
Meia cebola pequena finamente cortada
1 dente de alho picado finamente
2 colheres de sopa ervas frescas (tomilho, orégano, e cebolinha) 
2 colher de sopa de Azeite de oliva 
200 g de shimeji preto 
200 g de shimeji branco
200 g de shitake
Meio tomate cortado em cubos (sem pele)
350 g de requeijão
Sal a gosto
Pimenta do reino moída na hora a gosto
3 colheres de sopa de salsinha picada

 

Preparo:


Em uma panela, refogue a cebola no azeite de oliva, quando ela murchar, coloque o alho e as ervas até que libere perfume, adicione todos os cogumelos picados grosseiramente ou em pequenos buques e refogue por 5 minutos. Acrescente os tomates em cubos o sal e a pimenta do reino, misture. Coloque o requeijão e misture bem.  Apague o fogo e coloque a salsinha. Sirva com arroz branco, batata palha ou batata rústica e uma salada bem colorida.


Você sabia?

O shimeji é um cogumelo rico em proteínas, fibras, minerais e vitaminas, além de possuir uma baixa quantidade de calorias. É rico em fósforo, magnésio, vitamina B3 e potássio, sendo um ótimo aliado no controle da pressão arterial. Dentre seus benefícios, pode-se destacar a ação antimicrobiana, antioxidante e melhora na digestão, além de ajudar a controlar o diabetes, colesterol e melhorar a imunidade. Seu gosto também agrada muitos paladares, tanto, que é muito comum em restaurantes de comida japonesa. Como esse é um ingrediente que conta com uma grande quantidade de proteínas, ele é uma ótima opção para quem não consome carnes, mas também é muito bem-vindo no prato de quem as consome já que é super nutritivo e tem um gosto ímpar. O shimeji é um dos cogumelos mais saborosos na culinária, e pode ser preparado de forma rápida, apenas com um refogado na manteiga ou no azeite.

A todas as mães, parabéns pelo seu dia!

terça-feira, 4 de maio de 2021

Esporão Bico Amarelo 2020 - um belo Vinho Verde!

 


Talvez esta seja a região produtiva mais popular de Portugal, Vinhos Verdes DOC, localizada na província do Minho, no noroeste de Portugal quase na divisa com a Espanha e margeada pelo Oceano Atlântico. Tal região recebe a brisa do Atlântico em seu solo rochoso composto por granitos. Tais vinhos podem ser brancos, tintos, rosés ou espumantes e sempre carregam elevada acidez, uma de suas características mais marcantes pois a colheita das uvas é realizada antes do ponto máximo de maturação, trazendo também um álcool mais baixo devido a menos açúcar na uva. O vinho verde foi o primeiro tipo de bebida a ser exportada de Portugal para outras regiões da Europa juntamente com o bacalhau português.

Um destes representantes dos Vinhos verdes é o branco Bico Amarelo 2020  - um blend com as castas Loureiro, Alvarinho e Avesso - produzido pela centenária Herdade do Esporão, gigante portuguesa do mundo dos vinhos. Possui bela coloração amarela com reflexos esverdeados. Ao ser aberto imediatamente libera seus agradáveis aromas frutados cítricos tropicais e florais com aquele contorno mineral – percebe-se jasmim, pêssego, pêra, melão e damasco. Em boca é fresco, jovem, com acidez presente e amplo final. Possui menos dolçur e quase nada de frisância como seus pares da mesma região.   

Pelas suas características faz perfeita harmonização com peixes e frutos do mar, comida japonesa e mesmo preparos com bacalhau.

Possui 11,5% de graduação alcoólica e o ideal é degustá-lo na temperatura de 8 a 10oC.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quinta-feira, 29 de abril de 2021

A empanada!

 

Esta delicia espanhola que se espraiou pela América do Sul. Saiba como prepará-la aqui!

 

A empanada nasceu na Pérsia há centenas de anos atrás e foram levadas a Espanha e de lá atravessou o Atlântico chegando a América junto com os colonizadores espanhóis. A palavra empanada vem de “in-panis” e “in-panata” e significa “transformar em pão”. A massa nascida simples recebeu manteiga, gordura e recheios mais criativos e se espalhou pelos demais países latinos entre eles o Brasil. A empanada se assemelham a pastéis de forno e pode ser recheada com carnes, legumes, frutos do mar, frutas, queijos, frutas secas ou cristalizadas entre outras tantas coisas, possuem formato de meia lua e seu fechamento é um enrolado característico chamado de repulgue, só possível de se fazer com a mão. A seguir, saiba como preparar a empanada recheada com carne picada.

 


Ingredientes:

Massa:


300 ml de água
100 g de manteiga derretida
2 colheres de chá de sal
600 g de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó
4 gemas peneiradas (para pincelar as empanadas antes de assar)
 
Recheio:


300 g de carne bovina magra
3 colheres de sopa de azeite de oliva
1 cebola picada
1 dente de alho
1 cebola picada
1 colher de chá de cominho
Sal e pimenta do reino à gosto

 

Preparo:

Recheio:

Pique a carne em cubos de cerca de meio centímetro. Em uma panela média, em fogo médio, doure a cebola e o alho no azeite de oliva e junte a carne mexendo sempre para ficar bem soltinha. Tempere com o cominho, a pimenta e o sal. Refogue brevemente, por uns 2 minutos. Desligue o fogo e reserve pois tem que ser usada fria.

Massa:

Em um recipiente, misture a água, a manteiga, o sal e o fermento e a farinha aos poucos até obter uma massa homogênea, não sovar. A seguir, envolva a massa em filme plástico e deixe descansar por 30 minutos na geladeira.

Montagem:

Após esse tempo, divida a massa 8 partes iguais (se preferir maiores divida em 6 partes). Abra os discos e recheie cada um. Feche as bordas, formando as empanadas. Arrume as empanadas lado a lado em uma assadeira, dando espaço entre elas. Pincele com a gema e leve ao forno médio (180°C) preaquecido por cerca de 20 minutos ou até que dourem. Sirva.

  

Você sabia?



Os persas constituíram uma das mais importantes civilizações da Antiguidade. A Pérsia se localizava, principalmente, ao leste da Mesopotâmia, no atual território ocupado pelo Irã, que era chamado de Pérsia até 1935, quando mudou seu nome. Os persas se estenderam por um largo território. Dentre as suas conquistas destacamos: a Babilônia, o Egito, os Reinos da Lídia, Fenícia, Síria, Palestina e as regiões gregas da Ásia Menor. Quem deu início ao Império Persa foi Ciro, o Grande (560 a.C – 529 a.C). Porém, o desenvolvimento da civilização se deve, principalmente a Dario I, o Grande. Este foi o responsável por grandes construções, principalmente a Estrada Real, cujo objetivo era manter a hegemonia dos povos conquistados. Seguiu-se Dario I, Xerxes I, Artaxexes I até o último imperador, Dario III, derrotado por Alexandre, o Grande.

*fonte: www.todamateria.com.br

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Mysterius - o primeiro vinho fino em lata da Guatambu!

 


A Guatambu Estância do Vinho, de Dom Pedrito na Campanha Gaúcha, lançou seu primeiro vinho em lata – muito comum na Europa mas recente no Brasil. O foco mira o jovem consumidor que estão bebendo mais vinho desde o início da pandemia, segundo estudo da Dotz o jovem de até 30 anos consumiu 38% a mais, o que indica uma mudança no comportamento de compra e hábitos de consumo. 

De olho neste nicho a Guatambu desenvolveu o vinho MysteriusSão duas opções: O Mysterius Veraz é um vinho tinto seco (com 14% de graduação alcoólica) um corte de Cabernet Sauvignon, Tempranillo e Tannat; o Mysterius Intuição é um espumante (com 11,5% de graduação alcoólica) como deve ser: com aromas, borbulhas e todo o frescor. E a safra 2020 considerada a “safra das safras” do vinho brasileiro é que deu origem a estes descolados vinhos. O Mysterius é um vinho em lata, que traz inúmeros benefícios: é reciclável e diminui o desperdício e além disso, devido ao isolamento com o ambiente externo, a vedação à entrada de luz, a lata esfria mais rápido, protege o vinho dos raios UV e preserva todo o seu sabor. As ilustrações da lata são do artista plástico Fabio Issao.

Na harmonização o Veraz vai bem com carnes assadas e legumes grelhados, queijos médios e vários risotos, já o Intuição combina com canapés, saladas, frutos do mar e carne de frango.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

terça-feira, 27 de abril de 2021

Enólogos e agrônomos comentam a safra 2021 do vinho brasileiro

 

De forma inédita, ABE promove fórum online gratuito para falar da qualidade, diversidade, desafios e curiosidades da última colheita da uva em todo o Brasil



Um vinhedo leva umas três safras para começar a produzir, assim como um vinho precisa de meses e até anos para ser elaborado. Com a pandemia do Coronavírus, a Associação Brasileira de Enologia (ABE) precisou se reinventar para seguir seu trabalho de qualificar enólogos e promover o vinho brasileiro. O Brazil Wine Challenge, o Dia do Vinho Brasileiro e a surpreendente Avaliação Nacional de Vinhos, que chegou na casa de apreciadores de 24 estados brasileiros no ano passado, são exemplos dessa nova atuação. Com os desafios, avistaram-se novas oportunidades e pela primeira vez a entidade estará reunindo nove enólogos e agrônomos de diferentes regiões produtoras para falar do desempenho da Safra 2021. Será no dia 29 de abril, às 20h, no canal da ABE no Youtube. É o Fórum Direto do Vinhedo.

O presidente da ABE, enólogo André Gasperin, conduzirá o papo que poderá ser acompanhado por qualquer pessoa interessada no assunto. “Queremos mostrar um Brasil Vitivinícola que muita gente não conhece. Falar das características de cada terroir, do que vem sendo feito em cada região, das variedades que melhor se adaptaram, das boas surpresas, dos desafios, enfim, de como se comportou a Safra 2021 em cada um desses lugares”, destaca.

Os outros oito enólogos e agrônomos convidados pela ABE para participar deste encontro são Ana Paula Barros (Agreste, Chapada Diamantina e Vale do São Francisco), Átila Zavarise (Serra Catarinense), Carlos Abarzúa (Serra Gaúcha - Espumantes), Dirceu Scottá (Serra Gaúcha – Vinhos Tranquilos), Gabriela Hermann Pötter (Campanha Gaúcha), Isabela Peregrino (Minas Gerais e São Paulo), Marcos Vian (Distrito Federal, Goiás e Paraná) e Silvano Michelon (Campanha Gaúcha e Serra do Sudeste). Eles vão compartilhar suas experiências junto ao vinhedo, relatando o comportamento em cada estação do ano e os reflexos do clima na produção da uva. A proposta também quer mostrar como o Brasil evoluiu em tecnologia, especialmente na área enológica e de viticultura, e como isso reflete diretamente na qualidade dos vinhos.

Um dos assuntos que ganhará atenção na pauta dos profissionais é o manejo nos vinhedos, além da compreensão de cada terroir, determinantes para garantir uma safra de qualidade e com grande volume. Se por um lado a iniciativa troca experiência no meio técnico, por outro dá subsídios aos consumidores, antecipando tendências e tipos de produtos que irão chegar ao mercado com qualidade superior.

SERVIÇO

O que? Fórum Direto do Vinhedo

Quando? 29 de abril de 2021, das 20h às 21h

Onde? Canal da ABE no youtube

Participantes:

Enólogos e regiões

Ana Paula Barros – Agreste, Chapada Diamantina e Vale do São Francisco

Átila Zavarise – Serra Catarinense

Carlos Abarzúa – Serra Gaúcha (Espumantes)

Dirceu Scottá – Serra Gaúchas (Vinhos tranquilos)

Gabriela Hermann Pötter – Campanha Gaúcha

Isabela Peregrino – Minas Gerais e São Paulo

Marcos Vian – Distrito Federal, Goiás e Paraná

Silvano Michelon – Campanha Gaúcha e Serra do Sudeste

Mediação: André Gasperin, presidente da ABE

quinta-feira, 22 de abril de 2021

A pasta alla Norma!

 Uma receita que é uma obra prima!


Vêm lá da Itália, mais precisamente da Sicília, onde nasceu no século XIX a receita de hoje! A Pasta alla Norma recebeu este nome porque foi inspirada na ópera “La Norma” do compositor italiano Vincenzo Bellini, nascido em Catânia, na Sicília, em 1801. Tal molho, de tão saboroso, só podia ser comparado a uma opera a altura de La Norma e para tanto, conta a história que o dramaturgo catanese Nino Martoglio, quando diante do prato de pasta com tomates, temperados com berinjela, ricota e manjericão fresco, exclamou: "Questa è una vera Norma!" “Esta é uma verdadeira Norma”, uma verdadeira obra-prima!

 



Ingredientes:
(para 4 pessoas)
 
500g de massa
2 dentes de alho picadinhos
12 folhas de manjericão
2 berinjelas médias
3 tomates bem maduros picados
4 colheres de azeite de oliva
200 g de ricota ralada
Sal e pimenta do reino a gosto

 

Preparo:

 

Corte as berinjelas em fatias bem finas e deixe-as num escorredor salpicadas com um punhado de sal grosso para extrair a água e o amargor. Aqueça o azeite de oliva numa panela e doure o alho em seguida junte os tomates. Cozinhe até desmanchar depois bata no liquidificador e devolva a panela juntando metade do manjericão. Lave as berinjelas na água fria e leve-as a frigideira com duas colheres de azeite de oliva para fritar, virando uma vez. Leve a massa para cozinhar. Corte as berinjelas em tiras e junte ao molho de tomate. Escorra a massa e junte a mistura mexendo bem para incorporar os ingredientes e some a ricota e o manjericão restante. Sirva quente e corra para o abraço!