segunda-feira, 20 de junho de 2016

Van Zellers Alentejano 2011 - um bom português

Os vinhos portugueses que chegam ao Brasil geralmente oferecem uma relação custo-benefício interessante, afinal o terroir, a tecnologia e o tempo de atividade são variáveis que facilitam a entrega da bebida comercializada. Cristiano van Zeller é um dos enólogos responsáveis pela vinícola Van Zellers & Co, com mais de duzentos anos de viticultura, produtora do tinto Van Zellers Alentejano 2011 produzido com um blend das uvas Trincadeira, Syrah, Alicante Bouschet e Touriga Nacional no Alentejo português.  

Possui coloração vermelho granada muito brilhante. O nariz traz frutas vermelhas maduras – cereja, ameixa em compota - toque da barrica, violetas e especiarias. Em boca inicia alcoólico e quente, é suculento e equilibrado, com muito frescor e fruta e especiaria – anis, alcaçuz e canela - além de um toque picante. Taninos suaves e média persistência impulsionada pela boa acidez.

Possui teor alcoólico de 14,5% e o ideal é degusta-lo na temperatura de 17oC.

Amadurece em barricas de carvalho francês de segundo, terceiro e quarto uso por cerca de 10 meses.  

Faz ótima companhia a carnes vermelhas grelhadas, assadas no forno ou preparadas na panela, também com legumes salteados, rabada, molhos estruturados e queijos duros.

Você encontra os vinhos Van Zeller na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51)3711.3665 e site www.weinhaus.com.br.     


E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O chocolate quente com vinho!


Parece improvável, mas a mistura destes dois ingredientes além de saborosa aquece – e muito – nestes dias frios!

Dizem alguns estudos que a civilização Olmeca no Golfo do México foi a primeira a aproveitar o fruto do cacaueiro depois seguido pelos Maias, Toltecas, e Aztecas. Cristóvão Colombo levou o cacau para a Europa por volta de 1500 e algum tempo depois os espanhóis começaram a agregar açúcar, leite, cerveja, especiarias e outros adoçantes a bebida, tornando-a menos amarga e passaram a tomar o líquido quente. Com a evolução da indústria o cacau virou chocolate, passou a ser oferecido em pó e o os dias atuais chegaram. E como o outono gelado está assolando até mesmo o sudeste e centro-oeste brasileiro, a mistura do chocolate quente com outra bebida que é uma instituição etílica – o vinho – chegamos a este resultado surpreendente: o chocolate quente com vinho! Acompanhe.

Ingredientes:
(para 2 pessoas)

1/2 xícara de leite
1/2 xícara de creme de leite
50 gramas de chocolate amargo (gosto de derreter a barra)
1/2 xícara de vinho tinto seco
1 gema
1 colher (chá) de açúcar

Preparo:


Aqueça o leite até começar a ferver. 

Bata a gema com o açúcar até obter um creme homogêneo. 

Adicione, aos poucos, o leite a este creme, mexendo sempre. 

Devolva o líquido à panela, acrescente o chocolate e mexa com um batedor de arame – fouet - até o chocolate derreter totalmente. 

Mexa por cerca de 5 minutos em fogo baixo até engrossar. 

Desligue o fogo, acrescente o vinho e sirva em seguida.




terça-feira, 14 de junho de 2016

Top Ten Expovinis 2016 - os 10 vinhos elegidos

A Expovinis 2016 iniciada hoje elegeu os melhores vinhos do evento, o concurso Top Ten, divididos por categorias.  A feira que é uma das maiores da América Latina  ocorre em São Paulo nos pavilhões do ExpoCenter Norte e vai até quinta.  


Confira os premiados no TOP TEN Expovinis 2016

Espumante nacional
Gran Legado Brut Champenoise
Espumante importado
Hunter Miru
Branco brasileiro
Don Guerino Sinais SB
Branco importado
Gomila Single Vineyard Selection SB
Rosado
Domaine D’estienne Coteaux Varois en Provance 2015
Tinto brasileiro
Lidio Carraro Agnus Tannat
Tinto Novo Mundo
Ballena Azul Family Reserve
Tinto Velho Mundo Península Ibérica
Clos del Mas Bodega Pinard
Tinto Velho Mundo
IL Brecciolino Castelvecchio
Fortificado e Doces
Quinta do Sagrado Vintage 2011


#provei&curti



"Tem algo que sou viciado... viciado ao ponto de no restaurante Mestiço em São Paulo eu comer mais de uma porção e é servido como entrada e muitas vezes peço delivery apenas disso em casa... Chama-se KRATHONG-THONG, uma entrada de origem tailandesa. 

São cestinhas de massa crocante, recheadas com frango, milho e especiarias. Pra resumir, eu corro sempre o risco de esquecer o prato principal! #proveiecurti

Carlos Ferreirinha,  administrador, consultor especializado em Inteligência da Gestão do Luxo, de São Paulo  


Confira a lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo 2016 - Osteria Francescana, Modena, Itália é o número 1

E saiu a tão esperada lista da revista inglesa Restaurant Magazine contemplando os 50 melhores restaurantes do mundo de 2016. E o grande vencedor foi o Osteria Francescana, de Modena, na Itália, comandado pelo chef Massimo Bottura. O ganhador do ano passado, o espanhol El Celler de Can Roca ficou em segundo lugar seguido do Eleven Madison Park de Nova Iorque.


O brasileiro D.O.M. do chef Alex Atala ocupa a décima primeira colocação do ranking.



Confira a lista completa:

1. Osteria Francescana - Italia
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2. El Celler de Can Roca - Espanha
3. Eleven Madison Park – Estados Unidos
4. Central - Peru
5. Noma - Dinamarca
6. Mirazur - França
7. Mugaritz - Espanha
8. Narisawa – Tóquio
9. Steirereck - Austria
10. Asador Etxebarri - Espanha
11. D.O.M. - Brasil
12. Quintonil - México
13. Maido - Peru
14. The Ledbury – Inglaterra
15. Alinea – Estados Unidos
16. Azurmendi - Espanha
17. Piazza Duomo, Italia
18. White Rabbit - Russia
19. Arpège - França
20. Amber - Hong Kong
21. Arzak - Espanha
22. The Test Kitchen – África do Sul
23. Gaggan - Tailândia 
24. Le Bernardin – Estados Unidos
25. Pujol - Mexico
26. The Clove Club - Inglaterra
27. Saison – Estados Unidos
28. Geranium - Dinamarca
29. Tickets - Espanha
30. Astrid y Gastón – Peru
31. Nihonryori RyuGin - Japão
32. Restaurant André - Singapura
33. Attica - Australia
34. Restaurant Tim Raue - Alemanha
35. Vendôme - Alemanha
36. Boragó - Chile
37. Nahm - Tailândia
38. De Librije - Holanda
39. Calandre - Italia
40. Relae - Dinamarca
41. Faviken - Suécia
42. Ultraviolet by Paul Pairet - China
43. Biko - Mexico
44. Estela – Estados Unidos
45. Dinner by Heston Blumental - Inglaterra
46. Combal Zero - Italia
47. Schloss Schauenstein - Suiça
48. Blue Hill at Stone Barns – Estados Unidos
49. Quique Dacosta - Espanha
50. Septime - França








segunda-feira, 13 de junho de 2016

G7 Reserva Carmenère 2013 - quem disse que a Viña Carta Vieja não produz bons rótulos?


A casta Carmenére é prima da Cabernet Sauvignon e ambas originárias de Bordeaux, na França. Foi redescoberta no Chile no início da década de 90 onde até então era tida como Merlot mas com amadurecimento diferente e hoje forma vinhos que são o cartão de visitas daquele país.
Tal uva produz vinhos estruturados, corpulentos e marcantes. Exigem um tempo de envelhecimento antes de serem consumidos, sob pena de estarem muito “verdes” ou seja, com acidez, adstringência fruto de taninos agressivos.
Um dos produtores que oferecem vinhos com ótimo custo benefício é a Viña Carta Vieja e um de seus bons representantes é o G7 Reserva Carmenère 2013.
Possui cor rubi violáceo, apresenta aromas com frutas negras, herbáceo - orégano, eucalipto - tostado, couro, tabaco, chocolate e um toque mineral. Boca com fruta em compota, chocolate e toque herbáceo. Madeira e acidez presente, amplo e persistente. Retrogosto agradável mas com leve amargor final. 
Possui 13,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 18oC.
Harmoniza com carnes vermelhas grelhadas, feijoada e fondue de carne.
Você encontra vinhos Carmenére na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, em Santa Cruz do Sul, fone (51)3711.3665 e site www.weinhaus.com.br     
E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!
 

sábado, 11 de junho de 2016

Brasil, Argentina, Portugal e Uruguai levam Grande Ouro no 8º Brazil Wine Challenge

Grande Ouro para Brasil, Argentina, Portugal e Uruguai - 8º Brazil Wine Challenge, realizado na Serra Gaúcha de 7 a 10 de junho com a chancela da OIV, premiou 187 rótulos de 623 inscritos por 17 países


Durante três dias, Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, viveu mais um grande momento do mundo do vinho. O VIII Brazil Wine Challenge, realizado de 7 a 10 de junho, reuniu 53 especialistas nacionais e internacionais para avaliarem 623 amostras de vinhos e espumantes vindas de 17 países. Os rótulos premiados no único concurso brasileiro com a chancela da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos (UIOE), foram conhecidos no jantar de encerramento desta sexta-feira, 10, no SPA do Vinho Hotel & Condomínio Vitivinícola, no Vale dos Vinhedos. Brasil, Argentina, Portugal e Uruguai foram as estrelas da noite.


Realizado pela Associação Brasileira de Enologia (ABE) e pela Revista Adega, o Brazil Wine Challenge reuniu rótulos da África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Hungria, Itália, Nova Zelândia, Portugal e Uruguai, consolidando-se como um dos mais importantes das Américas. Das 623 amostras inscritas, 30% foram premiadas, ou seja, 187 medalhas, sendo quatro Grande Ouro, 113 Ouro e 70 de Prata. O Brasil, por ser o país sede e reunir o maior número de amostras inscritas, alcançou 114 medalhas, seguido por Portugal com 34, Uruguai com 12, Argentina com 10, Chile com sete e Alemanha com três. Austrália, Estados Unidos, França, Grécia e Nova Zelândia obtiveram uma medalha cada.

O grande destaque caiu sobre Brasil, Argentina, Portugal e Uruguai, países que ostentaram as quatro Grandes Medalhas de Ouro. Isso significa que estes quatro rótulos se sobressaíram sobre os demais com pontuação acima de 93 pontos. “A conquista de cada Grande Ouro é sempre muito comemorada por qualificar não apenas o evento, mas também por mostrar na taça que produtos de excelência são elaborados no mundo todo. O Brasil estar entre eles, representado por uma vinícola familiar, é motivo de orgulho para todos nós”, comemora o presidente da ABE, enólogo Juliano Perin. Segundo ele, o Brazil Wine Challenge possui expressiva representatividade no número e na procedência de amostras, reafirmando o potencial dos vinhos e dos especialistas brasileiros, capazes de se manter no mesmo patamar de nomes internacionais.
 
Juliano Perin, presidente da ABE
Para o vice-presidente do concurso e publisher da Revista Adega, Christian Burgos, o trabalho está apenas começando. “Fechamos o Brazil Wine Challenge com chave de ouro, o que nos motiva a dar início a um intenso trabalho de divulgação junto ao mercado. Temos um calendário de ações que inclui degustações e eventos com consumidores e ações com a imprensa para apresentar o que descobrimos de melhor na taça”, comenta.


Foram 12 horas de degustações. Os seis júris, formados por cinco especialistas cada, além do presidente da mesa, provaram vinhos, espumantes, vinhos licorosos e destilados. Todo concurso contou com um sistema de avaliação totalmente informatizado, que garantiu maior agilidade e segurança na captação e tabulação dos dados. Implantado ainda na edição de 2010, o sistema apresentou excelente desempenho, colocando a avaliação entre as mais organizadas do mundo.

Grande Ouro:

Viñavida - Viñavida Business Class Malbec Reserva  2013      Argentina

Milantino Vinhos Finos -  Milantino Gran Reserva 2005      Brasil        
           
Quinta de Lemos - Quinta de Lemos Dona Georgina 2009      Portugal    
                        
Bodega Rodriguez Bidegain - Aripuca Licor de Vino Tannat 2014      Uruguai                                                                                                                                                                                * fotos de Jeferson Soldi