quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Vindima do Vale dos Vinhedos na Serra Gaúcha espera 70 mil turistas

 

Colheita da uva responde pelo segundo maior fluxo de visitantes do ano. Em 2013, o Vale dos Vinhedos recebeu 283 mil turistas, sendo 60 mil só no primeiro trimestre do ano
 

 
O período da Vindima no Vale dos Vinhedos é a segunda melhor época do ano para o enoturismo. Entre os meses de janeiro a março, quando ocorre a colheita da uva, milhares de turistas de todas as regiões brasileiras, inclusive do exterior, são aguardados pelos empreendedores da uva e do vinho que apostam em atrativos diferenciados para o período. A estimativa é de que mais de 70 mil visitantes passem pelo roteiro até o final da vindima, que abre oficialmente dia 1º de fevereiro com um evento que celebra a colheita e pisa das uvas, bênção dos vinhedos e um autêntico filó italiano com jogos típicos, produtos coloniais e cantoria.

Embalado pelos prazeres e experiências que o mundo do mundo proporciona, o número anual de visitantes no Vale dos Vinhedos não para de crescer. Em 2001, quando a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) começou a registrar o volume, o fluxo no roteiro era de 45 mil turistas. Em 2013, este número foi de 283.240 turistas, um aumento de 529%. Se comparado a 2012, o incremento foi de 14%, índice que vem crescendo ano a ano. A expectativa para este ano é de um crescimento de 10% a 15%.

Além do inverno, a vindima também tem um forte apelo para atrair os visitantes ao Vale. Apostando na colheita da uva, os empreendimentos lançam atrativos diferenciados que permitem ao turista viver experiências diversas em torno da cultura do vinho. “Quem visita o Vale dos Vinhedos em qualquer época do ano se encanta com a paisagem do lugar, a qualidade de nossos vinhos e espumantes e da gastronomia, a exclusividade de nossos hoteis e pousadas, mas é na vindima que a alegria toma conta”, destaca o presidente da Aprovale, Juarez Valduga.

 
Abertura da Vindima
 

 
A Vindima no Vale dos Vinhedos será aberta oficialmente no dia 1º de fevereiro em um evento que reúne comunidade, soberanas, autoridades e turistas. Juntos, eles participam da colheita e pisa das uvas no Parreiral Modelo, seguindo para a celebração religiosa e o filó italiano com degustação de vinhos e espumantes de vinícolas do Vale. O evento, promovido pelo Hotel Villa Michelon com o apoio da Aprovale, inicia às 18h, no Parreiral Modelo no entorno do hotel. A partir das 19h, no Salão da Comunidade do 8 da Graciema, acontece a bênção seguida pelo filó. O valor do ingresso é R$ 35 e pode ser adquirido no hotel. Informações pelo telefone 54 2102.1800.

A partir daí, a programação é intensa, recheada de atrativos em vinícolas, restaurantes, hotéis, pousadas e cafés. O turista pode optar em participar de um dia de colheita com pisa das uvas, do colazione (típico café da manhã), curso de degustação de vinhos, almoços e jantares harmonizados com cardápios especiais, sabrage, visitas guiadas, piquenique nos vinhedos, chá da tarde.

Confira a programação completa no link abaixo ou no site www.valedosvinhedos.com.br.

 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Livro Os Banquetes do Imperador traz coleção de cardápios de D. Pedro II

 

Livro resgata a formação da gastronomia sofisticada no Brasil por meio de menus personalizados, confeccionados artisticamente no século 19

 

Guardada por mais de um século pela Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, parte da coleção de menus de D. Pedro II será divulgada agora em Os Banquetes de Imperador – Receitas e historiografia da gastronomia no Brasil do século XIX, obra literária de autoria dos chefs Francisco Lellis e André Boccato. Durante três anos, os dois pesquisadores analisaram a Coleção Thereza Christina, composta por mais de mil cardápios coletados pelo último imperador do Brasil. Destes, os autores selecionaram 130 peças, escolhidas devido à beleza gráfica, à importância gastronômica dos pratos ou, ainda, pelo registro de viagens. Como resultado, a publicação resgata a raiz da formação da gastronomia no Brasil, contextualizando o leitor sobre a existência da culinária sofisticada no século 19, tanto na França como em outras partes do mundo. Destaca, ainda, o mérito das artes gráficas e do design na Belle Èpoque no embelezamento dos menus e na divulgação de produtos brasileiros no exterior. O livro foi escolhido como Melhor Livro de História e Gastronomia no Prêmio Gourmand Brasil e concorrerá na mesma categoria no Mundial que acontece esse ano em Pequim.

 No capítulo introdutório, os autores traçam o cenário histórico do Brasil na época de D.Pedro II, no qual descrevem os hábitos do imperador e das pessoas próximas a ele. Comentam também sobre os cardápios impressos que eram usados como propaganda oficial do governo brasileiro na Europa para incentivar o consumo de mate e café.

Na sequência, Boccato e Lellis explicam a origem da palavra cardápio e apresentam diversos menus, classificados por temas distintos: nos navios, no exterior e no Brasil. Escritos em sua grande maioria em francês - língua oficial da gastronomia do século 19 - estes cardápios proporcionam uma visão inédita do nascimento da gastronomia nacional ao mostrarem as primeiras referências históricas de alguns pratos como, por exemplo, o Churrasco do Rio Grande, ou o vatapá, como prato comum da época.

Os autores destacam a realização dos primeiros eventos gastronômicos no Brasil, nos quais se observa uma tendência de abrasileirar as receitas européias. Como exemplo, podem-se citar o Dinde a la brèsilienne, Galantine de jacú, Inhambu à la chasseuse, Badejo bouilli a la orly, Feijuade, Salmis de sabià, entre outras.  Algumas receitas também são apresentadas em sua redação original aplicadas em louças da família real, fotografadas no Museu Mariano Procópio, em Minas Gerais.

A obra reúne ainda alguns ícones históricos, como o cardápio mais antigo do Brasil, datado de 1858, que trazia os peixes bijupirá e a garoupa, o abacaxi, os fios de ovos, o queijo de minas; o Menu Abolicionista, com pratos batizados em homenagem aos principais abolicionistas; e o Menu do Baille da Ilha Fiscal -  o emblemático evento realizado no Rio do Janeiro, que encerrou o Império.

André Boccato é um dos autores
            
Para finalizar, Boccato e Lellis comentam sobre a influência europeia na gastronomia nacional e apresentam uma linha do tempo, que vai de 1450 a 1894, traçando, por meio dos livros de culinária disponíveis no período, a história gastronômica de Portugal e do Brasil.

 
Sobre os autores:

André Boccato: é fotógrafo, jornalista, chef de cozinha experimental e editor especializado em gastronomia.  Foi diretor do Museu de Imagem e do Som (MIS) e curador de gastronomia para Bienal do Livro de São Paulo. É o curador do evento Cozinhando com Palavras, também apresentado recentemente na Feira do Livro de Frankfurt. Também é autor de dezenas de títulos de gastronomia e colecionador de menus da belle époque francesa. 

Francisco Lellis: é mestre pela Universidade de Paris-Norte e pela Universidade de Nanterre. Atuou em vários restaurantes na França, como chef de cozinha, participa de projetos de divulgação da culinária brasileira na Europa e foi bolsista da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Atua hoje como palestrante em associações culturais e ensina culinária na École de la Main d’Or, em Paris.

 

Serviço:

Os Banquetes de Imperador – Receitas e historiografia da gastronomia no Brasil do século XIX

Autores: André Boccato e Francisco Lellis

Editora: Editora Senac São Paulo e Editora Boccato

Preço: R$ 199,90

Número de páginas: 448 (em edição de luxo)

www.editorasenacsp.com.br

domingo, 12 de janeiro de 2014

Deusas Nórdicas


Um amigo comentou-me sobre uma ilha na Bahia que era o point do momento: gente bonita, turistas do mundo todo, baladas até o amanhecer, paisagens paradisíacas. Estávamos em 2004. Lá parti para Morro de São Paulo, ilha há duas horas de catamarã do píer de Salvador, para estada de uma semana. Havia reservado uma pousada bacana, com vista para a praia número 1 e próxima da Rua do Centrinho, ruela que concentrava lojinhas e alguns restaurantes. O primeiro desafio foi recuperar-se do enjôo do barco, afinal o mar revolto não contribui muito para que a travessia fosse plenamente saudável... O alento é que eu não era o único a passar mal, turistas israelenses, espanhóis e ingleses que me faziam companhia na nave também penduravam-se pelos entornos mareados pelo balanço do mar, embalados todos pelo som de um Axé Music de raiz! Como companhia duas integrantes da Seleção de Handebol italiana puxavam papo num portuitalianouol improvisado, fascinadas pelo Brasil e suas diversidades. Na chegada a ilha, outra surpresa, os maleiros carregavam as bagagens em carrinhos de mão, pois os veículos eram proibidos por lá, complementando o ar bucólico do lugar.
 
Instalado na pousada e recuperado da travessia a coisa a se fazer era explorar o lugar, investigar suas possibilidades, sua história e tudo de bom que aquele esplendor poderia oferecer-me durante aqueles prazerosos dias de sunga e sandália. Enquanto aproveitava o fim de tarde na beira da praia estirado entre guarda-sóis que abrigavam uma das maiores concentrações de turistas estrangeiros por metro quadrado do Brasil chamou-me atenção um animado jogo de vôlei, na quadra de areia, que envolvia não uma, mas sim várias garotas deslumbrantes, todas loiras, pelas bronzeadas que comunicavam-se efusivamente numa língua diferente de tudo o que eu havia escutado até então, acompanhadas num jogo misto com garotos de mesma linhagem. Passei observar tudo com um interesse quase jornalístico, até o sol baixar e o jogo findar, com seus players recolhendo-se no entremeio dos casarios da ruela principal.
 
De volta a pousada, uma surpresa: todo o belo contingente que roubou a cena do pôr-do-sol na praia no jogo de vôlei encontrava-se ali, na beira da piscina, aproveitando o momento para refrescar-se do exercício físico interposto na praia! Sim, hospedados na pousada estava o grupo, seis mulheres e três homens, noruegueses, entre 22 e 24 anos, formados em direito que - fugindo do clima ártico de seu país - refugiaram-se no calor brasileiro e trouxeram consigo dois professores orientadores a tiracolo, onde, durante seis meses, elaborariam suas teses de mestrado, intercalando períodos de estudo concentrados na pousada e outros de descontração, curtindo as coisas boas que só a Bahia poderia oferecer!  E foi neste contexto que aleatoriamente eu acabei pousando naqueles dias, no colo daquelas deusas nórdicas loiras esculturais, de olhos verdes, corpos altos e esguios de anatomia perfeita, traços lindos e enrustidas de muito sex appeal. Aquelas herdeiras de Odin com seus lábios carnudos, pele bronzeada, suas cinturas finas e peles sedosas, suas unhas finamente adereçadas e seus olhares hipnotizantes paralisavam-nos pobres mortais mundanos.  

Não tardamos a nos relacionar, iniciado já no dia seguinte no vôlei de praia, afinal, desfalcados de um componente, as duplas masculinas não hesitaram a me incluir nas partidas sempre acompanhadas de pequeno público evidentemente não motivado pelo interesse na técnica dos jogadores mas sim - arrisco-me a dizer - pelas propriedades das charmosas cheerleaders improvisadas a beira da quadra.  
O idioma não foi problema, mesmo não sabendo norueguês – uma língua extremamente complexa e difícil por sinal – todos falavam inglês e alguns arranhavam o espanhol, com exceção de um dos rapazes que já havia feito um intercâmbio no Brasil e razoavelmente entendia português, o qual serviu-me de interlocutor em momentos de aperto junto ao grupo.

Pois bem, jogos de vôlei de praia, banhos de mar e de piscina, bate-papos descontraídos, os dias iam passando abençoados por aquela beleza radiante emanadas das mestrandas do Valhalla, até que algo inusitado chamou minha atenção: não havia notado em nenhum momento a presença de álcool entre o grupo. Nada! Nem sequer uma tradicional caipirinha, cartão de boas vindas a qualquer estrangeiro recém aportado em nosso país tupiniquim. Um espanto, afinal, sabe-se que os países nórdicos são contumazes consumidores de bebidas alcoólicas, por cultura contra o frio e suas mazelas. Ninguém bebia! O ritual era sempre o mesmo: reuníamos para jantar nos restaurantes da ilha, eu entre uma taça de vinho e outra, eles e elas entre um guaraná e outro, e depois de muita conversa e risadas, saíamos todos juntos, eles de volta a pousada e eu a saciar minha curiosidade pela ilha, numa daquelas noites inspirados a conhecer as famosas baladas de MSP, iniciadas sempre muito tarde, já de madrugada. E qual a minha surpresa ao adentrar num dos estabelecimentos e deparar-me com uma inesquecível visão: embaladas pela música eletrônica, sob uma mesa, as minhas amigas norueguesas dançando alucinadamente, acompanhadas de long necks de cervejas e drinks, completamente enlouquecidas pela batida observadas por um séquito de marmanjos incrédulos! O norueguês, meu interlocutor, confidenciou-me que todas as noites elas protagonizavam o “show”, bebiam até serem carregadas de volta a pousada.

Não demorei a entender, não devia ser nada fácil olhar-se no espelho diariamente e visualizar tanta perfeição, pois e afinal de contas, ser uma Deusa Nórdica!    
  
 

                                     


 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Dicas de espumantes para o final e início de ano

Não é somente nas festas de final de ano ou mesmo no início do próximo,  que o espumante pode ser bebido, ele é uma alternativa para TODAS AS OCASIÕES!
 
Confira as dicas dadas ao especial do Portal GAZ em dezembro no vídeo que segue! 




quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O Restaurante Tandory em Montevidéu


Em minhas andanças pelo Uruguai conheci este restaurante de comida saborosíssima, alto astral e com um chef que é uma simpatia  
 


Estabelecido há 10 anos em Montevidéu, o Tandory mistura velho mundo com novo mundo, oriente com ocidente, numa composição saborosíssima elaborada pelas mãos do chef Gabriel Coquel. Acomodado num tranquilo bairro da capital uruguaia, o restaurante acomoda 50 comensais e conta ainda com um espaço reservado na cave localizada no subsolo do prédio. Gabriel é engenheiro químico de formação e estudou na Cordon Bleu francesa, já auxiliou Claude Troisgros e outros chefs estrelados.
 
Restaurante acomoda 50 pessoas e é rico em decoração de várias partes do mundo
 
A inspiração francesa é percebida nos detalhes 
 
 
Utiliza a base francesa na cozinha - tem a Provence como inspiração - mas com toques das cozinhas árabe, espanhola, indiana e italiana. O menu do Tandory é fusion mas com o resgate da autenticidade de cada país, trazendo à mesa pratos picantes, saborosos e marcantes, tal como a personalidade do seu chef. Para ele, alta gastronomia pode levar o consumidor a entender que seja uma “gastronomia cara”, Gabriel chama de boa gastronomia, bem feita, acredita que a cozinha seja boa ou ruim, e não alta ou baixa. “No es comida de palácio, es comida de bistrot”, afirma o chef.


Vieiras com Tempero Tandory

As dicas são as Vieiras com Tempero Tandory e o Atum com Coentro ao Molho Teryaki e Purê de Abóbora.

 
Atum com Coentro ao Molho Teryaki e Purê de Abóbora

 
Carne Cozida em Baixa Temperatura com Tomilho e Cebolas Confitadas em Cravo e Vinho Tinto
 
Musse de Maracujá; Chocolate e amêndoas com creme com café expresso e Tarte tatin de pêra
 

“No es comida de palácio, es comida de bistrot” Gabriel Coquel

 

 

Restaurante Tandory

Calle Libertad 2851, esq. Massini

Chef. Gabriel Coquel

Tel.: 0945 967 35


 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Entrecôte ao Molho de Cerveja Preta


Juntar dois legítimos institutos gastronômicos não seria nada difícil (carne + cerveja), porém, respeitar as características de cada um é o que definimos como o maior desafio nesta bela receita que estampamos hoje: o Entrecôte ao Molho de Cerveja Preta. Muitas vezes precisamos de um prato fácil de preparar mas que seja também saboroso e marcante, que possa fazer frente a bebida preferida do brasileiro: a cerveja. Para tanto basta seguir à risca os detalhes do preparo podendo incrementar nos ingredientes e acompanhamento. A seguir acompanhe a deliciosa receita!


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

1,2kg de entrecôte cortado em fatias de cerca de 3cm

2 latas de 350ml de cerveja preta

300g de cogumelos Paris cortados em fatias

Meia xícara de cebola picada

2 dentes de alho picadinhos

Molho de tomate

Sal e pimenta do reino à gosto

Uma colher de manteiga

 

Preparo:
 

Aqueça numa frigideira a manteiga. Tempere a carne com o sal e pimenta e “sele” cada lado do entrecôte por cerca de 5 minutos, em fogo alto. Retire da frigideira e reserve. Refogue o cogumelo, a cebola e o alho nesta mesma frigideira com um fio de azeite e logo após, junte a cerveja e o molho de tomate. Deixe ferver em fogo médio e, em seguida, cubra a panela. Assim que o molho engrossar, junte a carne e acerte o tempero deixando cozinhar por cerca de 10 minutos. Sirva acompanhado de arroz branco e mix de verdes.

Você encontra cortes nobres bovinos na Best Beef Boutique, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630 em Santa Cruz do Sul.

 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Férias!

Queridos leitores:
Por alguns dias este blog estará em férias!
Desejamos a todos um Feliz 2014!