segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Carlos Montes Tannat 2009


Mais um vinho que provei e me surpreendeu positivamente! O Carlos Montes Tannat 2009 produzido pela Bodega Montes Toscanini, na região de Canelones, no Uruguai, logo ao ser servido torceu o nariz dos presentes à mesa, mas com o arejar e a companhia do jantar servido revelou-se um ótimo vinho, lembrando até mesmo um Tannat francês, terra Natal desta casta.

De coloração rubi profunda, quase turvo, e lágrimas chorosas traz um primeiro ataque aromático carregado de madeira úmida misturado a frutas vermelhas e negras. Logo depois abre-se com destaque a cerejas, amoras em compota, toque de tutti frutti, especiarias, café e couro. Ótimo de boca, de corpo médio, paladar seco, acidez equilibrada, taninos maduros e agradáveis. Final de boca com persistência ampla e fruta repetindo o nariz.  Amadurece em barricas de carvalho por 12 meses.

Harmoniza bem com pratos a base de carnes vermelhas assadas, algumas carnes de caça e massas de molhos carregados e intensos.

Possui 13% de graduação alcoólica e o ideal é bebê-lo na temperatura entre 16 a 18oC. 

Você encontra os vinhos Tannat na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, em Santa Cruz do Sul, fone 51.3711.3665 e site www.weinhaus.com.br 

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sinfonia de Frutos do Mar



Sou decididamente um venerável apreciador de frutos do mar! Sempre que posso, fazem parte dos jantares que ofereço concorrendo em preferência as carnes assadas tenras e suculentas. E nos variados pratos, o segredo é a manutenção da simplicidade das receitas, com o zelo necessário a correta labuta do preparo.  E para celebrar esta fantástica cozinha, segue uma bela ceia, fácil de fazer e bastante envolvente: a Sinfonia de Frutos do Mar. Cada membro da família ou, esta sendo maior, cada grupo de pessoas, pode se encarregar de preparar uma das partes.

Orquestra de Filés
 

Ingredientes:

1 kg de filé de salmão
1 kg de filé de namorado
1 kg de filé de cação ou linguado
2 limões
Sal
Pimenta branca
Azeite de oliva

Preparo:

Temperar os filés com o suco dos limões, uma boa pitada de pimenta e sal à gosto (lembre-se que como vai à brasa deve ser bem salgado). Sobre cada filé adicionar um fio de azeite de oliva. Forrar cada grelha em cima e em baixo com papel alumínio e acomodar os filés. Levar ao fogo da churrasqueira por cerca de 15 minutos, virar e deixar mais 15. Retirar o papel alumínio com cuidado e deixar por mais 5 minutos cada lado, mais próximo ao fogo. Assim que der uma tostadinha, servir. O peixe deve manter o seu sabor original sem muita invenção no tempero. Pode-se fazer molhos, como o de alcaparras e azeite de oliva ou molho de ervas, mas devem ser servidos em separado. Nada substitui o sabor original de um filé de salmão!

Solo de Lula à Provençal

 
Ingredientes:
 
1 kg de lula já limpa e cortada em anéis
Salsinha fresca picada
Um limão
3 dentes de alho picados
100 g de manteiga
100 ml azeite de oliva
Sal e pimenta do reino à gosto

Preparo:

Lavar e escorrer os anéis de lula e temperar com o suco do limão. Deixar descansar cerca de 10 minutos e secar em papel toalha. Aquecer em uma frigideira a manteiga e o azeite de oliva e somar o alho picado. Quando estiver bem quente adicionar a lula e temperar com o sal e a pimenta do reino. Deixar fritar por cerca de 3 a 4 minutos mexendo sempre, juntar a salsinha e servir acompanhado de rúcula e agrião, formando uma belíssima entrada!  

Camarão do Maestro

 
Ingredientes:
 
1 kg de camarão médio sem casca
4 tomates médios maduros sem pele e sementes picados
Uma cebola média picada
Um dente de alho
Azeite de oliva
Um limão
Uma colher de sopa de manteiga
Salsinha picada
Uma colher de chá de vinagre balsâmico
Sal
Pimenta do reino

Preparo:
Temperar o camarão com o suco do limão. Em seguida aquecer a manteiga em uma panela e “puxar” o camarão rapidamente – cerca de dois minutos – apenas para deixá-lo avermelhado. Retirar o camarão e reservar. Nesta mesma panela, adicionar umas 3 colheres de sopa de azeite de oliva e fritar o alho e a cebola até amolecer. A seguir adicionar o tomate e fritar por cerca de 5 minutos cuidando para acrescentar água se for necessário. Temperar com o sal e a pimenta e deixar cozinhar por cerca de 15 minutos. Provar e corrigir a acidez com uma pitada de leve de açúcar. Devolver o camarão para a panela e somar o vinagre balsâmico. Corrigir o tempero, cozinhar rapidamente e juntar a salsinha picada. Servir para acompanhar os filés e um arroz branco.      

 

 

 

      


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Um dia de poda na Larentis é neste sábado


 
Etapa que garante a qualidade do vinho será demonstrada e aberta à participação dos visitantes



O mês de agosto conta com uma programação diferente na Vinícola Larentis. Depois do sucesso durante a vindima com o “Piquenique nos Vinhedos”, a vinícola, localizada no Vale dos Vinhedos, realiza “Um dia de poda na Larentis”, que ocorre neste sábado, dia 3, e também no dia 17, sendo uma oportunidade de conhecer e participar da importante etapa na elaboração de vinhos.

O evento, que acontece na estação mais fria do ano, promete uma recepção calorosa, às 9h30min com café colonial e fogueira para aquecer os participantes. Uma palestra, de aproximadamente 30 minutos, tratará sobre o segredo da poda na qualidade dos grandes vinhos, trazendo informações e curiosidades a respeito da produção vitivinícola. “A programação visa aproximar o consumidor do processo de produção da uva e elaboração do vinho”, afirma o enólogo André Larentis, lembrando que as vagas são limitadas para 20 pessoas.

Após a teoria e algumas instruções, haverá o momento principal: a poda, na prática. Com tesoura na mão, os turistas vão participar da atividade que se repete todos os anos, durante cerca de um mês. O processo é uma forma de regularizar e harmonizar a produção da uva, melhorando assim a qualidade do vinho elaborado a partir dela. A qualidade dos vinhos e espumantes Larentis inicia ainda no vinhedo, com o controle da produção e a poda é uma importante etapa O encontro encerra com uma visitação e degustação de vinhos e espumantes Larentis.

Sobre a Vinícola Larentis

Em um lote privilegiado do Vale dos Vinhedos estão localizados os 18 hectares de vinhedos próprios da Vinícola Larentis, onde são cultivadas as videiras, que originam as particularidades produzidas pela vinícola. Com estrutura de tanques de aço inoxidável, barris de carvalho norte-americano, equipamentos de última geração, profissionais qualificados na área enológica e enoturística, a vinícola é totalmente gerenciada pela família, elaborando uma quantidade limitada de vinhos de qualidade superior.

Serviço

O que? Um dia de poda na Larentis
Quando? 3 e 17 de agosto
Horário: Das 9h30min às 12h30min
Valor: R$ 50
Informações e reservas: 54 3453-6469 | larentis@larentis.com.br
Vagas limitadas.

 

terça-feira, 30 de julho de 2013

A Cozinha Brasileira Nordestina - Segunda Parte


1. Galinha de Cabidela

História

             As galinhas chegaram ao Brasil com Cabral. Os índios nunca tinham visto nada parecido, até 24 de abril de 1500 mas nunca fizeram sucesso, entre eles. Nem seus ovos, que continuaram a preferir os de jacaré ou os de tartaruga. Quase o mesmo se deu com os escravos africanos, que faziam poucos pratos com galinha, como xinxim e muambo - usando a mesma técnica que depois empregaram na receita de vatapá. E ovos, para eles, era apenas remédio. Galinha por muito tempo, no Brasil, foi comida de branco. Mas só de alguns abonados, os que tinham posses. Aos poucos passou a ser, também, de mulher parida e doentes em geral. Em Portugal, além de galinha cabidela se faz também com outras aves a mesma receita, tais como ganso, marreco, pato e peru. Em todos os casos, usando-se no molho o sangue da ave, obtido no momento do abate e misturado com um pouco de vinagre, para não coagular.

Cada região tem sua receita própria. Na Beira Alta, por exemplo, se faz "arroz de cabidela" - primeiro cozinhando o arroz no caldo em que foi preparada a galinha, e depois acrescentando o sangue. Enquanto na região de Trás os Montes e Douro, a receita da cabidela de galinha (ou de peru) é servida com batatas cozidas e pão; ali se fazendo, ainda, uma "cabidela de miúdos" - com baço, bofes, esôfago, goela, traquéia, sangue e carnes do porco.

Origem

 
O curioso é que, antes de 1500, os índios não conheciam a galinha e os escravos não a apreciavam. A galinha, comida de alguns brancos privilegiados, foi importada pelos portugueses, mas as origens mais remotas da cabidela são francesas, do poulet en barbouille, nas batalhas entre o romano César e os gauleses. No Brasil, para a cabidela usa-se apenas galinha, em receita que chegou com os primeiros colonizadores. Também sendo conhecido o prato como "galinha ao molho pardo" - por conta da cor escura desse molho. Mas a receita não nasceu em Portugal, como ensina Gilberto Freyre ("Açúcar"); que fala em "quitutes com aparência de brasileiros" mas que "são franceses, e refletem o francesismo que desde o século XVIII invadiu a cozinha portuguesa: a cabidela, por exemplo". Na literatura culinária, parece consensual ter origem no "poulet em barbouille", perdendo ingredientes em Portugal onde é preparada sem o vinho tinto e o champignon da receita original francesa, mas mantendo seu sabor especial. Vive la diference, ora pois.

A receita

 
Ingredientes:

1 galinha caipira grande e gorda
2 colheres de sopa de vinagre
4 limões
Sal, pimenta do reino e cheiro verde a gosto
2 dentes de alho socados
1 cebola ralada
2 colheres de sopa de óleo
½ pimentão cortado em tiras finas
4 tomates picados (sem pele e sem sementes)
2 colheres de sobremesa de extrato de tomate
2 folhas de louro

Preparo:

Junte o sangue da galinha em recipiente com vinagre. Reserve. Corte a galinha em pedaços. Passe limão, lave e tempere com sal, pimenta e alho. Reserve. Leve ao fogo uma panela grande, com óleo. Doure a galinha. Junte cebola, cheiro verde, extrato de tomate, louro, pimentão, tomate. Refogue tudo em fogo brando. Acrescente água. Deixe no fogo até que a galinha esteja bem macia. Na hora de servir, junte o sangue (mexa antes) aos poucos, na panela. Leve novamente ao fogo e misture bem. Deixe até que tudo esteja bem cozido. Sirva com batata cozida e arroz branco.

Dica do chef

Quando bater o sangue da galinha com o vinagre, bata com um garfo para não talhar.

Música de Chico Buarque que fala da Galinha Cabidela:
 
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

Será que a morena cochila escutando o cochicho do chocalho
Será que desperta gingando e já sai chocalhando pro trabalho

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Será que ela tá na cozinha guisando a galinha à cabidela
Será que esqueceu da galinha e ficou batucando na panela

Será que no meio da mata, na moita, a morena inda chocalha
Será que ela não fica afoita pra dançar na chama da batalha

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Passando pelo regimento ela faz requebrar a sentinela

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

2. Escondidinho

Origem

            O escondidinho é sem dúvida uma comida bem brasileira, um prato famoso da cozinha pernambucana que também é conhecido como “gratinado de macaxeira”. Entre as várias preparações uma das mais tradicionais é a que leva carne de sol no recheio. Trata-se de um purê de mandioca (que em Pernambuco é chamada de macaxeira) recheado com carne seca desfiada e gratinado com queijo coalho.  Bastante popular em Minas Gerais e no Nordeste, tem como seu ingrediente principal a carne de sol. O mais próximo que temos dela aqui no Rio Grande do Sul é o charque, que não é exatamente a mesma coisa: o preparo das duas, e consequentemente o gosto, são bem diferentes. A origem do nome do prato é fácil de entender: a carne fica escondida por um purê de macaxeira ou de aipim, como chamamos aqui no sul. O aipim é uma raiz tipicamente brasileira, cultivada há séculos pelos nossos índios. É um tipo de mandioca, cujo nome científico é manihot utilissima, chamado em algumas regiões de mandioca doce. Não devemos confundir com a tradicional mandioca (brava ou amarga) cujo nome científico é manihot esculenta. Essa é aquela muito usada em farinhas e tapiocas.

Carne de Sol



             A carne de sol é um prato típico do sertão pernambucano. Segundo o SIC (Serviço de Informação da Carne), o preparo da carne de sol exige um clima bastante seco, o que faz com que a secagem seja rápida. Com isso, uma casca é formada por fora e a parte de dentro é conservada mais úmida e macia. A carne é salgada e colocada em uma “gaiola” especial, tendo assim uma proteção contra as moscas e outros insetos. Em um dia já é possível obter o resultado final. . Na hora do preparo, é necessário deixá-la de molho em água para dessalgar e depois mergulhar no leite por algumas horas para que amacie bem e não endureça. Esta carne é encontrada já pronta nos mercados públicos, feiras e supermercados da região. Por causa do clima, a carne de sol é de difícil preparo na região sul do Brasil. O que temos por aqui é o charque, que é preparado em galpões, não tendo contato direto com o sol, e que leva uma quantidade bem maior de sal. O charque demora também mais tempo para ficar pronto e tem uma durabilidade maior.

Receita de Escondidinho de Carne de Sol


Ingredientes:

700 gramas de carne de sol dessalgada e desfiada
1 kg de mandioca (aipim macaxeira)
1/2 unidade de cebola ralada
01 punhado de cheiro verde (coentro)
250 gramas de queijo coalho
02 colheres de sopa de azeite de oliva virgem
1 copo de leite
02 colheres de sopa de manteiga
01 pitada de sal (cuidado pois a carne de sol já tem sal)

Preparo:

            De véspera coloque a carne de sol de molho e vá trocando a água caso esteja bem salgada para tirar o sal. Cozinhe a carne de sol depois de cozida, retire a gordura e desfie em pedaços médios, reserve. Cozinhe a macaxeira (aipim) até que fique bem macia. Faça um purê com o leite, manteiga e sal. Em uma panela, refogue a cebola no azeite. Adicione a carne de sol e a cheiro verde (coentro) e deixe apurar um pouco. Em um pirex coloque o purê de Macaxeira (aipim), por cima a carne seca e cubra com um queijo coalho. Leve ao forno quente rapidamente para derreter o queijo. Uma sugestão de acompanhamento é o arroz branco feito ao alho e óleo.

Dica do chef

           Uma boa técnica para desslgar a carne de sol é colocá-la de molho em água, escorrer bem, colocar em uma assadeira e levar ao forno pré-aquecido em baixa temperatura. O sal irá subir deixando a carne branqueada, retirar do forno, lavar novamente e retirar o sal em excesso.   

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O Coq au Vin




O Coq au Vin é uma das mais tradicionais receitas da culinária francesa!
 
Coq em francês significa galo. Vin por outro lado, significa vinho. E é a junção destes dois ingredientes que dão origem a um dos pratos franceses mais conhecidos e solicitados no mundo todo.
 
Sua origem remonta ao período das conquistas romanas, pois em meados de 50 a.C., os gauleses, liderados por Vercingetórix, e os romanos, comandados pelo general Júlio César, travaram acirrada batalha em Auvergne, no sul da França. Os romanos venceram a luta e obrigaram os cerca de 80 mil homens do exército de Vercingetórix a renderem-se e a fugirem para Alésia, na região central daquele país. Para confirmar sua rendição, o chefe dos gauleses enviou ao grupo inimigo um galo de briga e recebeu, em troca, um convite para jantar. A ave acabou virando o prato principal acompanhado no preparo de um vinho da região escolhido pelo próprio César. Desde lá alguns detalhes no preparo mudaram, mas o vinho continua servindo para amaciar a carne e trazer um sabor ímpar e marcante. Vamos a receita do Coq au vin!

Ingredientes:
(para 6 pessoas)

Para a marinada:


Um frango com cerca de 2 kg cortado em partes
14 mini-cebolas descascadas
300g de cogumelos Paris frescos
1 cenoura
2 dentes de alho descascados
1 alho-poró (somente a parte branca) picado em fatias grossas
Uma garrafa de vinho tinto seco de boa qualidade
3 colheres de sopa de conhaque
2 folhas de louro
2 ramos de alecrim fresco

Meia colher de sopa de sal grosso
Pimenta preta à gosto

Para o cozimento:



Duas colheres de sopa de manteiga
Um cubo de caldo de galinha dissolvido em uma xícara de água quente

Preparo:

Num saco plástico de textura mais grossa, junte todos os ingredientes. Amarre bem para não vazar e mexa bem para que o frango receba contato com todos os ingredientes. Leve à geladeira e deixe marinar por 48 horas. Após, abra o saco e separe os ingredientes da marinada em três partes: legumes, frango e líquido. Reserve. Aqueça parte da manteiga em uma panela e assim que derreter doure os pedaços de frango aos poucos repondo a manteiga. Retire o frango da panela e reserve. Na mesma panela, junte o restante da manteiga e doure os legumes da marinada por alguns minutos. Acrescente o líquido da marinada, os frangos, o caldo e deixe cozinhar por 45 minutos. Tempere com sal e pimenta do reino à gosto se necessário e sirva em seguida com arroz ou polenta puxada na manteiga e pão italiano.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Aprovale lançará linha de vinhos e espumantes exclusivos do Vale dos Vinhedos


Em minhas andanças pela Serra Gaúcha há duas semanas atrás, conversei com alguns produtores do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, que entusiasticamente comentavam à respeito deste projeto que está tornando-se oficializado: a produção de espumantes com a grife Vale dos Vinhedos.  
 
Um antigo sonho dos produtores de vinho do Vale dos Vinhedos pode se transformar em realidade em breve.  A Associação de Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) irá lançar uma marca de vinhos em conjunto com as vinícolas associadas. Mesmo sem data de lançamento definida, mas com a previsão de que a ideia seja apresentada ao consumidor no último trimestre de 2013, a Aprovale já definiu que o produto terá nome e cores que remetem ao Brasil.
 
A ideia da entidade é lançar vários produtos que representam o terroir do Vale dos Vinhedos e do Brasil com uma marca em conjunto. “Eles teriam rótulos iguais e um padrão mínimo de qualidade, que poderia ser atestado pelo Conselho Regulador da Denominação de Origem (DO) Vale dos Vinhedos”, destaca o presidente da Aprovale, Juarez Valduga. Ele explica que cada vinícola lançaria seu próprio produto, porém, com a marca do vinho oficial do Vale dos Vinhedos. “Isso significa que o rótulo será igual. Teremos espumantes, brancos, roses e tintos com a mesma marca, mas elaborado por vinícolas diferentes. No contra-rótulo estará o nome da vinícola e as demais informações que todo vinho precisa ter”, explica Valduga.

 

terça-feira, 23 de julho de 2013

A Cozinha Brasileira Nordestina - Primeira Parte


          A gastronomia brasileira pode ser entendida como um continente repleto de inúmeros países cada qual com uma formação sociocultural diversa miscigenado pelo triângulo - colonizadores, índios e escravos, que resultou numa expressão culinária rica e saborosa. É neste contexto que encaixamos a tradicional gastronomia nordestina, representada por um sem número de receitas, de muita presença da mão negra, índia e cabocla, de paladares majestosos e apresentações coloridas e marcantes. Além dos índios e negros, os colonizadores portugueses e holandeses trouxeram muito de sua cultura alimentar para este pedaço de Brasil. E é sobre alguns pratos, receitas, preparos e dicas que montamos nesta e nas próximas postagens.    



A Região Nordeste

A região nordestina brasileira é formada pelos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Sob influência européia, africana e indígena a culinária nordestina é bem variada.
 

Alagoas – Sua culinária é baseada em peixes, camarões, frutos do mar, preparados à base de leite de côco. O prato mais típico é o sururu de capote, além desse, você encontra peixadas com pirão regadas ao molho de pimenta e muito leite de côco, cuscuz de milho, batata doce, inhame, macaxeira com carne de sol, canjica, arroz doce, pamonha. As frutas consumidas são mangaba, pitanga, sapoti, pinha, graviola, cajá, cajú, acerola, etc.

Bahia – Predomina a cultura africana, tendo três ingredientes básicos: leite de côco, azeite de dendê e a pimenta. Muitos apreciam os deliciosos pratos deste estado, entre eles podemos citar o bobó de camarão, moquecas, acarajé, vatapá, buchada de bode, sarapatel, mocotó. Podemos destacar os seguintes doces: ambrosia, doce de carambola, pitomba, cocada, doces com ovos e suco de umbu.

Ceará – A cozinha cearense é conhecida pelos frutos do mar, como o camarão, caranguejo e a lagosta, além de outras preparações regionais.

Maranhão – Camarão, sururu, caranguejo, robalo, tainha, surubim e outros peixes de água salgada e doce você vai encontrar neste estado. Os pratos típicos são os seguintes: galinha ao molho pardo, carne de sol, mocotó, todos acompanhados com farinha, também o arroz de cuxá e a casquinha de caranguejo. Os doces são feitos com as frutas típicas: bacuri, buriti, jenipapo, tamarindo, cajú, etc.

Paraíba – Assim como nos demais estados dessa região, os pratos são feitos com frutos do mar, além de carne de sol, feita depois que descansa no leite, tornando a carne mais macia e saborosa. Outros alimentos muito consumidos neste local: queijo de coalho, feijão verde, macaxeira e outros.

Pernambuco – Melado com queijo coalho, rabada, sarapatel e galinha à gabidela, buchada de bode, carne de sol com purê de macaxeira são pratos típicos desta região.

Piauí – Na culinária piauiense utiliza-se muito no preparo dos pratos: coentro, cebolinha e corante natural extraído do urucum, a farinha de mandioca também é muito consumida para complementação dos pratos. Os doces mais apreciados são as compotas de cajú, manga, goiaba e doces de casca de laranja e limão.

Rio Grande do Norte – Derivadas da atividade pecuária, podemos destacar as seguintes preparações típicas desta região: carne de sol, coalhada, manteiga de garrafa, etc. O leite de côco também é muito utilizado nas preparações. A paçoca, o bolo de rolo, pudim de macaxeira e o doce de caju em calda são alguns doces típicos.

Sergipe – Os principais ingredientes da cozinha sergipana são os frutos do mar e o milho. Moquecas, caranguejadas, carne seca com jerimum, arroz de leite, sequilho de milho, canjica, pamonhas, cuscuz.