terça-feira, 24 de outubro de 2017

Dom Cândido Documento DO Merlot 2014 - deixou um gostinho de "quero mais"!

Numa visita a Embrapa Uva e Vinho em Bento Gonçalves numa amostra das IP de vinhos do Brasil foi apresentado alguns rótulos dos quais um chamou-me a atenção. Uma elegância aromática e um marcante equilíbrio em boca marcou a porta de entrada sensorial deste belo vinho gaúcho! Falo do Dom Cândido Documento DO Merlot 2014, produzido no Vale dos Vinhedos pela vinícola homônima.

Apresentou cor rubi límpido e com lágrimas preguiçosas e médias. Muita fruta ao nariz com expressivo mirtilo, amoras, groselha, alcaçuz, toque herbáceo com manjerona e lavanda, leve tostado da madeira equilibrada na cintura da fruta. Boca redonda, saborosa, corpo médio com taninos finos e polidos. Fruta repete o nariz e entrega equilíbrio com a madeira e a acidez. Excelente retrogosto sem amargor ou desconforto. Descansou 12 meses em barrica de carvalho francesa nova. 

A cada taça um gostinho de “quero mais”!

Foi um dos primeiros vinhos com Denominação de Origem (DO) do Vale dos Vinhedos e representa a altura esta área geográfica.

Estagia por 12 meses em barricas de carvalho francesa novas.

Este vinho pede comida e sua combinação pode se dar com carnes vermelhas grelhadas assim como legumes salteados em oliva e ervas finas, algumas caças, também acompanha massa com molho vermelho, casa bem com tortéi e claro, com um belo galeto ao primo canto!

Possui 13% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura de 16 a 18oC. 

Você encontra os vinhos gaúchos na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br


E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!      

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Desgosto - crônica com um final anunciado!



Aquela noite de verão terrivelmente quente fazia da lua um sol à sombra e dele, um corpo boêmio e escaldante derretendo pelas ruas afora e buscando numa dose supergelada o consolo para o dia insuportável que passara. Foi ao Silva’s, mistura de bar e restaurante old fashion, na esquina, próximo da casa de seu chefe.  No bar pediu o drink de sempre: Taitânique (versão tupiniquim) vencedor de onze “martelinhos de ouro” , onde o barman misturava bourbon, sete gotas de angostura, suco de meio limão e completava com gelo picado à la Sharon Stone. 

O primeiro gole desceu macio como um veludo. Metódico, beliscava o sexto grão de amendoim quando percebeu suas narinas inundadas por um mar de cheiro, uma mistura de endro e queijo roquefort derretendo e que não lhe era desconhecida. Virou-se e percebeu um vestido negro envolto com um avental de bordado dourado na frente – sim, nesta crônica a garçonete atende de vestido preto e avental bordado!!! -  movendo-se até a mesa ao lado segurando um belo prato que pelo canto do olho percebeu ser um de seus preferidos. A sua ex-namorada adorava esta união de cheiros e sabores. Ficou chocado, afinal moraram juntos por 4 anos e há 2 estavam separados e desde então nunca mais tinha encontrado-a. Um calafrio subiu pelo buraco de sua meia e dissipou-se pelo corpo, congelando seus movimentos quando avistou sentada na mesa ao lado ela, a própria, sua ex-namorada! Imobilizado, fitou seus olhos naqueles mesmos cabelos negros e na boca vermelho carmim. Que saudade de suas receitas, meu Deus! Como ela cozinhava bem e agora ela está ali, no seu restaurante preferido... 


Por um breve momento trouxe de volta à lembrança o inverno de 2012, passado em Bariloche e da aposta que fizeram: descobrir quem primeiro chegava ao teleférico, sem roupas, somente com um espartilho encobrindo-lhes a visão. Ela ganhou, pois ele tropeçou nas alças da cinta-liga e caiu, de bruços, defronte a estação, completamente nu, portando apenas um cachecol no pescoço e uma verruga de nascença no traseiro. Mas o suor escorrendo em sua camisa de linho branca acabou com a lembrança e trouxe-lhe de volta a realidade, quebrando o gelo e motivando-lhe para o encontro. Sim, por tanto tempo separados, por tanto tempo sem saciar a sua fome – em todos os sentidos - habilitava-o ao contato. Mas, neste exato momento, eis que surge uma loiraça escultural, aproximando-se languidamente. A loira sentou ao lado de sua ex-namorada, ali, bem pertinho dele, puxou-a com seus dedos longos e finos trazendo sua boca de encontro à dela e desferiu-lhe um cinematográfico beijo, um belo velcro. Embasbacado, acomodou-se novamente na cadeira. Não acreditou no que viu. Tudo bem, por uma loira daquelas até ele se transformaria... 

Então, a garçonete se aproximou e serviu às moças com uma belíssima porção de Salmão ao Molho Roquefort – o seu prato preferido! Agora tudo estava claro: as brigas, as noites que ficou sem jantar, a separação, o espumante quente... Mas Salmão ao Molho Roquefort ele não poderia aceitar! De jeito nenhum! Tudo menos isso. Esse era o seu prato preferido! Levantou-se, dirigiu-se até a mesa onde elas estavam e num gesto ágil, pegou a posta de salmão e saiu correndo rua afora, comendo-o com as mãos, delirando em largas risadas. 

Por algumas noites ainda viram-no rondando o restaurante. Depois disso nunca mais tiveram notícia dele. E o Silva´s nunca mais serviu Salmão ao Molho Roquefort.                                                                                      

                                                                   

domingo, 22 de outubro de 2017

22 de outubro – dia do Enólogo


ENÓLOGO/ENÓLOGA: adjetivo substantivo masculino/feminino. M.q. ENOLOGISTA. Adjetivo e substantivo de dois gêneros. Estudioso ou especialista em enologia, enólogo.

Fazer vinho é algo estritamente técnico. Elaborar vinho requer um amplo e variado repertório técnico, com alinhamento dos instrumentos e das notas e regido por um maestro que habilmente sabe o que faz.  Mas vender e promover este vinho envolve mais e agrega a esta musicalidade um pouco mais de ideias, criatividade, ousadia e poesia! Sim, poesia.

O enólogo NÃO ESTÁ VINHO. Ele É VINHO! Um blend que reúne as melhores safras e castas reunidas dentro de uma garrafa Nabucodonosor. Passa um tempo em barrica, descansa na cave e quando se abre para o mundo revela a que veio. Seu trabalho é pura poesia. Consegue reunir palavras distintas quase sem sentido quando olhadas a ermo, ainda sim exatas, mas que quando reunidas se entremeiam em sentido e que trazem algo tão democrático quanto e igual a poesia: dá a liberdade a cada um que a lê entender do seu jeito. O vinho é assim, vêm destas mãos delicadas mas fornidas de muito estudo e dedicação. A pele aveludada mostra o corpo. O charme mostra a complexidade. O perfume traz o aroma. E a boca – há a boca – com seus lábios carmins entrega o sex appeal que inebriantemente compõe o vinho e seu conjunto.


E sempre que bebo um vinho lembro de um lugar, lembro de alguém, lembro de um contexto. O vinho tem isso, ele é vivo e se adapta as circunstâncias, se molda, é anatômico, ou seja, veste cada momento de uma maneira singular pois ele é singular, não existe um vinho igual ao outro. Ele é como o ser humano, único, legítimo, pleno. E isto vem pelo amor do enólogo aportado na geração desta preciosidade. Viu a relevância?
Hoje queria pessoalmente abraçar cada um, mas são muitos, são milhares e estão espalhados por vários lugares e países. Estão espraiados e altivos assim como as videiras em floração.  

Portanto, obrigado caros amigos enólogos por propiciarem a mim e a todos os amantes do vinho, um infinito de sensações! Continuem assim, sendo o que são, fazendo o que fazem! Continuem SENDO VINHO!


Parabéns pelo seu dia!        

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A paella para elas!



Envolvente e sedutora, a paella além de muito sabor traz um colorido fantástico no preparo!

A paella surgiu na Espanha, nos séculos XV e XVI, na região de Valência. Os camponeses saiam para trabalhar no campo levando apenas arroz, azeite de oliva e sal. Usavam para cozinhar uma panela redonda, ampla e rasa, com alças, a qual chamavam de "paella" derivado de "patella" (bandeja usada na antiga Roma). Além do arroz eram adicionados ingredientes típicos do campo, tais como carne de caça (lebre, coelho e pato) e legumes da estação. Seu preparo era considerado “coisa de homem” e segundo a tradição apenas aos filhos homens deve ser transmitido o conhecimento sobre este prato. O ingrediente que mais caracteriza a paella é o açafrão e passado o tempo foram acrescidos outros ingredientes, principalmente os frutos do mar como camarões, lulas, vôngoles, mexilhões, lagostins e polvo. Dizem também os historiadores que a palavra "paella" surgiu quando os trabalhadores rurais voltavam para seus lares nos finais de semana e em homenagem às suas esposas preparavam essa deliciosa iguaria "Para Ellas", dando origem ao nome. Portanto, vamos então a Paella para elas!


Ingredientes:
(para 6 pessoas)

1kg de camarão
500g de lula e anéis
500g de robalo ou côngrio cortado em cubos grandes
500g de arroz
3 pimentões (um verde, um vermelho, um amarelo)
Duas cebolas cortadas em pétalas
Dois dentes de alho picados
Uma taça de vinho branco seco
Meia colher de chá de açafrão em pó
Salsinha e cebolinha picada à gosto
Azeite de oliva à gosto
Sal à gosto
Pimenta branca à gosto

Preparo:
Aquecer uma colher de sopa de azeite de oliva numa paellera – ou na falta dela em uma panela baixa – e passar rapidamente os frutos do mar, cada qual no seu tempo de cozimento deixando-os pré-cozidos. Colocar os pimentões cortados pela metade e com a pele para cima no forno por vinte minutos. Retirar do forno, soltar a pele e cortar em tiras. Reservar. Na mesma panela que foram passados os frutos do mar, aquecer novamente uma colher de azeite de oliva, adicionar o alho e a cebola e dourar por cerca de três minutos. Juntar os pimentões lembrando de deixar uma parte para decorar a paella e em seguida adicionar o arroz. Fritar rapidamente e juntar o vinho. Assim que evaporar juntar água fervente e deixar o arroz cozinhar. Quando estiver “al dente” adicionar primeiro o peixe, depois a lula e em seguida o camarão. Separar um pouco de lula e camarão para decorar. Diluir o açafrão em um pouquinho de água fervente e distribuir sobre a paella. Tirar do fogo, regar com azeite de oliva, distribuir o tempero verde e decorar com os pimentões, lula e camarão. Servir!                                                  




terça-feira, 17 de outubro de 2017

Yes, nós temos bananas!


O uso de frutas junto aos pratos salgados é uma tradição antiga advinda desde a época monárquica e que nunca perdeu o seu lugar à mesa. Harmonizar frutas in natura, cozidas, salteadas ou preparadas na forma de geléias, compotas e pastas com deliciosos cortes de carne, principalmente de frango e suíno, transforma o prato e resulta num belo jantar como na receita de Escalopinhos de Frango com Purê de Banana e Abobrinha Grelhada.


Ingredientes:
(para 4 porções)

Frango:
800g de sobrecoxa de frango desossadas e sem pele
100g de manteiga
Uma cebola picadinha
Um dente de alho picadinho
Cebolinha picada
Suco de um limão
150g de farinha de rosca
100g de queijo parmesão ralado
Azeite de oliva
Sal e pimenta à gosto

Purê de banana:
6 bananas
100ml de creme de leite
100ml de leite
3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
Uma colher de sopa de manteiga  
Sal e pimenta branca à gosto

Abobrinha:
Uma abobrinha média cortada em fatias de 1cm
Azeite de oliva
Sal e pimenta à gosto

Preparo:

Cortar as sobrecoxas de frango em pedaços de mais ou menos um cm de espessura (em escalopinhos) e temperar com sal e pimenta, a cebola, o alho, o suco de limão e a cebolinha, misturando bem. Misturar em uma vasilha o queijo e a farinha de rosca e reservar. Derreter a manteiga em uma frigideira e reservar. Um a um pegar os escalopinhos de frango, mergulhar na manteiga derretida, tirar o excesso e passar na mistura do queijo e farinha de rosca e levar a uma assadeira untada com azeite de oliva colocando no forno pré-aquecido em 200°C por 30 minutos.
Cozinhar as bananas com casca em bastante água por cerca de 30 minutos. Retirar a casca e colocar num liquidificador junto com o creme de leite, o leite, o parmesão ralado, a manteiga sal e pimenta e bater até ficar pastoso. Levar rapidamente a uma frigideira em fogo baixo por cerca de 5 minutos, mexendo sempre. Reservar.
Aquecer numa frigideira um fio de azeite de oliva e quando estiver bem quente dispor as abobrinhas em fogo alto, temperando com sal e pimenta, cerca de um minuto cada lado.

Servir uma rodela de abobrinha, sobre esta o purê de banana e por fim os escalopinhos de frango assados no frango. Decorar à gosto! Bom apetite!    

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Salton Talento 2007 - puro talento!

No encontro deste mês da Confraria do Sagu – confraria santa-cruzense especializada na análise de vinhos – o tema sugerido foi Vinho Top Gaúcho, no qual cada confrade deveria escolher um vinho gaúcho de sua adega master class, para ser degustado às cegas. E o vinho mais votado da noite foi o Salton Talento 2007, produzido em Bento Gonçalves. Trata-se de um corte com 60% de Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 10% Tannat.

Coloração rubi profundo, quase turvo, com halo levemente atijolado. Inicialmente tímido no ataque aromático, após cerca de 30 minutos aberto expressou uma fruta negra e compota – cassis, ameixa, amora, groselha, mirtilo - fundamentada sobre uma segunda camada com tostado, café, pimenta negra, chocolate, figos secos e especiarias. Em boca equilibradíssimo, com taninos de diferenciada polidez, pleno, sem sobressaltos ou recaídas, insinuante e maduro. Médio corpo, ampla persistência e agradável retrogosto.    

Estagia por 12 meses em barricas de carvalho francesa novas.

Foi parceiro num belo churrasco mas encara com facilidade algumas carnes de caça na panela, molhos mais potentes, queijos duros e charcutaria.

Possui 13% de graduação alcoólica e o ideal é ser consumido na temperatura de 16 a 18oC. 

Você encontra os vinhos Salton na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

10º Concurso do Espumante Brasileiro terá recorde de vinícolas e amostras inscritas


10ª edição do Concurso do Espumante Brasileiro registra números recordes com 308 amostras de 80 vinícolas



Vai começar a maior edição do Concurso do Espumante Brasileiro, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE). A 10ª edição, que acontecerá de 18 a 20 de outubro, em Garibaldi (RS), confirma um aumento de 16% no número de amostras em relação a edição anterior realizada em 2015. São 308 espumantes inscritos por 80 vinícolas de sete estados brasileiros (MG, PR, PE, RJ, RS, SC e SP).

Como principal janela para o mundo, o Concurso do Espumante Brasileiro expressa a vocação do país na elaboração da bebida. “Nossa expectativa de superar a edição anterior se confirmou na adesão das vinícolas e deverá se confirmar também na qualidade do produto que segue evoluindo safra a safra. O concurso coloca na vitrine o melhor da produção nacional, sendo uma importante ferramenta para as vinícolas divulgarem e comercializarem seus produtos”, destaca o presidente da ABE, enólogo Edegar Scortegagna.

Durante dois dias, um júri formado por cerca de 50 profissionais entre enólogos, sommeliers e jornalistas especializados degustará o desempenho do espumante brasileiro. O resultado será compartilhado com o mundo, configurando-se como um excelente parâmetro para o mercado consumidor tanto interno quanto externo. “Este concurso evidencia a expertise e vocação do Brasil na elaboração de um produto que hoje é reconhecido internacionalmente como um dos mais expressivos do mundo”, complementa Scortegagna.

Participam do concurso espumantes naturais, provenientes de uvas vitis viníferas, obtidos a partir dos diferentes métodos, em comercialização. Os espumantes serão degustados às cegas, seguindo normas internacionais, dentro de suas categorias: espumantes de segunda fermentação (charmat e tradicional) e espumantes de primeira fermentação (moscatéis). O concurso segue as normas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos (UIOE). As degustações serão realizadas na Câmara da Indústria e Comércio de Garibaldi (CIC). O concurso integra a programação da Fenachamp 2017, em Garibaldi, a Capital Brasileira do Espumante.

Serão premiados com Grande Medalha de Ouro, Medalha de Ouro, Medalha de Prata e Medalha de Bronze os espumantes melhores classificados por categoria, respeitando o limite de 30% dos inscritos. A divulgação dos resultados e entrega das medalhas ocorrerá em coquetel realizado na noite do dia 20 de outubro no CTG Sentinela da Serra, no Parque da Fenachamp.

PRÊMIO DESTAQUE
O 10º Concurso do Espumante Brasileiro segue o formato da edição anterior, prevendo uma distinção especial concedida a espumantes que se sobressaírem em suas categorias. Será realizada uma degustação de preferência entre os produtos que conquistarem Medalha de Ouro e melhores medianas, a fim de destacar o que tiver maior preferência dos jurados.

RETROSPECTIVA
Evento
Amostras
Vinícolas
Data
Presidente
Cidade
1º CEB
52
25
25 e 26 de Julho de 2001
Cleber Andrade
Bento Gonçalves
2º CEB
68
29
04 a 08 de Novembro de 2002
Gilberto Pedrucci
Bento Gonçalves
3º CEB
100
38
07 a 09 de Outubro de 2003
Antônio Czarnobay
Garibaldi
4º CEB
120
45
25 a 27 de Julho de 2005
Carlos Abarzua
Garibaldi
5º CEB
144
50
11 e 12 de Setembro de 2007
Cláudia Stefenon
Garibaldi
6º CEB
205
66
4 a 6 de agosto de 2009
Carlos Abarzua
Garibaldi
7º CEB
231
70
25 a 27 de outubro de 2011
Christian Bernardi
Garibaldi
8º CEB
257
68
16 a 18 de outubro de 2013
Luciano Vian
Garibaldi
9º CEB
264
70
13 a 16 de outubro de 2015
Juliano Perin
Garibaldi
10º CEB
304
80
18 a 20 de outubro de 2017
Edegar Scortegagna
Garibaldi