terça-feira, 14 de março de 2017

Malma Pinot Noir Finca la Papay 2016 - orgulho da Patagônia

Pinot Noir cultivado fora do seu berço francês até bem pouco tempo atrás traduzia-se em narizes torcidos, afinal a uva ícone da Borgonha gostava e muito do aconchego de seu lar! O Novo Mundo experimentou o gosto pelo cultivo desta delicada e melindrosa casta e hoje é possível encontra-la em vários países, com dezenas dos vinhos produzidos por ela comentados aqui. A Patagônia argentina e seu indubitável terroir expressa mais uma passo na busca pela produção deste varietal. E é lá do Fim do Mundo que vêm o vinho comentado desta semana, o Malma Pinot Noir Finca la Papay 2016 elaborado pela Bodega NQN. Na língua mapuche, Malma significa “orgulho”.

Possui coloração rubi claro brilhante e lágrimas médias. Traz uma expressividade de frutas vermelhas ao nariz com morangos, framboesa e groselha, também toque de jabuticaba e ameixa, leve baunilha tudo envolvido num primeiro ataque alcoólico. Boca firme para um Pinot, acidez na medida, seco e frutado. Madeira presente mas sem distorções.

Pode ser degustado em carreira solo, ou seja, sem companhia alimentícia, mas harmoniza bem com carnes vermelhas de pouca gordura, cordeiro assado, aves grelhadas, molhos leves e alguns frutos do mar.

Amadurece cerca de 6 meses em barricas de carvalho francês.

Possui 14,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 15oC.

Você encontra vinhos argentinos na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br


E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!      

domingo, 12 de março de 2017

Setor vitivinícola brasileiro apresenta recuo de 18% nas vendas em 2016


Vinho fino sentiu menos o impacto da crise e teve ligeira retração, de apenas 2,8%. Para contrabalançar, no ano passado, valor de exportações registrou alta de 45%


O desempenho comercial do setor vitivinícola em 2016 recuou 18% frente ao ano anterior, totalizando a venda de 343,7 milhões de litros em vinhos, sucos, espumantes, vinagres, destilados e outros derivados da uva. Os segmentos que apresentaram maior retração nas vendas foram o de vinho de mesa, com venda de 165,9 milhões de litros, e o de suco de uva natural, com 94,1 milhões de litros, ambos com queda de 20%. O vinho fino, entretanto, apresentou uma redução menos expressiva, de apenas 2,8%, mantendo as vendas em 19,2 milhões de litros.


“Já esperávamos que, com uma produção de vinhos menor, a venda seria também menor. Mas esse recuo foi agravado pela crise econômica, aumento dos impostos, do desemprego e da queda no poder aquisitivo das pessoas” analisa o diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, referindo-se à quebra de 57% registrada na safra de uva do ano passado, que diminuiu a disponibilidade dos produtos.



Contrabalançando o desempenho no mercado doméstico, o setor comemora a retomada nas vendas para o Exterior. O resultado mostra a crescente aceitação internacional dos vinhos brasileiros, principalmente em mercados considerados bastante competitivos, como Estados Unidos, Europa e Ásia. As exportações registraram alta no valor de 45%, totalizando US$ 5,9 milhões, e no volume, de 43%, com 2,2 milhões de litros, assim como no preço médio do litro exportado, que passou de US$ 2,57 para US$ 2,61. As vendas para o mercado externo são fomentadas por ações de promoção internacional desenvolvidas pelo projeto Wines of Brasil, realizado em parceria pelo Ibravin e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Para o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, no mercado interno, 2017 será um ano de cautela e de bastante empenho por parte dos vinicultores para tentar recuperar os patamares de comercialização registrados em 2015. “Até o momento, a safra tem se apresentado muito positiva em sanidade, volumes e em qualidade. Assim, conseguiremos equalizar estoques e teremos bons produtos para apresentar ao mercado”, observa o dirigente. “A perspectiva econômica para esse ano não é tão favorável, por isso insistiremos nos pedidos de redução da carga tributária, que nos tira a competividade e pesa significativamente na composição de custos, e nos incentivos para melhoria de produção”, complementa.



Oscar Ló, vice-presidente do Ibravin, acredita que, com a equalização da oferta, produtos que são carros-chefes para o setor, como o suco de uva 100% e os espumantes, devem recuperar espaço. “Tivemos um recuo muito pequeno nos vinhos finos, sinal de que o consumidor de vinho brasileiro se manteve fiel ao que costuma comprar. E o suco e o espumante, devem voltar à normalidade pois vinham crescendo a índices muito positivos antes da quebra de safra”, enfatiza.

Quanto às exportações, será dada continuidade às ações do projeto Wines of Brasil, com reforço nos países considerados mercados-alvo (Estados Unidos, Reino Unido e China). A expectativa é de abertura de novos distribuidores e de iniciativas promocionais diretas em pontos de venda e em eventos voltados para o consumidor nessas praças ajudem a incrementar os resultados obtidos em 2016.


DESEMPENHO DE VENDAS

Comercialização de vinhos no mercado interno (em litros)

                                         2015                            2016                     2016/15
Vinhos de mesa          207.614.489               165.942.550               -20,07%
Vinhos finos                  19.782.444                 19.221.812                 -2,83%
Espumantes                  18.792.485                 16.850.203               -10,34%
Total Global               419.468.889                343.715.627               -18,06%

Suco de uva 100% pronto para consumo

                                    117.798.708                  94.165.019              -20,06%

Fonte: Cadastro Vinícola – Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi-RS)


IMPORTAÇÃO

Espumantes                  4.107.390                   3.748.581                   -8,74%
Vinhos                         77.689.033                 88.389.641                  13,77%
Total importados       81.796.423                 92.138.222                  12,64%


EXPORTAÇÃO

Espumantes                     145.282                     174.049                      19,8%
Vinhos                           1.446.488                  2.104.333                    45,48%
Total exportado           1.591.770                  2.278.382                    43,14%

  
Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – AliceWeb

                                                                                                                                                                         

quarta-feira, 8 de março de 2017

O alho negro

Quando descobri esta iguaria fiquei particularmente impressionado: o alho negro. Tal ingrediente vem conquistando chefs e consumidores do mundo inteiro, primeiro pelo seu ineditismo e depois pelo seu sabor que em nada lembra o tradicional alho que tem forte ardência. O alho negro passa por um processo de fermentação e envelhecimento que o deixa com sabor inusitado, levemente adocicado e com aroma defumado, o que permite uma versatilidade incrível na cozinha indo bem até no preparo de  doces. Ferran Adrià foi o primeiro a usá-lo profissionalmente em seu já extinto restaurante El Bulli, mas em países como o Japão, Coréia e Tailândia já tem um longo passado de uso. Na preparação do alho negro ele passa três semanas numa estufa, com casca e tudo. E durante a fermentação os açúcares e aminoácidos do alho se unem, produzindo uma substância chamada melanoidina, responsável pela coloração escura. Depois da estufa o alho é mantido sobre uma grade, em temperatura ambiente, por uma semana. Atualmente já se encontra outros legumes pelo mesmo processo, como a cebola. 

terça-feira, 7 de março de 2017

As 10 cervejas mais vendidas na rede Mestre-Cervejeiro em 2016

Cerveja comemorativa gaúcha superou importadas e é destaque no ranking


O mercado de cervejas artesanais no Brasil vem crescendo expressivamente nos últimos anos, mesmo em meio à instabilidade econômica. Na rede de lojas especializadas em cervejas artesanais Mestre-Cervejeiro.com, a maior brasileira do ramo, o volume de vendas aumentou aumentou 15% em dezembro de 2016 comparando-se com o mesmo mês do ano anterior.

Os fatores que contribuíram para os bons resultados foram o crescente interesse do público consumidor de cerveja em opções de melhor qualidade, a chegada da marca a novas regiões -- hoje presente em mais de 40 cidades em todas as regiões do país -- e o aumento na oferta de rótulos e de informação disponível, o que vem alavancando o consumo de cervejas artesanais no país.

Na lista das 10 cervejas mais vendidas em 2016 nas lojas Mestre-Cervejeiro.com, figuram rótulos de diversas partes do mundo, como Escócia, Alemanha, Estados Unidos e Bélgica. Mas a campeã é brasileira! O primeiro lugar ficou com a Mestre-Cervejeiro.com Double IPA, uma das cervejas de marca própria da rede.

“A mais vendida no ano passado foi a nossa colaborativa com a premiada cervejaria Tupiniquim. Ela foi lançada em 2015 para comemorar 11 anos da marca Mestre-Cervejeiro.com e foi a primeira cerveja do estilo envasada em garrafas de 1 Litro no Brasil, com o intuito de ser compartilhada. Ela tem 8,0% de teor alcoólico, amargor presente com 80 IBU's e aromas cítricos conferidos pelos lúpulos norteamericanos Cascade e Centennial.”, afirma Daniel Wolff, sommelier de cervejas e diretor da rede Mestre-Cervejeiro.com

O Brasil já conta com mais de 400 cervejarias - entre grandes e micros - e a proporção dos rótulos nacionais representou 56,6% do faturamento das lojas Mestre-Cervejeiro.com em 2016. Apesar disso, apenas dois dos 10 rótulos mais vendidos são produzidos no Brasil. Destacam-se no ranking o estilo India Pale Ale e cervejas de trigo -- tanto as alemãs Weizenbier quanto as belgas Witbier --, com apenas dois rótulos fora destas categorias.
Confira abaixo o ranking de cervejas mais vendidas em 2016 na rede Mestre-Cervejeiro.com:


1. Mestre-Cervejeiro.com Double IPA (Porto Alegre/RS)
2. Weihenstephaner Hefeweissbier (Fresing, Alemanha)
3. Schneider Weisse Tap 7 (Kelheim, Alemanha)
4. Delirium Tremens (Melle, Bélgica)
5. BrewDog Punk IPA (Ellon, Escócia)
6. Brooklyn East India Pale Ale (Nova York, EUA)
7. Weinhestephaner Vitus (Fresing, Alemanha)
8. Brooklyn Lager (Nova York, EUA)
9. Bastards Jean Le Blanc (Pinhais/PR)

10. Vedett Extra White (Breendonk, Bélgica)

segunda-feira, 6 de março de 2017

O Goulash


Este ensopado de carne nascido na Hungria pode ser preparado de várias maneiras, uma das mais práticas é a que segue abaixo!

Ele tem vários nomes: goulash, gulache, gulasch ou gulyás, mas todos significam a mesma coisa: um ensopado de carne bovina que leva legumes e temperos. Goulash em húngaro significa “comida de boiadeiros” foi originalmente criado pelos pastores húngaros.  Ainda hoje é um dos pratos mais tradicionais da Hungria e consumido em vários países pelo mundo. Necessita para o preparo de carne bovina firme e fibrosa, portanto, acém, costela, alcatra e coxão podem ser as melhores opções. Acompanhe esta receita que além de fácil é muito saborosa!


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

1 kg de costela de carne bovina desossada, cortada em pedaços de cerca 5 cm
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 cebola grande cortada em fatias
4 cenouras médias cortadas em pedaços de 5 cm
3 dentes de alho picadinhos
1 colher de sopa de páprica doce
1 colher de chá de cominho moído
3 xícaras de caldo de carne
4 raminhos de tomilho fresco
1 folha de louro
500g de talharim ou papardelle
2 colheres de sopa de manteiga sem sal
Sal e pimenta preta moída na hora à gosto
2 colheres de sopa de azeite extra-virgem
1/2 xícara de creme de leite para decorar

Preparo:

Tempere as costelas com sal e pimenta. Aqueça o azeite em uma frigideira grande e sele os pedaços de costela, virando cada uma para dourar. Transferir as costelas para uma panela no fogão em fogo baixo. Retire o excesso de gordura da frigideira, junte a manteiga e adicione a cebola, cenouras e alho à panela, polvilhe com sal e cozinhe em fogo médio até que os vegetais ficarem salteados. Adicione a páprica, o cominho e cozinhe, mexendo, por cerca de 1 minuto. Transfira estes legumes para a panela com a costela. Adicione o caldo, o tomilho e a folha de louro, a farinha  e tampe. Cozinhe por cerca de 2 horas, até que a carne esteja muito macia. Descarte os caules de tomilho e a folha de louro. Cozinhe a massa e sirva coberta com o goulash em pratos fundos aquecidos. Decore cada prato com uma colher de sopa de creme de leite e sirva.

Você encontra este e outros cortes de carne premium das raças Angus e Hereford, dezenas de rótulos de cervejas especiais além de complementos, molhos, geleias e especiarias na Best Beef Boutique, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630, em Santa Cruz do Sul. Confira!


sexta-feira, 3 de março de 2017

Ventisquero Kalfu Molu Sauvignon Blanc 2015 - simples e fácil como um bom vinho deve ser!

Após elaborar uma pequena salada que levou mix de verdes, tomatinho cereja, queijo pecorino, croutón e boa dose de azeite de oliva extra virgem, aventurei-me na adega para harmonizar com algum branco que possuía. O escolhido foi o chileno Ventisquero Kalfu Molu Sauvignon Blanc 2015, afinal tal composição culinária necessita da acidez e refrescância desta casta.

Possui cor palha, brilhante e muito límpida. Seu aroma traz  uma carga cítrica e mineral - abacaxi, maracujá, goiaba branca, maçã verde, flores brancas, casca de limão e leve toque herbáceo.

Em boca é muito bom, com acidez e fruta branca harmonizada, de persistência media e muito agradável.

Chama atenção sua graduação alcoólica baixa: 12,5%, o que talvez contribua para este vinho ser tão convidativo. Ideal degustar na temperatura de 8 a 10oC.

Harmoniza com canapés, pratos à base de frutos do mar – salmão, mariscos, mexilhões, camarões - várias saladas, frango grelhado, alguns ensopados e mesmo sanduíches.
   
Você encontra o vinho Kalfu na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br


E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!      

quarta-feira, 1 de março de 2017

Casa Valduga celebra fim da vindima com pedido de casamento


Vinícola comemora sucesso da temporada 2017 e registra pedido de noivado feito durante a tradicional colheita
  


Durante cinco finais de semana, a Casa Valduga realizou a sua já tradicional temporada de colheita de uvas, a vindima. Durante um mês, os visitantes e hóspedes tiveram a chance de vivenciar o início do processo que resulta nos tradicionais e premiados rótulos da vinícola. Para quem não conhece, a vindima é a época em que ocorre a colheita das uvas na região do Vale dos Vinhedos.

A programação única da Casa Valduga permite que os hóspedes aprendam um pouco mais sobre o processo de produção do vinho e também dá a chance de conhecerem um pouco mais sobre a história da vinícola.

Com visitantes de várias partes do Brasil e do mundo, a Casa Valduga participou de um pedido inusitado de um de seus hóspedes mais frequentes: pedir a namorada em casamento durante a vindima. O pedido foi realizado em meio ao parreiral da vinícola, durante a colheita das uvas, e surpreendeu não só a noiva, como todos os participantes da vindima. Juntos há mais de 25 anos, o casal Marcus e Soraia, naturais do Rio de Janeiro, já participam da vindima da Casa Valduga há alguns anos e o noivo não teve dúvidas em escolher os vinhedos como cenário para o tão esperado pedido.

A temporada 2017 da vindima não poderia terminar de forma melhor!

Confira abaixo o vídeo exclusivo do pedido de casamento feito durante a vindima da Casa Valduga:



Para acompanhar as novidades da Casa Valduga, acesse: www.casavalduga.com.br ou curta a fanpage no Facebook: www.facebook.com/casavalduga

Complexo Enoturístico da Casa Valduga – O complexo foi um dos primeiros parques enoturísticos do Brasil, criado pela vinícola Casa Valduga para que os visitantes pudessem conhecer o processo de elaboração de seus espumantes, vinhos finos e um pouco da cultura italiana. O local oferece hospedagem, gastronomia e um espaço para degustação dos produtos da empresa (a Enoboutique).


Sobre a Casa Valduga – Localizada no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), possui a maior adega de espumantes da América Latina e foi uma das primeiras vinícolas brasileiras a dominar e desenvolver o método tradicional (champenoise) para elaborar espumantes ícones. Investe em produtos com padrão de excelência reconhecidos mundialmente e busca sempre inovar nos conceitos de elaboração e apresentação de seus vinhos.