quarta-feira, 6 de julho de 2016

O Papardelle di Antonia!

Resgatando algumas saborosas e inesquecíveis receitas e voltando um pouco mais de 5 anos no tempo, não há como não falar desta!

20 de março de 2011 - Este último final de semana foi mágico para mim, pois no sábado à noite nasceu a Antonia, minha primeira filha! Alguns amigos comentavam-me durante os nove meses de gestação que a mãe assim já se sente desde a fecundação, sublime momento posterior a emblemáticas junções corporo-sentimentais, mas que o pai, outrora relevado ao posto único de fecundador, se dá conta de tão magnânima sensação somente ao pegar o rebento em seus braços. E tinham toda a razão! E ainda embriagado pelo papaizado da primogênita recente, eis que a receita que hoje apresento foi o último prato criado e preparado para a mamãe da Antonia – minha amada esposa Aline - antes de seu nascimento, que acabei batizando de Papardelle di Antonia! 


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

800g de filé de salmão
100g de salmão defumado picado
300g de nata
100g de pimentão vermelho e verde picadinhos
quatro colheres de sopa de cebola picadinha
três colheres de sopa de cebolinha verde picada
50g de manteiga
Azeite de oliva
Um limão
Sal e pimenta do reino moída

Preparo:

Em uma frigideira adicione um fio de azeite de oliva e em fogo médio disponha o filé de salmão temperado com sal e suco de limão e sele cada lado por dois minutos, iniciando pelo lado da carne e depois o da pele. Retire, separe a carne da pele e com o auxílio de dois garfos, desfie e salmão em grandes lascas. Reserve. Nesta mesma frigideira – desde que não haja restos de pele de salmão – junte a manteiga, o pimentão e a cebola e refogue bem. A seguir junte o salmão defumado e refogue em fogo médio rapidamente, adicionando em seguida as lascas de salmão. Deixe fritar por instantes e mexa para incorporar os sabores. Junte a nata e a cebolinha, corrija o sal e adicione a pimenta. Mexa bem sem ferver, escorra o papardelle já cozido no seu tempo, coloque-o em um prato e sobre este o molho de salmão. Sirva a seguir!     

terça-feira, 5 de julho de 2016

Prosit! - Lobkowicz: Pilsen / Pilsener / Plzen… de verdade!


“Toda cerveja pilsen é leve e tem o mesmo gosto!” Felizmente não meu amigo! Nossas velhas conhecidas marcas comerciais, de um modo geral são melhor classificadas como American Lagers, bem diferente das Pilsens originais.

Oriunda da região da Bohemia, na República Tcheca, onde insatisfeito com a qualidade de sua cerveja ALE (cerveja de alta fermentação ou que fermenta em temperaturas mais altas, comum na época, normalmente cervejas mais fortes) Martin Stelzer, morador da cidade de Plzen,  contratou o jovem cervejeiro bávaro Josef Groll, para sua nova cervejaria, que ficaria em local estratégico, na beira do rio Radbuza com aquífero abundante e terreno em rocha de arenito, facilitando a construção dos túneis para armazenagem a frio.

Utilizando um método de fermentação não usual na época, denominado Lagering, fermentou em baixa temperatura a nova cerveja, resultando em 1842, numa cerveja dourada e extremamente limpa, a Pilsner Urquell, cerveja que serviu de referência no estilo Pilsener Tcheca/Bohemian Pilsener. Hoje vendida para o grupo SABMiller, não está sendo oficialmente importada.

A Lobkowikz não foge a regra, como uma Tcheca tradicional,  tem alta carbonatação e refrescância,  amargor um pouco menor que suas irmãs, mas ainda típico do lúpulo Saaz, uma cerveja “para se tomar litros” como disse um amigo.

Vai muito bem com frutos do mar, pratos levemente apimentados, pimentões salteados, saladas. Mas tente também trocar a comercial do seu churrasco, a experiência vai valer a pena.


Possui 4,7% de graduação alcoólica 

Prosit!



* Artigo de Matheus Muller

Você encontra esta e dezenas de rótulos de cervejas especiais além de cortes de carne premium das raças Angus e Hereford, complementos, molhos, geleias e especiarias na Best Beef Boutique, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630, em Santa Cruz do Sul. Confira!







segunda-feira, 4 de julho de 2016

Lídio Carraro Agnus Tannat 2014 - o melhor vinho tinto nacional no Top Ten Expovinis 2016

Com vinhedos jovens plantados em Encruzilhada do Sul – RS -  a Vinícola Lídio Carraro vêm se destacando ano a ano com seus produtos idealizados pela enóloga Monica Rosseti com o conceito da filosofia purista, ou seja, mínima intervenção humana para a máxima expressão do vinho. A Lídio Carraro foi a vinícola oficial da Copa do Mundo FIFA em 2014 no Brasil com a linha comemorativa Faces e será novamente a vinícola oficial nas Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro no próximo mês com uma nova e exclusiva linha. E nesta última Expovinis ocorrida em junho ficou com o primeiro posto na escolha do melhor Vinho Tinto Nacional com o Lídio Carraro Agnus Tannat 2014, que comentamos a seguir.

Possui uma ótima coloração vermelho rubi, brilhante e com lágrimas médias e preguiçosas. Seus aromas emanam frutas negras - ameixa, amora, cereja, mirtilo e framboesa - especiarias – anis, alcaçuz e canela - e ainda couro e cacau. Seus taninos são redondos e suaves, complexo e frutado. O retrogosto é agradável, sua acidez equilibrada e possui amplo final.

Além de tudo traz um ótimo custo-benefício, ficando abaixo de R$ 50,00.  

Harmoniza bem com carnes de caça, carnes grelhadas, massas com molhos estruturados e queijos duros.

Possui 13,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 16oC.

Você encontra os vinhos da Lídio Carraro na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, em Santa Cruz do Sul, fone (51)3711.3665 e site www.weinhaus.com.br     


E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

domingo, 3 de julho de 2016

Vinho é cultura e o livro "Paisagem do Vinho Rio-Grandense" de Rinaldo Dal Pizzol avaliza esta máxima

Livro indica que paisagem cultural do vinhedo tem condições de pleitear título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Obra foi escrita pelos pesquisadores da cultura do vinho, Rinaldo Dal Pizzol e o antropólogo espanhol Luís Vicente Elias Pastor


A paisagem do vinhedo como um produto antropológico iniciada com a chegada dos primeiros imigrantes italianos à Serra Gaúcha em 1875 e com uma tipologia única são apenas algumas das constatações do livro Paisagem do Vinhedo Rio-Grandense, escrito pelos pesquisadores da cultura do vinho, Rinaldo Dal Pizzol e o antropólogo espanhol Luís Vicente Elias Pastor, e lançado na noite de segunda-feira, 27 de junho, em Bento Gonçalves (RS).

Essa obra complexa, que trata de duas regiões vitícolas do Rio Grande do Sul, a Serra Gaúcha e a Campanha, apresenta centenas de imagens que revelam o trabalho árduo do viticultor e também traz conceitos e visões importantes que indicam a necessidade de reflexões sobre o futuro dessa paisagem. Diante disso, Luís Vicente recomenda que a paisagem da Serra Gaúcha seja candidata à Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

Durante o lançamento da obra, Dal Pizzol exaltou o trabalho do viticultor, que chegou a Serra Gaúcha a partir de 1875 e ergeu casas, escolas, capiteis, igrejas, cemitérios, hospitais e todas as culturas de subsistência. O vinhedo foi o que permaneceu, cresceu e se consolidou durante os 140 anos, apesar das dificuldades. “Para a produção do livro foram anos de pesquisa e quilômetros de caminhadas para colher depoimentos, visitar produtores e ter a percepção real desse cenário que é a paisagem do vinhedo”, ressaltou.

Luís Vicente não pode estar presente ao evento, mas enviou um vídeo em que diz ter chamado muito a atenção a presença no Rio Grande do Sul de um tipo de vinhedo em forma horizontal de latada, único no mundo em função de sua sustentação ser sobre pilares de árvores de Plátano e também alguns de pedra. “Todo esse conjunto torna essa paisagem muito singular, por isso é possível considerá-la Patrimônio Cultural da Humanidade, como forma de preservá-la. Sem dúvida, seria uma grande conquista”, evidenciou.

Entre as tantas propostas do livro, Dal Pizzol destacou três que considera mais relevantes: a primeira apresentando “paisagens singulares” e que podem se tornar atrativos turísticos; a segunda sugere reflexões sobre a sustentabilidade dessa paisagem do vinhedo da Serra Gaúcha, sujeita a fraquezas e ameaças; e, por fim, seria desejável um movimento que inclua os produtores, governos municipais da região e a comunidade em geral para que haja a compreensão de que existem antecedentes e justificativas a fim de que a paisagem seja considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, a exemplo de outros locais equivalentes na Europa, o que pode gerar reflexos positivos para o consumo interno de vinhos, ao colocar essa paisagem em uma vitrine e referência internacional.

O secretário de Turismo de Bento Gonçalves, Gilberto Durante, presente ao evento e representando o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, agradeceu o empenho de Dal Pizzol por meio de propostas inovadoras, como o Vinhedo do Mundo, o Ecomuseu da Cultura do Vinho assim como pela participação e fundamental apoio junto ao Conselho Municipal de Turismo. Igualmente, enfatizou o papel de Luís Vicente e todo seu conhecimento compartilhado para a concretização da obra.

O livro conta com 288 páginas, dividido em 15 capítulos, e tiragem de três mil exemplares e tem a apresentação da professora Ivanira Falcade da Universidade de Caxias do Sul (UCS). O prefácio é de Mirian Sartori Rodrigues, diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae/RS), e prólogo de Jorge Tonietto, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho.

A obra é uma referência nos estudos da paisagem do vinhedo e foi produzida com projeto aprovado pelo Ministério da Cultura e conta com o patrocínio de Bradesco, Italínea, Florense, Toniolo Busnello e Concresul, e tem o apoio do SENAR e Dal Pizzol Vinhos Finos.

Sobre os autores:

Rinaldo Dal Pizzol é natural de Bento Gonçalves (RS) e formado em Ciências Econômicas. Desde 1960 foi diretor de empresas do setor vinícola. Presidiu a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) e foi vice-presidente da Festa Nacional do Vinho, em Bento Gonçalves, e da Festa Nacional do Champanhe, em Garibadi. Atualmente preside o Instituto R. Dal Pizzol é diretor da Dal Pizzol Vinhos Finos. O Instituto é responsável pela recente constituição do Ecomuseu da Cultura do Vinho que abriga entre outros atrativos culturais uma bem organizada coleção ampelográfica privada (de videiras), em campo, com cerca de 400 variedades, exposição a céu aberto e sala de exposição de longa duração que estão à disposição dos visitantes.

Luís Vicente Elias Pastor é natural de La Rioja (Espanha), doutor em Antropologia, mestre em Etnologia e licenciado em Filosofia. De 1974 a 1980 foi diretor do Museu Etnográfico de La Rioja. De 1991-2001 foi diretor da Fundação Caja Rioja. De 1998-2000 foi responsável pelo Programa Líder Temático Cultura do Vinho. Foi professor de Antropologia na Universidade Nacional de Educação a Distância, expert em temas de Patrimônio Cultural, autor de diversas publicações sobre patrimônio e turismo, cultura do vinho e turismo do vinho. Professor convidado de várias universidades sobre temas da cultura do vinho. Atualmente é responsável pela documentação e patrimônio cultural das vinícolas R. López de Heredia e Viña Tondonia en Haro (La Rioja).

Serviço

O que: livro Paisagem do Vinhedo Rio-grandense
Autores: Rinaldo Dal Pizzol e Luís Vicente Elias Pastor
Venda: em Bento Gonçalves nas livrarias Aquarela e Paparazzi ou solicitar via e-mail instituto@dalpizzol.com.br ou pelo telefone (54) 3449-2234.

Valor: R$ 25,00 

*fotos de Rosângela Longhi

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O frango ao curry!


  
Saborosa e muito fácil, esta receita com inspiração indiana traduz-se numa deliciosa opção para o final e semana!


A culinária indiana é reconhecida pela sua diversidade de cores, aromas e sabores, utilizando no preparo dos pratos uma variedade sem fim de especiarias advinda do mercantilismo com os mongóis e britânicos numa babel gastronômica, somada ainda a variação de região para região da Índia. Nesta mescla toda, podemos pincelar um dos temperos utilizados nesta exótica culinária e preparar uma receita fácil, barata e saborosa, o Frango ao Curry! O “pó de curry” que se encontra atualmente em supermercados é uma criação recente que não é indiana, mas que foi inspirada pelas várias misturas de especiarias que são comumente utilizados naquele país. É com ele que se prepara esta receita.


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

1 kg de peito de frango cortado em cubos de cerca de 3cm
2 colheres de sopa de manteiga
2 dentes de alho picadinho
Uma cebola pequena picada
150g de requeijão cremoso
2 colheres de sopa de curry em pó
Pitada de orégano
Sal e pimenta preta moída na hora a gosto

Preparo:

Aqueça uma panela e refogue o alho e a cebola na manteiga até dourar. Acrescente o frango e deixe fritar por cerca de 8 minutos. Some a pitada de orégano e tempere com sal e pimenta. Junte o requeijão e misture com o frango, incorporando bem. Por fim coloque o curry em pó aos poucos e mexa bem para misturarl. Servir acompanhado de arroz branco.  

  


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Prosit! - Schneider Weisse Tap 6 – nem tudo é o que parece


 
Sabe aqueles casos de amor a primeira vista? Para muitos, não será o caso, com essa Weizenbock Schneider Weisse Tap 6 de corpo denso, coloração escura, carbonatação longa e persistente. 

Seu visual mais lembra uma porter e à cabeça já vem o forte sabor tostado e alcoólico, mas basta sentir o aroma que remete à ameixas, frutas secas, nozes. 

Para a impressão de “extremos” acabar, no gosto uma sensação de frescor, natural pela alta carbonatação, característica das cervejas de trigo, e uma forte sensação de equilíbrio, “que cerveja boa!” ouvi várias vezes. 

O legitimo caso de ovelha em pele de lobo, neste caso. 

Harmoniza perfeitamente com queijos macios como brie, camembert e até com queijos mais fortes como roquefort e gorgonzola ou, simplesmente solitária, em um necessário happy hour.


Possui 8,2% de graduação alcoólica


Prosit!

* artigo de Matheus Müller

Você encontra esta e dezenas de rótulos de cervejas especiais além de cortes de carne premium das raças Angus e Hereford, complementos, molhos, geleias e especiarias na Best Beef Boutique, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630, em Santa Cruz do Sul. Confira!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Don Guerino Pinot Noir Reserva 2016 - iniciada a abertura de tintos desta safra!

Esta semana provei o primeiro tinto gaúcho da safra 2016! Estava curioso afinal esta safra teve quase 60% de quebra devido as condições climáticas do fenômeno La Niña que trouxe geada na brotação, granizo no desenvolvimento e chuvas na maturação das uvas. 

O escolhido foi o Don Guerino Pinot Noir Reserva 2016, cuja vinícola homônima fica em Alto Feliz. 

Apresentou cor rubi violáceo brilhante e aromas inicialmente fechados evoluindo com framboesa, cereja e amoras em destaque. Boca com amargor e fruta negra, amora e tostado e bala soft de framboesa ao final. Taninos redondos, médio corpo e persistência. Pequeno estágio em barricas de carvalho.

Possui 13% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura entre 14 e 16oC.

Fez uma boa parceria com pizza de legumes salteados e muçarela, mas também encara risotos leves, queijos leves a médios, cordeiro assado entre outras possibilidades.

Você encontra os vinhos Don Guerino na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, em Santa Cruz do Sul, fone (51)3711.3665 e site www.weinhaus.com.br     


E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!