domingo, 19 de abril de 2015

Amalaya Gran Corte 2011

A região vitivinícola de Salta na Argentina, localizada a cerca de 2 mil metros acima do nível do mar, produz vinhos muito particulares – de Malbecs violetados a Cabernet Franc mentolados – todos com uma mineralidade sui generis devido ao terroir no qual são criados. 

A Bodega Colomé produz o Amalaya Gran Corte 2011, como diz o nome, um blend com 85% Malbec, Cabernet Franc 10% e Bonarda 5%. Na boca e aos olhos é possível notar-se a influência das cepas minoritárias deste vinho, trazendo aroma e cor, além de participação na estrutura. 

Possui cor vermelho púrpura profundo com reflexos violáceos e lágrimas lentas. Aroma mineral, frutas vermelhas, cereja e framboesa realçadas, violetas, pimenta preta, alcaçuz, tostado, chocolate e toque mentolado. Boca muito fresca e com adstringência, acidez equilibrada, longa e marcante persistência, chocolate, mentol e frutas vermelhas no retrogosto. Leve picância. Corpo médio, estruturado e muito concentrado, explodindo em boca. Com certeza mais 3 anos de garrafa no mínimo lhe farão muito bem! Descansa 12 meses em barricas de carvalho francês e americano, novas e de 2° uso.

Possui 14,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 16°C.
Pode ser harmonizado com legumes salteados em oliva, churrasco, pratos um pouco mais picantes, carnes de caça na panela, linguiças, copas e salames e queijos duros.

Você encontra o vinho Amalaya na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, em Santa Cruz do Sul, fone 51.3711.3665 e site www.weinhaus.com.br


E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

O Dia Internacional do Malbec, comemore!

17 de Abril é conhecido como o Dia Internacional do Malbec! 


Esta emblemática uva oriunda da França e que é o cartão de visitas da Argentina vitivinícola conquistou esta especial data para ser celebrada entre os amantes dos vinhos finos que rendem-se aos encantos de aromas e palatos desta grande uva. nada melhor para saudar tal momento com um mosaico de alguns grandes Malbecs já bebidos por este colunista! Saúde e vida longa ao vinho Malbec!















quarta-feira, 15 de abril de 2015

Espaguete ao Molho de Frango Cajun - Uma receita de New Orleans!


Conhecida como a Capital Mundial do Jazz, a cidade americana também possui uma rica e autêntica gastronomia

New Orleans é um mosaico cultural desenhado no estado da Lousiana, nos Estados Unidos, facetada pelas influências francesas, espanhola e afro-americana, que traduzem-se em boa música, entretenimento e comida. Neste quesito específico – comida – há duas vertentes históricas muito fortes, os cajuns (descendentes de franco-canadenses que no final do século XVIII foram transportados da britânia para o que é hoje a Nova Escócia, ao sul da Louisiana. Utiliza muita manteiga e creme de leite, além depimentão e cebola) e creoles (nome atribuído pelos espanhóis que governavam Nova Orleans no século XVIII aos imigrantes advindos do restante do território europeu, cuja variante culinária sugere o uso de grandes quantidades de gordura de porco, numa combinação singela das escolas francesa e espanhola). O tempero dito “cajun” é uma mistura escura de vários temperos tais como páprica, cebola e alho em pó,  pimenta-preta, orégano e tomilho, ao gosto de cada um nas medidas. Este tempero é que dá origem a receita de hoje, o Espaguete ao Molho de Frango Cajun


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

500g de espaguete
3 peitos de frango sem osso e sem pele cortados em cubos e cerca de 2cm
3 colheres de chá de tempero cajun
2 colheres de sopa de azeite de oliva
2 colheres de sopa de manteiga sem sal
1 pimentão verde e um vermelho sem sementes e cortado em pedaços finos
1 cebola roxa média fatiada
2 dentes de alho picados
4 tomates cortados em cubos
200g de cogumelos paris fatiados
1 cubo de caldo de galinha diluído em meio litro de água
1 cálice de vinho branco seco
Suco de um limão
Meia xícara de creme de leite
Salsinha picada, sal e pimenta vermelha moída à gosto

Preparo:


Em fogo alto, aqueça uma frigideira com um fio de azeite de oliva e manteiga, adicione o frango em cubos e tempere com a mistura cajun. Deixe dourar, retire o frango e acrescente mais um fio de oliva e manteiga, juntando o alho, os pimentões e a cebola e adicopne mais pitadas do tempero cajun. Corte quatro tomates em pequenos pedaços e fatie os cogumelos. Adicionar ambos e cozinhe por alguns minutos. Tempere com sal e pimenta e reserve. Em uma espagueteira cozinhe a massa até ficar al dente e escorra. Em uma panela adicione o vinho, o caldo de frango, o suco de um limão e deixe ferver em fogo alto por alguns minutos para reduzir. Baixe o fogo e junte o creme de leite temperando com pimenta vermelha moída para deixar o molho levemente picante. Adicione o frango, os legumes e o espaguete nesta panela e cozinhe por cerca de 5 minutos. Sirva!

Venda de espumantes no Brasil cresce 15% em janeiro e fevereiro

  
Destaque ficou por conta dos moscatéis, com elevação de 31%. Qualidade, diminuição da sazonalidade e competitividade são apontados como decisivos para o resultado


Cada vez mais é frequente a associação de verão, praia, piscina e descontração, próprias da estação que recém terminou, com as borbulhas dos espumantes brasileiros. É o que mostram os números de comercialização do produto nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Na esteira da campanha promocional lançada pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), e de ações das próprias empresas, foram comercializados 1,2 milhão de litros da bebida, o que significa um aumento de 15,2% em relação aos primeiros dois meses de 2014. O destaque é para os moscatéis, com aumento de 31% e a venda de mais de 310 mil litros. Na comparação com a média dos últimos cinco anos (2010 a 2014), o índice de crescimento é ainda mais significativo: 35,7% para os espumantes de forma geral e mais de 50% na venda de moscatéis.

Para o gerente de Promoção do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Diego Bertolini, o resultado mostra a tendência de expansão das vendas dos vinhos espumantes para além das festas de final de ano. Bertolini destaca o aumento da comercialização de moscatéis como uma amostra de que novos consumidores estão sendo atingidos com as campanhas promocionais desenvolvidas pelo Ibravin e reforçadas pelas empresas com outras ações de marketing como venda em taças, distribuição de ice bags(sacola térmica que possibilita consumo na praia ou piscina) entre outras. "Enxergamos os  moscatéis como a porta de entrada para o mundo do vinho. Por isso, o foco em rádios com perfil jovem e outras iniciativas em parceria com as empresas surtiram efeito", acredita.

O presidente do Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivados da Uva e do Vinho (Sindivinho/RS), Gilberto Pedrucci, elenca três aspectos que considera decisivos para os bons resultados alcançados pelo setor na venda de espumantes. O empresário destaca o custo benefício da bebida em relação aos produtos importados, a quebra da sazonalidade no consumo e o reconhecimento de publicações como o Guia Descorchados 2015. "O fato das pessoas estarem consumindo o produto em diferentes períodos do ano e o reforço na imagem dos espumantes brasileiros com avaliações excelentes em publicações e concursos internacionais contribuem para consolidar essa posição do Brasil e a competitividade dos produtos", avalia.

O diretor de vendas Cléber Slaifer concorda com a avaliação do presidente do Sindivinho de que está ocorrendo uma diluição do consumo do produto mais uniformemente durante o ano.Slaifer afirma que tanto a empresa como as demais vinícolas que trabalham de forma mais direcionada com espumantes estão colhendo os frutos de um trabalho iniciado há alguns anos. Para ele, é necessário dar continuidade com ações mais pontuais, em outras regiões do país. "Precisamos associar o ganho de imagem enorme que estamos tendo com o espumante com a parte comercial. Fazer com que as campanhas cheguem na ponta,que é o consumidor", propõe.

Daniel Panizzi, gerente comercial de uma vinícola de pequeno porte, afirma que, apesar de ainda existir uma concentração maior de vendas nos meses de novembro e dezembro, nos últimos anos tem crescido o faturamento da empresa também nos meses seguintes. "Mesmo com uma certa retração que estamos observando no mercado, o mês de fevereiro foi excelente em vendas", informa. Localizada no município de Pinto Bandeira, a vinícola também trabalha com enoturismo e, segundo o gerente, o fluxo tem se mantido estável.

Franco Perini enfatiza que a campanha "Espumantes do Brasil. Esse é o clima do verão”  teve relação direta com os resultados de vendas da empresa em que ocupa o cargo de diretor comercial. Segundo ele, a decisão de focar num novo perfil de consumidor surtiu o efeito desejado, e a iniciativa deve se repetir em outras ações. "Foi uma campanha assertiva, que tem gerado ótimos resultados e que pode servir de exemplo de promoção de vinhos com o público jovem e que ainda não está no mundo do vinho", propõe. Perini também sugere  que sejam feitas campanhas voltadas ao consumidor final, em situações de consumo diversificadas.

Sobre a campanha do Ibravin

A campanha “Espumantes do Brasil. Esse é o clima do verão”  incluiu outdoors, ações de merchandising e inserções em rádios, jornais e internet. Promoções de compre e ganhe nos pontos de venda também foram veiculadas junto ao público consumidor entre os meses de dezembro e março. O objetivo foi fortalecer a imagem dos espumantes brasileiros, categoria que detém mais de 70% de participação no mercado interno brasileiro.

Os turistas que trafegam pelas principais rodovias de acesso ao litoral ainda podem visualizar outdoors com os dizeres “Espumantes do Brasil. Quando você abre, o verão acontece”, além de relógios que exibem hora e temperatura, nas praias de Torres, Capão da Canoa e Atlântida, no RS, e Florianópolis, em SC. Nas rádios, o perfil foi escolhido foi o público jovem. A campanha foi desenvolvida pela Agência Escala, de Porto Alegre (RS).


segunda-feira, 13 de abril de 2015

As melhores especiarias e temperos com benefícios à saúde



Açafrão da terra, pimenta, coentro, salsinha e gengibre. Esses temperos (e muitos outros) adicionam sabor diminuindo a necessidade de sal, beneficiam a digestão, possuem propriedades curativas e valorizam os sabores dos ingredientes.


Temperar alimentos pode ir muito além do que simplesmente dar sabor às refeições. O consumo de especiarias pode trazer diversos benefícios para a saúde e o que poucos sabem é a forma correta de usá-los e como combinar os sabores.

A chef Silvia Perotti, da Annapurna, explica que as especiarias e temperos podem ter múltiplas funções. “Ao usá-los de forma correta, os condimentos trazem saúde ao prato, como, por exemplo, diminuir a quantidade de sal usada no cozimento, beneficiar a digestão – ideal para quem vive de regime - e tem propriedades curativas – como a canela, que beneficia o sistema circulatório e digestivo, promove a sudorese e alivia os gazes, além de ser diurético, anti-inflamatório, relaxante muscular e expectorante.

Confira abaixo outros temperos e condimentos mais benéficos à saúde:

Açafrão da terra – Anti-inflamatório;

Pimenta do reino – Ativa a digestão;

Semente de coentro – Desintoxicante e ótimo para equilibrar a temperatura do corpo no verão;

Semente de cominho – Desintoxicante e levemente amargo;

Salsinha – Diurético e desintoxicante;

Orégano – Antioxidante, diminui a formação de gases;

Pimenta dedo de moça (verde) – Ativa a digestão e beneficia a absorção de ferro das proteínas vegetais;

Gengibre – Ativa a digestão, melhora a absorção dos nutrientes e ativa a circulação.

A chef, especializada em alimentação ayurvédica, diz que o segredo é testar os temperos e condimentos em diferentes pratos. E completa “apesar dos diversos benefícios já comprovados, o consumo destes condimentos deve ser frequente e em quantidades relevantes, para obtermos os benefícios de seus nutrientes. Portanto, é essencial variar os tipos e utilizá-los diariamente”. Além disso, conhecer o seu biótipo energético através da anamnese ayurvédica pode tornar essa experiência ainda mais eficaz.




domingo, 12 de abril de 2015

Odfjell Armador Carmenere 2012

O vinho comentado desta semana é o Odfjell Armador Carmenere 2012, chileno do Vale do Maipo, apresenta cor rubi viva, muito límpida e brilhante, com lágrimas médias e rápidas. Trouxe aromas de frutas vermelhas e negras com morango, cereja, amoras, também alcaçuz, baunilha e café. Toque herbáceo tanto em nariz quanto em boca, lembrando orégano. Em boca mostra-se mineral, fresco, de corpo médio, com acidez equilibrada, amplo e com larga persistência. Morangos e amoras em boca – levemente picante - e chocolate no retrogosto. Amadurece 50% em tanque de aço inox e 50% em barricas de carvalho de 3 a 5 meses.

Na década de 90 o armador norueguês Dan Odfjell decidiu investir nos ensolarados vales do Maipo e Maule, obstinado na produção de vinhos tintos segmentados como premium. Contratou serviços de conceituadíssimos enólogos entre os quais Paul Hobbs, da Califórnia e Arnaud Hereu, de Bordeaux, e do viticultor Arturo Labbe, do Chile. Além da equipe enológica de ponta, cultivo orgânico, tecnologia de ponta na vinificação e legitimidade do terroir fecham o quadrilátero de sucesso da Odfjell. Sua linhas começam com a Armador, depois Orzada, Aliara e Odfjell.

Possui 13,5% de álcool.

Vai muito bem com carnes vermelhas grelhadas, bifes na chapa, massas e risotos de molhos médios e alguns queijos duros.

Ideal ser servido na temperatura de 18ºC.

Você encontra os vinhos Odfjell na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, em Santa Cruz do Sul, fone 51.3711.3665 e site www.weinhaus.com.br.
 

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Sinfonia tânica!


Em sua passagem por Santa Cruz, o embaixador do vinho uruguaio Daniel Arraspide realizou uma memorável degustação do que há de melhor na viticultura daquele país.



Uma noite realmente prazerosa! Este seria o resumo do encontro da Confraria do Sagu – confraria especializada na análise técnica de vinhos – ocorrido na última semana nas dependências do Hotel Águas Claras Higienópolis e que contou com a brilhante presença do jornalista e sommelier uruguaio Daniel Arraspide, que trouxe à provação dos confrades uma exclusiva amostra de vinhos uruguaios, que impressionaram pela qualidade e caráter de exceção.

Os vinhos uruguaios encontram-se num estágio relevante e representativo no mundo do vinho, afinal muitos de seus produtores vêm investindo em tecnologia e manuseio há vários anos, o que contribui para ter-se um produto final pleno em qualidade. Na década de 1970, houve uma renovação na vitivinicultura do Uruguai, uma reconversão, com novas técnicas de plantio e cultivo, bem como a introdução de novas variedades de uvas, que possibilitaram um desenvolvimento substancial à sua indústria de vinhos finos, agregando um salto de qualidade às vinícolas que passaram a ter reconhecimento de público e crítica daquilo que envasavam. O Uruguai é um dos menores países da América do Sul, tanto em extensão territorial como em habitantes, mas assim como a sua Celeste – nome dado a seleção uruguaia de futebol – também é bravo e obstinado quando o assunto é vinho. Sua produção vinícola com mais de 250 anos de história é respeitável e reconhecida, sendo hoje o quarto maior polo produtor de vinhos da América do Sul, com mais de 180 vinícolas lá estabelecidas. A Tannat é a sua casta mais emblemática – representando 45% de todo o cultivo hermano - e a que recebe os maiores suspiros entre os enófilos apaixonados pelo líquido de Baco.  A adaptação desta uva de origem francesa descobriu as condições climáticas perfeitas para recebê-la, com solo e clima invejáveis. Também a Sauvignon Blanc, a Cabernet Sauvignon, Pinot Noir e a Merlot produzem bons vinhos por lá. O Uruguai - em especial o sul do país - possui clima Atlântico e é beneficiado pela insolação típica do paralelo Sul 35 - o mesmo das regiões superprodutoras como Mendoza (Argentina), Santiago (Chile), Cape Town (África do Sul) e Adelaide (Austrália). Um pouco desta complexidade pode ser degustada, nos rótulos apresentados por Daniel e aqui resumidamente descritos.  


Os vinhos:

No leque apresentado, um vinho branco de guarda, o Pisano Gran Reserva Arretxea 2006 elaborado pelas uvas Viogner (87%), Chardonnay (8%) e Riesling Renano (5%). Aromas cítricos (abacaxi, pomelo, maçã), frutas brancas secas, avelãs, coco, toque floral, com coloração amarelo ouro com reflexos dourados, sedoso e macio em boca, com grande untuosidade. Um vinho para ser bebido solo, contemplativo e delicioso. Passagem de 12 meses em barricas de carvalho francesas de primeiro uso. Possui 14% de graduação alcoólica.

Depois foi o momento do Atlantico Sur Rosé de Tannat 2014 produzido pela Família Deicas, um vinho fácil de beber, com linda cor rosa salmão, morango evidenciado no aroma e notas de – incrível – avelãs, boca fina e agradável, redondo e aveludado no palato. 13,5% de graduação alcoólica.


A sinfonia de tintos iniciou com um vinho surpreendente, o Don Pascual Edición Limitada Tannat 2000, da bodega Establecimiento Juanicó, sem filtragem. Impressionante a carga aromática deste vinho com 15 anos de vida que passou 24 meses em barrica de carvalho americano de segundo uso. A coloração em taça sequer apresentava halo ocre ou alaranjado, continuava púrpura brilhante e viva. Em boca perfeito, impecável, pronto. Elegante, fruta perfeitamente equilibrada com a madeira, com vivacidade e inquietude irretocável. A noite começava a mostrar-se esplendorosa. Com 13% de graduação alcoólica.

O Toscanini Antologia Tannat 2004 ruborizou as taças com sua cor violeta profundo e trouxe aromas de cassis, framboesa e amoras além de uma boca com taninos finíssimos e ampla estrutura e complexidade. Com 18 meses de passagem em barricas novas de carvalho francês mostrou-se marcante e amplo. Possui 14% de graduação.


Os enólogos uruguaios peculiarmente utilizam um pequeno corte da uva branca Viognier na composição de alguns tintos, com um resultado surpreendente, pois tal casta traz uma secura saliente a boca, o Alto de La Ballena Tannat Viognier 2007 é um exemplo notável de tal blend – cortado em 15% com Viognier -  traduzindo-se num vinho agradabilíssimo com aromas de fruta negra com ameixa destacada, flores silvestres, violetas e baunilha e boca macia e convidativa. Estagia 9 meses em barricas novas de carvalho americano e 13,5% de álcool.

Seguindo a degustação, o vinho seguinte foi o Montes Toscanini Corte Supremo Premium 2009, outro blend composto por Tannat, Cabernet Sauvignon e Merlot, que disputou votos como “vinho da noite” com o Tannat 2000 da Juanicó. Fantástico vinho do enólogo Leonardo Toscanini, que pode traduzir toda a excelência da viticultura uruguaia. Passa 18 meses entre barricas americanas e francesas, de primeiro e segundo uso. Com 14% de graduação alcoólica. 
       

Depois quem se apresentou foi o Gimenez Mendez Tannat Premium 2011, um vinho potente e correto, de taninos marcantes e grande complexidade. Trouxe notas mentoladas, fruta expressiva, compota e especiarias. Em boca amplo, de ótimo corpo e persistência. Um vinhaço que repousou 1 ano em barrica de carvalho francês e americano! Apresenta 14% de volume alcoólico.    


Por último o Bouza Monte Vide Eu 2012, premium da bodega-boutique homônima, um corte de Tempranillo, Merlot e Tannat, ainda jovem e por isso musculoso e irrequieto ao paladar. Um vinho que pede comida, estruturado e complexo com potencial de guarda para no mínimo 10 anos!  Com 14% de graduação alcoólica.  


Ao final do encontro uma certeza reinou absoluta entre os presentes: o vinho tinto brasileiro ainda tem muito para percorrer até chegar ao patamar dos vizinhos uruguaios! O Uruguai é um dos poucos países produtores que luta para não se render à padronização do vinho que visa apenas o comércio, pelo contrário, dizem “este é o nosso vinho. Se você gostar, ótimo, se não, continuaremos a fazê-lo do mesmo jeito, pois somos autênticos”.


Quem é Daniel Arraspide?

Daniel Arraspide é um embaixador do vinho uruguaio. Em suas andanças pelos continentes coleciona amigos, admiradores e simpatizantes do mundo do vinho e carrega consigo a paixão pelos bons produtos engarrafados naquele país. Daniel é avaliador de concursos de vinhos e participante de eventos em torno deste universo. Também já foi considerado o “Mais Gaúcho dos Uruguaios” tamanha a sua apreciação pelos espumantes, pela gente e pelas coisas boas do Rio Grande do Sul. Assina trabalhos para revistas e periódicos especializados entre os quais para a Revista Placer, La Voz de la Arena, Enjoy Uy Magazine, Revista Sabores do Sul, Revista Adega, Jornal Bon Vivant, e Exedra 21. É editor do blog Vinos y Bebidas no Portal de Montevideo e site www.vinoybebidas.com um dos mais influentes sites especializados do Uruguai.


Você encontra vinhos uruguaios na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, fone 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     



Arretxea 2007: branco de guarda

Os tintos uruguaios carregados de corpo e estrutura

Ótimo blend de Tannat e Viognier

Sinfonia de tintos foi esplendorosa!

A Confraria do Sagu