segunda-feira, 13 de abril de 2015

As melhores especiarias e temperos com benefícios à saúde



Açafrão da terra, pimenta, coentro, salsinha e gengibre. Esses temperos (e muitos outros) adicionam sabor diminuindo a necessidade de sal, beneficiam a digestão, possuem propriedades curativas e valorizam os sabores dos ingredientes.


Temperar alimentos pode ir muito além do que simplesmente dar sabor às refeições. O consumo de especiarias pode trazer diversos benefícios para a saúde e o que poucos sabem é a forma correta de usá-los e como combinar os sabores.

A chef Silvia Perotti, da Annapurna, explica que as especiarias e temperos podem ter múltiplas funções. “Ao usá-los de forma correta, os condimentos trazem saúde ao prato, como, por exemplo, diminuir a quantidade de sal usada no cozimento, beneficiar a digestão – ideal para quem vive de regime - e tem propriedades curativas – como a canela, que beneficia o sistema circulatório e digestivo, promove a sudorese e alivia os gazes, além de ser diurético, anti-inflamatório, relaxante muscular e expectorante.

Confira abaixo outros temperos e condimentos mais benéficos à saúde:

Açafrão da terra – Anti-inflamatório;

Pimenta do reino – Ativa a digestão;

Semente de coentro – Desintoxicante e ótimo para equilibrar a temperatura do corpo no verão;

Semente de cominho – Desintoxicante e levemente amargo;

Salsinha – Diurético e desintoxicante;

Orégano – Antioxidante, diminui a formação de gases;

Pimenta dedo de moça (verde) – Ativa a digestão e beneficia a absorção de ferro das proteínas vegetais;

Gengibre – Ativa a digestão, melhora a absorção dos nutrientes e ativa a circulação.

A chef, especializada em alimentação ayurvédica, diz que o segredo é testar os temperos e condimentos em diferentes pratos. E completa “apesar dos diversos benefícios já comprovados, o consumo destes condimentos deve ser frequente e em quantidades relevantes, para obtermos os benefícios de seus nutrientes. Portanto, é essencial variar os tipos e utilizá-los diariamente”. Além disso, conhecer o seu biótipo energético através da anamnese ayurvédica pode tornar essa experiência ainda mais eficaz.




domingo, 12 de abril de 2015

Odfjell Armador Carmenere 2012

O vinho comentado desta semana é o Odfjell Armador Carmenere 2012, chileno do Vale do Maipo, apresenta cor rubi viva, muito límpida e brilhante, com lágrimas médias e rápidas. Trouxe aromas de frutas vermelhas e negras com morango, cereja, amoras, também alcaçuz, baunilha e café. Toque herbáceo tanto em nariz quanto em boca, lembrando orégano. Em boca mostra-se mineral, fresco, de corpo médio, com acidez equilibrada, amplo e com larga persistência. Morangos e amoras em boca – levemente picante - e chocolate no retrogosto. Amadurece 50% em tanque de aço inox e 50% em barricas de carvalho de 3 a 5 meses.

Na década de 90 o armador norueguês Dan Odfjell decidiu investir nos ensolarados vales do Maipo e Maule, obstinado na produção de vinhos tintos segmentados como premium. Contratou serviços de conceituadíssimos enólogos entre os quais Paul Hobbs, da Califórnia e Arnaud Hereu, de Bordeaux, e do viticultor Arturo Labbe, do Chile. Além da equipe enológica de ponta, cultivo orgânico, tecnologia de ponta na vinificação e legitimidade do terroir fecham o quadrilátero de sucesso da Odfjell. Sua linhas começam com a Armador, depois Orzada, Aliara e Odfjell.

Possui 13,5% de álcool.

Vai muito bem com carnes vermelhas grelhadas, bifes na chapa, massas e risotos de molhos médios e alguns queijos duros.

Ideal ser servido na temperatura de 18ºC.

Você encontra os vinhos Odfjell na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, em Santa Cruz do Sul, fone 51.3711.3665 e site www.weinhaus.com.br.
 

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Sinfonia tânica!


Em sua passagem por Santa Cruz, o embaixador do vinho uruguaio Daniel Arraspide realizou uma memorável degustação do que há de melhor na viticultura daquele país.



Uma noite realmente prazerosa! Este seria o resumo do encontro da Confraria do Sagu – confraria especializada na análise técnica de vinhos – ocorrido na última semana nas dependências do Hotel Águas Claras Higienópolis e que contou com a brilhante presença do jornalista e sommelier uruguaio Daniel Arraspide, que trouxe à provação dos confrades uma exclusiva amostra de vinhos uruguaios, que impressionaram pela qualidade e caráter de exceção.

Os vinhos uruguaios encontram-se num estágio relevante e representativo no mundo do vinho, afinal muitos de seus produtores vêm investindo em tecnologia e manuseio há vários anos, o que contribui para ter-se um produto final pleno em qualidade. Na década de 1970, houve uma renovação na vitivinicultura do Uruguai, uma reconversão, com novas técnicas de plantio e cultivo, bem como a introdução de novas variedades de uvas, que possibilitaram um desenvolvimento substancial à sua indústria de vinhos finos, agregando um salto de qualidade às vinícolas que passaram a ter reconhecimento de público e crítica daquilo que envasavam. O Uruguai é um dos menores países da América do Sul, tanto em extensão territorial como em habitantes, mas assim como a sua Celeste – nome dado a seleção uruguaia de futebol – também é bravo e obstinado quando o assunto é vinho. Sua produção vinícola com mais de 250 anos de história é respeitável e reconhecida, sendo hoje o quarto maior polo produtor de vinhos da América do Sul, com mais de 180 vinícolas lá estabelecidas. A Tannat é a sua casta mais emblemática – representando 45% de todo o cultivo hermano - e a que recebe os maiores suspiros entre os enófilos apaixonados pelo líquido de Baco.  A adaptação desta uva de origem francesa descobriu as condições climáticas perfeitas para recebê-la, com solo e clima invejáveis. Também a Sauvignon Blanc, a Cabernet Sauvignon, Pinot Noir e a Merlot produzem bons vinhos por lá. O Uruguai - em especial o sul do país - possui clima Atlântico e é beneficiado pela insolação típica do paralelo Sul 35 - o mesmo das regiões superprodutoras como Mendoza (Argentina), Santiago (Chile), Cape Town (África do Sul) e Adelaide (Austrália). Um pouco desta complexidade pode ser degustada, nos rótulos apresentados por Daniel e aqui resumidamente descritos.  


Os vinhos:

No leque apresentado, um vinho branco de guarda, o Pisano Gran Reserva Arretxea 2006 elaborado pelas uvas Viogner (87%), Chardonnay (8%) e Riesling Renano (5%). Aromas cítricos (abacaxi, pomelo, maçã), frutas brancas secas, avelãs, coco, toque floral, com coloração amarelo ouro com reflexos dourados, sedoso e macio em boca, com grande untuosidade. Um vinho para ser bebido solo, contemplativo e delicioso. Passagem de 12 meses em barricas de carvalho francesas de primeiro uso. Possui 14% de graduação alcoólica.

Depois foi o momento do Atlantico Sur Rosé de Tannat 2014 produzido pela Família Deicas, um vinho fácil de beber, com linda cor rosa salmão, morango evidenciado no aroma e notas de – incrível – avelãs, boca fina e agradável, redondo e aveludado no palato. 13,5% de graduação alcoólica.


A sinfonia de tintos iniciou com um vinho surpreendente, o Don Pascual Edición Limitada Tannat 2000, da bodega Establecimiento Juanicó, sem filtragem. Impressionante a carga aromática deste vinho com 15 anos de vida que passou 24 meses em barrica de carvalho americano de segundo uso. A coloração em taça sequer apresentava halo ocre ou alaranjado, continuava púrpura brilhante e viva. Em boca perfeito, impecável, pronto. Elegante, fruta perfeitamente equilibrada com a madeira, com vivacidade e inquietude irretocável. A noite começava a mostrar-se esplendorosa. Com 13% de graduação alcoólica.

O Toscanini Antologia Tannat 2004 ruborizou as taças com sua cor violeta profundo e trouxe aromas de cassis, framboesa e amoras além de uma boca com taninos finíssimos e ampla estrutura e complexidade. Com 18 meses de passagem em barricas novas de carvalho francês mostrou-se marcante e amplo. Possui 14% de graduação.


Os enólogos uruguaios peculiarmente utilizam um pequeno corte da uva branca Viognier na composição de alguns tintos, com um resultado surpreendente, pois tal casta traz uma secura saliente a boca, o Alto de La Ballena Tannat Viognier 2007 é um exemplo notável de tal blend – cortado em 15% com Viognier -  traduzindo-se num vinho agradabilíssimo com aromas de fruta negra com ameixa destacada, flores silvestres, violetas e baunilha e boca macia e convidativa. Estagia 9 meses em barricas novas de carvalho americano e 13,5% de álcool.

Seguindo a degustação, o vinho seguinte foi o Montes Toscanini Corte Supremo Premium 2009, outro blend composto por Tannat, Cabernet Sauvignon e Merlot, que disputou votos como “vinho da noite” com o Tannat 2000 da Juanicó. Fantástico vinho do enólogo Leonardo Toscanini, que pode traduzir toda a excelência da viticultura uruguaia. Passa 18 meses entre barricas americanas e francesas, de primeiro e segundo uso. Com 14% de graduação alcoólica. 
       

Depois quem se apresentou foi o Gimenez Mendez Tannat Premium 2011, um vinho potente e correto, de taninos marcantes e grande complexidade. Trouxe notas mentoladas, fruta expressiva, compota e especiarias. Em boca amplo, de ótimo corpo e persistência. Um vinhaço que repousou 1 ano em barrica de carvalho francês e americano! Apresenta 14% de volume alcoólico.    


Por último o Bouza Monte Vide Eu 2012, premium da bodega-boutique homônima, um corte de Tempranillo, Merlot e Tannat, ainda jovem e por isso musculoso e irrequieto ao paladar. Um vinho que pede comida, estruturado e complexo com potencial de guarda para no mínimo 10 anos!  Com 14% de graduação alcoólica.  


Ao final do encontro uma certeza reinou absoluta entre os presentes: o vinho tinto brasileiro ainda tem muito para percorrer até chegar ao patamar dos vizinhos uruguaios! O Uruguai é um dos poucos países produtores que luta para não se render à padronização do vinho que visa apenas o comércio, pelo contrário, dizem “este é o nosso vinho. Se você gostar, ótimo, se não, continuaremos a fazê-lo do mesmo jeito, pois somos autênticos”.


Quem é Daniel Arraspide?

Daniel Arraspide é um embaixador do vinho uruguaio. Em suas andanças pelos continentes coleciona amigos, admiradores e simpatizantes do mundo do vinho e carrega consigo a paixão pelos bons produtos engarrafados naquele país. Daniel é avaliador de concursos de vinhos e participante de eventos em torno deste universo. Também já foi considerado o “Mais Gaúcho dos Uruguaios” tamanha a sua apreciação pelos espumantes, pela gente e pelas coisas boas do Rio Grande do Sul. Assina trabalhos para revistas e periódicos especializados entre os quais para a Revista Placer, La Voz de la Arena, Enjoy Uy Magazine, Revista Sabores do Sul, Revista Adega, Jornal Bon Vivant, e Exedra 21. É editor do blog Vinos y Bebidas no Portal de Montevideo e site www.vinoybebidas.com um dos mais influentes sites especializados do Uruguai.


Você encontra vinhos uruguaios na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, fone 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     



Arretxea 2007: branco de guarda

Os tintos uruguaios carregados de corpo e estrutura

Ótimo blend de Tannat e Viognier

Sinfonia de tintos foi esplendorosa!

A Confraria do Sagu


Vinícola Larentis lança vinhos Reserva Especial safra 2011


Duas mil garrafas de Merlot e de Cabernet Sauvignon chegam ao mercado em abril

Há quatro anos a Larentis colhia uvas Merlot e Cabernet Sauvignon de uma safra propícia para a elaboração de vinhos longevos. Essas variedades passaram por seleção manual nos melhores vinhedos da família e seguiram para a elaboração tradicional dos vinhos com o controle de temperatura durante a fermentação, maceração prolongada e fermentação malolática.

Após permanecer nos tanques de inox por mais de um ano seguiram para o envelhecimento em barricas de carvalho durante oito meses e depois de engarrafados descansaram na cave por cerca de um ano.

O resultado dos vinhos Reserva Especial Merlot e Reserva Especial Cabernet Sauvignon será apresentado neste mês abril. São apenas duas mil garrafas numeradas de cada variedade que estarão à disposição de apreciadores por R$ 39,00. Enquanto o Cabernet Sauvignon se apresenta como um vinho encorpado, com equilíbrio e persistência na boca, o Merlot garante um paladar equilibrado, macio e generoso.

Em 14 anos está é a sétima edição de reservas especiais apresentada pela vinícola, localizada no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. De acordo com André Larentis, enólogo da vinícola, 2011 foi uma safra muito boa, com condições climáticas adequadas para a maturação das uvas Merlot e Cabernet Sauvignon em parreirais 100% próprios. “Nossa estimativa é que os vinhos Reserva Especial tenham um tempo de guarda de 10 anos”, ressalta.


Larentis Reserva Especial Cabernet Sauvignon


Características:
  • Variedade: Cabernet Sauvignon
  • Graduação Alcoólica: 13,1% vol.
  • Safra: 2011
  • Características Organolépticas: Cor rubi intenso. Apresenta intensos aromas de cassis, especiarias como noz moscada e pimenta preta, passas e ameixa seca. É um vinho encorpado, com bom equilíbrio e persistência na boca
  • Temperatura de serviço: 16 a 18° C
  • Produção Limitada 2.000 garrafas numeradas

Harmonizações:
  • Carnes Vermelhas assadas e grelhadas, caças
  • Molhos fortes
  • Queijos maduros

Larentis Reserva Especial Merlot

Características:
  • Variedade: Merlot
  • Graduação Alcoólica: 12,9% vol.
  • Safra: 2011
  • Características Organolépticas: Cor rubi violáceo intenso, com aromas de frutas maduras, pimentão doce e violeta. Paladar equilibrado, macio e generoso
  • Temperatura de serviço: 16 a 18° C
  • Produção Limitada 2.000 garrafas numeradas

Harmonizações:
  • Carnes Vermelhas
  • Massas com molhos condimentados



Você encontra os vinhos gaúchos na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, em Santa Cruz do Sul, fone 51.3711.3665 e site www.weinhaus.com.br.         

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!


terça-feira, 7 de abril de 2015

ExpoBento 2015 apoiando a área vinícola


Feira passa a contar com apoio do Programa Juntos para Competir (Sebrae/Senar/Farsul) e garante novos benefícios a produtores de vinho interessados em fazer negócios na ExpoBento 2015


A ExpoBento 2015 está decidida a apostar na área vinícola. Depois do lançamento do projeto Mesa ao Vivo, que estreia no Rio Grande do Sul no evento, a maior feira multissetorial do Brasil acaba de firmar parceria com o Programa Juntos para Competir (Sebrae/Senar/Farsul), ampliando os benefícios oferecidos às vinícolas expositoras. A novidade garante um subsídio de R$ 3 mil por empresa.

Com o apoio afiançado pela Verallia, patrocinadora do Mesa ao Vivo, e agora pelo ‘Juntos para Competir’, cada vinícola conta com um suporte de quase 80% no valor do seu espaço. “Com este aporte esperamos elevar o número de vinícolas na feira. A ExpoBento é uma excelente vitrine geradora de bons negócios com venda direta ao consumidor e o setor vinícola precisa aproveitar esta grande oportunidade”, destaca o diretor de Projetos e Área Vinícola, Diego Bertolini. “Estamos fazendo a nossa parte, facilitando a adesão das vinícolas. A qualidade dos vinhos e espumantes está garantida. Agora é aproveitar a exposição para um público de 200 mil pessoas e fazer boas vendas”, reforça o presidente da feira, Laudir Miguel Piccoli, que acredita no fortalecimento do setor na feira. O subsídio é garantido às vinícolas com faturamento anual de até R$ 3,6 mi, integrantes do projeto ‘Qualificar a Vitivinicultura da Serra Gaúcha’, proposto pelo ‘Programa Juntos para Competir’, uma parceria entre Sebrae RS, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Federasul da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). O apoio à área vinícola da ExpoBento 2015 é  uma das ações de mercado do projeto, que tem o objetivo de qualificar as vinícolas da Serra Gaúcha, estimulando a melhoria dos produtos e processos produtivos, através da adoção de Boas Práticas Agrícolas e de Elaboração – PAS UVA, do aprimoramento da gestão empresarial e do acesso a mercados.

O valor apoiado por empresa está previsto para 10 vinícolas. Com uma maior procura o valor será dividido entre os expositores. Mais informações podem ser obtidas na ExpoBento pelo telefone 54 2105.1966. As vinícolas participantes contam, ainda, com a oportunidade de participarem do Mesa ao Vivo, que terá a presença de 16 chefs – cinco nacionais e 11 regionais -, num festival enogastronômico itinerante. Nomes como Emmanuel Bassoleil, Ana Luiza Trajano, Katia Barbosa, Yann Corderon e Ivan Achcar integram o grupo que fará uma imersão pela culinária regional. Serão aulas práticas numa cozinha aberta montada na área vinícola, que permitirá ao público visitante interagir com os grandes chefs numa verdadeira arena eno-gastronômica. De forma gratuita, as inscrições abrem este mês podendo ser feitas pelo site da feira (www.expobento.com.br).

A ExpoBento

O que? ExpoBento 2015
Quando? De 4 a 14 de junho de 2015 (11 dias de feira)
Onde? Parque de Eventos de Bento Gonçalves
Promoção: Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves
Itens: mais de 25 mil
Estimativa de público: cerca de 200 mil visitantes


segunda-feira, 6 de abril de 2015

O Carpaccio

Como toda receita tradicional, o Carpaccio também nasceu a revelia  
       
O Carpaccio é uma das entradas mais simples, saborosas e únicas que existem. E sua origem é pobre, tendo sido concebido por acaso num beco sem saída perto da Praça São Marcos, em Veneza, mais precisamente na Calle Vallaresso, 1232, localização do Harry's Bar, do mago Giuseppe Cipriani que em noventa anos já recebeu Ernest Hemingway, Orson Welles, Aristóteles Onassis, Maria Callas, Truman Capote e Charles Chaplin, entre outros famosos. E entre os drinks Bellini e Tiziano de autoria de Cipriani, a iguaria cresceu. Em 1950 a condessa Amália Nani Moncenigo pediu a seu velho amigo Giuseppe, que lhe preparasse algo com carne crua (rica em ferro) - exigência do seu médico, que tentava curá-la de severa anemia. Surgiram então lâminas muito finas de carne crua, acompanhadas de molho à base de mostarda. O nome foi escolhido por estar havendo na cidade exposição do pintor renascentista Vittore Carpaccio (1460-1525), conhecido por usar em todos os seus quadros luminosos tons vermelhos, a cor da carne crua. Desembarcou no Brasil na década de 70, em São Paulo, pelas mãos do restauranteaur Massimo Ferrari em seu restaurante homônimo. Outros comensais atestam que nesta mesma década de 70, o restaurante italiano no Grande Hotel Ca’d’Oro em São Paulo foi o primeiro a servi-lo, trazido pela família Guzzoni.

A seguir a receita original do Carpaccio criado por Giuseppe Cipriani:


Ingredientes:

300g de lagarto
60 ml de maionese
2 colheres de sopa de creme de leite
1 colher de sopa de mostarda
1 colher de chá de molho inglês
Tabasco
Sal a gosto
Rúcula
Queijo parmesão

Preparo: 


Coloque a carne no congelador, depois retire e corte em lâminas muito finas. Num bowl misture maionese, creme de leite, mostarda, molho inglês - até obter creme homogêneo. Tempere com sal e tabasco. Arrume a carne em prato de vidro, colocando no centro o molho. Decore com folhas de rúcula e lâminas de queijo parmesão.








1. O lagarto é separado do coxão duro (à esquerda)
2. Remoção dos nervos e gorduras de todos os lados
3. Peça pronta para ser transformada em Carpaccio
4. Cortes em fatias finas, para serem batidas
5. Montagem artesanal do Carpaccio

  
Você encontra cortes bovinos nobres na Best Beef Boutique, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630, em Santa Cruz do Sul. Confira!


quarta-feira, 1 de abril de 2015

O Bacalhau de Páscoa


Versátil e delicioso, o bacalhau ocupa os primeiros postos quando a reflexiva data de Páscoa se aproxima.

Seu preparo exige apenas cuidado no dessalgue, pois o ponto exato é como o fio de uma navalha, o cozinheiro pode ferir-se se for desatento, se dessalgar demais, fica insonso, de menos, intragável.  Falamos do bacalhau um dos ingredientes mais utilizados nos preparos de Páscoa e que oportuniza um sem número de receitas, cada qual mais saborosa que a outra. Uma delas segue abaixo!
  

Ingredientes:
(para 4 pessoas)

600g de bacalhau em postas já dessalgado em casa
Uma cebola ralada
Um pimentão vermelho picadinho
50g de maionese
Um terço de xícara de água
20g de iogurte natural
Um tablete de caldo de frango em pó
Azeite de oliva extra virgem à gosto
Pimenta preta moída na hora

Preparo:

Misture os ingredientes do molho e reserve. Aqueça uma frigideira com um bom fio de azeite de oliva e leve as postas de bacalhau para dourar por cerca de 3 minutos cada lado. Retire da frigideira e reserve. Na mesma frigideira junte a cebola e o pimentão e refogue com o caldo de frango, misturando depois o iogurte e a maionese. Adicione o bacalhau, tempere com a pimenta e deixe por cerca de 2 minutos. Sirva acompanhado de vagens puxadas na manteiga e batatas no vapor.   


A todos leitores, uma Feliz Páscoa!