segunda-feira, 23 de março de 2015

Procedências, nova linha de espumantes Aurora

Vinícola Aurora lança linha de espumantes Aurora Procedências, que identifica a produção de três comunidades de associados da empresa na Serra Gaúcha



Para destacar a excelência da produção de seus associados e homenagear a dedicação desses produtores com seus vinhedos e a conseqüente qualidade das uvas, a Vinícola Aurora lança a linha Aurora Procedências, composta pelos espumantes 100% Chardonnay, 100% Pinot Noir e o Rose Brut (corte de Riesling Itálico e Pinot Noir), cada um representando o que de melhor cada uma das comunidades produz.

Aurora Procedências é composta por três variedades de espumantes, elaborados pelo método Charmat longo (maior tempo em contato com as leveduras na segunda fermentação, gerando maior complexidade). Aurora Procedências Chardonnay Brut é elaborado com uvas Chardonnay cultivadas por associados da comunidade de Lajeadinho. 

Aurora Procedências Pinot Noir Branco Brut é feito com as castas Pinot Noir das famílias associadas estabelecidas em Tuiuty.  E o Aurora Procedências Rosé Brut, um corte de Pinot Noir vinificada em rosé e de Riesling Itálico, identifica a produção de Monte Belo do Sul (Riesling) e Tuiuty (Pinot Noir).

“A Vinícola Aurora trabalha com uvas de seus produtores associados estabelecidos em várias comunidades. Algumas delas apresentam aptidões que favorecem a qualidade superior de algumas variedades”, explica Flávio Zílio, enólogo-chefe da empresa. “Para este lançamento, elegemos estas três regiões que, ao longo dos anos, produzem uvas que originam vinhos de destacada qualidade”, completa.

A nova linha Aurora Procedências é envasada em garrafas de vidro verde oliva, com rótulos elegantes e de fácil identificação. Começa a chegar ao mercado neste mês, com distribuição prevista para todo o Brasil, em lojas especializadas e de redes de varejo. 



domingo, 22 de março de 2015

Misiones de Rengo Reserva Carmenére 2010 - bom , bonito e barato!

Alguns vinhos acabam por seduzir os enófilos pela correlação entre o que entrega e o que custa, sem pompa ou circunstância, mas legítimo em seu posicionamento. A Bodega Misiones de Rengo é relativamente uma vinícola nova, afinal foi inaugurada em 2001 no Valle de Rapel no Chile e cujo nome advém de um chefe indígena lendário naquela região. 

Seus vinhos foram-me apresentados há alguns anos pelas mãos do amigo e confrade Daniel Boessio, fã inconteste desta vinícola best buy. Um dos exemplares que mais gosto é o Misiones de Rengo Reserva Carmenére 2010, cepa destacada no Chile e progenitora deste vinho de coloração rubi turva com reflexos violáceos e lágrimas gordas. Possui aromas com apelo herbáceo (cipreste), chocolate, tostado, frutas vermelhas como amora e cereja, especiarias e notas florasi - violetas. 

No paladar, boa estrutura, potencialmente gastronômica, salivante e fresca com equilibrado entre fruta e a madeira, repetindo chocolate, herbáceo e as especiarias. Muito macio e com taninos finos e redondos. Acidez correta e ótimo retrogosto. Amadurece 6 meses em barricas de carvalho americano.

Combina bem com grelhados – carnes vermelhas, brancas e vegetais – carnes de panela ao molho madeira e demiglace, algumas caças, queijos duros e algumas massas com molho de queijo.

Possui 14% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 16oC.


E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Descorchados 2015 com espumantes brasileiros


17ª edição da publicação será lançada na próxima segunda-feira (23) com apresentação de rótulos nacionais que se destacaram   
   

Pela primeira vez, os espumantes brasileiros terão lugar especial no Guia Descorchados. A publicação, referência no mundo dos vinhos da América do Sul, será lançada na próxima segunda-feira (23), na capital paulista. No evento, o crítico e idealizador do guia, o jornalista chileno Patricio Tápia, apresentará os cinco rótulos que se destacaram na avaliação:  

Cave Geisse Terroir Nature 2009
Adolfo Lona Pas Dosé Nature
Casa Valduga Gran Reserva Nature
Estrelas do Brasil Nature
Pizzato Vertigo Brut Nature

Em sua 17ª edição, o guia traz notas de degustações, harmonizações, apresentação de vinícolas e regiões produtoras do Brasil e dos demais países produtores da América do Sul (Chile, Argentina e Uruguai). No lançamento, estarão presentes compradores, importadores, distribuidores, sommeliers e enófilos.

Tápia provou 150 rótulos brasileiros e afirma que o público tem muito a ganhar ao buscar conhecer a diversidade dos produtos. É provável que os espumantes brasileiros ainda sejam desconhecidos pelo mundo. E isto é uma pena. A paisagem da Serra Gaúcha, exuberante e dramática, esconde alguns dos melhores espumantes da América do Sul. Borbulhas que, em muito pouco tempo, tiveram um avanço impressionante”, reforça.

Para o gerente de Promoção do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Diego Bertolini, a estreia dos espumantes brasileiros no Descorchados reforça o posicionamento da categoria nos mercados interno e externo. "É uma grande evolução para o Brasil estar presente neste guia que é utilizado como referência para profissionais do vinhos. Também comprova a qualidade dos nossos produtos e reafirma a condição de competir com produtos de outros países", resume.


Para o publisher da Inner, editora do Guia, Christian Burgos, o destaque aos espumantes brasileiros contribuiu para deixar o material ainda mais rico.  "É o mais completo guia de vinhos sul-americanos já elaborado", acredita.  

A relação completa de espumantes brasileiros que se destacaram no Guia Descorchados 2015 está em anexo.             


Degustação de lançamento do Guia Descorchados 2015
            
Data: 23/03/2015            
Horário: 16h às 22h        
Local: Restaurante Praça São Lourenço. Rua Casa do Ator, 608 – Vila Olímpia – São Paulo           
Mais informações pelo telefone (11) 3876-8200.            

quarta-feira, 18 de março de 2015

Eu, o Lula e o Romaneé-Conti


O mítico vinho francês Romanée-Conti transita ostentação entre os ricos, os corruptos e os sortudos!



Minha primeira vez não foi igual ao do ex-presidente Lula. Nem seria para tanto, afinal de contas temos pouquíssimas semelhanças, quiçá nenhuma. O fato é que segundo contam quando prestes a ser eleito em seu primeiro mandato em 2002, na noite após o último debate presidenciável antes das eleições, do qual o então ex-sindicalista saiu vitorioso Lula, Antonio Palocci e o publicitário Duda Mendonça se reuniram em um restaurante italiano no Rio de Janeiro para comemorar o desempenho no debate com “pão e vinho”. O vinho em questão era um Romanée-Conti 1997, um dos vinhos mais caros e cobiçados do mundo, um vinho das elites degustado pelo representante do povo. Se o vinho foi pago por ele, por seu marqueteiro, com recursos da campanha ou por Palocci que estava de aniversário não vêm ao caso, pois esta narrativa não propõe o mérito de quem pagou, mas sim de quem bebeu o RC.

Pois bem, minha história com o Romaneé-Conti iniciou pelas mãos de uma amiga, ex-colega de MBA que trabalha em um dos mais tradicionais restaurantes de Porto Alegre. Pois bem, estava eu numa segunda-feira nublada e fria na capital gaúcha e sedento por um bom restaurante cuja opção fora o acima lembrado. Não imaginava que o mesmo fora dos ascendentes desta colega a não ser pela coincidência de tê-la visto por lá e nos reconhecermos. Depois de um papo de recordações e risadas logo o assunto foi vinho, do qual a adega do restaurante é muito bem reconhecida. Por lá se encontram com facilidade garrafas que beiram dez, quinze, vinte mil reais! Minha pergunta fora se tais vinhos possuíam uma considerável demanda e qual minha surpresa que a resposta foi sim, possuem. Entre o público consumidor, jogadores e alguns técnicos de futebol, empresários e políticos (sempre eles!). Neste seleto rol, figura um conhecido cliente da casa, habituê de Romanné-Conti, o mítico vinho da Borgonha. Minha amiga chamou a um garçom e solicitou que trouxesse algo à mesa, logo atendida o homem descobriu com um guardanapo de pano uma garrafa da safra de 1998, cuja rolha havia sido reposta e pouco mais de 2 dedos do vinho faltavam a garrafa. “Nosso cliente pediu este vinho no almoço de hoje e disse que não estava à contento? Tu que és um conhecedor de vinhos podes bebê-lo e me dizer o que achas?” decretou a moça deixando-me com a garganta seca tamanha responsabilidade. Atestar a condição de um Romaneé-Conti, um vinho a partir de R$ 20.000,00, cuja história eu só havia acompanhado pela literatura na condição de “conhecedor”? Enfim, não pude pestanejar, manti-me firme e passado o baque da surpresa, empurrei para o lado a taça do já fantástico Cartuxa Évora 2001 que bebia, servi-me de meia taça do RC e respondi tranquilamente: “Mas é claro!”.  Batimentos acelerados, pingo de suor na testa, fez-se a avaliação. Vinho impecável! Agradecimentos ao caro cliente por ter recusado tamanha jóia! Depois da sobremesa, uma dose de cachaça, afinal, essa história merecia ter como digestivo o destilado.

             
Mas que vinho é esse?


O Romanée-Conti é um dos vinhos mais emblemáticos, caros, cobiçados e exclusivos do mundo, sonho de consumo de xeiques, governantes, milionários e apreciadores em geral. Carrega consigo a ostentação do status de poder e riqueza. Em 1131, o Duque de Borgonha cedeu suas terras ao Mosteiro de Saint-Vivant que passou a produzir vinhos e em 1790, o já famoso vinhedo foi vendido a Louis-François de Bourbon, príncipe de Conti, cuja denominação Domaine de la Romanée-Conti é datada de 1794. A denominação La Romanée é uma referência aos romanos que chegaram ao berço da Borgonha. De 1911 em diante a propriedade dos vinhedos pertence a família Villaine. Segundo o crítico Robert Parker, o vinho possui “aromas celestiais e surreais” e é como “uma mão de ferro em luva de veludo”, aliando complexidade estrutural e convidativa maciez. Os apreciadores de vinho são divididos em dois grupos: os que provaram o Romanée-Conti e os que morrerão sem sentir-lhe o bouquet. O Brasil – pasmem - é o décimo consumidor mundial deste nobre produto, consumindo cerca de 80 caixas por ano. Um dos maiores compradores deste vinho é Paulo Maluf que coleciona Romanée-Conti das mais variadas safras.


A cada safra apenas entre 4 e 6 mil garrafas são produzidas e o Romanée-Conti é vendido em caixas de 12 garrafas onde apenas uma delas é o próprio, sendo as demais denominadas La Tache,  Richebourg, Grands Échézeaux, Échézeaux, Romanée-Saint-Vivant e Le Montrachet. Algumas safras podem chegar facilmente a mais de 20 mil dólares a garrafa e quadruplicar o valor em pouco mais de dez anos. O vinho deixou de ser produzido de 1946 a 1952, pois durante a Segunda Guerra, os produtos químicos e a mão-de-obra necessária para proteger o vinhedo da praga que ataca as raízes chamada phylloxera sumiram e as vinhas apodreceram e foram arrancadas, sendo recuperadas mais tarde com enxertos ou raízes americanas.  Por conta disto as safras Romanée-Conti até 1945 podem valer quantias astronômicas.


Baco fala:


O Domaine de la Romaneé-Conti 1998 é um vinho tinto elaborado 100% com uvas Pinot Noir de cultivo biodinâmico e agricultura de precisão, produzido na região de Borgonha, na França, com apenas 6.000 garrafas por safra. De coloração rubi claro, muito brilhante possui lágrimas médias e chorosas. Aromas fechados no início, mas com um pouco de tempo aparecem frutas vermelhas (cereja e morango) e negras (cereja negra e ameixa), nuances florais principalmente violetas, também mineralidade bem destacada, umidade, couro e tostado. Boca com muita estrutura e complexidade, seca e salivante. Taninos finos e redondos, muita persistência e excepcional retrogosto. Inigualável! Estagia cerca de 20 meses em barricas de carvalho francês. Potencial de guarda até 2030 e 13% de graduação alcoólica. Um vinho deste porte não deve ser harmonizado com nenhum alimento, somente com ele mesmo!

O importador www.vinhosmillesimes.com.br traz os DRC ao Brasil por valores conforme a safra.

O Domaine de la Romaneé-Conti

Vinhedos 

Albert de Villaine, proprietário

terça-feira, 17 de março de 2015

Hackepeter - o tartar alemão!

A receita de hoje é de Hackepeter, preparo de origem alemã à base de carne crua e temperada. É também chamado Mett em alemão (quando feito de carne de porco) ou Beef Tartar (em inglês). Vai muito bem como tira gosto e acompanha pão preto e cerveja preferencialmente especial ou artesanal.
  

Ingredientes:

400 g de filé mignon moída duas vezes
3 colheres de sopas de alcaparras esprimidas e picadinhas
2 cebolas médias cortadas em cubinhos pequenos
1 maço de cebolinha picada
2 pepinos em conserva picados
1 gema
1 xícara de conhaque ou whisky
2 colheres de páprica picante
Mostarda escura a gosto
Pitada de páprica picante
Pitada de noz moscada
Azeite de oliva a gosto
Sal a gosto
Pimenta tabasco a gosto
Pão preto em fatias para acompanhar

Preparo:

Misture bem a carne, a cebola em cubinhos, a páprica picante, a mostarda, as alcaparras picadas e a xícara de conhaque ou whisky. Após atingir uma mistura uniforme acrescente a gema, o azeite de oliva e a pimenta. Por último acrescente o sal a gosto. Coloque a misture em cima de uma fatia de pão preto. Após isso coloque os tomate em cubinhos e a cebolinha em cima. Coloque mais azeite de oliva a gosto.

Guten Appetit!

Você encontra filé mignon de gado nobre da raça Angus na Best Beef Boutique, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630, em Santa Cruz do Sul. Confira!




segunda-feira, 16 de março de 2015

sexta-feira, 13 de março de 2015

O Manjericão Roxo

O Manjericão Roxo (Ocimum basilicum) é nativo da Índia onde a família do manjericão possui cultivo com ares sagrados. É uma erva híbrida, desenvolvida, pela primeira vez, nos anos 50, na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos. 

Suas folhas são grandes e com cor roxa violácea, possui aromas bem característicos da variedade, delicados e picantes e o sabor é intenso. É usado no preparo de cosméticos, perfumes, licores e na culinária. 

O manjericão roxo é ideal para saladas, pratos de massa, pizzas, omeletes, sopas, sanduíches e molhos à base de tomate. O ideal é usa-las frescas, no toque final do prato.