sexta-feira, 27 de abril de 2012

Bouza Tannat 2011 Sin Barrica

No sábado abri um vinho que me foi indicado pelo amigo uruguaio, jornalista e sommelier Daniel Arraspide, numa de nossas conversas sobre vinhos: o Bouza Tannat 2011 Sin Barrica, ou seja, um Tannat uruguaio que saiu direto do tanque de inox para a garrafa, sem estagiar em carvalho.

De início fiquei receoso sobre o que encontraria, pois uma uva que produz vinhos com muito tanino e alcoólicos sem “amolecer” nas barricas poderia render poucos sorrisos. Mas pelo contrário, por traz destas características escondia-se um bom vinho, diferente em sua pecularidade produtiva. De imediato sua cor rubi escura e turva chama atenção. As lágrimas espessas e lentas abrem-se no aroma de fruta vermelha e negra, ameixa e cereja em destaque, herbáceo algo floral. Em boca mostra-se equilibrado, quente – pois não poderia ser diferente frente aos 15,5% de álcool que apresenta - ótimo corpo e estrutura. E com os taninos absolutamente domesticados! Creio que mais dois anos na garrafa deva melhorar ainda mais este uruguaio. Ideal ser bebido na temperatura de 18°C.

Harmoniza bem com carnes vermelhas braseadas ou na panela, massas com molhos fortes e alguns queijos maduros. Sobre a Bouza: A Bodega Bouza produz rótulos sucesso de crítica e público. A vinícola boutique localizada em Mellila, Montevidéu é envasadora dos ótimos Parcela Única, Tannats que são referência no país vizinho, além do corte Monte Vide Eu, top da vinícola - cuja safra 2009 levou 92 pontos do crítico Robert Parker - e um branco magistral à base de Alvarinho.

Você encontra os vinhos uruguaios na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo site http://www.weinhaus.com.br/.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Os 10 melhores vinhos da ExpoVinis 2012


Encerra-se hoje a ExpoVinis 2012, em São Paulo, a maior feira de vinhos da América Latina, iniciada no dia 24 de abril e que passou incólume as acolradas discussões e posicionamentos sobre o projeto de salvaguarda do vinho brasileiro, que vêm provocando embates entre importadores e produtores brazucas. Como sempre ocorre, foi divulgada a lista dos Top Ten da Feira, durante o Prêmio Melhores do Vinho da revista Prazeres da Mesa.

Este ano, o evento contou com a presença do português Luis Lopes, fundador e diretor da Revista de Vinhos, e Andrés Rosberg, presidente da Associação Argentina de Sommeliers, Jorge Carrara (revista Prazeres da Mesa e site Basilico), José Maria Santana (revista Gosto), Gustavo Andrade de Paulo (ABS-SP), José Luiz Alvim Borges (ABS-SP), Ricardo Farias (ABS-Rio), Mauro Zanus (Embrapa-RS), Marcio Oliveira (SBAV-MG), José Luiz Pagliari (SBAV-SP/Senac-SP), Roberto Gerosa (portal iG) e Celito Guerra (Embrapa). O grupo de jurados nacionais e internacionais avaliou um total impressionante de 183 vinhos em 10 categorias diferentes durante os dois dias do evento. Foram 14 safras degustadas, 64 uvas com suas peculiaridades analisadas em 12 tipos diferentes de rótulos de 10 distintas nacionalidades.

Confira o resultado do Top Ten:


CATEGORIA : ROSÉ
  • NOME – Château de Pourcieux Côtes de Provence
  • SAFRA – 2011
  • PRODUTOR – Château de Pourcieux
  • PAÍS – França
  • REGIÃO – Provence
  • APRESENTADO POR: CANTU
  • IMPORTADO POR: CANTU
CATEGORIA : TINTO NOVO MUNDO
  • NOME – Bellingham – The Bernard Series Small Barrel S.m.v.
  • SAFRA – 2009
  • PRODUTOR – Bellingham
  • PAÍS – África do Sul
  • REGIÃO – Paarl
  • APRESENTADO POR: BELLINGHAM
  • SEM IMPORTADOR NO BRASIL
CATEGORIA: TINTO NACIONAL
  • NOME – Testardi Syrah
  • SAFRA – 2010
  • PRODUTOR – Miolo Wine Group
  • PAÍS – Brasil
  • REGIÃO – Vale do São Francisco
  • APRESENTADO POR: MIOLO WINE GROUP
CATEGORIA: TINTO VELHO MUNDO
  • NOME – Casa de Santa Vitória Touriga Nacional
  • SAFRA – 2008
  • PRODUTOR – Casa de Santa Vitória
  • PAÍS – Portugal
  • REGIÃO – Alentejo
  • APRESENTADO POR: CASA DE SANTA VITÓRIA/CVR ALENTEJO
  • SEM IMPORTADOR NO BRASIL
CATEGORIA: ESPUMANTE NACIONAL
  • NOME – Quinta Don Bonifácio Habitat Brut
  • PRODUTOR – Quinta Don Bonifácio
  • PAÍS – Brasil
  • REGIÃO – Serra Gaúcha
  • APRESENTADO AO CONCURSO POR: QUINTA DON BONIFÁCIO
CATEGORIA: ESPUMANTE IMPORTADO
  • NOME – Lanson Brut Rosé
  • PRODUTOR – Lanson
  • PAÍS – França
  • REGIÃO – Champagne
  • APRESENTADO POR: IMPORTADORA BARRINHAS
  • IMPORTADO POR: IMPORTADORA BARRINHAS
CATEGORIA: BRANCO VELHO MUNDO
  • NOME – Trimbach Riesling Cuvée Frederic Émile
  • SAFRA – 2004
  • PRODUTOR – Pierre Trimbach
  • PAÍS – França
  • REGIÃO – Alsácia
  • APRESENTADO POR: ZAHIL IMPORTADORA
  • IMPORTADO POR: ZAHIL IMPORTADORA
CATEGORIA: BRANCO NOVO MUNDO
  • NOME – Undurraga T.H. Sauvignon Blanc
  • SAFRA – 2011
  • PRODUTOR – Viña Undurraga
  • PAÍS – Chile
  • REGIÃO – San Antonio
  • APRESENTADO POR: ABFLUG
  • IMPORTADO POR: ABFLUG
CATEGORIA: BRANCO NACIONAL
  • NOME – Sanjo Maestrale Integrus
  • SAFRA – 2010
  • PRODUTOR – Sanjo
  • PAÍS – Brasil
  • REGIÃO – São Joaquim
  • APRESENTADO POR: ACAVITIS
CATEGORIA: DOCES E FORTIFICADOS
  • NOME – Medium Rich Single Harvest
  • SAFRA – 1998
  • PRODUTOR – Henriques & Henriques
  • PAÍS – Portugal
  • REGIÃO – Madeira
  • APRESENTADO POR: VINHOS DE PORTUGAL
  • IMPORTADO POR: ZAHIL IMPORTADORA

 

A delicadeza do cordeiro

Gosto muito da carne ovina, em especial a de cordeiro – que nada mais é do que o carneiro jovem. O seu sabor é delicado e suave , levemente adocicado e apresenta uma textura macia e tenra, dando margem a molhos diversos e guarnições igualmente variadas no acompanhamento. O preparo da carne de cordeiro é rápido e simples podendo ser feita na brasa, no forno ou mesmo salteada em oliva ou manteiga.  A carne dos ovinos destaca-se por seu alto valor nutritivo, sendo rica fonte de proteínas, vitaminas do complexo B, ferro, cálcio e potássio e é facilmente digerida pois não possui gordura saturada. Alguns temperos se dão muito bem com esta carne, principalmente alecrim, louro, sálvia e hortelã. A seguir a receita do Cordeiro em Crosta de Ervas e Mostarda:


 
Ingredientes:
(para 2 pessoas)

Um carré e cordeiro com 8 ossos
2 dentes de alho picado
Três colheres de sopa de queijo parmesão ralado
Uma colher de sopa de semente de mostarda
Duas colheres de sopa de manteiga
Quatro colheres de sopa de vinho branco seco
Uma xícara de pão dormido picado
Azeite de oliva
1 colher de sopa de salsinha, cebolinha, alecrim e sálvia (todos frescos)
sal e pimenta do reino moída à gosto


Modo de preparo:


Prepare uma pasta colocando no processador o alho, os temperos verdes, o queijo, as sementes de mostarda, um fio de azeite de oliva, o vinho e bata. Depois adicione a farinha de rosca e pulse algumas vezes apenas para esmagar um pouco as migalhas e combiná-los bem com a mistura de ervas. Reserve. Tempere a carne com o sal e a pimenta e grelhe por 2 minutos de cada lado, com a manteiga, com cuidado para dourar todas as partes. Unte uma assadeira com azeite de oliva e nela disponha o carré com a gordura para cima. Nesta gordura molde a massa preparada com cerca de meio centímetro de espessura e leve ao forno pré-aquecido a 200°C por cerca de 30 minutos. Retire, corte cada carré e sirva acompanhado de chutney ou batatas ou mesmo legumes salteados.

Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul de hoje.


Um dos acompanhamentos mais interessantes para os preparos de cordeiro é o chutney, espécie de geléia agridoce, versátil e de fácil preparação. Veja a receita do CHUTNEY DE MANGA E DAMASCO:




2 xícaras de manga picada;
1 xícara de damasco picado;
1 pedaço de canela em rama;
7 dentes de alho picados;
1 pimenta dedo de moça picada;
2 xícaras de vinagre branco;
1 xícara de água;
1 xícara de açúcar;
sal e pimenta a gosto.
 
Coloque todos os ingredientes numa panela e em fogo baixo vá mexendo até ficar em consistência de geléia. Caso prefira um chutney mais doce adicione mais açúcar, caso o prefira mais ácido, adicione mais vinagre.


terça-feira, 24 de abril de 2012

Espumantes do Brasil são premiados na França

Pela terceira vez no ano o país do champagne destaca a qualidade dos espumantes brasileiros. Desta vez foi no Concurso Challenge do Vin, realizado nos dias 30 e 31 de março, em Bourg. Das quatro medalhas conquistadas, uma foi de Ouro, duas de Prata e uma de Bronze. Participaram do concurso mais de 4.700 amostras de 38 países, que foram avaliadas por cerca de 800 degustadores.

PREMIAÇÕES

Medalha de Ouro

Ponto Nero Espumante Brut – Domno do Brasil Indústria e Comércio de Bebidas

Medalha de Prata

Gazzaro Espumante Moscatel – Vinícola Gazzaro

Ponto Nero Espumante Brut Rosé - Domno do Brasil Indústria e Comércio de Bebidas

Medalha de Bronze

Casa Valduga Espumante Arte Tradition Brut – Casa Valduga Vinhos Finos

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Risoto Gaúcho

Outro dia convidei um dos meus ex-professores da FGV para jantar lá em casa. Pedi para ele escolher o cardápio e me disse que queria algo típico gaúcho, mas que não fosse churrasco. Logo pensei no puchero que talvez fosse mal-entendido e por fim o carreteiro, típico de nossa cultura. Falei do charque e o professor torceu o nariz, falei em lingüiça, não gostou. E por fim falei em carreteiro com carne de churrasco. O carioca adorou a idéia! Pois bem, tirei do armário aquela velha e boa panela de ferro, separei os ingredientes, começamos a conversar enquanto o copinho de barro distribuía aquela caipira com cachaça envelhecida e a carne do churrasco foi picada e levada à panela. Enquanto discutíamos sobre o mercado de ações a comida ficou pronta. Servi como manda o figurino da alta cozinha, porção empratada e decorada individualmente. Pois quando levei à mesa o carreteiro eis que o professor dispara: “Hummm, risoto gaúcho!!!” Pois bem, na condição de anfitrião não discuti e deixei por isso mesmo.

Então abaixo segue a receita do carreteiro com carne de churrasco ou Risoto Gaúcho:

Ingredientes:
(para 4 pessoas)

500g de carne de churrasco
4 tomates sem sementes picados
1 cebola picada
Meio pimentão vermelho picado
1 dente de alho picado
Duas xícaras de arroz
Uma colher de sopa de óleo de canola
Pimenta do reino
Sal
Meio cálice de cachaça envelhecida
Salsinha picada e pimenta dedo de moça para decorar

Preparo:

Aquecer em uma panela de ferro o óleo de canola e somar o alho, a cebola e o pimentão e deixar fritar até dourar. Em seguida adicionar a carne de churrasco cortada em cubinhos sem a gordura. Fritar e logo adicionar a cachaça para dar gosto. Deixar evaporar e adicionar o tomate. Cozinhar por cerca de 20 minutos adicionando água se necessário. Temperar com sal (observar que a carne já terá um pouco de sal) e pimenta. Somar o arroz e adicionar quatro xícaras de água fervente e deixar cozinhar por cerca de 20 minutos. Juntar água aos poucos se necessário. Servir em seguida decorando com a salsinha e a pimenta.

Dica: para deixar a carne com sabor mais suave, o ideal é cortar toda a crosta assada e que levou sal.

domingo, 22 de abril de 2012

O cachorro quente

Todos os domingos à noite lá em casa o cardápio é o mesmo: cachorro quente! Este delicioso lanche ocupa nossa mesa há muito tempo e seu preparo é sempre o mesmo: salsicha, batata-palha, molho, catchup, maionese e mostarda.E este que é um dos lanches mais simpáticos e conhecidos do mundo,tem a sua origem polêmica, sendo que três histórias contam o seu provável nascimento: 1. A mais conhecida é a de um açougueiro de Frankfurt, na Alemanha. Em 1852, ele resolveu batizar as salsichas que fabricava com o nome de seu cachorro bassê. 2. Um imigrante alemão, Charles Feltman, levou esse tipo de salsicha para os Estados Unidos em 1880. Lá, criou um sanduíche quente com pão, salsicha e molhos. 3. Em 1904, na cidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, um vendedor de salsichas quentes bolou uma maneira de seus fregueses não queimarem as mãos. A quem comprasse suas salsichas, ele oferecia luvas de algodão limpíssimas. Só que os clientes esqueciam de devolvê-las e ele acabava tendo prejuízo. Seu cunhado, que era padeiro, sugeriu que o salsicheiro pusesse as luvas de lado e começasse a usar pães.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

El Sueño Carmenere 2006

A Família Geisse é uma das tradicionais e pequenas produtoras chilenas com vinhedos localizados no Vale do Colchágua, de excelente terroir onde algumas cepas como a carmenére traduzem-se no cartão de visita da região. Lá, na Bodega Santo Domingo, a Família Geisse produz o El Sueño Carmenere 2006, vinho de coloração rubi violáceo, brilhante e límpido. Traz aromas de frutas vermelhas como ameixa, chocolate, goiabada, coentro e especiarias. Na boca mostra-se herbáceo lembrando estragão, com acidez pronunciada, final persistente, amargor presente, equilíbrio entre a fruta e o carvalho e algo de pimenta. Graduação Alcoólica de 13,5% e ideal ser servido na temperatura de 16°C. Você encontra o vinho El Sueño na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo site www.weinhaus.com.br. E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!