domingo, 18 de março de 2012

Salada Grega

Quero dizer a todos os não apreciadores de salada que esta categoria da gastronomia não se resume apenas a alface, tomate e cebola escaldada em água quente. As saladas podem compor um leque extenso de opções em qualquer jantar, recepção ou descontraído bate-papo com amigos. No preparo de uma boa salada pode-se usar um mix de verdes, frutas, queijos, legumes grelhados, molhos à base de mel, mostarda, limão, geléias e iogurtes. Também a utilização de carnes como rosbife, suíno e frango e até frutos do mar – o coquetel de camarão, por exemplo, não deixa de ser uma salada – no preparo tornam um simples antepasto numa refeição quase completa. Em minha casa principalmente aos finais de domingo – após os inveterados churrascos do almoço - ou nos áureos dias de verão, a salada é o prato principal, acompanhada de sucos, espumantes, vinhos brancos ou mesmo água com gás e por vezes chamam muita atenção aos que por lá transitam, ferrenhos defensores dos carboidratos. E como uma das principais notícias vindas da Europa nestes últimos meses refere-se a Grécia - boas ou ruins! - é a receita da Salada Grega com pitadas tupiniquins que segue adiante, acompanhe:



Ingredientes:
(para 4 pessoas)

Um maço de folhas de hortelã
Um maço de rúcula
100g de queijo feta ou tipo labned (na falta destes, iogurte natural)
Sementes de uma romã pequena
300g de berinjela cortada em fatias bem finas
Meio dente de alho picado finamente
3 colheres de sopa de azeite de oliva
Pimenta branca

Preparo:

Aqueça metade do azeite de oliva em uma frigideira antiaderente e disponha o alho. Assim que liberar o aroma, junte as berinjelas fatiadas e deixe fritar bem de um lado (em torno de um minuto ou até a berinjela ficar dourada), junte o restante do oliva, tempere com sal e vire o outro lado por mais um minuto. Reserve. Lave bem a rúcula e o hortelã e seque bem. Disponha a berinjela formando um colchão, junte aleatoriamente as folhas verdes, quebre com a mão minúsculos pedacinhos de queijo e polvilhe por cima assim como as sementes de romã. Tempere com boa quantia de azeite de oliva e sal. O vinagre pode afetar a harmonização destes sabores conjugados, por isso não recomendo o seu uso.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Mulher, te quero quase menina

Menina mulher, já dizia o poeta desconhecido: "todas as mulheres deviam ser meninas”.
Mulher menina, mistura perfeita para ser desejada.
Mulher, postura firme, imponente, mas o melhor mesmo, é quando nas horas certas, se deixa, se permite, sentir a menina que tem dentro de você.
Mulher desejada, amada, se protege, difícil de entender, mas sabe que me deixa doido, quando menina se permite ser.
Menina mulher, nas suas mãos, homens pensamos ser, mas na verdade, garotos somos, frágeis, impulsivos ao poder, que tanto nos faz enlouquecer. Enlouquecer de amor, de fazer e jamais cansar de querer.
Depois de muitas travessuras, um merecido descanso as voltas dos meus braços, menina volta a ser, e me permite pensar que tive o poder de fazer você se sentir mulher
...
Mulher menina: lhe apresento a cozinha!
Não aquela que assusta e brota trabalho em biz
Mas a cozinha que te faz brincar
Teu preparo surpreende
Sem deixar de ser

Junte à vida doces temperos, quiçá, salgadinha
Sirva a mim homem, menina mulher, a tua vivacidade e seja feliz,
Suspiro só de imaginar
entende
Pois - e se der - apenas quero lhe ter.

Um pequeno poema recebido de bom agrado para as grandes, maravilhosas e belas mulheres e, é claro, uma receitinha tirada da coleção “A Grande Cozinha” da Editora Abril, para você: o Gelo de Melancia ao Chocolate



Ingredientes:
(para 2 pessoas)
Meio quilo de melancia
20g de maisena
20g de açúcar
Meia colher de chá de canela em pó
30g de chocolate em barra
Flores e folhas de jasmim para decorar

Preparo:
Rapar o chocolate com o ralador grosso. Retirar a polpa da melancia com uma faca afiada eliminando as sementes e bater no liquidificador. Em uma tigela dissolver a maisena com duas colheres de sopa polpa da melancia, juntar o açúcar e misturar tudo. Colocar o composto numa panela, adicionar a polpa de melancia restante e levar ao fogo médio. Cozinhar por cerca de cinco minutos misturando sempre até o composto ficar encorpado. Retirar a panela do fogo e acrescentar a canela. Misturar bem e deixar esfriar. Despejar o composto numa fôrma e levar ao freezer por pelo menos quatro horas, mexendo a cada hora. Pouco antes de servir, retirar o gelo de melancia do freezer e assim que amolecer, dividir em taças. Salpicar com as raspas de chocolate e guarnecer cada porção com as flores e folhas de jasmin.

terça-feira, 13 de março de 2012

Delas Freres Saint-Esprit 2008 – Côtes-du-Rhône

Os vinhos franceses muitas vezes assustam aos degustadores amadores por terem em seu âmago o DNA da história do vinho, pois a França pode ser entendida como o berço desta magnífica bebida. Das suas barricas saíram rótulos-ícones até hoje imbatíveis e de sua tradicional dupla borgonha-bourdeaux as referências para a produção no Novo Mundo. O vinho comentado de hoje é o francês Delas Freres Saint-Esprit 2008 – Côtes-du-Rhône, de excepcional relação custo-benefício por se tratar de um exemplar que cravou 90 pontos na avaliação de Robert Parker. Trata-se de um assemblage composto de 90% Syrah e 10% Grenache. Apresenta Cor rubi, límpido, com lágrimas rápidas e numerosas. No nariz é frutado trazendo os aromas tradicionais da Syrah de violeta e framboesas e lembrando morango e tutti-frutti, além de algo mineral e especiarias. Na boca é ligeiro, médio corpo, leve amargor mas muito fácil de beber, com taninos macios e agradáveis. Possui 13% de graduação alcoólica e ideal ser bebido na temperatura de 18°C. Ideal para harmonizar com a culinária provençal, carnes de caça e grelhados.

Resumidamente a CÔTES-DU-RHÔNE - o Vale do Ródano - fica localizado no sudeste da França, produz vinhos há mais de 500 anos e é caracterizada pelo cultivo da Syrah, Grenache, Mourvèdre, entre outras tintas; e Roussane, Marsanne e outras variedades brancas. É dividida entre norte e sul. Na parte norte da região, a única variedade tinta permitida é a Syrah, sendo esta a estrela dos grandes vinhos de Hermitage, muito estruturados e que devem ser guardados em torno de 10 anos, antes de degustados. Côte-Rotie é outra sub-região ao norte, onde a Syrah também é a principal uva, mas a Viognier, variedade branca, pode fazer parte da composição do vinho tinto, proporcionando mais finesse e aromas florais ao vinho. Ao sul do Rhone, 23 uvas podem entrar na composição dos vinhos. Os vinhos regionais são chamados de Côtes du Rhone e são vinhos frutuosos e de corpo leve, com pouca acidez e taninos suaves, no caso dos tintos. Os brancos são pouco produzidos e não muito comuns. Já o Châteauneuf-du-Pape – subregião de maior prestígio – tem suas principais variedades entre a Grenache, a Mourvedre e a Syrah, apesar de seus vinhos serem uma mistura de até treze variedades. Os melhores têm corpo pleno, alto teor alcoólico e são bastante complexos, chegando a envelhecer por quinze ou vinte anos. Os mais acessíveis são menos complexos, mais frutuosos e mais macios.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Mil e uma noites

O hotel mais caro e luxuoso do mundo, o Burj al Arab, é uma das tantas atrações de Dubai. Com mais de 320 metros de altura (é mais alto que a Torre Eiffel) levou quatro anos para ficar pronto ao custo de US$ 6 bilhões. O prédio, em formato de um veleiro, compreende um heliponto no 28° andar e um restaurante panorâmico semi-suspenso no ar, com uma vista única sobre o deserto, tornando-se um ícone de referência na paisagem de Dubai.


Fica numa ilhazinha em Jumeira Beach, praia dos milionários, ligado ao continente por uma ponte. Para entrar, só sendo hóspede, e o cliente escolhe: chegar de helicóptero ou de limusine Rolls-Royce Silver Seraph. No hall, uma fonte que lança um jato de água a mais de 60 metros de altura dentro do átrio, funciona numa coreografia sincronizada, iluminada à noite por luzes coloridas. De cada lado, aquários altíssimos, com peixes de água salgada, fazem às vezes de parede. Dentro, o dourado domina: nos mosaicos dos pisos e das paredes, nas largas molduras de quadros e de elevadores, nos metais, nos detalhes e nos objetos decorativos. Tudo o que brilha é banhado a ouro. O luxo é evidente neste que ostenta o mérito de ser considerado um hotel "7 estrelas".

O Burj al Arab não tem quartos, conta somente com 202 suítes duplex de luxo com um serviço inteiramente personalizado para cada cliente. Além de toda esta pomposidade, os clientes podem escolher entre sete fantásticos restaurantes. Entre eles, o Al Mahara, um restaurante submarino onde o jantar é acompanhado de um autêntico ambiente marinho, com tubarões, corais e outras espécies; e o Al Muntaha que dá a sensação de estar suspenso no ar. E é lembrando este belíssimo hotel que nomeamos o canapé apresentado hoje que, ao contrário do luxo acima descrito, é simples mas com um design também inspirador. Segue a receita do Canapé Burj al Arab!



Ingredientes:
(para 20 canapés)

20 torradinhas de canapé
um pote de cream cheese (200g)
150 g de queijo camembert
fio de azeite de oliva
cheiro verde desidratado

Preparo:

A montagem dos canapés é muito fácil, não exigindo nenhum esforço no preparo. Passar sobre cada pãozinho um fio de azeite de oliva e em seguida colocar um pouco de cream cheese sobre cada torradinha com uma generosa colher de chá. Cortar o queijo camembert em lascas e acomodar delicadamente sobre o cream cheese. Por fim salpicar o cheiro verde e servir.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Koyle Syrah Reserva 2008

Provei na semana passada um belo exemplar chileno o qual não conhecia e que chamou positivamente a minha atenção: o Koyle Syrah Reserva 2008 da região do Alto Colchágua. Elaborado 100% com uvas da casta syrah é um vinho de cor púrpura, fechado mas brilhante, com lágrimas lentas e densas. Aroma frutado lembrando azedinha e cassis, chocolate, passas, amêndoa, avelã e tostado de seu estágio em barrica de carvalho – 60% d vinho amadureceu 9 meses em barricas de carvalho francês. Paladar equilibrado, aveludado e de boca persistente com final saboroso, aberto e duradouro. Pode harmonizar muito bem com carnes vermelhas, queijos maduros e molhos encorpados. Seu irmão, o Koyle Royale Syrah cravou 91 pontos de Robert Parker na safra 2009. Possui 14% de graduação alcoólica e ideal ser servido na temperatura de 16°C.

Aguinaldo Z. Albert, ilustre conhecedor de vinhos, tece o seguinte comentário sobrte a uva syrah:

"A Syrah se destaca como uma das grandes uvas que chegaram aos nossos dias. É notável a qualidade dos vinhos que com ela se elabora tanto no sul da França quanto em outras regiões do mundo, notadamente na Austrália, onde se adaptou maravilhosamente e ganhou o nome de Shiraz.

A origem desta uva tinta majestosa, capaz de produzir vinhos longevos e de grande qualidade, é bastante controversa. Alguns acreditavam que sua origem era siciliana, tendo emprestado seu nome da cidade de Siracusa.

Mais recentemente duas hipóteses disputam a maioria de seus adeptos. Há os que acreditam que esta cepa tenha sido trazida por cavaleiros cruzados da antiga Pérsia (hoje Irã) para o sul da França, seu nome se originando da cidade de Shiraz, termo utilizado hoje pelos australianos para designar a uva.

A hipótese que vem ganhando maior corpo é a de que se trata de uma uva autóctone do Ródano, descendente da vitis allobrogica, produzindo vinhos finos na região desde os tempos da dominação romana, como menciona o próprio Plínio em suas obras.

Uva tinta majestosa, que envelhece até por meio século, ela reina absoluta na região mais setentrional do Rhône. Os crus mais reputados elaborados com ela são o Côte-Rotie, Saint-Joseph, Hermitage, Crozes-Hermitage, Cornas e Saint-Péray.

Ela entra também na elaboração dos vinhos do sul do Rhône, mas cortada com a Grenache (principal tinta da região), a Mourvèdre, a Marsanne e a Cinsault. Portanto, presente nos Châteauneuf-du-Pape e Gigondas, dentre outras denominações regionais.

Muito bem adaptada aos climas quentes, como o mencionado sul da França, teve uma excelente adaptação em terras australianas, para onde foi levada em 1832 por James Busby . Ali foi usada durante muito tempo para cortes triviais, mas houve um sensível aumento na produção de vinhos de alta qualidade, especialmente de antigas vinhas em Barossa Valley. Hoje com ela se produz os mais notáveis vinhos da Austrália, como o legendário Grange (ex Hermitage), da Penfolds.

É curioso que esta uva só tenha ganho o resto do mundo após 1970, sendo notável também seu aumento de plantio fora da região do Rhône, na própria França, notadamente no Languedoc-Roussillon, e também em outras regiões da Austrália, como Hunter Valley (New South Wales), Padthaway e Victoria.

Outros países têm cedido espaço para o plantio desta uva excepcional com ótimos resultados, como a Itália, África do Sul (onde é denominada Shiraz) e Argentina. Nos Estados Unidos, a Syrah está vivendo um acréscimo de qualidade, o que lhe confere o apelo dos primeiros tempos da Pinot Noir, da Zinfandel e da Merlot, podendo também se mostrar mais fácil de ser cultivada e vinificada do que as outras tintas, à exceção da Cabernet Sauvignon.

Crescendo bem em inúmeras áreas, produz vinhos complexos e distintos, escuros, alcoólicos e com aromas e sabores de especiarias. Apesar da boa presença de taninos -- o que lhe dá boa capacidade de envelhecimento -- são vinhos podem ser bebidos com grande prazer desde a juventude graças à rotundidade e doçura destes taninos.

Aromas e sabores mais presentes: especiarias (pimenta-do-reino preta), frutas escuras maduras (framboesa negra, groselha negra, amora), alcaçuz, couro, caça e alcatrão, além dos "empireumáticos" (tostado e defumado). Além desses, são mencionados aromas de gengibre e chocolate, notas florais (violeta) e, em algumas regiões da Austrália, um toque discreto de hortelã.

Apesar de idênticas no aspecto vitivinícola, resultam diferentes no sabor devido à diferenças de terroirs e vinificação. A australiana é mais doce e madura, sugerindo chocolate; a francesa dá um vinho mais sabendo a pimenta e especiarias".

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quinta-feira, 8 de março de 2012

O retorno de um clássico!

Procurei em vários buscadores e nenhum foi muito exato com relação a origem deste molho clássico, sendo que a sinalização que parece ter mais fundamento é de que o Molho Ferrugem teria nascimento na França, em algum século da Idade Média e fora preparado pelas castas pobres com restos de alimentos, algo muito comum naquela época. Tem-se registro de seu uso no preparo da Bouillabaisse que era uma sopa de tomates e peixes mediterrâneos servida com molho ferrugem. O certo é que este tradicional molho anda sumido de restaurantes e pratos, talvez esquecido pelos chefs, mas que somado a carnes grelhadas e assadas transforma-se em saborosíssimas criações. Confira a seguir a receita do Filé ao Molho Ferrugem.



Ingredientes:
(para 4 pessoas)

1 kg de filé mignon cortado em medalhões de cerca de 3cm de espessura
1 copo de vinho branco seco de boa qualidade
2 colheres de de bacon picado
1 cebola picadinha
2 dentes de alho esmagados
Um quarto de xícara de champignon
1 cenoura pequena
2 colheres de sopa de manteiga
1 copo de água
1 talo de salsão
3 colheres de sopa de farinha de trigo
1 xícara e meia de caldo de carne
2 colheres de chá de extrato de tomate
1 tomate sem pele e semente
1 folha de louro
3 colheres de sopa de salsinha picada
Sal e pimenta do reino moída

Preparo:

Para o molho pique o bacon, o salsão e o champignon e a cenoura. Aqueça a manteiga numa caçarola em fogo médio e junte tudo mais o alho fritando até murchar. Acrescente o vinho branco e deixe evaporar o álcool, juntando a farinha logo após. Baixe o fogo e mexa seguidamente até que adquira uma cor marrom claro. Some o caldo de carne e cozinhe mexendo sem parar até o molho engrossar. Adicione os ingredientes restantes, menos o sal e a pimenta. Cubra e cozinhe lentamente por cerca de 45 minutos. Vá retirando o excesso de gordura que vier à tona com uma escumadeira. Passe o molho em um coador e transfira para outra panela temperando com o sal e a pimenta. Tempere o filé e aqueça uma colher de manteiga e uma de azeite na caçarola e quando estiver bem quente, sele os filés, cerca de 3 minutos cada lado. Reserve, espalhe o molho sobre os mesmos e sirva acompanhado de arroz branco, ou legumes salteados.

Artigo publicado no Jornal Gazeta do Sul de hoje.


Carré de Cordeiro ao Molho Ferrugem


Filé em Pimenta Verde ao Molho Ferrugem


Entrecôte ao Molho Ferrugem

quarta-feira, 7 de março de 2012

Top 10 – Os melhores vinhos degustados!

A pedidos postei novamente esta relação feita que foi elaborada pela minha particular análise sensorial, de acordo com os dez melhores vinhos que já bebi, independente de nacionalidade, preço ou casta. Os vinhos foram degustados nos últimos 3 anos. A lista segue abaixo, sem ordem de preferência. Boa leitura!

Beringer Knight Valley Alluvium Red 2003


País: EUA
Região: Sonoma County, Califórnia
Casta: Bordeaux Blend
Importador: Expand
Preço: R$ 170,00

Comentário do enólogo: A lush, intense-cherry, blackberry core is given by the 76% Merlot, while the 15% Cabernet Sauvignon gives structure and adds depth to the dark fruit aromas and flavors. Small amounts of Malbec, Petite Verdot and Cabernet Franc contribute spice, orange zest, roasted coffee, and fruit nuances to the palate, giving an overall impression of plushness and depth.
Beringer has owned and farmed its Knights Valley vineyards since the mid-1960's, when the Beringer family recognized that the cobbley, rocky alluvial soils were a great place to grow high quality wine grapes. In the late 1980's, when phylloxera necessitated replanting, Beringer's vineyard manager Bob Steinhauer took advantage of the opportunity and replanted almost exclusively Bordeaux varietals that matched Knights Valley's soil and climate conditions.

Cartuxa Évora 2001


País: Portugal
Região: Alentejo
Casta: Blend de Aragonês (17%), Trincadeira (17%), Alfrocheiro (17%), Tinta Caiada (17%), Castelão (16%) e Moreto (16%)
Importador: Casa do Vinho
Preço: R$ 115,00

Comentário da Adega Alentejana: A produção obtida nas vinhas é vinificada num local histórico e sagrado, a Adega da Cartuxa, situada na Quinta de Valbom em Évora. A adega está instalada num edifício que pertenceu à Companhia de Jesus em 1580 e que na época era a sua casa de repouso. Um de seus vinhos, o Cartuxa Colheita Tinto 2001 – Graduação Alcoólica de 13,5%, de castas: Aragonez, Trincadeira, Alfrocheiro, Tinta Caiada, Castelão e Moreto, possuí aromas evoluídos, notando-se a presença da casta Trincadeira misturada com as notas quentes da planície alentejana. Boa prova de boca, tudo muito afinado, floral e cheio. Este vinho apresenta potencial para envelhecer. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês.

Clos Mogador 2006


País: Espanha
Região: Priorato
Casta: Blend de Garnacha (40%), Cabernet Sauvignon (40%), Syrah (20%)
Importador: Mistral
Preço: R$ 340,00

Comentário do importador: “O Clos Mogador é um dos maiores vinhos espanhóis, o tinto lendário que consagrou o Priorato como uma das maiores regiões produtoras da Espanha. Ele sempre merece notas altíssimas de todos os autores e frequentemente é indicado como o melhor tinto espanhol por diversos guias. Vinho de incrível concentração, corpo e riqueza, com enorme potencial de envelhecimento. Um grande clássico, obra prima do genial René Barbier. Foi indicado simplismente como o quarto melhor vinho do mundo pela Wine Spectator em 2003, com 95 pontos, Robert parker também com 95 pontos”.

Comentário de Silvia Franco: “Degustei o Clos Mogador 2006 de René Barbier, o fundador ou o que a Decanter chama de grandfather do Priorato. Paguei aqui em Park City no State Liquor Store US$ 106 com o imposto incluído. O vinho é o que eu chamo de “decifra-me ou te devoro!”. Se realmente existe terroir (e nisto tenho fé), o Clos Mogador é a melhor expressão do terroir de Gratallops, um vinho de personalidade única. Como diz Hugh Johnson, Clos Mogador é de tirar o fôlego. A cor é uma púrpura ou uma tinta com ligeira unha atijolada, aromas intensos, complexos de terra, humus, fruta madura, tabaco, balsâmico, mineral e potente. Taninos presentes, mas agradáveis. Um vinho que resiste ainda um bom tempo de guarda, mas que já está muito bom. É o vinho de maior personalidade e caráter que já tomei (e olhem que já tomei muito, frequentando a Wine Experience, a Boston Wine Expo, a Vinexpo Bordeaux etc) Tem um colosso de fruta, concentração, potência, mas está tudo, tudo belíssimamente bem integrado e equilibrado. Clos Mogador é um vinho especial para reflexão, for thought como dizem os americanos.

Emiliana Gê 2003 Ultra Premium


País: Chile
Região: Vale do Colchágua
Casta: 55% Syrah, 15% Cabernet Sauvignon, 15% Carmenère e 15% Merlot
Importador: Magna Import
Preço: R$ 450,00

Comentário de Emerson Haas: “O nome do vinho pronuncia-se como Gê. O projeto de vinhos orgânicos da Santa Emiliana tem como enólogo principal o grande Álvaro Espinoza - Undurraga, Antiyal, Château Margaux, Moët & Chandon, Viña Carmen entre outras referências. Talvez, refletindo sobre as difíceis escolhas durante as minhas recém-férias, o melhor vinho que eu tenha bebido tenha sido o Emiliana Gê 2003 Reserva Super Premium Orgânico, cuja história e contexto foram marcantes.
Adquiri este vinho em 2005, numa ida ao vizinho Uruguai e um de seus free-shops por engano. Não conhecia o vinho, nunca havia lido nada sobre ele. Pensei em deixar este vinho guardado na adega para alguma ocasião ímpar. Uns dois anos depois num bate-papo com um amigo ele comentou sobre um tal vinho orgânico e biodinâmico, fabricado no Chile, detentor de altíssimas pontuações na crítica especializada… O tal vinho era o Emiliana Ge! Aí comecei a ler sobre o mesmo onde percebi que a Safra 2003 havia disparado em valores e como tinha sido engarrafado um número limitado de garrafas as que tinham no mercado ainda encareceram (hoje se adquire em torno de R$ 450,00 a garrafa).
Bom o fato é que ainda assim aguardei um momento único para abertura deste assemblage chileno – que na sua safra referida juntava 55% de Syrah, 15% Cabernet Sauvignon, 15% Carmenére e 15% Merlot – o que veio a ocorrer em junho do ano passado, na noite do dia em que eu e minha mulher Aline descobrimos que seríamos papais! Com todo o cuidado que a ocasião merecia abri o excelentíssimo e o deixei cerca de hora e meia no decanter. Servi-o na taça e por bons segundos fitei-o, pois ali poderia estar concentrado o sucesso ou o fracasso de minha expectativa de quase 5 anos na guarda do mesmo. No nariz uma explosão de aromas me empolgou dando vistas que uma boa surpresa se revelaria. Notas de cassis, frutas vermelhas maduras, café e chocolate, excelente persistência de aroma, cor rubi magnífica e lágrimas chorosas, quase tristes por tê-lo tirado daquela pesada garrafa por onde se alojou por vários anos. E sem qualquer vestígio de idade na coloração, nenhum reflexo alaranjado sequer, ou seja, um vinho de boa perspectiva de guarda, mas abortada ali, naquele contexto de um futuro nascimento. Seus 15% de álcool passaram desapercebidos e o que sentia era um vinho direto, marcante, com uma jovialidade presente mas muito complexo nos aromas. Poderoso e de forte personalidade. Na boca um vinho esplêndido, elegante, taninos macios, com muita estrutura e complexidade, agradabilíssimo de beber. Realmente, superou e muito a expectativa criada, e elenco-o como um dos 3 melhores vinhos que já bebi, e com o contexto que envolveu a sua abertura então”.

Tasca D’Almerita Cabernet Sauvignon 2003


País: Itália
Região: Sicília
Casta: Cabernet Sauvignon
Importador: Mistral
Preço: R$ 195,00

Comentário do importador: Um dos maiores Cabernet Sauvignon do sul da Itália, quase sempre premiado com os máximos 3 Bicchieri do Gambero Rosso. Elegante, potente e muito classudo, é capaz de envelhecer por muitos anos em garrafa. Gambero Rosso: "Tre Bicchieri" (safra 03) e Robert Parker: 92 pontos (safra 03)

Tenuta Col Sandago Martino Zanetti Wildbacher 2003


País: Itália
Região: Veneto
Casta: Wildbacher
Importador: Decanter
Preço: R$ 130,00

Comentário Luciano Ourique: “Coloração vermelha rubi com nuances que tendem para o grená. Intensidade mediana de cor. Visualmente, denso, encorpado, límpido e brilhante. Muito semelhante ao quinto vinho no visual. Nariz de ataque intenso com deliciosa carga frutal no primeiro plano (frutas vermelhas frescas) lembrando cerejas, morangos e cassis. Agradável e bem colocada madeira que apareceu lembrando notas de especiarias doces. Discretos aromas florais também marcaram presença no conjunto aromático. Lembrou muito o Barolo que degustamos na Confraria de Vinhos Italianos (Marziano Abbona – Barolo Terlo Ravera 2003, Piemonte – Itália). Com a aeração ganhou maior equilíbrio entre fruta e madeira. Na boca mostrou muito bom corpo. Potente, com taninos ainda muito vivos e que necessitam de pelo menos mais uns dois anos de garrafa para amaciar. Acidez intensa e de muito frescor (que combinou bem com a leveza do buque). Essencialmente seco (a acidez deixa pouco espaço para os açúcares residuais aparecerem). Final de boca algo aquecido / apimentado. Elegante amargor final. Persistente”. Uva originária da Áustria

Esporão Private Selection Garrafeira 2004


País: Portugal
Região: Alentejo
Casta: Alicante Bouchet / Aragonês
Importador: Qualimpor
Preço: R$ 210,00

Comentário de Jeriel C.: “A Herdade do Esporão, situada em Reguengos de Monsaraz, tem uma importância histórica na região. As suas raízes remontam aos tempos pré-históricos das culturas megalíticas e da Idade do Bronze, mas já durante a ocupação romana, os vinhos do povoamento do Esporão eram exportados para todo o Império. No coração desta herdade, no calor do Alentejo, encontra-se a Cerca do Esporão, da qual fazem parte a Torre do Esporão, a Ermida de Nossa Senhora dos Remédios e uma curiosa porta fortificada com uma escada em caracol de acesso ao terraço defensivo. O Esporão Private Selection Tinto, antigo Garrafeira, é produzido por Herdade do Esporão, no Alentejo e possui a certificação Garrafeira DOC Reguengos, Castas: Alicante Bouschet / Aragonês. Enólogo: David Baverstock / Luís Patrão. Vinho gastronômico, que acompanha pratos de caça até a suavidade e textura cremosa dos queijos de pasta mole. Sua temperatura de consumo: 16 – 18ºC. Informações técnicas: Álcool – 14,5%; Acidez Total – 7,01 gr/l; Acidez Volátil – 0,66 gr/l; pH – 3,54; Extrato Seco – 33,1 gr/l. Vinificação: colheita em separado de cada casta, seleção de cachos em mesa de escolha, desengace, esmagamento, fermentação alcoólica com temperaturas controladas em pequenos lagares com pisa-a-pé (22ºC a 25ºC), prensagem, fermentação malolática em barricas novas de carvalho francês. Estagio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Após o engarrafamento seguem-se mais 18 meses de estágio em garrafa”.

Chateau Pontet-Canet Pauillac Grand Cru 2002


País: França
Região: Bordeaux - Pauillac
Casta: Cabernet Sauvignon / Merlot / Petit Verdot / Cabernet Franc
Importador: Decanter
Preço: R$ 335,00

Comentário de Chris Kissack: “A dense style of fruit in the nose, very defined and upright, black fruit character, has a style rather more reminiscent of a St Julien than Pauillac, a vintage effect perhaps? There is a little broadness and sweetness to it though, dark and grainy, sitting beneath these more superficial characteristics. There is an evocative style to it as well, early maturity, notes of tea leaves. With time really opening up - showing overt maturity, tea leaves and rust - lovely. Moderate weight on entry, balanced midpalate, slightly loose knit through the middle and slightly raw structure too, very tannic style coming out from beneath through the fruit in a slightly sharp fashion. Needs time. Not a lean and mean greenie at all though, lots of tannin in the finish although less than the 2000 I feel. More flesh would be very welcome. Good wine which will make super drinking with dinner in a few years from now”.

Bouza Tannat Parcela Unica A8 2007


País: Uruguai
Região: Montevideo - Melilla
Casta: Tannat
Importador: Decanter
Preço: R$ 150,00

Comentário de Marcelo Copello: “Cor escura rubi violácea. Aroma intenso, limpo e fresco, fruta madura, cassis, ameixa, geléias, baunilha, alcaçuz, tostados, toque lácteo, leve toque herbáceo. Paladar de bom corpo, taninos doces, 15% de álcool (que não aparecem) bem equilibrado, média persistência. Muito nem elaborado, em estilo mais moderno e frutado”.

A Mano Primitivo IGT 2005


País: Itália
Região: Puglia
Casta: Primitivo/Sangiovese
Importador: Expand
Preço: R$ 75,00

Comentário do Didú Russo: “Provamos do A Mano Primitivo IGT, trata-se de uma ótima compra, todo aquele carater do terroir da Puglia, que solo!..., sempre com aquele nariz de amarena, doce, a “fruta cota” mostrando que foi um ano quente, na boca ótima acidez que pede comida e o melhor, vinho puro. Bárbaro”.