quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A revolução da costela!


Muitos já tentaram, poucos conseguiram. A batalha do homem contra a costela leva algumas horas mas, ao final, a boa mesa é a garantia da paz selada!

 
          Não há como, qualquer brasileiro passar despercebido pelo 20 de setembro, a data do aniversário da Revolução Farroupilha, a mais feroz guerra já demandada em solo brasileiro. Se foi legítima, cada qual defende o seu ponto de vista, alguns acham que a Guerra Farroupilha não resultou em nada, a não ser 10 anos de isolamento do restante do Império. Já outros afirmam que foi neste período que o gaúcho – a ferro e brasa – e o decretou sua identidade e o valor de seus costumes e de seu povo. Outros rabiscam teses para projetar como o Rio Grande do Sul estaria se tivesse efetivamente tivesse se separado do resto do Brasil, quem sabe um país de primeiro mundo ou quem sabe um misto de Uruguai e Argentina. O certo é que isto tivesse acontecido, atualmente teríamos um novo movimento, desta vez para tomar Santa Catarina, afinal de contas, Punta del Este possui águas muito frias e com o dólar na cotação que está, adeus veraneio por lá!

 

           Mas de volta a este orgulho que o gaúcho carrega por sua história, um dos diversos pratos preparados pelos farroupilhas era a costela assada, na verdade a peça inteira, em grandes fogos de chão, difíceis de preparar mas fáceis para servir a tropa, acompanhado do carreteiro de charque, do aipim cozido e do feijão campeiro. Tal preparo também pode ser feito em casa, na churrasqueira, ou no sítio, no legítimo braseiro, mas ambos necessitam de algumas regras e muita paciência, que ao final, vale a pena, pois a carne fica com uma suculência e sabor imbatíveis. O ideal é comprar a janela da costela – a parte central da peça – mais saborosa e macia. Se for na churrasqueira, leva cerca de 3 horas de fogo, a uma distância de cerca de 60 a 70 cm da brasa, assando com o osso para baixo, virando a mesma cerca de uns 40 a 50 minutos antes de servir. Se passar deste tempo de fogo, a costela pode ficar macia mas acabará com a suculência, ficando semelhante a uma carne desfiada sobre o osso. Já se o fogo for “de chão”, o tempo ideal é o dobro, pois o calor tende a se dissipar. Para aqueles que não possuem um espaço para o fogo de chão ou uma churrasqueira tão alta dentro de casa, pode usar-se uma alternativa, embrulhar a mesma no papel alumínio por cerca de uma hora e meia, para que cozinhe em sua própria gordura, em fogo mais baixo. No tempero, somente sal grosso, usado uma meia hora antes de servir, para evitar que a carne desidrate. Pode ser feita usando um espeto semelhante a um tridente, quando preparada no chão, ou então dois espetos ou grelha quando na churrasqueira.  
 

 
 
 
 
 
 
 
          Indiferente quanto ao preparo, uma coisa é certa: o sabor é único e o gaúcho assador, renova a cada costelão servido o seu amor pelo Rio Grande querido!

         E viva o 20 de setembro!    

 

 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário