terça-feira, 22 de dezembro de 2015

provei&curti


“Um dos últimos vinhos que curti e não somente eu, mas minha confraria inteira foi o Calyptra Chardonnay 2007. 

Chileno do Vale do Colchagua,  mineral ao extremo, algo de Jerez pela idade, fruta oxidada de doce quando pega no fundo do tacho. 

Dos doze confrades, onze votaram como 1º lugar”. 

#provei&curti”. Álvaro Cézar Galvão, palestrante, consultor em vinhos e gastronomia, de São Paulo 

domingo, 20 de dezembro de 2015

Kalfu Kuda Chardonnay 2013 - chileno fresco e mineral e...sem madeira!

A casta Chardonnay se aclimatou muito bem nas planícies ao pé da Cordilheira dos Andes no Chile. De lá saem alguns dos melhores brancos do Novo Mundo, ventilados com a brisa fresca do Pacífico e repletos de fruta. Costumeiramente os vinhos chilenos desta casta estagiam em barricas de carvalho, equilibrando a acidez, acomodando o corpo e agregando aromas e sabores da madeira ao líquido e lhe conferindo denotada complexidade. 

Tal casta produzida por lá com o vinho sem passagem em barrica é exceção e é esta minoria que ocupa este espaço hoje, o Kalfu Kuda Chardonnay 2013, linha produzida pela Vinícola Ventisquero no Valle do Leyda. 

Este vinho lembra a Borgonha, pois a coloração antes amarelo quase ocre, a manteiga e baunilha no nariz e a boca carregada de frutas brancas em compota e secas que determinaram o estilo dos chardonnays chilenos nas últimas três décadas deram lugar a um vinho de coloração palha claro, muito límpido e vivaz, com frutas brancas e frescas no aroma – melão, manga, abacaxi e mamão - toque floral e uma nuance herbácea  e boca saborosa, mineralidade quase salínica, cítrica lembrando limão, fresca e com ótima acidez.  Ótima persistência e agradável retrogosto.   

Possui 13% de graduação alcoolica e o ideal é ser degustado na temperatura entre 8 e 11oC.
Muito versátil este branco que é um dos mais difundidos no mundo do vinho faz bonito na harmonização e acompanha bem uma infinidade de pratos, em especial os frutos do mar.

Você encontra a linha de vinhos Kalfu na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul e fone (51)3711.3665 e site www.weinhaus.com.br
     
E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

provei&curti




“Uma noite memorável em Marlenheim, França, no Le Cerf Restaurant do Chef Michel Husser estrelado no Guia Michelin, onde provei um prato fantástico: La venaison des chasses aux alentours - uma mistura de frango e carne com um molho muito especial de goji servido na cesta folheada com acompanhamento de spetzel acompanhado de vinhos alsacianos, uma recordação para sempre! #provei&curti“. 

Fabiana Aguinski, empresária, de Rivera - Uruguai


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O advogado do vinho!


Quem nunca sonhou em produzir o seu próprio vinho? Advogado santa-cruzense já vivencia esta possibilidade
 
Diogo Durigon, o advogado do vinho!

Robert Parker, americano, autor da obra “The Wine Advocate” divide o seu tempo entre a advocacia e a célebre crítica de vinhos, onde é notório. Santa Cruz do Sul também possui o seu Advogado do Vinho, mas diferentemente do crítico Parker, Diogo Durigon, advogado, é vinhateiro, ou seja, produz o seu próprio vinho. Os chamados vinhos de autor, de elaboração própria, iniciaram há algumas décadas no Velho Mundo, onde amantes da bebida de baco buscaram conhecimento e informações suficientes para criar os seus próprios rótulos, de varietais e blends. 

Cave possui quase duas mil garrafas estocadas

A paixão e a curiosidade pelo vinho instigam o produtor 
Tal movimento ganhou adeptos também no Brasil, com alguns laboreiros no objetivo de venda para determinados nichos que consomem vinhos finos exclusivos, já outros – caso do Diogo – para atender o desejo de engarrafar a própria bebida. O advogado e mestre em direito de 34 anos, filho de produtor de vinhos coloniais no interior de Pantano Grande, compra as uvas de produtores de Encruzilhada do Sul, utiliza-se do desengace manual para escolher somente os grãos mais saudáveis na elaboração de seus rótulos, usando moedor manual para separar a baga do cacho. A vinificação é feita na propriedade dos pais e armazenada em tanques e barricas na cave de sua casa. Lá, num pequeno espaço, Durigon estoca quase 2 mil garrafas das safras 2014 e 2015, elaborados com uvas Chardonnay, Gewurztraminer, Pinot Noir, cabernet Sauvignon, Merlot, Touriga Nacional, Marselan, Malbec e Arinarnoa, todos ditos naturebas, ou seja, sem sulfitos e conservantes. 

Casa Durigon possui uma dezena de varietais produzidos
O mundo do vinho não tem ligação direta com a profissão de advogado, para Diogo a produção é apenas um capricho pessoal e uma herança cultural de sua descendência italiana, pois desde os bisavós a família está envolvida na viticultura. Para o produtor, mais do que uma simples bebida, o vinho carrega, no seu âmago, sempre alguma – ou muitas – histórias o que lhe torna ainda mais envolvente e apaixonante. Porém, se o transformasse em um negócio, teria que produzir volumes significativos, ou vender garrafas ao custo dos exclusivos vinhos de micro produtores como Vilmar Bettú e Marco Danielle.

Diogo recebe amantes do vinho para  conhecer seu projeto 
Mesmo sem ser enólogo, Durigon consegue extrair o melhor de cada varietal e safra testando e experimentando além de ouvir atentamente os conselhos de seu pai e avô, também se dedicando muito a leituras e visitas especializadas buscando referências para o sucesso de suas empreitadas vínicas. “O Brasil - e em especial o RS - tem ainda como melhorar seus vinhos viabilizando e incentivando o aumento do consumo, pois a expansão do mercado tende a gerar expansão de qualidade. A França tem centenas de anos de história e experiência; mesmo assim os brancos da Califórnia fizeram frente a eles; nós temos apenas três décadas de produção de vinhos finos e podemos trilhar nossa própria história, com reconhecimento também fora do país” afirma.

"Experimente"!

E deixa uma dica para quem também está pensando em elaborar o seu próprio vinho: “Experimente! Se nunca tentar, nunca saberá se dará certo. Repito: o risco é ser bom ou muito bom! E se alguém quiser conhecer minha adega para estimular esta empreitada, será um prazer”.

 
Mesa farta e vinhos de autor

Além dos vinhos, Durigon também elabora suco de uva e vnagre

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Alma Negra M Blend 2013 - misterioso como Ernesto Catena

Tive a satisfação de conhecer Ernesto Catena, membro da família portentora da Bodega Catena Zapata – gigante vinícola argentina – e proprietário da Bodega Tikal, num jantar harmonizado no restaurante Mercado Belcampo em Punta del Este, em 2012. Dono de uma personalidade ímpar, o comunicativo vinhateiro hermano serviu-me sua linha Alma Negra – espumantes e tintos de alta gama. 

E o vinho comentado desta semana é o Alma Negra M Blend 2013, blend mendocino com 70% Bonarda e 30% Malbec, um tinto de coloração rubi violáceo e com amplo leque de aromas, trazendo frutas negras com destaque para amoras, ameixas, cerejas e framboesas, também alcaçuz e toque herbáceo e presença floral de violetas. 

Em boca um saboroso vinho, equilibrado, potente, com taninos redondos e macios. Retrogosto com fruta negra macerada e chocolate, amplo e longo.     
Possui 13,5 % de graduação alcoólica e o ideal é degusta-lo na temperatura de 18oC.

Harmoniza muito bem com carnes grelhadas com chimichurri, queijos fortes, massas com  molhos encorpados e algumas carnes de caça.

Além do M Blend a Tikal envasa também o Misterio que carrega Malbec, Bonarda e Petit Verdot; o Gran Misterio (que utiliza também Cabernet Franc e Syrah) e Misterio Rosé (que tem 85% de Malbec e 15% de Pinot Noir).

Envelhece 8 meses em barricas de carvalho francês.

Ernesto Catena e Emerson Haas

Você encontra o vinho Almanegra na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, em Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br


E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!      

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

provei&curti


“Em uma andança este ano na Itália, tive a grata satisfação de entrar numa boutique de vinhos em Sorrento e o dono veio me atender.

Depois de um breve relato sobre meus gostos, ele me apresentou uma garrafa de Attanasio, uma pequena vinícola que produz a casta "Primitivo Di Manduria", safra 2010 com 15,50% de graduação alcoólica, simplesmente MAGNÍFICO, para meu paladar e com custo beneficio excelente, nunca esquecerei desta experiência.

#provei&curti" Jorge Luiz Lau, comerciante, de Santa Cruz.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O molho de quatro queijos


  
Versátil e fácil de harmonizar o molho de quatro queijos pode ser uma ótima opção à boa mesa!

Já provei molho de quatro queijos sobre os mais variados alimentos, de espaguete a ovas de salmão o que mostra a versatilidade deste tipo de molho à base de molho branco. Confesso que nem sempre a combinação primou pela excelência, afinal, o molho de quatro queijos é um fiel escudeiro que possui identidade própria, temperamento forte e personalidade, não aceitando mais aquele posicionamento de tempos atrás onde se o cozinheiro não soubesse qual molho preparar para dar suporte a um prato, elaborava um quatro queijos, se benzia e colocava na mesa para ser degustado. Mas a criatividade é livre bastando acertar a receita do Molho de quatro queijos.


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

600 ml de leite
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de farinha de trigo
100 g de queijo parmesão
100 g de queijo provolone
50 g de queijo gorgonzola
100 g de catupiry
Noz moscada
Pimenta do reino
Sal

Preparo:

Aqueça a manteiga numa panela e junte a farinha de trigo. Mexa até misturar bem com um fouet (batedor manual) ou então com uma colher de pau para formar o roux (mistura de manteiga e farinha que dá base ao molho bechamel ou branco). Vá acrescentando o leite aos poucos e assim que der uma pequena encorpada, junte os queijos parmesão, provolone, gorgonzola e o catupiry. Tempere com a pimenta do reino moída na hora, a noz moscada e pitada de sal. Vá mexendo sempre para não grudar na panela. Prove o tempero e se você quiser um molho mais grosso, dilua uma colher de farinha de trigo em três colheres de leite e junte ao molho, mexendo sempre até engrossar. Retire do forno e sirva imediatamente.