segunda-feira, 9 de abril de 2012

O galeto atingiu a maioridade!

Casa DiPaolo atinge maioridade, completa 18 anos e comemora marca de 500 mil refeições servidas em 2011.

A rede de restaurantes DiPaolo que possui sete restaurantes em quatro cidades (Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Garibaldi e Gramado) e detém o título de “Melhor Galeto do Brasil” há 11 anos consecutivos pelo Guia Quatro Rodas, aniversariou na Serra Gaúcha. Além do galeto, o sabor também está nos outros pratos da típica culinária italiana: sopa de capeletti, salada de batata com maionese, radicci, queijo a dorê, polenta, massas, carnes e pão colonial.

O fundador da marca, Paulo Geremia, conta que foram anos de trabalho até atingir um padrão de qualidade na elaboração do galeto – carro-chefe do restaurante. Preparado com sálvia, manjerona, salsa, cebola, sal, alho, orégano, pimenta branca, vinho e cerveja, o galeto é assado na brasa de carvão, o que o deixa crocante por fora e suculento por dentro. “A receita não é segredo, o que garante a qualidade é o amor que todos colocam em suas tarefas no restaurante” comenta o restauranteaur.

No berço das maiores vinícolas do país, a empresa também investiu na comercialização de vinhos no restaurante Canta Maria (www.cantamaria.com.br), pertencente ao grupo. No segundo andar são exibidos rótulos nacionais vendidos a preço de vinícola e enviados para todo o Brasil.


Você encontra os restaurantes Di Paolo em:

Caxias do Sul

Casa DiPaolo Iguatemi
Praça de Alimentação
Galeto e Pratos Expressos
Fone (54) 3214.9005

Casa DiPaolo Iguatemi
Espaço Lifestyle
Pratos Expressos
Fone (54) 3025.6035

Casa DiPaolo Lourdes
Galeto e Grelhados
Rua Os 18 do Forte, 454
Fone (54) 3533.6500
Obs: fechado domingo a noite

Casa DiPaolo
Shopping San Pelegrino
Pratos Expressos
Fone (54) 3029.2600


Gramado

Casa DiPaolo
Galeto
Rua Garibaldi, 23
Fone (54) 3286.5080
Obs: em época de baixa temporada, fechado domingo a noite e segunda durante todo o dia


Entre Bento Gonçalves e Garibaldi

Casa DiPaolo
Galeto
RSC 470, Km 221,6
Castelo Benvenutti
Fone (54) 3463.8505
Obs: fechado domingo a noite


Bento Gonçalves

Canta Maria
Galeto e Grelhados
RSC 470, Km 217
Ao lado do pórtico da Pipa
Fone (54) 3453.1099
Obs: fechado domingo a noite


www.casadipaolo.com.br

domingo, 8 de abril de 2012

Pizzato Chardonnay 2010

A Vinícola Pizzato de Bento Gonçalves possui uma linha muito clara de posicionamento de seus vinhos. Desde o Pizzato Merlot 1999 estreiado no mercado com produção pequena e alta qualidade até o engarrafamento do excelente Pizzato Merlot DNA 99 no ano passado a vinícola adota a busca pela qualidade ante a quantidade produzida. Com parreirais situados em Bento e em Dois Lajeados, a vinícola oferece um bom portfólio de rótulos entre os quais o Pizzato Chardonnay 2010, um vinho fresco, com boa mineralidade, jovem e marcante. Possui visual límpido com cor amarelo palha bem suave e reflexos esverdeados. Apresenta aromas de pêra, maçã verde, abacaxi em calda e notas florais. Na boca é agradável e tem boa persistência, leve acidez mas equilibrada ao álcool, cítrico mas com taninos macios e retrogosto lembrando mel e abacaxi. Harmonizações: peixes, massas brancas, saladas e alguns frutos do mar com molhos leves. Possui 13,0% de álcool e ideal ser consumido entre 9 a 11°C. Você encontra os vinhos da Serra Gaúcha na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Das ousadias

Acordei hoje pela manhã ainda pensando sobre a experiência gastronômica que fiz ontem! No jantar para alguns amigos preparado na casa de Silvio e Mayra Kist o preparo escolhido foi bacalhau. Para isso comprou-se os ingredientes todos para a feitura do tradicionalíssimo Gomes de Sá mas durante o dia alguma coisa me inquietava e pedia algo diferente, inusitado. Fui ao super e peguei várias coisas, sem saber muito o que elaborar mas com uma linha bem clara: ousar! E foi exatamente o que ocorreu e sem receio os convidados acabaram fazendo parte desta criação: Bacalhau com Paio!

A mistura inusitada ficou muito acima da expectativa de todos, tornado a noite surpreendente. No prato batatas brancas cortadas em cubos cozidas al dente e depois salteadas em oliva fizeram o colchão do refratário. Sobre estas bacalhau em lascas também salteados em oliva e cheiro de alho. Após um mix de cubinhos de pimentões verde, vermelho e amarelo e cebola igualmente amaciados no azeite. Então veio o paio cortado em fatias finas e frito a meio cozimento, bem espalhado sobre o prato. Não poderiam ficar de fora ovos duros cortados em fatias, azeitonas pretas e verdes sem caroço e uma generosa regada de azeite de oliva. Para cobrir o preparo, uma mistura de creme de leite, nata, cream cheese e requeijão, numa fina camada bem espalhada e sobre esta fatias de queijo lanche salpicado com sementes de papoula. Tudo ao forno por 20 minutos e depois... Bom depois foram só sorrisos de satisfação!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Bacalhau - uma tradição secular

Lembro dos tempos de preparo do bacalhau pelos avós descendentes de portugueses, que se esmeravam nos bolinhos fritos regados com muito azeite de oliva e generosas gotas de pimenta vermelha. Depois de escolhida alguma das centenas de receitas – afinal, assim como na França que para cada dia do ano há um queijo específico, em Portugal para cada dia do ano há uma receita de bacalhau – todos reuniam-se em volta da mesa para celebrar a família. “Bacalhau não é peixe. Bacalhau é bacalhau” diziam! E para esta reflexiva Sexta-feira Santa um ótimo prato é o Bacalhau “as natas”, cuja receita segue abaixo.



Ingredientes:
(para 4 pessoas)

500g de lombo de bacalhau salgado sem pele e sem espinhas
Um quilo de batata branca descascada
Duas cebolas médias cortadas em rodelas
30 g de farinha
30 g de manteiga
Duas xícaras de leite
250ml de nata
Noz moscada à gosto
Uma folha de louro
Sal e pimenta branca à gosto
Cravos
Queijo parmesão ralado

Preparo:
Dessalgar o bacalhau com 24h de antecedência deixando-o imerso em água e na geladeira, trocando a mesma a cada seis horas. Cozinhar o bacalhau no leite por cerca de 5 minutos. Escorrer – mas reservar o leite - e desfazer o lombo de bacalhau em lascas. Refogar as cebolas em azeite de oliva até estarem douradas e macias. Juntar as lascas de bacalhau e em fogo baixo e mexa lentamente. Polvilhar a farinha e adicionar o leite onde foi cozido o bacalhau, aos poucos, para ir engrossando a mistura. Temperar com sal, pimenta e noz moscada e reservar. Cortar as batatas em cubos de cerca de 2cm e dourá-las à parte numa frigideira com azeite de oliva e em fogo baixo, para ficarem mais cozidas que fritas. Temperar com sal, escorra e reservá-las. Untar um refratário com azeite de oliva, dispor o bacalhau e sobre este as batatas. Cobrir tudo com a nata e algumas colheres de leite, polvilhar com o queijo ralado e levar ao forno para gratinar. Servir logo após.

VOCÊ SABIA

Os portugueses descobriram o bacalhau no século XV, na época das grandes navegações. Precisavam de produtos que não fossem perecíveis, que suportassem as longas viagens, que levavam às vezes mais de 3 meses de travessia pelo Atlântico. Existem registros de que em 1508 o bacalhau correspondia a 10% do pescado comercializado em Portugal. Também pescavam o bacalhau na costa da África além das águas próximas ao Canadá. O bacalhau foi imediatamente incorporado aos hábitos alimentares e é até hoje uma de suas principais tradições. Os portugueses se tornaram os maiores consumidores de bacalhau do mundo, chamado por eles carinhosamente de "fiel amigo". O hábito de comer bacalhau veio para o Brasil com os portugueses, na época do descobrimento, mas foi com a vinda da corte portuguesa, no início do século XIX, que este hábito alimentar começou a se difundir.


A todos uma feliz Páscoa!

Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul de hoje

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Gran Legado Brut Champenoise

França, Inglaterra, Brasil e agora Alemanha. O Gran Legado Espumante Brut (champenoise) acaba de conquistar mais um importante prêmio: a Medalha de Prata conquistada no MundusVini 2010, considerado o mais importante da Alemanha e um dos maiores do mundo, reunindo mais de 5.800 amostras de 42 países, avaliadas por júri internacional. Na Expovinis 2010 o Gran Legado Espumante Brut já havia conquistado o prêmio de Melhor Espumante Brasileiro. O espumante é produzido pela Vinícola Wine Park, sediada em Garibaldi, na Serra Gaúcha, na antiga Maison Forestier. Premiações do Gran Legado Espumante Brut (champenoise): - Medalha de Prata no Vinalies Internationales 2009 – França; Medalha de Prata International Wine & Spirit Competition Quality Award 2009 – Londres (Inglaterra); Melhor Espumante Brasileiro – Expovinis 2010 – Prêmio Top Tem; Menção Honrosa no International Wine Challenge 2009 e 2010 – Londres (Inglaterra) e Medalha de Prata no MundusVini 2010 – Alemanha.

Você encontra os espumantes do Vale dos Vinhedos na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

terça-feira, 3 de abril de 2012

As artes e a Ambrosia!

Março foi o mês de aniversário de minha filhota Antonia - seu primeiro aninho - e é normal que, neste período de início de um novo ciclo astral, rememorações venham à tona trazendo de volta muitas lembranças da infância, adolescência e partes da minha vida adulta, entre as quais aquelas que hoje são denominadas “politicamente incorretas”, não pela censura ou proibição, mas sim porque deram muito trabalho ao meu anjo da guarda, que depois acabei concluindo que não se tratava de apenas um, mas sim de um batalhão deles, tamanho o trabalho que dei.

Tais famosas e célebres “artes” que protagonizei foram relembradas pela minha mãe enquanto servia a ambrosia na sobremesa do almoço festivo de comemoração. Teve uma que passei com o Schneider, amigo do ensino fundamental – naquela época primeiro grau - lá no interior de Teutônia. O avô deste meu amigo tinha uma Brasília zerada, que mal saía da garagem, nem chuva pegava. Teve um baile num salão do interior e tivemos a brilhante idéia de irmos de Brasília, mas sem o avô saber. Eis que no caminho, numa daquelas estradas de chão que mal passava um veículo avistamos um farol vindo em nossa direção. “Vamos dar um susto naquele motoqueiro!”, disse com os olhos brilhando o Schneider, recebendo de imediato o meu aval. Desligou os faróis da Brasília e, no escuro, foi ao encontro da tal “moto”. Quando chegamos perto acendemos repentinamente os faróis para tirar um “fininho”, já sem tempo e espaço para desviar de um Fusca que estava com o farol esquerdo queimado e que achávamos ser uma moto. Batemos de frente, ninguém se machucou e o mais difícil foi ver o avô Schneider triste com a situação e o incômodo causado.

Este mesmo amigo, companheiro das empreitadas mais sapecas, era filho de um comerciante do ramo de laticínios que possuia um depósito com várias câmaras frias onde armazenava seus produtos. Num belo e pleno verão, num sábado à tarde, compramos uma melancia e decidimos esfriá-la na câmara fria do depósito que estava vazio. Entramos por uma janela no segundo piso e de posse de uma faca rumamos câmara fria à dentro e, sem querer, a porta fechou, deixando-nos trancados naquele ambiente de 6°C. Imagina, naquela época, lá pela metade-fim da década de 80, sábado, sem ninguém perto e celular nem o Japão possuía... Calmamente esperamos dar uma geladinha na melancia, partimos e comemos até nos empanturrarmos. Depois desmontamos uma caixa de iogurte e com os arames da armação fizemos um gancho o qual abrimos a tranca da porta – depois de quase duas horas presos e batendo queixo de frio – através de um orifício localizado pela lateral da câmara fria!

Eu também tinha uns primos bons de arte com os quais aprontava muito. As cucas da Dona Constância - vizinha de meus tios no interior de Rio Pardo - colocadas para esfriar após saírem do forno serviam de mira para os nossos bodoques feitos com câmara de bicicleta e forquilha de cerejeira polida. A brincadeira acabou quando o Seu Amado, irmão da fazendeira, quebrou a prótese dentária num café da tarde acompanhado de cucas e “bolitas”. Não satisfeitos, preparamos uma armadilha com uma rede de lambari e à tardinha pegamos um morcego, um daqueles grandes e peludos com dentes horrendos. Acomodamos o bicho no guarda-roupas da tia. Quando ela saiu do banho e foi se trocar, quase teve um troço, mas aí, bom, aí eu já tinha ido embora e quem levou a culpa foram os meus primos! Caraca, esta foi uma revelação extra que minha mãe, Dona Amanda, nem saiba e é bem provável que a ambrosia dela agora, acabe ficando como estas histórias, só na minha lembrança!

Segue a receita da Ambrosia:



Ingredientes:
(para 8 pessoas)

1 litro de leite
Meio kg de açúcar
8 ovos inteiros batidos com um garfo
Suco de um limão

Preparo:
Em uma panela grande e em fogo baixo queime o açúcar até adquirir a cor e consistência desejada. Coloque o leite e mexa de vez em quando com uma colher de pau até reduzir. Some os ovos bem batidos, o limão e mexa para formar pequenos grumos, porém não pare de mexer para não grudar no fundo da panela. Retire do fogo, deixe esfriar e sirva.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Bife de Chorizo com Cogumelos Portobello

Os cortes de carne bovina estão entre os preferidos dos brasileiros e o Brasil abriga a matriz da maior rede mundial de frigoríficos e logística desta carne. A qualidade da carne tem melhorado consideravelmente nos últimos anos, frutos de muito investimento e cuidados na criação e abate. Trouxemos uma receita de um tradicional corte de origem portenha e que pode ser encontrado nos melhores açougues, o BIFE DE CHORIZO acompanhado de COGUMELOS PORTOBELLO.



Ingredientes:
(para 4 pessoas)
4 bifes de chorizo (1,2kg) com cerca de 3cm de altura cada
400g de cogumelo portobello frescos
1 cebola média picada
Um dente de alho picado
Duas colheres de sopa de molho de soja
Duas colheres de sopa de manteiga
Um fio de azeite de oliva
Salsinha picada à gosto
Pimenta verde moída à gosto
Sal à gosto

Preparo:
Deixe os bifes de chorizo descansar em temperatura ambiente por cerca de duas horas. Limpe com um pincel os cogumelos e corte-os em fatias. Derreta uma colher de manteiga com um fio de azeite numa panela, adicione o alho e a cebola e deixe dourar. Em seguida junte os cogumelos e deixe fritar até murcharem. Não adicione água! Junte o molho de soja e tempere com pimenta. Corrija com sal se necessário, pois lembre que o molho de soja já é salgado. Junte a salsinha picada. Aqueça uma grelha ou uma frigideira com a manteiga, tempere os bifes com sal e pimenta e leve ao fogo alto por cerca de 3 a 4 minutos cada lado. Sirva o chorizo com os cogumelos arrumados por cima acompanhados de batatas.

VOCÊ SABIA

Chorizo é um corte de origem argentina – o miolo do contrafilé. É oferecido em bifes grossos, suculentos e tenros e geralmente é preparado assado ou grelhado, preferencialmente mal passado, acompanhado de molhos ou batatas fritas, numa experiência culinária fantástica. Ao ser separado do osso, antes de serem cortados em bistecas, têm uma forma entre triangular e cilíndrica, daí que se denomina “chorizo”. A maciez da carne é a marca registrada nos restaurantes da Argentina, pois o gado criado nas planícies dos pampas argentinos sempre foi considerado o melhor do mundo.