sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Os vinhedos de Encruzilhada do Sul


Quando se fala em diversificação da economia o caminho parece ser longo, difícil e doloroso, principalmente porque ocorre mudança e a mudança é desconfortável. Mas quando a comunidade e o empreendedorismo se unem o sucesso fica muito palpável. E é isso que está acontecendo com um município vizinho ao nosso antes conhecido como a “Terra da Ovelha” e agora já como a “Terra da Ovelha e do Vinho”. Encruzilhada do Sul está se firmando como o segundo pólo viticultor ficando atrás apenas da Serra Gaúcha.

A paisagem para quem está chegando na cidade dá a impressão de que é um pedaço do Velho Mundo, com o sol latente, a brisa fria e os parreirais que acompanham o asfalto e os olhos até perder de vista. Seu clima e solo são ideais ao cultivo de uvas varietais – aquelas destinadas à produção de vinhos finos. O município fica situado na região chamada Serra do Sudeste onde os solos são originados de rochas graníticas, arenosos e com baixa retenção de umidade. A altitude do município fica 427 metros acima do nível do mar, em média. O clima tem como principais características temperaturas médias anuais em torno de 17°C, com dias quentes e secos e noites frias com uma variação média de quase 10oC.


Durante o período de setembro a março a insolação alcança mais de 1500 horas de sol bem acima das 1250 horas que é o mínimo necessário para a videira. Essas condições contribuem para uma uva com bastante grau de açúcar o que gera bom percentual alcoólico e uma qualidade superior ao vinho além de baixa acidez e excelente concentração de matérias corantes e aromas.. Descoberta há mais de dez anos por algumas vinícolas gaúchas – hoje já conta com dezesseis – começou há pouco mais de três anos a sua vindima e, pasmem, já expressando vinhos com mais de 15% de álcool, semelhante em estrutura aos originários do Nappa Valley na Califórnia. E mais, comenta-se que a safra deste ano está sendo considerada a melhor de todas. São cultivados mais de 360 hectares de vinhedos e neles estão sendo feitos testes com novas uvas inéditas no Brasil e que vêm se adequando muito bem ao gosto dos enólogos responsáveis.

Entre as novas castas podemos elencar a Tempranillo, a Teroldego, a Touriga Nacional e a Barbera quase todas originárias da Europa. Podem ser encontradas extensões das vinícolas Casa Valduga, Angheben, Garibaldi, Dal Pizzol, Tormentas e Lídio Carraro entre outras, cada qual com vinhedos próprios e outro tanto produzido em parceria com viticultores da cidade. Já se encontram no mercado vinhos elaborados a partir dos vinhedos de Encruzilhada como o Angheben Terodelgo, casta da região Trentina, norte da Itália, que possui coloração violácea bastante intensa e aromas complexos com acidez baixa e taninos macios; ou o Tormentas Anima Mundi, vinho de excepcional qualidade produzido pelo enólogo Marco Danielle em conjunto com a Lídio Carraro.


A Associação Brasileira de Someliers afirmou que os vinhos originários do município são uma grande promessa nacional e que no futuro estarão disputando as prateleiras com os melhores exemplares sulamericanos e o gosto do consumidor mais exigente. Para quem curte dar uma esticada no final de semana, o passeio até a cidade vale a pena e para quem não conhece esta nova realidade, voltará impressionado!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O camarão e suas possibilidades


O camarão é figura tarimbada em quase todas as mesas de restaurantes, botecos e bares e provavelmente seja o crustáceo mais popular do mundo. Já foi sinônimo de status e cozinha internacional e hoje transita abominável em pratos ditos à grega (ou seria à brega), ou em outros mergulhados em molhos brancos sem gosto. Ainda assim pode ser muito bem explorado, pois seu sabor suave, porém marcante, e sua textura firme são muito apreciados nos mais diversos tipos de preparações. Quando crus, os camarões têm uma cor acinzentada mas depois de cozidos a carne fica com uma coloração rosada e a casca torna-se vermelha. Existem camarões de água doce e água salgada. O menor mede 2,5 centímetros, já a espécie de água doce denominada pitú, chega a 30 centímetros. Além de saboroso, esse fruto do mar é pouco calórico e rico em vitaminas do grupo B, além de boa presença de zinco e cálcio, mas existem dois problemas: possui alto teor de colesterol e muitas pessoas apresentam alergia a sua carne. Seu preparo admite combinações com vários ingredientes, do alho ao coentro, sendo que o seu fácil preparo apenas pode ser enganado pelo excessivo cozimento, que o deixa borrachento e insipiente. A seguir uma receita especialíssima de ESPAGUETE AO ALHO E ÓLEO E CAMARÃO COM ROUX DE CHEDDAR.


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

600g de camarão grande com rabeta
500g de espaguete
50g de manteiga
Meia xícara farinha de trigo
Uma xícara de leite
150g de queijo cheddar ralado
Um dente de alho finamente picado
Salsinha picada
Três colheres de sopa de azeite de oliva
Sal e pimenta verde moída à gosto

Preparo:
Limpar os camarões pelo dorso e deixá-los apenas com a rabeta. Reservar. Enquanto o espaguete cozinha em água fervente, numa outra panela preparar o molho roux, juntando na manteiga aquecida a farinha e misturá-la vigorosamente juntando o leite aos poucos até engrossar – em torno de dez minutos. Somar o queijo cheddar, temperar com sal e pimenta e tirar do fogo, mexendo sempre. Corrigir com o leite se ficar muito encorpado. Numa frigideira grande aquecer o azeite de oliva com o alho picado, sal e pimenta e refogar rapidamente os camarões e em seguida retirá-los. Escorrer o espaguete e juntar nesta mesma frigideira com a salsinha, misturando bem para pegar gosto. Montar o prato colocando o espaguete ao centro, os camarões em volta da massa e o roux de cheddar ao fundo do prato, utilizando o restante da salsinha e ramos de manjericão para decorar.

VOCÊ SABIA

Existem vários tipos de camarão e quase todos possuem representantes na costa brasileira:

- Camarão Branco: graúdo com até 20cm de comprimento é encontrado em alto mar e geralmente pescado profissionalmente;
- Camarão Rosa: pesca profissional em alto mar e um pouco menor que o branco;
- Camarão Laguna: pesca artesanal de lagoa ou cativeiro;
- Camarão 7 barbas: também conhecido como “de areia” é de pesca artesanal atinge 7 a 8cm no máximo;
- Camarão Santana ou Vermelho: pesca profissional, muito confundido com rosa, porém com pouco valor comercial por ser um camarão de textura um tanto quanto massudo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Rubio Montalcino IGT 2008


A Itália é um dos berços dos grandes vinhos mundiais entre os quais o fenomenal Brunello di Montalcino. Nesta mesma região da Toscana fica localizada a Vinícola San Polo - projeto da Allegrini, uma das melhores a mais respeitada vinícola do Vêneto - sob comando do enólogo Mauro Fertonani, adepto da agricultura biológica. De sua mãos teve origem o ótimo tinto Rubio Montalcino IGT 2008, varietal 100% sangiovese. Mostra cor vermelho rubi profundo com lágrimas densas e lentas na taça. Muito aromático ao nariz, traz frutas vermelhas e negras como ameixa, cereja, groselha, notas minerais, violetas e alguma baunilha devido a sua passagem de 12 meses em carvalho francês. Em boca outra explosão de sabores, frutado, taninos firmes mas agradáveis, ótima estrutura e complexidade, corpo médio, um vinho vivo e fresco, com leve adstringência. Foi harmonizado numa fria noite acompanhando legítimas pizzas italianas e combina bem também com assados de frango e carnes vermelhas, presunto, salamito e queijos. Possui 14% de álcool e ideal ser consumido na temperatura de 17°C.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Para comer com as mãos - a criativa Finger Food


Como seria interessante ir a um restaurante e poder provar não apenas um, mas vários pratos, ou então mesmo controlando a alimentação por conta de algum regime não deixar de aproveitar as coisas boas que um jantar pode oferecer... Ou quem sabe receber convidados e servir refeições em um local pequeno ou em festas dançantes e encontros em que não é possível todos os convidados sentarem à mesa. A solução para estas necessidades tem nome e se chama Finger Food, ou traduzindo do inglês, “comida para comer com as mãos”.

A comida finger food tomou corpo e ganhou a mídia quando conceituados restaurantes entre os quais o espanhol El Bulli, do renomado chef Ferran Àdria passou a oferecer miniporções em releituras pra lá de experimentais usando o máximo da tecnologia bioquímica para criação e apresentação dos pratos. Já no Brasil, com menos pompa, mas com muita criatividade a banqueteira gaúcha Neca Menna Barreto começou a utilizar tais conceitos de comidinhas com a mão para servir recepções e jantares há alguns anos atrás e hoje vários e premiados chefs nacionais seguiram esta tendência. Simplificando a maneira de servir, mas recebendo em grande estilo, a finger food caiu no gosto dos brasileiros e tornou-se uma grande opção para vários tipos de eventos e jantares.


Não há a necessidade de prato, garfo e faca para provar as delícias preparadas por este método, que ao invés destes tradicionais instrumentos, utiliza colherzinhas de porcelana ou louça, palitos, copos, taças, enfim, diversas alternativas criativas para servir sem perder nada em termos de sabor, textura e aroma. As preparações podem ser comidas com uma ou duas mordidas, saltam aos olhos pela apresentação cuidadosa e surpreendem pela diferença no serviço. Tudo para dar um visual elegante ao alimento preparado unindo modernidade e muito estilo e oferecer vários sabores em uma refeição.





A tendência finger food envolve praticidade e informalidade, permitindo que o cardápio seja provado em pé. As receitas nesse estilo vão desde canapés e beliscos até miniaturas de receitas sofisticadas. Champanhe, vinho e cerveja, além de água e refrigerante, são os acompanhamentos ideais para esse tipo de encontro. Estes petiscos também são uma grande possibilidade de economia, pois em alguns jantares de casamentos modernos a comida servida deste modo pode reduzir os gastos em até 25%. Em jantares mais informais, outro benefício, pois os donos da casa não precisam se preocupar com a louça, nem antes nem depois do evento. E as receitas? Bom, inspirados nestas fotos maravilhosas sugiro que se use a criatividade e deixe ela juntar os ingredientes e o preparo!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Degustando um vinho de 85 anos: Merler Jung-Gretel safra 1927


Num dos encontros da Confraria do Sagu do ano passado, recebemos como convidado especial o caríssimo Eduardo Pochmann, médico que doou a confraria um de seus bens mais emblemáticos: um exemplar do vinho Merler Jung-Gretel safra 1927 de Friederich Winestate. Isto mesmo: de 1927! Tal preciosidade foi servida no casamento do avô paterno – sr José Benno Pochmann – em 1929. Na ocasião o sogro dele que era comerciante, importou o vinho. Sobrou uma caixa que foi guardada como lembrança, e no leito de morte em 1989 o avô repassou a cada neto uma garrafa do vinho referido. Desde lá a garrafa ocupava um lugar na adega de Eduardo que num belo gesto se reuniu a nós para abrirmos o antigo rótulo. E foi o vinho mais antigo que já provamos na Confraria. Talvez tenha sido o vinho mais antigo provado no Estado neste ano que passou, e tal evento marcou cada um dos presentes pois a abertura da garrafa trouxe uma inevitável surpresa.



Para saber se o vinho alemão estava bebível e qual estado de conservação se encontrava, vejam a análise do colega confrade Luciano Ourique, responsável pelo serviço e revelação do conteúdo do antigo vinho:


“Indubitavelmente este foi o “vinho da noite”. Imaginávamos que, em se tratando de um vinho branco com mais de 80 anos, certamente estaria estragado. Tanto é que deixamos para degustá-lo por último e antes do jantar por questões mais óbvias do que técnicas, ou seja, não estragar nosso paladar com um possível desagradável sabor de oxidação.

Seja qual forem os requisitos técnicos exigidos para justificar a longevidade de um vinho branco, podemos afirmar que este tinha todos! Antes de abrirmos este vinho pensamos que ele “morreria” poucos minutos após ser servido. Os aromas estavam de uma complexidade encantadora com intensas notas de frutas secas (damascos), frutas cristalizadas, mel, nozes torradas, castanhas do Pará e bala mocinho (caramelo e baunilha) brotavam em profusão das taças. Nos aromas de boca as nuances ficaram mais voltadas para as notas de nozes torradas e castanhas do Pará, em detrimento aos demais aromas. Em boca mostrou-se um vinho expressivamente seco, leve e com paladar focado nas mesmas nuances percebidas na via nasal. No que se refere a acidez mostrou discretos toques de oxidação (muito semelhante ao que se percebe em vinhos Jerez ou em vinhos do Porto brancos) que agregaram elegância ao conjunto assim como a coloração se assemelhava muito a um vinho Jerez ou então um vinho branco licoroso, uma cor tendente para um amarelo âmbar. A limpidez foi ficando comprometida a partir da 5ª taça servida em função da borra que se acumulou ao longo dos anos. Com a aeração na própria taça o oxigênio fez o seu trabalho intensificando as notas de oxidação. Enfim, por tudo que o cercou, o elegemos como o “vinho da noite”!”

Este colunista e o benevolente Dr Eduardo Pochmann

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Don Giovanni Merlot 2006


Dia desses no acompanhamento de um saboroso Tortei ao Molho de Coração, o amigo Daniel Boessio abriu um exemplar do surpreendente Don Giovanni Merlot 2006, vinho produzido na Serra Gaúcha, na localidade de Pinto Bandeira. Depois de cerca de uma hora decantando, o vinho mostrou-se equilibrado e extremamente gastronômico ao ser degustado. Apresentou cor púrpura e rubi muito brilhante com lágrimas médias. No nariz trouxe aromas de cassis, tabaco, tostado – café - e leve herbáceo. Na boca revelou-se estruturado, com ótimo equilíbrio, acidez na medida, levemente quente, taninos redondos e maduros. Vinho de média persistência e confortável retrogosto. Envelhecieu em barris de carvalho, americano e francês por cerca de 8 meses. Além do correto acompanhamento ao prato comentado acima, também vai muito bem com carnes grelhadas de bovino, cordeiro e suíno e ainda harmoniza com massas com molhos vermelhos e de funghi. Ideal ser servido na temperatura de 16°C e possui 13% de graduação alcoólica.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A Paella


Há alguns anos atrás, confesso, me arrepiava quando alguém pedia-me para preparar uma paella! Não sei exatamente o motivo mas imagino que devessse ser pela diversidade de ingredientes que nela são levados ao fogo, cada qual no tempo certo ou se, quem sabe, fosse o arroz e o seu exato ponto para ser degustado que me trazia calafrios. Depois de romper com este temos acabei tomando gosto e hoje é um dos pratos que mais gosto de preparar! Brinco até que poderia fazer uma paella de olhos vendados, tamanha a desenvoltura frente a este delicioso prato mediterrâneo.



A Paella surgiu na Espanha, nos séculos XV e XVI, na região de Valência. Os camponeses saiam para trabalhar no campo levando apenas arroz, azeite de oliva e sal. Usavam para cozinhar uma panela redonda, ampla e rasa, com alças, a qual chamavam de "paella" derivado de "patella" (bandeja usada na antiga Roma destinada às oferendas aos Deuses, nos rituais de fecundação da terra). A pronúncia mais correta é a espanhola, algo próximo de "paelha". Além do arroz eram adicionados ingredientes típicos do campo, tais como carne de caça (lebre, coelho e pato) e legumes da estação. Seu preparo era considerado “coisa de homem” e segundo a tradição apenas aos filhos homens deve ser transmitido o conhecimento sobre este prato.


O ingrediente que mais caracteriza a Paella é o açafrão - especiaria retirada de uma flor, que dá ao arroz o colorido amarelado. Passado o tempo foram acrescidos outros ingredientes, principalmente os frutos do mar como camarões, lulas, vôngoles, mexilhões, lagostins e polvo. Hoje, há uma diversidade de receitas e preparos. Dizem também os historiadores que a palavra "Paella" surgiu quando os trabalhadores rurais voltavam para seus lares nos finais de semana e em homenagem às suas esposas preparavam essa deliciosa iguaria "Para Ellas", dando origem ao nome*.


Portanto, vamos então a PAELLA PARA ELAS!

Ingredientes:
(para 6 pessoas)
1kg de camarão
500g de lula e anéis
500g de robalo ou côngrio cortado em cubos grandes
500g de arroz
3 pimentões (um verde, um vermelho, um amarelo)
Duas cebolas cortadas em pétalas
Dois dentes de alho picados
Uma taça de vinho branco seco
Meia colher de chá de açafrão em pó
Salsinha e cebolinha picada à gosto
Azeite de oliva à gosto
Sal à gosto
Pimenta branca à gosto

Preparo:
Aquecer uma colher de sopa de azeite de oliva numa paellera – ou na falta dela em uma panela baixa – e passar rapidamente os frutos do mar, cada qual no seu tempo de cozimento deixando-os pré-cozidos. Colocar os pimentões cortados pela metade e com a pele para cima no forno por vinte minutos. Retirar do forno, soltar a pele e cortar em tiras. Reservar. Na mesma panela que foram passados os frutos do mar, aquecer novamente uma colher de azeite de oliva, adicionar o alho e a cebola e dourar por cerca de três minutos. Juntar os pimentões lembrando de deixar uma parte para decorar a paella e em seguida adicionar o arroz. Fritar rapidamente e juntar o vinho. Assim que evaporar juntar água fervente e deixar o arroz cozinhar. Quando estiver “al dente” adicionar primeiro o peixe, depois a lula e em seguida o camarão. Separar um pouco de lula e camarão para decorar. Diluir o açafrão em um pouquinho de água fervente e distribuir sobre a paella. Tirar do fogo, regar com azeite de oliva, distribuir o tempero verde e decorar com os pimentões, lula e camarão. Servir!

VOCÊ SABIA


Além da tradicional “paella valenciana” que leva frutos do mar e carnes, surgiram a "paella marinera", feita somente com peixe e frutos do mar e a "paella negra", com tinta de lula. Além disso, apareceram "paellas" apenas com verdura, alcachofra, fígado ou morcela. Usa-se exclusivamente a panela tradicional, hoje chamada de "paellera", porque ela possui muita base e pouco fundo. É a única capaz de cozinhar o arroz em extensão e não em altura, como manda a receita. Sua superfície ampla garante a perfeita evaporação da água. Existem no mercado várias opções que variam de tamanho conforme o número de pratos a ser servidos.