quinta-feira, 7 de agosto de 2014

As dicas de vinhos para uma adega de iniciante


Ser descolado neste universo não é compor a adega somente com um tipo, mas sim ter variados rótulos de variadas castas.


O vinho é uma bebida diferente. Muitos podem acha-lo elitizado, arrogante ou mesmo inacessível, mas confesso que desde a minha maioridade nunca enxerguei a Bebida de Baco por esta ótica. Como muitos bebedores de vinho iniciei o meu apreço pela bebida com os tradicionais vinhos suaves de garrafão. Depois, tive o primeiro contato com um vinho de garrafa, lembro até hoje, uma galinhada na casa de um amigo comerciante de automóveis, foi um Baron de Lantier Cabernet Sauvignon safra 1994. Praticamente um ícone para mim acostumado com vinhos coloniais à base de uva Isabel! Depois veio o Assemblage, o Miolo Seleção e um grande vinho de rótulo grená e violeta, um tal de Santa Helena Reservado chileno, isso bem no início dos anos 2000. De lá para cá, bom já, foram quase 6 mil rótulos degustados, de tradicionais “reservados” a algumas “obras primas” e muita legitimidade para comentar como a resposta de que o vinho procura fugir do estereótipo de elitizado, arrogante e inacessível. E cada vez mais tenta-se popularizar esta magnífica bebida, mais antiga que muitas instituições milenares e que carrega o charme e um pouco de simbologia, não porque seja intocável, mas sim por ser um organismo vivo, o vinho se adapta ao contexto do ambiente e ao estado de espírito de quem o está degustando.
           

Se você está iniciando no mundo dos vinhos e quer montar um pequeno lote para a sua pequena adega recém comprada, aqui vão algumas dicas para a composição desta, variados rótulos para adaptarem-se a maioria dos pratos e recepções a serem feitas. Ser descolado neste universo não é compor a adega somente com um tipo, mas sim ter variados rótulos de variadas castas.

O ideal é ter ao menos dois espumantes. Os gaúchos figuram entre os melhores, principalmente por conta de seu frescor e vivacidade. Um do método tradicional, Champenoise, e outro Charmat.

Vinhos brancos são bastante indicados, afinal, alguns pratos à base de peixes, camarão, frango, mesmo algumas saladas e queijos combinam melhor com esta variedade. Recomendaria um Chardonnay e um Sauvignon Blanc, o primeiro mais untuoso e estruturado, o segundo mais leve e com maior acidez gastronômica. Completaria este primeiro time com um vinho Rosé. Tal predileção encara muito bem pratos à base de salmão, carnes de cordeiro magras e assadas, camarão e frango. O Rosé é um vinho saboroso, frutado, com acidez correta e que atende vários gostos.  

Os demais seriam tintos! Inegavelmente um Pinot Noir pode fazer às vezes de vinho leve desta adega. Também colocaria um Malbec argentino, um Cabernet Sauvignon chileno – quem sabe um Carmenére também – um Syrah, um Tannat uruguaio e dois blends, ou seja, dois vinhos de corte, que levam mais tipos de uvas na sua composição. Este esquadrão tinto atende de refogado de legumes na panela até assados de carnes vermelhas, passando por carnes de caça, massas, risotos, grelhados queijos duros ou mesmo alguns petiscos com patês.


Recheando a adega com esta variedade, dificilmente haverá erro na harmonização com um prato pela falta de alternativa e muito menos ficar-se-á melindrado em não atender algum comensal com um vinho de seu gosto!

           


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