terça-feira, 6 de setembro de 2016

Argentina premia 45 vinhos e espumantes brasileiros



Evento ocorreu em Mendoza entre os dias 3 e 6 de agosto



Um verdadeiro time de vinhos e espumantes brasileiros retornou com medalha do 13º Concurso Internacional de Vinos y Licores Vinus 2016, realizado de 3 a 6 de agosto em Mendoza, na Argentina. Os jurados avaliaram 445 amostras inscritas por 17 países e, das premiadas, 45 são de produção brasileira.

Os enólogos Carlos Abarzúa, Firmino Splendor e Firmino Splendor Júnior estiveram no evento representando o Brasil. “Foi notória a organização do evento e a diversificação dos produtos vinícolas. Fiquei imensamente entusiasmado pelo nível qualitativo das amostras avaliadas”, comenta Splendor Júnior.

A cada edição, o concurso Vinus reúne profissionais de enologia, sommeliers, análise sensorial, comércio, jornalistas e amantes do vinho para avaliarem amostras de diversos lugares do mundo, conhecendo as particularidades de diferentes terroirs.

PREMIAÇÕES
Melhor Empresa do Brasil
Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo      

Campeão da Categoria Espumante Moscatel
Casa Valduga RSV Moscatel 2015 - Casa Valduga Vinhos Finos

Grande Medalha de Ouro
Aurora Reserva Chardonnay 2015 – Cooperativa Vinícola Aurora
Casa Valduga Mundvs Malbec 2012 – Casa Valduga Vinhos Finos
Casa Valduga RSV Moscatel 2015 – Casa Valduga Vinhos Finos
Elegance Peterlongo Espumante Brut – Estab.Vinícola Armando Peterlongo
Garibaldi Espumante Moscatel Rosé – Cooperativa Vinícola Garibaldi
Garibaldi Espumante Prosecco – Cooperativa Vinícola Garibaldi
Joliment Moscatel Espumante 2015 – Vitivinicola Jolimont
Peterlongo Espumante Prosecco Brut Nature – Estab. Vinícola Armando Peterlongo
Presence Peterlongo Espumante Moscatel Branco – Estab. Vinícola Armando Peterlongo
Presence Peterlongo Espumante Moscatel Rosé – Estab. Vinícola Armando Peterlongo
Splendor Licor de Chocolate com Amendoas 2015 – Adega Splendor
Zanotto Espumante Moscatel – Vinícola Campestre

Medalha de Ouro
Aracuri Collector Cabernet Sauvignon 2012 – Aracuri Vinhos Finos
Aracuri Collector Merlot 2012 – Aracuri Vinhos Finos
Aurora Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Aurora
Aurora Reserva Merlot 2015 – Cooperativa Vinícola Aurora
Casa Perini Espumante Moscatel – Vinícola Perini
Casa Valduga Identidade Corte 2012 – Casa Valduga Vinhos Finos
Dal Pizzol Espumante Brut Charmat – Vinícola Monte Lemos
Dal Pizzol Espumante Brut Rosé – Vinícola Monte Lemos
Dal Pizzol Merlot 2013 – Vinícola Monte Lemos
Domno Ponto Nero Brut Rosé – Domno do Brasil
Domno Ponto Nero Brut – Domno do Brasil
Elegance Peterlongo Espumante Brut Nature – Estab. Vinícola Armando Peterlongo
Garibaldi Espumante Chardonnay – Cooperativa Vinícola Garibaldi
Garibaldi Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Garibaldi
Marcus James Espumante Brut – Cooperativa Vinícola Aurora
Privillege Peterlongo Espumante Brut Rosé – Estab. Vinícola Armando Peterlongo
Simuelo Prime 2015 – Irmãos Molon
Zanotto Cabernet Sauvignon 2015 – Vinícola Campestre
Zanotto Espumante Brut Nature – Vinícola Campestre
Zanotto Merlot 2010 – Vinícola Campestre

Medalha de Prata
Aracuri Pinot Noir 2015 – Aracuri Vinhos Finos
Aracuri Sauvignon Blanc 2016 – Aracuri Vinhos Finos
Aurora Espumante Brut – Cooperativa Vinícola Aurora
Aurora Procedencia Espumante Pinot Noir – Cooperativa Vinícola Aurora
Casa Valduga Identidade Arinarnoa 2013 – Casa Valduga Vinhos Finos
Casa Valduga Identidade Marselan 2013 – Casa Valduga Vinhos Finos
Dal Pizzol Ancellotta 2013 – Vinícola Monte Lemos
Dal Pizzol Touriga Nacional 2014 – Vinícola Monte Lemos
Domno Ponto Nero Moscatel – Domno do Brasil
Lunar Oro Espumante Brut Rosé 2016 – Famiglia Zanlorenzi
Lunar Perfectto Espumante Prosecco Brut 2016 – Famiglia Zanlorenzi
Pergola Cabernet Sauvignon – Vinícola Campestre

Presence Peterlongo Espumante Brut – Estab. Vinícola Armando Peterlongo

domingo, 4 de setembro de 2016

Carrau Ysern Tannat-Tannat Blend of Regions 2014 - surpreendente!

Tenho um carinho especial pela viticultura uruguaia e por algumas de suas bodegas. Uma destas é a Bodegas Carrau, com fundação datada de – pasmem – 1752! Lá nesta vinícola comandado por Javier, Ignacio, Francisco e Margarita Carrau dezenas de linhas levam ao consumidor vinhos de qualidade e ótimo custo-benefício. De suas mãos nasceu o Amat – um dos mais premiados Tannats do Uruguai – o Vilasar e o Juan Carrau. 

E também o vinho comentado desta semana, o Carrau Ysern Tannat-Tannat Blend of Regions 2014. Formado por um blend de Tannats vindos de duas regiões produtivas - Cerro Chapeu (25%) e Las Violetas (75%) - e com passagem de 9 meses em barrica de carvalho americano este tinto entrega uma bela cor púrpura brilhante e límpida. 

Os elegantes aromas frutados trazem um leque de framboesa, ameixas, amoras e cerejas e ainda um toque de coco e baunilha advindos do estagio na barrica. Possui uma boca fresca e frutada, taninos polidos e fáceis de beber, corpo estruturado e com acidez que pede um belo assado de tira! 

Possui 13% de graduação alcoólica e o ideal é servi-lo na temperatura entre 16 e 18°C.
 
Este editor e Margarita Carrau 

Você encontra os vinhos Carrau na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     





sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Minuto Gourmet!

A partir de hoje, todas as sextas-feiras no final da tarde, irá ao ar no Portal Gaz (www.gaz.com.br) - portal de notícias do Grupo Gazeta - o Minuto Gourmet, apresentado por este editor, que trará dicas, receitas, comentários e bate-papos sobre o mundo enogastronômico. Dentro da proposta de espraiamento em outras plataformas, o formato de vídeo do Minuto Gourmet propõe uma interatividade rápida e marcante, com consumo instantâneo de conteúdo.

Semanalmente variados assuntos e temas serão disponibilizados transitando naquilo que a página de jornal, as revistas, os sites e blogs que o autor faz de melhor, um crivo perceptivo sobre o cenário de comida, bebida, viagem e eventos. Todo o material produzido ficará hospedado no canal Eu, Gourmet do Youtube e no próprio portal Gaz.

Confira e acompanhe!           


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Sou de um tempo...



Sempre que sinto cheiro de café passado e pão assado recordo de um tempo em que os alimentos eram mais saborosos, saudáveis e divertidos!



Eu sou de um tempo que não voltará e dizendo isto não significa que penso estar ficando velho. Saudosista quem sabe, velho nunca. Sou de um tempo de comidas preparadas com sabor, com ingredientes vindos de agricultura familiar e que serviram de base para os nossos avós - muitos que ainda hoje vivem. Estruturados sobre uma alimentação rica em nutrientes, saudável sem ser proibitiva, calórica sem ser obesa, estimulante sem ser hormonizada. Pois bem, recordo dos pães de milho assados ao forno cujas fatias pareciam havaianas do Tim Duncan, cobertas ainda quentes com nata nascidas no mesmo dia e geléia de figo ainda morna. E aquelas bolachas que moldava no formato de bonecos com um grão de feijão fazendo as vezes do nariz e sementes de milho sendo os olhos. As verduras colhidas na horta tinham – pasme – gosto de ... verduras! Tomates e rabanetes colhidos na hora, limpos na camiseta e degustados ali mesmo entre os canteiros de rúculas e cenouras. Adorava a galinha caipira frita – naquele tempo todas as galinhas eram caipiras, tratadas com milho, azevem, aipim picado e restos de comida (as galinhas dividiam com os porcos este trato) – que era abatida tendo o pescoço torcido, depois pendurada de cabeça para baixo acumulava o sangue neste que era uma iguaria disputada por todos na mesa. Os cortes de carne vinham da raça Jersey (aquele gado de leite bem comum criado solto) e não tenho lembrança de serem duros, nem mesmo o acém e o patinho. 

E falando em carne, que grande evento era o abate de um porco, criado tendo à base da ração dividida com as galinhas e citada acima, com suas enumeras latas de banha e com aproveitamento total, desde a pele para o torresmo devorado antes de ir a prensa, os metros de morcilha pretas e brancas preparadas e os pedaços de carne cozidos e que eram guardados em grandes tachos de barro mergulhados em sua própria gordura para armazenamento. E aquela vigorosa sopa de vegetais e ossobuco recheados de tutano extraídos a chupões do osso numa noite de muita chuva e frio? Colesterol? Triglicerídios? Seus índices não faziam cócega perto aos inúmeros conservantes, hormônios, suplementos e toda bomba química usada hoje para levar a mesa comida quase mutante.        

E neste mar de boas lembranças eis que não consigo fugir de uma fatídica pergunta: por que cozinho? Nem sempre tal questão ecoa uma resposta fácil e simples... Talvez cozinhe por ser uma bela terapia, quem sabe pelo fato de resgatar a família no entorno da mesa... Ou quem sabe para tentar trazer de volta um tempo que teimo não esquecer.  

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Prosit! - Delirium Tremens: o elefante rosa


Você provavelmente já ouviu falar da famosa cerveja do elefante rosa, obviamente o apelo comercial deste símbolo, ainda mais em uma cerveja belga, é muito forte. Este símbolo da cervejaria esta associado ao termo “seeing pink elephants”, utilizado para descrever a alucinação causada pela síndrome da abstinência de álcool em indivíduos dependentes ou a “delirium tremens”, que dá nome a cerveja.

Nove anos após seu nascimento foi considerada a Melhor Cerveja do Mundo, em 1998 levou medalha de ouro no WBC – World Beer Championship em Chicago, e em 2007 no Australian International Beer Awards. Levou nada mais nada menos que três vezes medalha de ouro no WBA (World Beer Awards) o Oscar da cerveja, em sua categoria máxima, sendo considerada a melhor cerveja do mundo, só então ficou conhecida mundialmente.

Referência no estilo, esta Golden Strong Ale de coloração dourada brilhante, tem aroma que lembra frutas amarelas. Esconde perfeitamente sua graduação alcóolica em uma carbonatação persistente, e graças à combinação de maltes e lúpulos que dificilmente desagrada, tem altíssima drinkability, difícil é tomar só uma taça.  Levando três tipos distintos de leveduras belgas, tem aroma e sabor bem característicos, com frescor cítrico e leve picância.

Harmoniza com risoto de cogumelos, massa ao pesto, queijo grana, salmão ao molho de maracujá e outros frutos do mar.


Possui 8,5% de graduação alcoólica 

Prosit!


* artigo de Matheus Muller


E lembre-se: se beber, não dirija!

Você encontra esta e dezenas de rótulos de cervejas especiais além de cortes de carne premium das raças Angus e Hereford, complementos, molhos, geleias e especiarias na Best Beef Boutique, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630, em Santa Cruz do Sul. Confira!

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O Peito de Frango ao Molho de Cogumelos!


Hoje apresentamos uma receita que parece complicada mas que não é, ideal para estes insinuantes dias frios que começam a se aproximar. As receitas com funghi secci , ou simplesmente cogumelos desidratados, são inesgotáveis em sabor e em criatividade. Além de serem muito apreciados como molho em massas, possuem passagem livre entre risotos, estrogonofes, peixes e carnes de frango, sendo que esta última seguiremos adiante. Apreciem!

Peito de Frango ao Molho de Cogumelos
 

Ingredientes:
(para 2 pessoas)

2 filés de peito de frango sem pele – cerca de 400 gr
1 pacotinho de cogumelos desidratados – funghi secci
meia cebola pequena
1 tomate
1 dente de alho
salsinha
pimenta do reino
sal
manteiga
limão
1 tablete de caldo de galinha
requeijão cremoso

Preparo:

Abra os filés de peito de frango de modo que fiquem mais finos para poder fritar melhor. Tempere com algumas gotas de limão, pimenta do reino moída na hora e sal. Reserve por 30 minutos para pegar gosto. Feito isto derreta um pedaço de manteiga na frigideira, aqueça e frite os peitos até dourarem – cerca de 10 minutos.
Coloque os cogumelos desidratados e secos numa vasilha. Acrescente água morna e deixe hidratar por cerca de 30 minutos. O cheiro amadeirado é divino!
Quando hidratarem, retire os cogumelos da vasilha, esmagando-os com a mão, para liberarem toda a água. Reserve o líquido, pois iremos usá-lo para a feitura do molho. Pique os cogumelos em pequenos pedaços, coloque uma pitadinha de sal e reserve. Aqueça um pedaço de manteiga na frigideira e acrescente a cebola e o tomate cortados em pequenos cubinhos, o alho picado e os cogumelos. Frite por cerca de 3 a 4 minutos e vá acrescentando aos poucos o caldo proveniente da hidratação dos cogumelos. Acrescente o caldo de galinha e deixe cozinhar em fogo baixo por 20 minutos. Tempere com o sal e com a pimenta do reino.

Para a montagem do prato, basta aquecer o filé de peito de frango, colocá-lo no prato e sobre este colocar uma colher de requeijão cremoso. Acrescentar a salsinha picada e em seguida dispor o molho de cogumelos generosamente. Servir com arroz branco e uma salada verde de rúcula e alface.

Dicas:

Encontra-se o cogumelo desidratado em qualquer supermercado de sua região.
Utilizamos algumas gotas de limão para livrar o frango de seu cheiro característico.
O requeijão cremoso é utilizado para quebrar o sabor forte do cogumelo.

 

Peterlongo é ouro na capital do vinho argentino!


Vinícola centenária conquista quatro Medalhas Grande Ouro, duas Ouro e uma Prata

Receber uma medalha em um concurso internacional de vinhos é sempre motivo de orgulho para a equipe da Vinícola Peterlongo. Imagina quando são sete medalhas, sendo quatro Grande Ouro, duas Ouro e uma Prata? A conquista vem de Mendoza, na Argentina, do 13º Concurso Internacional de Vinos y Licores Vinus 2016, que integra o Ranking Mundial Wine 2017.



Dos sete prêmios conquistados, o Peterlongo Espumante Prosecco foi o que obteve a maior pontuação com 95 pontos, seguido pelo Peterlongo Elegance Espumante Brut, Peterlongo Presence Espumante Moscatel Rosé e Peterlongo Presence Espumante Moscatel Branco com 94 pontos, todos com Grande Ouro. O Peterlongo Privillege Espumante Brut Rosé e o Peterlongo Elegance Espumante Brut Nature obtiveram 90 e 89 pontos, respectivamente, alcançando Medalha de Ouro. A Prata ficou com o Peterlongo Presence Espumante Brut com 88 pontos.

“Sete espumantes inscritos e sete medalhas conquistadas”, comemora a enóloga Deise Tempass. Segundo ela, o reconhecimento da qualidade dos espumantes elaborados pela Peterlongo, responsável por dar início à história da bebida no país, vem se repetindo mundo afora, reforçando a expertise da vinícola quando se trata de espumantes.


Realizado nos dias 4 e 5 de agosto o concurso reuniu amostras de 141 vinícolas de 17 países. O júri contou com a participação de especialistas de diversos países. Do Brasil, participaram os enólogos Firmino Splendor, fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE) e Carlos Abarzúa, também ex-presidente da entidade.