sábado, 9 de maio de 2015

O Anuário Vinhos do Brasil 2015


Publicação com o resultado da Grande Prova, que avaliou cerca de 700 rótulos de sete estados, chega às bancas nesta semana


Maior degustação às cegas de vinhos e espumantes brasileiros, a Grande Prova Vinhos do Brasil teve o seu resultado divulgado no Anuário Vinhos do Brasil 2015, lançado na edição deste ano da Expovinis, em São Paulo, e que chega às bancas esta semana. Para eleger os melhores em 22 categorias, um júri internacional, composto por sommeliers e enólogos, avaliou cerca de 700 rótulos de 87 produtores de sete estados, com a curadoria do jornalista Marcelo Copello.

Editado pela Baco Multimídia em parceria com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o Anuário Vinhos do Brasil 2015 traz a compilação e a análise dos números da produção e do mercado com dados detalhados, consolidados e atualizados. A publicação, com 164 páginas, também apresenta matérias sobre o universo do vinho, como gastronomia, saúde, comportamento, consumo, história, negócios e enoturismo, além de entrevistas com profissionais e dirigentes ligados ao setor.

"O Anuário atinge sua maturidade junto com o sucesso da Grande Prova Vinhos do Brasil, que apresentou vinhos de incontestável qualidade, muitos conquistando medalhas de ouro e prata e outros se mostrando extremamente promissores ", comenta Sérgio Queiroz, um dos organizadores do Anuário e jurado do concurso.

Conselheiro do Ibravin e presidente do Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivadas da Uva e do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul (Sindivinho RS), Gilberto Pedrucci acredita que o Anuário Vinhos do Brasil pode ser uma base para consumidores e compradores de hotéis, restaurantes e lojas de bebidas. “É uma publicação que já se tornou referência para o mercado e que mostra a evolução na qualidade dos produtos brasileiros. Além disso, a Grande Prova coloca lado a lado pequenos e grandes produtores, o que permite que todas sejam valorizados da mesma forma”, avalia.

O Anuário Vinhos do Brasil 2015 poderá ser adquirido a partir do dia 6 de maio nas principais livrarias do país e em bancas selecionadas. O preço de capa é R$ 45.

Confira o resultado da Grande Prova Vinhos do Brasil 2015:

  • Melhor Espumante Brut Branco: Cave Geisse Brut 2012, Vinícola Geisse, Pinto Bandeira-RS)

  • Melhor Espumante Brut Rosé (Empate): Espumante Bossa Nº3, Vinícola Hermann, Bento Gonçalves-RS e Espumante Yoo Boutique Brut Rosé, Décima, Caxias do Sul-RS

  • Melhor Espumante Extra-Brut/Nature: Espumante Extra Brut 2014, Vinícola Geisse, Pinto Bandeira-RS

  • Melhor Espumante Prosecco/Glera: Espumante Aurora Prosecco, Aurora, Serra Gaúcha-RS

  • Melhor Espumante Moscatel Branco: Espumante Moscatel Pedrucci 2013, Pedrucci, Garibaldi-RS

  • Melhor Espumante Demi-Sec Branco: Espumante Demi-Sec, Courmayeur, Serra Gaúcha-RS

  • Melhor Espumante Moscatel/Demi-Sec Rosé: Espumante Casa Perini Aquarela Moscatel Rosado, Perini, Farroupilha-RS

  • Melhor Chardonnay: Cerro Da Cruz Chardonnay 2012, Nova Aliança, Campanha Gaúcha-RS

  • Melhor Sauvignon Blanc: Miolo Reserva Sauvignon Blanc 2014, Miolo Wine Group, Campanha Gaúcha-RS

  • Melhor Gewüztraminer: RAR Collezione Gewürztraminer 2011, Miolo Wine Group, Campos de Cima da Serra-RS

  • Melhor Moscato: Moscato Giallo 2014, Giacomin, Flores da Cunha-RS

  • Branco de Outras Castas e Cortes: Quiron Chardonnay / Sauvignon Blanc 2013, Cattacini, Serra Gaúcha-RS

  • Tinto Cabernet Sauvignon: Aurora Cabernet Sauvignon Millesime 2011, Aurora, Serra Gaúcha-RS

  • Melhor Merlot: Monte Paschoal Dedicato Merlot 2013, Basso, Serra Gaúcha-RS

  • Melhor Tannat: Tannat Casa Venturini Reserva 2012, Venturini, Campanha Gaúcha-RS

  • Melhor Pinot Noir: Viapiana Pinot Noir 2012, Viapiana, Serra Gaúcha-RS

  • Melhor Cabernet Franc: Dunamis Cabernet Franc 2012, Dunamis, Campanha Gaúcha-RS

  • Melhor Marselan: Cave Antiga Marselan 2007, Cave Antiga, Cotiporã-RS

  • Melhor Tinto de Outras Castas: Ancellotta Reserva 2014, Giacomin, Serra Gaúcha-RS

  • Melhor Tinto Corte: Épico, Guatambu, Campanha Gaúcha-RS

  • Melhor Rosé: Macaw Tropical Frisante Rosé, Perini, Farroupilha,RS

  • Melhor Doce/Fortificado: Reggio Di Castela 2004, Irmãos Molon, Serra Gaúcha-RS




quarta-feira, 6 de maio de 2015

O Bobó de Camarão e as coisas de Salvador!



De posição geográfica estratégica a capital baiana região guarda histórias e receitas dignas de conto!

A Bahia é um dos estados brasileiros que mais gosto! Talvez já tenha visitado-a alguns punhados de vezes, do sul ao norte. Suas belezas naturais – principalmente o litoral – sua comida e sua gente perfazem um conteúdo digno de qualquer bate-papo turístico. Numa de minhas andanças por lá, conheci um rapaz chamado Adão, funcionário de uma pousada litorânea, que além de ser zeloso com o trabalho e clientes, também era um garoto de programa. Com seu porte físico atlético, cor jambo e conhecedor de alguns idiomas, realizava os mais vis desejos das turistas ávidas por aventuras entre os lençóis. Reativo, atendia somente quando era chamado. Tinha esposa e filha. As milhares de turistas esbaldavam-se em festas até a madrugada e carentes por alguns momentos de prazer, chamavam o nativo Adão. Ele acordava, tomava um banho, se despedia da mulher, um beijinho na filha adormecida e lá se ia trabalhar! Sua mulher sabia de sua atividade, mas não se importava, afinal, Adão proporcionava conforto para ela e para a casa e fora o trabalho, era um marido absolutamente fidedigno e exemplar. Esta história fez-me lembrar de uma das mais tradicionais receitas baianas, o Bobó de Camarão! Confira a receita.


Ingredientes:
(para 6 pessoas)

1kg de camarão médio sem casca
3 colheres de sopa de azeite
3 dentes de alho picadinhos
3 colheres de chá de azeite de oliva
2 colheres de sopa de azeite de dendê
1 cebola picada
700g de aipim cozido e espremido
200ml de leite de coco
2 tomates sem pele e sem sementes picados
1 pimenta dedo de moça picada sem semente
4 colheres de sopa de salsinha picada
1 colher de sopa de coentro picado
1 cubo de caldo de peixe dissolvido em 500ml de água morna
Cebolinha verde picadinha
Suco de meio limão
Sal à gosto

Preparo:

Cozinhe o aipim em uma panela de pressão até ficar macio. Retire, escorra, separe os fios, bata em um liquidificador com o leite de coco e reserve. Tempere o camarão com limão, um terço do alho e sal. Aqueça em uma caçarola o azeite e refogue o camarão rapidamente. Reserve. Para preparar o molho, em uma panela, aqueça o azeite e o azeite de dendê. Some o restante do alho, a cebola e o tomate e deixe refogar. Acrescente o caldo de peixe e deixe reduzir. Junte o aipim e misture bem. Coloque a pimenta, a salsa e o coentro. Acrescente o camarão e com cuidado incorpore ao aipim e molho. Salpique cebolinha verde e sirva acompanhado de arroz branco.

       



terça-feira, 5 de maio de 2015

A Picanha de Cordeiro


O Matheus Müller – leia-se Best Beef Boutique – recomendou-me outro dia um novo corte recebido: a picanha de cordeiro! Prontamente coloquei a lenha para brasear mas antes preparei a iguaria. 

Deixei marinar num cálice extraído de uma garrafa de Chardonnay Casa Venturini filhote do amigo Zeca Venturini, hexacampeão da Avaliação Nacional de Vinhos em BG, mais uma ramo de alecrim fresco e um leve pitada de pimenta Jamaica que pela sua delicadeza combina muita bem com os ovinos e seus cortes. 

Feita à brasa, rapidamente grelhei as duas pequenas peças, quem sabe umas 600g cada, apenas com sal grosso e durante uns 15 infindáveis minutos. O resultado? Um corte supremo, suculento, tenro, de sabor absolutamente ímpar e ponto inigualável! Acompanhou uma garrafa do tinto sul-africano Avondale Camissa Syrah Reserva 2005. 



Você encontra a picanha de cordeiro na Best Beef Boutique, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630, em Santa Cruz do Sul. Confira! 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Agora no RS nova unidade da Associação Brasileira de Sommeliers


Entidade nasce disposta a difundir formação para o trade do vinho e da gastronomia no Estado


O Rio Grande do Sul acaba de receber uma seção da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS). Entre os objetivos da entidade está a formação de profissionais para a cadeia do vinho e da gastronomia. Com sede em Bento Gonçalves, berço da produção vinícola nacional, e unidade em Porto Alegre, a ABS-RS espera somar forças no desenvolvimento do trade da região. Inicialmente, o projeto se concentrará na serra gaúcha e na região metropolitana da capital gaúcha, dois fortes centros econômicos e intensamente ligados aos setores gastronômico e vinícola. “Educar equipes de profissionais de restaurantes, como também das vinícolas e lojas especializadas, é um dever para associações que vislumbram o desenvolvimento do consumo de vinho em todo o país. E a ABS gaúcha nasce com esse espírito e imbuída de uma união de forças em nome do vinho nacional”, revela Andreia Gentilini Milan, presidente da ABS-RS.

A partir de agosto, a ABS-RS organizará um curso de até sete módulos para formação de sommeliers. A ideia é que o período de aulas se estenda até dezembro. Muito provavelmente as aulas serão lecionadas em vinícolas da serra gaúcha de modo itinerante. A promoção tem apoio das seções paulista e carioca da ABS e contará com o aval da ABS-Nacional. Já em abril, a associação fará pequenos cursos temáticos na capital gaúcha. Os interessados poderão, na ocasião, se associar e ter direito a descontos e outros benefícios por meio das parcerias que a ABS está fazendo no Estado. A anuidade custará R$ 300 e poderá ser paga em seis parcelas bimestrais. A partir do próximo ano, o plano é levar cursos para grandes cidades do interior como também outros polos vitivinícolas como a Campanha, por exemplo.

Além de Andreia Milan, fazem parte da diretoria da ABS-RS o vice-presidente Orestes de Andrade Jr., os diretores de marketing Julio César Kunz e Marcelo Vargas, os diretores de cursos/eventos Maurício Roloff e Vinícius Santiago, os diretores institucionais Junior Maroso e Marcos Graciani, além da tesoureira Regina Fexas e do secretário Fernando Kwito.


domingo, 3 de maio de 2015

Caldora Montepulciano D'Abruzzo DOC 2013

Montepulciano sugere 3 entendimentos distintos! Primeiramente é o nome de uma casta vinífera, originária da Itália. A maior representatividade desta uva está na região de Abruzzo, naquele país, onde os vinhos Montepulciano d’Abruzzo são produzidos com pelo menos 85% dessas uva. Este é o segundo entendimento. Por fim temos na Toscana uma cidade chamada Montepulciano, que produz vinhos chamados Vino Nobile de Montepulciano e Rosso di Montepulciano, mas que não são produzidos com a uva Montepulciano, apenas levam o nome da cidade. 

Um dos bons representantes é o Caldora Montepulciano D'Abruzzo DOC 2013 é elaborado 100% com uvas Montepulciano é produzido pela Cantina Caldora, na região de Abruzzo, Ortona na Itália.

De cor rubi violáceo e lágrimas médias e ligeiras seduz logo ao servir a primeira taça. Possui aromas frutas negras, amoras, mirtilo, cereja e framboesa. Também um toque mineral além de nuances de chocolate, baunilha e alguma especiaria (noz moscada e anis) perfazem o nariz. Muito fresco, vivo e intenso ao olfato! 

Boca complexa, encorpado, ótima acidez tornando-o gastronômico, equilibrado e com final persistente. A boca repete framboesa e cereja. Taninos macios e muito agradável de beber! 
Hiberna em barricas 60% francesas e 40% americanas por 13 meses.

Possui 12,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser servido na temperatura de 16°C.

Harmoniza bem com pizzas de queijo, salamitos e copas, carnes vermelhas grelhadas, frango grelhado, e queijos duros.

Você encontra o vinho Caldora na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, fone 51.3711.3665 em Santa Cruz do Sul e site www.weinhaus.com.br.
       

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Todos os detalhes da Expovinis Brasil 2015


 Por mais que saibamos sobre vinhos, ainda assim sabemos muito pouco!

Esta é a frase que resume a grandiosidade da Expovinis Brasil 2015, ocorrida em São Paulo na semana passada, cidade que foi palco mais uma vez da maior feira de vinhos da América Latina – em sua 19ª. edição – e reuniu nos pavilhões do Expo Center Norte um leque de 500 expositores – em sua maioria produtores de vinho – de todas as principais regiões vinícolas do mundo que trouxeram mais de 5.000 rótulos para avaliação e degustação.  

Um público de milhares de pessoas formado por profissionais do setor, importadores, imprensa, enófilos, compradores de grandes varejistas e amantes do vinho puderam interagir com o que há de melhor em representatividade de vinhos e lançar olhos sobre as novidades e tendências do setor nos 3 dias de exposição. 

Como funcionou?


Na entrada do evento o público adquiria uma taça e com ela percorria as dezenas de estandes que abrigaram as centenas de produtores – cada qual com cerca de 10 rótulos na mostra – e degustavam o que tinham interesse, além de poder conversar pessoalmente com os vinhateiros da maioria das regiões produtoras do planeta. Paralelo ao evento ocorreram palestras, degustações premium, bate-papos sobre tendências e comercialização.  Muitas foram as novidades apresentadas, algumas das quais podem ser acompanhadas a seguir.

O vinho em minigarrafas:


Chamou atenção o pequeno estande no espaço de Portugal pela intensa movimentação. Lá estava Ricardo Aleixo, produtor português da vinícola Real Cave do Cedro, da cidade de Aveiro, divulgando seus vinhos comercializados em pequenas garrafas de 255ml, destinada ao consumo rápido e com um perfil mais jovem. A vinícola fundada pelo seu avô e pai guinou a direção quando ele assumiu e propôs a ideia que aqui no Brasil usualmente se vê em espumantes vendidos em pequenas garrafas e muito consumidos em baladas e bares descolados. Segundo Ricardo, hoje a produção representa o maior percentual do total engarrafado pela vinícola, número a dar inveja a 98% das vinícolas brasileiras. Na Europa é comercializado a 1 euro e a participação na Expovinis teve o intuito de buscar importador para o produto. São quatro short wine engarrafados: um branco e três tintos, entre os quais um Syrah com 14,5% de graduação alcoólica e um dos tintos para ser degustado gelado.  



Os Vignerons:


A região produtora de Champagne na França é largamente conhecida por ser berço do espumante homônimo mais espetacular do mundo. “Os” Champagnes que mais conhecemos no Brasil são aqueles engarrafados pelas marcas das “Maisons” (“Casas”), que apesar de terem fama internacional, representam menos de 2% dos produtores de Champagne. Os outros 98% são chamados de “Vignerons” (vinhateiros), ou seja, são aqueles que além de elaborar o Champagne, cultivam as próprias uvas, controlando assim o processo por inteiro, do plantio até a comercialização. 


Os Vignerons produzem um sem-número de Champagnes, que revelam expressões de cada terroir e de cada “savoir-faire” do vinhateiro, carregando a tradição vitivinícola das gerações passadas. A fim de dar notoriedade aos Champagnes produzido nos vinhedos, o Sindicato Geral dos Vignerons do Champagne criou em 2001 a marca coletiva “os Champagnes de Vignerons” que agrupa todos os viticultores e cooperativas de viticultores que comercializam o próprio Champagne. A entidade congrega mais de 5 mil Vignerons (de um total de 16 mil existentes) que são responsáveis por 90% da área cultivada da região de Champagne; 34% das vendas totais da bebida e produção de 100 milhões de garrafas.

Os vinhos laranjas:

A Importadora Decanter é uma das pioneiras na comercialização de vinhos laranjas importados da Europa para o Brasil. Tais vinhos remetem aos primeiros vinhos produzidos no mundo, lá na antiguidade, mais precisamente na região do Cáucaso onde hoje é a República da Geórgia. Possuem em geral coloração alaranjada decorrente da maceração das uvas brancas com o mosto, tal como o processo produtivo dos vinhos tintos a partir de uvas tintas. A vinificação oxidativa reforça esta pigmentação da matéria colorante e alguns produtores utilizam as peculiares ânforas da Geórgia. Tais vinhos são absolutamente sui generis, únicos, com coloração do turvo ao límpido e aromas carregados de notas florais, compotas de frutas cítricas e frutas secas e também nuances minerais. Em boca geralmente são firmes e estruturados, tal como um tinto, mas com o frescor e a mineralidade de um bom branco. A Itália é a precursora como produtora atual de vinhos laranjas.  Sua diversidade gastronômica também impactam pois acompanham muito bem desde peixes e crustáceos até carnes vermelhas.

A uva País:

Uma das castas mais antigas das américas, a uva País, trazida pelos padres jesuítas – e tão antiga quanto a uva Creole - , é um dos grandes resgates feitos por alguns viticultores chilenos. 
Tal uva vem apresentando um grande potencial para vinhos finos, tintos e espumantes. 
A País dá fruto a vinhos de coloração rubi clara, leves e saborosos, com uma profusão aromática muito boa – framboesa e cereja em destaque - e boca redonda e fácil de beber. Um dos bons vinhos País presente na Feira foi o Chilcas País 2011 com toque de pimenta preta e especiarias no nariz e ótima persistência.


Os vinhos brasileiros que chamaram atenção:

Guatambu Épico - blend tinto composto por 4 castas - Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranilo e Tannat – de 4 safras distintas – 2011 a 2014 -  mostrou-se de corpo médio, muito frutado, redondo e fácil de beber, por sinal diferente do que se esperava pelas potentes uvas usadas. 
Está longe de ser um daqueles cortes pesados e volumosos. A passagem por barrica deixou o vinho manso mas não tirou-lhe a vivacidade, o frescor e a elegância. 

Top da vinícola de Dom Pedrito Campeão na Categoria Tintos Corte no concurso Grande Prova de Vinhos do Brasil.

Pizzato Vertigo Brut Nature - como o próprio enólogo Flávio Pizzato atestou, o Pizzato Vertigo Brut Nature é o espumante mais interativo do Brasil, pois é o consumidor que escolhe quanto tempo o mesmo ficará e contato com as leveduras (vai ao mercado já com 33 meses em contato com as mesmas), pois neste borbulhante não ocorre o chamado “dégorgement” (congelamento do gargalo com consequente abertura e retirada das leveduras e sedimentos) o que dá origem a um espumante turvo, repleto de leveduras na taça, de coloração palha com reflexos esverdeados com aromas cítricos, avelãs, brioches e amêndoas. Em boca muito fresco, vivo e com fantástica acidez. Tal espumante foi destaque Espumante Revelação do Ano no Guia Descorchados 2015.


O melhor vinho provado:

É impossível algum visitante normal provar mais que 30 ou 40 rótulos num oceano de rótulos como os a mostra na Expovinis. Qualquer apaixonado pela bebida de Baco passaria uma semana somente degustando as opções dos produtores franceses, por exemplo. Ainda assim, fora os vinhos premiados pelos jurados do Top Ten – os melhores vinhos daqueles que foram inscritos da feira para o concurso – alguns rótulos chamavam muita atenção, um dos preferidos foi o espanhol de Rioja, o El Puntido 2011, da vinícola Viñedos de Páganos, um Tempranillo corpulento, sedoso, untuoso e maduro, com ótima fruta negra e leve picância e tostado nos aromas. Um vinhaço!

Além das taças - conversas nos bastidores:


- Flávio Pizzato estava eufórico com a presença de seu novo e exclusivo espumante Vertigo eleito espumante destaque do Guia Descorchados 2015

- A gaúcha ConceitoCom é a nova empresa de assessoria de imprensa da Vinícola Peterlongo

- Valter Pötter – capo da Guatambu Estância do Vinho – era só sorrisos com a receptividade ao seu vinho premium Épico elaborado pelas mãos dos enólogos Gabriela Pötter e  Alejandro Cardozo

- O Brasil é o mercado da vez mirado pelos pequenos e médios produtores europeus, em especial Portugal e França

- Dirceu Vianna Jr, o  único master wine brasileiro, desfilou simpatia, conhecimento e conteúdo pelos corredores da Feira

- A Don Guerino, vinícola gaúcha de Alto Feliz – lançou no espaço Vinhos do Brasil o seu Malbec Vintage, um vinho leve, aromático e muito fácil de beber

- Grandes vinícolas brasileiras não foram vistas no evento deste ano, entre as quais Miolo e Valduga

- Em 2014, o Brasil importou 1.075.187 garrafas de Champagne por um valor de 19 milhões de euros o que o coloca na 24ª. posição entre os maiores compradores do espumante.    

Guatambu recebe cinco medalhas na Grande Prova Vinhos do Brasil

Vinho Épico foi Campeão na categoria Tintos Cortes e espumantes produzidos pela vinícola receberam medalhas de ouro e prata

Isadora, Valter e Nara Pötter, capos da Guatambu

A Guatambu Estância do Vinho, de Dom Pedrito, RS, recebeu na última quarta-feira, dia 22 de abril, cinco medalhas na Grande Prova Vinhos do Brasil 2014-2015. O evento de divulgação da avaliação, promovida pelo Ibravin em parceria com o Grupo BACO, ocorreu durante o primeiro dia da ExpoVinis 2015 e também marcou o lançamento do Anuário Vinhos do Brasil 2015.

O vinho Épico, lançamento da vinícola na feira, foi o campeão na categoria Tintos Cortes. Conforme Gabriela H. Pötter, enóloga da Guatambu, nesta categoria concorreram inúmeros vinhos brasileiros emblemáticos e bastante premiados, sendo uma das disputas mais acirradas da grande prova, e por isto este prêmio tem um grande valor e responsabilidade. Expoente de mais alta gama da vinícola, o Épico foi elaborado com pequenas reservas de vinhos de quatro diferentes safras (2011, 2012, 2013, e 2014) das melhores parcelas dos vinhedos de Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat e Tempranillo, sendo que todos passaram por carvalho francês e americano.

O nome “Épico” representa a trajetória do projeto da vinícola, iniciado há 12 anos, além do grande período de produção desse rótulo, desenvolvido ao longo de cinco anos e coroando um novo estágio na produção da Guatambu. O rótulo já está à venda no site da vinícola e em seus pontos de venda, lojas especializadas e restaurantes, ao preço médio de R$140,00.

Os espumantes da Guatambu conquistaram quatro medalhas, duas de ouro e duas de prata. Da safra 2013, os rótulos Brut Rosé e Rastros do Pampa Brut receberam ouro. Os espumantes Extra Brut safras 2012 e 2011 alcançaram prata na categoria Espumante Extra Brut, Nature Branco.

O Anuário Vinhos do Brasil 2015, uma publicação bilíngue (português-Inglês), em formato de revista Premium, editada em parceria entre o Grupo BACO Multimídia e o Ibravin, traz um panorama completo da indústria do vinho brasileira, com um raio-X das regiões produtoras, dos vinhos, do enoturismo. A publicação é distribuída no Brasil e em mais de 100 postos e embaixadas pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). O anuário traz ainda entrevistas nacionais e internacionais e matérias abordando atualidades e tendências do setor.

A Grande Prova Vinhos do Brasil 2015 ganhou destaque especial na publicação. A prova reuniu cerca de 700 rótulos, de 87 produtores de sete estados, apresentados em 22 categorias, com 23 vencedores. Para o presidente do júri, o jornalista especializado em vinhos Marcelo Copello, uma medalha garante a visibilidade do rótulo no Brasil e nos demais países em que o Anuário circula. "Este resultado ainda é utilizado como referência para elaboração de portfolio de importadoras e cartas de vinho em hotéis e restaurantes, por exemplo", acrescenta.


O júri foi composto por 17 profissionais de vários estados e convidados internacionais, como o master sommelier português João Pires, radicado em Londres, além de representantes do Ibravin, do Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivados da Uva e do Vinho (Sindivinho/RS), da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), de jornalistas especializados e de sommeliers. A degustação ocorreu entre os dias 8 e 12 de dezembro, no Rio Othon Palace Hotel, em Copacabana, no Rio de Janeiro, sendo auditada durante toda a sua realização.