quinta-feira, 11 de março de 2021

O polvo!

 

Mesmo com aparência assustadora esta iguaria é uma delícia! Saiba como prepará-la

 

Um dos animais marinhos que mais me fascinam é o polvo! Este octopus de 8 tentáculos lotados de ventosas me inebria desde a infância quando eu assistia a 20 mil Léguas Submarinas nas aventuras do Capitão Nemo.  Existem cerca de 700 espécies desta ordem de diversos tamanhos e habitats espalhados pelos oceanos tropicais. A palavra “polvo” vêm do grego “pól’ypous” e significa “muitos pés”. Quando sentem que o predador se aproxima, os polvos liberam um jato de tinta escura para despistar, além de atordoar seu perseguidor. A coloração escura da tinta deve-se a uma substância chamada melanina, enquanto que a irritação é causada pelas moléculas tirosinase, lisina e ácido aspártico. Os polvos são largamente utilizados na culinária em caldos, cozidos, grelhados, assados ou mesmo crus em sashimis e carpaccios.  E na receita de hoje é preparado na frigideira acompanhado de purê de batatas.

 


Ingredientes:
(para 4 pessoas)
 
Um polvo inteiro com cerca de 1,5kg
800g de batatas brancas
150ml de vinho branco seco
1 dente de alho picadinho
Azeite de oliva à gosto
12 tomates cereja grandes cortados ao comprido
200ml de leite
Pitada de noz moscada
50g de manteiga
Pitadas de açafrão em pó
Sal e pimenta do reino à gosto

 

Preparo:

 

Limpe o polvo e ferva o mesmo por 45 minutos com um copo de vinho branco e um dente de alho. Deixe esfriar na água do cozimento por pelo menos uma hora. Escorra e seque com papel toalha. Reserve. Cozinhe as batatas em água fervente e amasse-as com um espremedor de batatas. Adicione a manteiga e o leite fervente e misture muito bem para fazer o purê, junte a noz moscada, o açafrão, sal e pimenta. Aqueça uma frigideira com azeite de oliva e grelhe o polvo inteiro ou em partes e cuidando para não grudar no fundo. Tempere com sal e pimenta. Quando estiver quase pronto junte os tomates para grelhar. Sirva os tentáculos de polvo colocados no purê e acompanhados dos tomates grelhados.


Você sabia?

O polvo e a lula são diferentes entre si! Por vezes, a lula e o polvo podem ser facilmente confundidos devido ao formato semelhante do corpo. Isso porque ambas as espécies possuem em sua estrutura corporal oito braços ou nadadeiras. E na culinária as diferenças também: a lula tem carne borrachuda e elástica, enquanto o polvo é mais consistente e macio. 

O sabor dos pratos também tem características muito diferentes. O polvo costuma ser conhecido por ter carne de sabor mais marcante. Enquanto isso, a lula tem sabor bem mais suave ao paladar. Um detalhe importante para que ambos possam ser cozinhados é entender sobre seu tempo de cozimento pois se este passar ambas as carnes podem ficar duras.

 

terça-feira, 9 de março de 2021

Costero Rosé 2020 - um frutado e fresco rosé chileno!

 


O enólogo chileno Mario Geisse elabora a linha Costero lá no Vale do Colchágua, em Paredones na sua terra Natal com 3 rótulos distintos: Pinot Noir, Sauvignon Blanc e Rosé. E é este Costero Rosé 2020 – um corte de 75% de Pinot Noir e 25% de Sauvignon Blanc - comercializado pela Vinícola Geisse de Pinto Bandeira que recebe a análise nesta semana. 

Possui uma bela e límpida coloração rosa clara com reflexos laranjas. Na taça é uma explosão de aromas com muita goiaba e maracujá ao nariz além de uma carga mineral advinda lá do Pacífico brindando as videiras em seu terroir. No paladar uma acidez impressionante com vigor e muita frescura em boca com a fruta e a mineralidade retornando. 

É um delicioso vinho que pede a companhia de frutos do mar e peixes em geral, sushi e sashimi além de cortes e preparos com frango.

Possui 13,7% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 8 a 12oC .

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quinta-feira, 4 de março de 2021

A panzanella!

 

Assim como na semana passada, uma salada ocupa o espaço da receita de hoje também!

 

Conheci esta receita pelas mãos do Felipe Bronze, chef do Oro – premiado restaurante carioca – e apresentador da GNT: trata-se da panzanella, uma salada italiana criada na Toscana. O nome vem das palavras “pane” (pão) e “zanella” (prato fundo ou de sopa). É uma salada rústica que nasceu pela dureza camponesa italiana à base de pão, muito fresca, barata e saborosa. A receita é preparada com pão amanhecido de alguns dias e é muito popular. Leva além dos pedaços de pão, tomates frescos, manjericão, azeite, vinagre, sal e pimenta do reino. Também não é proibido usar sobras de alimentos, podendo ser feita com uma gama de outros ingredientes como legumes, hortaliças e inclusive peixes e frutos do mar.  A panzanella é fácil de combinar com outros pratos e esta salada pode ser apreciada como um prato de entreda ou uma leve refeição. Ou, se você quiser ficar com um menu italiano mais tradicional, complete sua panzanella com um risoto saboroso. Sirva com um copo de vinho branco seco.



Ingredientes:
(para 2 pessoas)
 
1 fatia grossa de pão integral amanhecido (de preferência caseiro)
1 tomate maduro
½ cebola roxa
½ pepino japonês
1 colher (chá) de alcaparras
1 dente de alho
1 colher (sopa) de vinagre de vinho tinto
4 colheres (sopa) de azeite
folhas de manjericão a gosto
 

Preparo:


Descasque, corte ao meio e fatie a cebola em meias-luas finas. Transfira para uma tigela, cubra com água fria e deixe descansar por alguns minutos - isso tira o ardido da cebola crua. Enquanto isso, prepare os outros ingredientes. Lave e seque o tomate, o pepino e as folhas de manjericão. Corte os tomates em cubos, descartando as sementes. Corte o pepino ao meio, no sentido do comprimento, e fatie em meias-luas de aproximadamente meio centímetro de espessura. Transfira tudo para uma tigela. Descasque o dente de alho e corte a fatia de pão em cubos grandes. Leve ao fogo médio uma frigideira, de preferência antiaderente. Quando aquecer, regue com 1 colher (sopa) de azeite e junte o alho (inteiro), e refogue por 1 minuto apenas para perfumar. Acrescente os cubos de pão e deixe dourar por cerca de 2 minutos, virando com uma pinça. Reserve os cubos de pão e descarte o alho. Escorra a água da cebola fatiada e junte à tigela com os legumes. Acrescente as alcaparras, as folhas de manjericão, o pão e regue com o vinagre, azeite de oliva e tempere com sal. Misture bem e sirva!.

 

quarta-feira, 3 de março de 2021

Macerao Oranje Moscatel de Alexandria 2019: um delicioso vinho laranja!

 

Degustei a convite do amigo Philip Isleib uma dica de vinho laranja chileno, produzido pela competente vinícola Luis Edwards, no Vale do Itata, o Macerao Oranje Moscatel de Alexandria 2019. E que excelente e surpreendente vinho! A técnica de produção do vinho laranja é milenar que se utiliza de uvas brancas, maceradas e fermentadas como se fossem tintas. O desenvolvimento do vinho laranja remonta ao Caucasus, na região da Georgia, onde é produzido a mais de 5.000 anos e conhecido como Kvevri, nome original da ânfora de barro onde as uvas brancas com casca e sementes são maceradas e fermentadas. Diferentemente da elaboração de vinhos brancos tranquilos, no método do vinho laranja, as cascas das uvas e suas sementes são mantidas durante o processo de maceração e fermentação sem a adição de quaisquer agentes químicos ou fermentos entre seis meses até dois anos, quando são engarrafados e não filtrados (nos brancos as cascas ficam em torno de 2 a 5 dias). São utilizados ânforas de barro de até 3.500 litros para vinificar com o interior revestido ou não com cera de abelhas, mantidos na superfície ou enterrados no solo. O Macerao possui linda cor amarela com reflexos esverdeados que ao preencher a taça percebe-se uma untuosidade impressionante. Denota uma palheta aromática plena, com damascos, nectarina, melão, abacaxi e outras frutas brancas cítricas, leve oxidação que é característica deste, também jasmim, mel e flor de laranjeira e uma nota mineral salínica bem acentuada. Em boca é marcante e delicioso: acidez firme, equilibrada, cítrico com toque herbáceo lembrando tomilho e muito frescor.

Combina bem com muitos pratos indo desde saladas e frutos do mar, passando por risotos, queijos moles e variados canapés.

Possui 12,5% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 10oC .

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

A salada de camarões!

 

Estamos em pleno verão e uma substanciosa salada é uma refeição perfeita para estes dias quentes!


Sabe quando você quer fugir de um prato pesado mas também não está afim de somente comer folhas verdes de uma salada ao chegar em casa neste verão tórrido ao final da tarde? Pois é, a receita de hoje atende muito bem este desejo por algo com mais ingredientes, fácil de preparar e que reúne acidez, crocância, agridoce, muito sabor e aquele toque de cuidado que um bom prato merece ter. Confira a salada de camarões!  

 



Ingredientes:
(para 4 pessoas)
 
400g de camarões
1 maço de alface crespa
1 maço de rúcula
Lascas de queijo parmesão
1 xícara de croutons
2 colheres de sopa de mel
1 colher sopa mostarda tipo Dijon
1 colher de sopa de vinagre branco
2 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
Orégano à gosto
2 dentes de alho picadinhos
2 ovos cozidos duros descascados e cortador em fatias
3 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
Meia xícara de salsinha picadinha

Preparo:

Lavar bem as folhas verdes e sendo possível secá-las no secador adequado para saladas. Preparar o crouton: cortar um pão salgado amanhecido em pequenos cubos de cerca de 1cm. Levar a uma forma, derreter manteiga e despejar sobre estes envolvendo-os bem. Levar ao forno pré-aquecido por cerca de 15 minutos ou até dourar. Reservar. Saltear os camarões levando azeite de oliva e manteiga a uma frigideira, em seguida em fogo baixo juntar o alho picado, colocar os camarões e aumentar o fogo. Temperar com sal, pimenta e salpicar com a salsinha. Reservar. Montar a salada numa bandeja ou saladeira dispondo as folhas verdes e por cima destas os demais ingredientes acomodando-os com cuidado. Preparar um molho para temperar colocando num potinho o mel, a mostarda, 2 colheres de azeite de oliva, vinagre branco, sal e pimenta a gosto. Bater bem até emulsionar (ficar homogênea a mistura). Depois regar a salada com este molho, salpicar orégano e servir!         

       

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Mariflor Pinot Noir 2017

 

A uva Pinot Noir que é originária da Borgonha francesa se espalhou pelo mundo no século passado aportando em diversos países e cada qual pelas suas características de solo, clima, altitude e manejo deram vida a diferentes vinhos mas que mantém em sua essência as raízes deste varietal. Na Argentina, em Mendoza no Vale do Uco, a Bodega Rolland - capitaneada pelo ilustre enólogo e fly winemaker Michel Rolland - é produzido o Mariflor Pinot Noir 2017, um varietal potente e de personalidade, marca registrada de Rolland.    

Possui coloração rubi com reflexos granada. Ao ser aberto o primeiro ataque ao nariz traz álcool, madeira e tostado e após alguns instantes vem a fruta com cerejas, ameixas e morangos maduros em destaque, também toque terroso, couro, café, notas defumadas, baunilha e tostado.

Em boca traz sua virtude com bom corpo e integração entre a fruta, madeira e álcool. Um vinho quente, que pede presença gastronômica pela sua acidez convidativa, apresenta taninos redondos e amplo final, com muito frescor e vivacidade.

Amadurecimento de 14 meses em barricas novas de carvalho francês.

Faz par com costela suína na brasa, salmão defumado, cordeiro assado no forno, risoto de funghi, legumes salteados em oliva e galeto.

Possui 15% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 15oC .

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

Vinícola Guatambu lança o Mysterius, seu primeiro vinho em lata!

 

Os jovens brasileiros estão bebendo mais vinho desde o início da pandemia. Estudo realizado pela Dotz, afirma que o jovem de até 30 anos passou a consumir mais vinho, o aumento nessa faixa etária foi de 38%, o que indica uma mudança no comportamento de compra e hábitos de consumo. Para aproveitar o momento e ajudar na democratização do vinho, a Vinícola Guatambu, juntamente com um grupo de empresários, desenvolveu o vinho Mysterius. 

A vinícola desenvolveu os vinhos especialmente para a versão em lata. “O lançamento da Mysterius é um marco para nós, da Guatambu. Além da praticidade, tem como diferencial o cuidado com o meio ambiente e a grande qualidade dos produtos”, declara Valter Potter, proprietário da vinícola. 

São duas opções: O Mysterius Veraz é um vinho tinto seco (com 14% de graduação alcoólica) e surpreendente, um corte de Cabernet Sauvignon, Tempranillo e Tannat; o Mysterius Intuição é um sedutor espumante (com 11,5% de graduação alcoólica), como deve ser: com aromas, borbulhas e todo o frescor. 

Saiba mais em www.mysterius.com.br