quinta-feira, 8 de setembro de 2016

As almôndegas recheadas com muçarela!


Pensou numa receita fácil, barata, saborosa e nutritiva? É esta!

Podemos dizer que almôndega nada mais é que um bolinho de carne com origem datada de séculos atrás, elaborada com restos de carne e legumes que sobravam nas cozinhas. Toda boa e tradicional receita quase sempre se reporta a períodos difíceis de crise, guerra e pobreza, nas quais para sobreviver a raça humana usava de muita criatividade na busca de ingredientes e mistura dos mesmos. Com o passar do tempo, esse preparo à base de carne encontrou sua alma gêmea, o macarrão, e foram unidos pelo molho de tomate num casamento que perdura até hoje. Tal receita, almôndegas de carne recheadas com muçarela com espaguete e molho de tomates, veremos a seguir!


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

500g de espaguete
400g de carne moída magra
1 linguiça suína sem pele e triturada
Meia xícara de pão ralado fresco
4 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
1 cebola pequena finamente picada
1 colher de chá de orégano seco
1 ovo batido
2 colheres de sopa de azeite
Sal e pimenta à gosto
200g de queijo muçarela ralado grosso
Queijo parmesão ralado para decorar
Manjericão fresco para decorar
Molho de tomate com receita à gosto

Preparo:

Aqueça o forno a 200oC. Em um bowl ou outro recipiente misture com as mãos a carne, a linguiça, a cebola, o pão, o ovo, o orégano, tempere com sal e pimenta. Com as mãos molde uma pequena bola do tamanho de uma bola de golfe (cerca 5cm de diâmetro) e em seguida achate-o formando uma bolacha. Coloque no meio um pouco de muçarela e molde novamente ao formato de uma bola, com cuidado. Faça várias assim com os ingredientes. Leve a assadeira por cerca de 20 a 25 minutos. Aqueça água e cozinhe o espaguete. Aqueça o molho de tomates, retire as almôndegas do forno e leve a este molho deixando uns dois ou três minutos. Escorra e sirva o espaguete acompanhado do molho e das almôndegas recheadas decorando com o parmesão e o manjericão.




quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Prosit! - Gulden Draak 9000: levedura de vinho, mas é cerveja!


A origem do dragão dourado, símbolo desta cerveja, remete às cruzadas no ano de 1111, quando o rei norueguês Sigrid Magnusson ofereceu uma estátua com tal símbolo ao imperador de Constantinopla. Séculos mais tarde, em 1382, a estátua do dragão foi conquistada em uma batalha e colocada no topo do campanário da cidade de Ghent, na Bélgica.

Quatro séculos mais tarde a cervejaria é criada nos arredores de Ghent mais como necessidade, já que na época era recomendável tomar cerveja ao invés de água pois era extremamente tóxica.

Passados mais dois séculos, em 1982, a cervejaria Van Steenberge cria suas obras primas, a cerveja Piraat e Gulden Draak, sua história começar a mudar com a produção destas cervejas de alta fermentação e graduação alcoólica elevada. O sucesso não é imediato, em um mercado onde ainda eram preferidas as tão conhecidas cervejas lager.
 No inicio dos anos noventa, o mercado cervejeiro passa por uma grande mudança, onde o público começa a migrar para as de alta fermentação. O dragão dourado começa a ganhar o mundo. O nome 9000 é referência ao código postal da cidade de Ghent, onde é produzida.

Levando ainda mais malte que a Gulden Draak original, trata-se de uma quadrupel de coloração indo do âmbar ao vermelho brilhante, linda. No aroma já sentimos uma das mais fortes características da cervejaria, a fermentação secundária com levedura de vinho. Um forte aroma frutado e floral une-se ao aroma de malte e caramelo. No gosto picância e final seco, o caramelo aparece novamente com notas de frutas secas.  No final, o álcool com seus 10,5% de graduação alcóolica não passa despercebido.

Experimente com macarrão ao molho gorgonzola, picanha grelhada ou também com chocolate amargo e tiramisù.

Possui 10,5% de graduação alcoólica

Prosit!

E lembre-se: se beber, não dirija!



*artigo de Matheus Muller 

Você encontra esta e dezenas de rótulos de cervejas especiais além de cortes de carne premium das raças Angus e Hereford, complementos, molhos, geleias e especiarias na Best Beef Boutique, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630, em Santa Cruz do Sul. Confira!



terça-feira, 6 de setembro de 2016

Argentina premia 45 vinhos e espumantes brasileiros



Evento ocorreu em Mendoza entre os dias 3 e 6 de agosto



Um verdadeiro time de vinhos e espumantes brasileiros retornou com medalha do 13º Concurso Internacional de Vinos y Licores Vinus 2016, realizado de 3 a 6 de agosto em Mendoza, na Argentina. Os jurados avaliaram 445 amostras inscritas por 17 países e, das premiadas, 45 são de produção brasileira.

Os enólogos Carlos Abarzúa, Firmino Splendor e Firmino Splendor Júnior estiveram no evento representando o Brasil. “Foi notória a organização do evento e a diversificação dos produtos vinícolas. Fiquei imensamente entusiasmado pelo nível qualitativo das amostras avaliadas”, comenta Splendor Júnior.

A cada edição, o concurso Vinus reúne profissionais de enologia, sommeliers, análise sensorial, comércio, jornalistas e amantes do vinho para avaliarem amostras de diversos lugares do mundo, conhecendo as particularidades de diferentes terroirs.

PREMIAÇÕES
Melhor Empresa do Brasil
Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo      

Campeão da Categoria Espumante Moscatel
Casa Valduga RSV Moscatel 2015 - Casa Valduga Vinhos Finos

Grande Medalha de Ouro
Aurora Reserva Chardonnay 2015 – Cooperativa Vinícola Aurora
Casa Valduga Mundvs Malbec 2012 – Casa Valduga Vinhos Finos
Casa Valduga RSV Moscatel 2015 – Casa Valduga Vinhos Finos
Elegance Peterlongo Espumante Brut – Estab.Vinícola Armando Peterlongo
Garibaldi Espumante Moscatel Rosé – Cooperativa Vinícola Garibaldi
Garibaldi Espumante Prosecco – Cooperativa Vinícola Garibaldi
Joliment Moscatel Espumante 2015 – Vitivinicola Jolimont
Peterlongo Espumante Prosecco Brut Nature – Estab. Vinícola Armando Peterlongo
Presence Peterlongo Espumante Moscatel Branco – Estab. Vinícola Armando Peterlongo
Presence Peterlongo Espumante Moscatel Rosé – Estab. Vinícola Armando Peterlongo
Splendor Licor de Chocolate com Amendoas 2015 – Adega Splendor
Zanotto Espumante Moscatel – Vinícola Campestre

Medalha de Ouro
Aracuri Collector Cabernet Sauvignon 2012 – Aracuri Vinhos Finos
Aracuri Collector Merlot 2012 – Aracuri Vinhos Finos
Aurora Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Aurora
Aurora Reserva Merlot 2015 – Cooperativa Vinícola Aurora
Casa Perini Espumante Moscatel – Vinícola Perini
Casa Valduga Identidade Corte 2012 – Casa Valduga Vinhos Finos
Dal Pizzol Espumante Brut Charmat – Vinícola Monte Lemos
Dal Pizzol Espumante Brut Rosé – Vinícola Monte Lemos
Dal Pizzol Merlot 2013 – Vinícola Monte Lemos
Domno Ponto Nero Brut Rosé – Domno do Brasil
Domno Ponto Nero Brut – Domno do Brasil
Elegance Peterlongo Espumante Brut Nature – Estab. Vinícola Armando Peterlongo
Garibaldi Espumante Chardonnay – Cooperativa Vinícola Garibaldi
Garibaldi Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Garibaldi
Marcus James Espumante Brut – Cooperativa Vinícola Aurora
Privillege Peterlongo Espumante Brut Rosé – Estab. Vinícola Armando Peterlongo
Simuelo Prime 2015 – Irmãos Molon
Zanotto Cabernet Sauvignon 2015 – Vinícola Campestre
Zanotto Espumante Brut Nature – Vinícola Campestre
Zanotto Merlot 2010 – Vinícola Campestre

Medalha de Prata
Aracuri Pinot Noir 2015 – Aracuri Vinhos Finos
Aracuri Sauvignon Blanc 2016 – Aracuri Vinhos Finos
Aurora Espumante Brut – Cooperativa Vinícola Aurora
Aurora Procedencia Espumante Pinot Noir – Cooperativa Vinícola Aurora
Casa Valduga Identidade Arinarnoa 2013 – Casa Valduga Vinhos Finos
Casa Valduga Identidade Marselan 2013 – Casa Valduga Vinhos Finos
Dal Pizzol Ancellotta 2013 – Vinícola Monte Lemos
Dal Pizzol Touriga Nacional 2014 – Vinícola Monte Lemos
Domno Ponto Nero Moscatel – Domno do Brasil
Lunar Oro Espumante Brut Rosé 2016 – Famiglia Zanlorenzi
Lunar Perfectto Espumante Prosecco Brut 2016 – Famiglia Zanlorenzi
Pergola Cabernet Sauvignon – Vinícola Campestre

Presence Peterlongo Espumante Brut – Estab. Vinícola Armando Peterlongo

domingo, 4 de setembro de 2016

Carrau Ysern Tannat-Tannat Blend of Regions 2014 - surpreendente!

Tenho um carinho especial pela viticultura uruguaia e por algumas de suas bodegas. Uma destas é a Bodegas Carrau, com fundação datada de – pasmem – 1752! Lá nesta vinícola comandado por Javier, Ignacio, Francisco e Margarita Carrau dezenas de linhas levam ao consumidor vinhos de qualidade e ótimo custo-benefício. De suas mãos nasceu o Amat – um dos mais premiados Tannats do Uruguai – o Vilasar e o Juan Carrau. 

E também o vinho comentado desta semana, o Carrau Ysern Tannat-Tannat Blend of Regions 2014. Formado por um blend de Tannats vindos de duas regiões produtivas - Cerro Chapeu (25%) e Las Violetas (75%) - e com passagem de 9 meses em barrica de carvalho americano este tinto entrega uma bela cor púrpura brilhante e límpida. 

Os elegantes aromas frutados trazem um leque de framboesa, ameixas, amoras e cerejas e ainda um toque de coco e baunilha advindos do estagio na barrica. Possui uma boca fresca e frutada, taninos polidos e fáceis de beber, corpo estruturado e com acidez que pede um belo assado de tira! 

Possui 13% de graduação alcoólica e o ideal é servi-lo na temperatura entre 16 e 18°C.
 
Este editor e Margarita Carrau 

Você encontra os vinhos Carrau na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711.3665 e site www.weinhaus.com.br

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     





sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Minuto Gourmet!

A partir de hoje, todas as sextas-feiras no final da tarde, irá ao ar no Portal Gaz (www.gaz.com.br) - portal de notícias do Grupo Gazeta - o Minuto Gourmet, apresentado por este editor, que trará dicas, receitas, comentários e bate-papos sobre o mundo enogastronômico. Dentro da proposta de espraiamento em outras plataformas, o formato de vídeo do Minuto Gourmet propõe uma interatividade rápida e marcante, com consumo instantâneo de conteúdo.

Semanalmente variados assuntos e temas serão disponibilizados transitando naquilo que a página de jornal, as revistas, os sites e blogs que o autor faz de melhor, um crivo perceptivo sobre o cenário de comida, bebida, viagem e eventos. Todo o material produzido ficará hospedado no canal Eu, Gourmet do Youtube e no próprio portal Gaz.

Confira e acompanhe!           


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Sou de um tempo...



Sempre que sinto cheiro de café passado e pão assado recordo de um tempo em que os alimentos eram mais saborosos, saudáveis e divertidos!



Eu sou de um tempo que não voltará e dizendo isto não significa que penso estar ficando velho. Saudosista quem sabe, velho nunca. Sou de um tempo de comidas preparadas com sabor, com ingredientes vindos de agricultura familiar e que serviram de base para os nossos avós - muitos que ainda hoje vivem. Estruturados sobre uma alimentação rica em nutrientes, saudável sem ser proibitiva, calórica sem ser obesa, estimulante sem ser hormonizada. Pois bem, recordo dos pães de milho assados ao forno cujas fatias pareciam havaianas do Tim Duncan, cobertas ainda quentes com nata nascidas no mesmo dia e geléia de figo ainda morna. E aquelas bolachas que moldava no formato de bonecos com um grão de feijão fazendo as vezes do nariz e sementes de milho sendo os olhos. As verduras colhidas na horta tinham – pasme – gosto de ... verduras! Tomates e rabanetes colhidos na hora, limpos na camiseta e degustados ali mesmo entre os canteiros de rúculas e cenouras. Adorava a galinha caipira frita – naquele tempo todas as galinhas eram caipiras, tratadas com milho, azevem, aipim picado e restos de comida (as galinhas dividiam com os porcos este trato) – que era abatida tendo o pescoço torcido, depois pendurada de cabeça para baixo acumulava o sangue neste que era uma iguaria disputada por todos na mesa. Os cortes de carne vinham da raça Jersey (aquele gado de leite bem comum criado solto) e não tenho lembrança de serem duros, nem mesmo o acém e o patinho. 

E falando em carne, que grande evento era o abate de um porco, criado tendo à base da ração dividida com as galinhas e citada acima, com suas enumeras latas de banha e com aproveitamento total, desde a pele para o torresmo devorado antes de ir a prensa, os metros de morcilha pretas e brancas preparadas e os pedaços de carne cozidos e que eram guardados em grandes tachos de barro mergulhados em sua própria gordura para armazenamento. E aquela vigorosa sopa de vegetais e ossobuco recheados de tutano extraídos a chupões do osso numa noite de muita chuva e frio? Colesterol? Triglicerídios? Seus índices não faziam cócega perto aos inúmeros conservantes, hormônios, suplementos e toda bomba química usada hoje para levar a mesa comida quase mutante.        

E neste mar de boas lembranças eis que não consigo fugir de uma fatídica pergunta: por que cozinho? Nem sempre tal questão ecoa uma resposta fácil e simples... Talvez cozinhe por ser uma bela terapia, quem sabe pelo fato de resgatar a família no entorno da mesa... Ou quem sabe para tentar trazer de volta um tempo que teimo não esquecer.  

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Prosit! - Delirium Tremens: o elefante rosa


Você provavelmente já ouviu falar da famosa cerveja do elefante rosa, obviamente o apelo comercial deste símbolo, ainda mais em uma cerveja belga, é muito forte. Este símbolo da cervejaria esta associado ao termo “seeing pink elephants”, utilizado para descrever a alucinação causada pela síndrome da abstinência de álcool em indivíduos dependentes ou a “delirium tremens”, que dá nome a cerveja.

Nove anos após seu nascimento foi considerada a Melhor Cerveja do Mundo, em 1998 levou medalha de ouro no WBC – World Beer Championship em Chicago, e em 2007 no Australian International Beer Awards. Levou nada mais nada menos que três vezes medalha de ouro no WBA (World Beer Awards) o Oscar da cerveja, em sua categoria máxima, sendo considerada a melhor cerveja do mundo, só então ficou conhecida mundialmente.

Referência no estilo, esta Golden Strong Ale de coloração dourada brilhante, tem aroma que lembra frutas amarelas. Esconde perfeitamente sua graduação alcóolica em uma carbonatação persistente, e graças à combinação de maltes e lúpulos que dificilmente desagrada, tem altíssima drinkability, difícil é tomar só uma taça.  Levando três tipos distintos de leveduras belgas, tem aroma e sabor bem característicos, com frescor cítrico e leve picância.

Harmoniza com risoto de cogumelos, massa ao pesto, queijo grana, salmão ao molho de maracujá e outros frutos do mar.


Possui 8,5% de graduação alcoólica 

Prosit!


* artigo de Matheus Muller


E lembre-se: se beber, não dirija!

Você encontra esta e dezenas de rótulos de cervejas especiais além de cortes de carne premium das raças Angus e Hereford, complementos, molhos, geleias e especiarias na Best Beef Boutique, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630, em Santa Cruz do Sul. Confira!