domingo, 6 de maio de 2012

Brasileiro D.O.M é eleito o quarto melhor restaurante do mundo


 Alex Atala, chef da casa, disse que foi “uma surpesa” ranquear o quarto lugar e dedicou sua colocação ao Brasil.



É uma alegria estar aqui hoje pelo sétimo ano consecutivo. O lugar que eu alcancei e o que está acontecendo hoje na minha vida, espero continuar transferindo para o meu país, para a minha gente, para a minha cozinha, pra uma geração nova de chefs e principalmente mostrar para todo o Brasil que essa é uma conquista nossa", disse Atala.

Localizado em São Paulo - Rua Barão de Capanema, 549, Jardins - o D.O.M. melhorou três posições com relação a 2011. A exemplo das duas edições anteriores, o primeiro lugar ficou com o Noma, da Dinamarca, liderado pelo chef René Redzepi. O levantamento apontou ainda o D.O.M.como o melhor colocado da América Latina. Outros dois brasileiros foram citados. O paulistano Maní da che gaúcha Helena Rizzo ficou no 51º lugar e o carioca Roberta Sudbrack em 71º.




Atala, de 43 anos, levou seu restaurante à elite da gastronomia mundial com uma cozinha que define como "simples e sustentável", feita a partir de produtos locais, entre eles alguns dos numerosos ingredientes fornecidos pela Amazônia, como a priprioca, raiz aromática que dá sabor a várias de suas receitas.

Na edição de 2012 do prêmio da "Restaurant Magazine", além do Noma, ficaram à frente do D.O.M. os restaurantes El Celler de Can Roca, em segundo, e Mugaritz, em terceiro.




A estrela do restaurante é o menu-degustação, com pratos que variam de acordo com as criações do chef, com os ingredientes disponíveis e com as restrições do cliente. O preço é de R$ 400 para oito pratos ou de R$ 280 para quatro pratos. Podem aparecer receitas como fettuccinne feito com fitas de palmito pupunha, sardinhas marinadas em vinagre de garapa e ostra com sagu do molusco mais ovas de salmão.



Saiba mais do restaurante D.O.M.  e de Alex Atala em artigo publicado neste blog pelo linck:


Confira a relação completa dos 50 colocados:

1. Noma, Dinamarca
Noma significa comida nórdica e está localizado em um antigo armazém na Dinamarca. O restaurante serve tipos variados de carne, camarões, ervas e algumas especialidades do chef Rene Redzepi. Pela terceira vez no topo da lista, o chef contou que o ranking mudou completamente o número de clientes: "Nós saímos de uma segunda-feira com 14 clientes para uma lista de espera de 1.200 pessoas".
2. El Celler de Can Roca, Espanha Os irmãos Joan, Josep e Jordi colocaram o El Celler de Can Roca como o segundo preferido de 2012. O restaurante é bem moderno e fica na pequena cidade de Girona, na costa da Catalunha. No local, são servidas azeitonas caramelizadas de entrada, que chegam à mesa em árvores de bonsai, e pratos clássicos catalães.
3. Mugaritz, Espanha O chef Andoni Luis Aduriz é bem reconhecido em San Sebastian, na Espanha. É ele que prepara os pratos do Murgaritz, que tem como especialidade pescada branca e batatas.

4. D.O.M., Brasil


Liderado pelo chef Alex Atala, o restaurante fica na cidade de São Paulo. A proposta é produzir refeições sustentáveis com ingredientes fornecidos pela Amazônia, como palmito, mandioca e sucos de frutas típicas.
5. Osteria Francescana, Itália
Elegante e moderno, o Osteria Francescana fica em Modena, na Itália, e é liderado pelo chef Massimo.
6. Per Se, Estados Unidos
Luxuoso e moderno, o restaurante Per Se contra com as especialidades do chef Thomas Keller, além de ter uma vista privilegiada para o Central Park.
7. Alinea, Estados Unidos
Em Chicago, o restaurante Alinea traz os pratos produzidos pelo chef Grant Achatz, que serve os alimentos de uma forma muito particular. Com géis, espumas e pós, ele transforma os pratos em uma obra de arte.
8. Arzak, Espanha
Tradicional na Espanha, o restaurante foi fundado no século 19. Com ambiente familiar, Arzak traz algumas novidades como pratos servidos em monitores de computador.
9. Dinner by Heston Blumenthal, Inglaterra
Um dos restaurantes mais badalados de Londres, Blumenthal é liderado pelo chef Heston Blumental, que inventou a famosa "Fruta de carne", um fígado de galinha recheado com geleia de fruta.
10. Eleven Madison Park, Inglaterra
Este restaurante de Nova York saltou 14 lugares entre os melhores do mundo desde o último ano. Ele é liderado pelo chef Daniel Humm.
11. Steirereck, Austria
12. L'Atelier Saint-Germain de Joël Robuchon, França
13. The Fat Duck, Inglaterra
14. The Ledbury, Inglaterra
15.
Le Chateaubriand, França
16. L'Arpege, França
17. Pierre Gagnaire, França
18. L'Astrance, França
19. Le Bernardin, Estados Unidos
20. Frantzén/Lindeberg , Suécia
21. Oud Sluis, Holanda
22. Aqua, Alemanha
23. Vendôme, Alemanha
24. Mirazur, França
25. Daniel, Estados Unidos
26. Iggy's, Cingapura
27. Narisawa, Japão
28. Nihonryori RyuGin, Japão
29.
Quay Restaurant, Austrália
30. Schloss Schauenstein, Suíça
31.
Asador Etxebarri, Espanha
32.
Le Calandre, Itália
33. De Librije, Holanda
34. Fäviken Magasinet, Suécia
35. Astrid y Gastón, Peru
36. Pujol, México
37.
Momofuku Ssäm Bar, Estados Unidos
38. Biko, México
39. Waku Ghin, Cingapura
40. Quique Dacosta, Espanha
41.
Mathias Dahlgren, Suécia
42.
Hof van Cleve, Bélgica
43. The French Laundry, Estados Unidos
44. Amber, China
45. Vila Joya, Portugal
46. Il Canto, Itália
47. Bras, França
48. Manresa, Estados Unidos
49. Geranium, Dinamarca
50. Nahm, Tailândia


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Don Laurindo Assemblage 2005

Gosto muito dos vinhos gaúchos! Tenho provado ótimos rótulos em minhas andanças enogastronomicas e cada vez mais me surpreendo positivamente com o que estão me servindo. Sem falar que uma boa leva dos melhores vinhos serranos deve ocorrer nesta safra 2012, uma das melhores dos últimos anos. Outro dia bebi um exemplar da Vinícola Don Laurindo, do Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves, o Don Laurindo Assamblage 2005, um corte composto pelas castas Tannat, Merlot e Cabernet Sauvignon. Um vinho muito interessante por reunir características destas três uvas em uma única garrafa. Possui cor rubi intensa, brilhante e de lágrimas muito lentas. No nariz, o primeiro ataque é de frutas vermelhas maduras, depois nota-se alguma fruta seca e fruta negra, especiarias, cacau, vegetal, baunilha e tostado pela passagem em barrica. Em boca mostra-se de corpo médio/alto, paladar persistente, equilibrado no álcool e com acidez controlada, com taninos redondos mas ainda um pouco nervosos mesmo para uma safra 2005, mas muito palatável. Ideal para acompanhar carnes vermelhas e com gordura, alguns pratos com molhos encorpados, queijos maduros e massas. Possui 13% de graduação alcoólica e ideal ser servido na temperatura de 18°C. Você encontra os vinhos Don Laurindo na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo site www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Costeleta de Suíno com Especiarias no Envelope com Polenta Mole


A carne de suíno é uma das mais versáteis na harmonização com molhos variados, pois acompanha muito bem molhos agridoces, picantes, escuros ou exóticos. Seu sabor suave e ligeiramente untuoso dá margem a feituras diversas, servindo como um verdadeiro coringa na cozinha. Além disso a carne de suíno é rica em nutrientes, sendo a proteína de origem animal mais consumida no mundo, contribuindo para obtenção de alimentação balanceada. É fonte de vitaminas e minerais e a carne suína tem uma característica única pois cerca de 70 % dela esta situada abaixo da pele (toucinho) e apenas 20 a 22 % estão entre os músculos, dando sabor e maciez. Seu preparo pode ser feito na brasa, na chapa ou no forno, como a receita que apresento a seguir, a Costeleta de Suíno com Especiarias no Envelope com Polenta Mole



Ingredientes:
(para 4 pessoas)

1,5kg de costela de suíno magra
4 cravos
2 dentes de alho picadinhos
Uma colher de sopa de manteiga derretida
3 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem 
Meia taça de vinho branco seco
Pitada de páprica
Uma colher de chá de alecrim
Uma colher de chá de orégano
Uma folha de louro
Sal
Pimenta do reino moída
Quatro xícaras de polenta mole

Preparo:

Misturar numa tijela o alho, a manteiga, o azeite, a páprica, o alecrim, o vinho, o orégano, o louro e a pimenta. Abrir a costela sobre um papel alumínio duplo com sobras para dobrar tipo um envelope, fincar a cada tanto um cravo na carne e espalhar o tempero sobre a costela, salgando em seguida. Fechar o alumínio, colocar em uma assadeira e levar ao forno pré-aquecido a 160°C por cerca de uma hora e meia. Abrir o envelope de alumínio e deixar dourar por cerca de 10 minutos a 220°C. Retirar do forno, cortar as costeletas e servir sobre a polenta mole salpicada com queijo parmesão grana padano.   


Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul de hoje.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

J Bouchon Cabernet Sauvignon Reserva 2008

Não sou um grande fã da casta Cabernet Sauvignon, confesso, pois sempre fui adverso as "opiniões da maioria" e como esta uva era taxada como "não quer errar abra um Sauvignon" no período em que eu começava a me interessar por rótulos e safras, acabei me armando com antipatia frente a esta secular variedade. Portanto os rótulos de Cabernet Sauvignon que degusto dificilmente serão convencionais, comuns, pois busco a diversidade do paladar e da experimentação. Um exemplar que comprei "as cegas" por indicação, foi o que abri a pouco e que da título a este post feito rapidamente pelo IPhone, um belo exemplar de Cabernet Sauvignon chileno. Aroma característico e paladar agradável, corpo médio/alto e saborosíssimo muito frutado e equilibrado. Um pouco quente em boca mas nada que deprecie o conjunto. Ficou bem casado com um assado de costela em que ambos cresceram. Recomendo sem ressalvas!

E lembre-se: se beber, Não Dirija!

Degustação de vinhos italianos



A Wein Haus de Santa Cruz do Sul, está promovendo amanhã, 4 de maio, a primeira degustação de 2012 em seu Espaço Gourmet, num jantar harmonizado que apresentará os vinhos Orvieto Campo Dela Fiera Campi Lunghi IGT, Barbera D’Alba Cascina del Monasterio DOC, Brunello di Montalcino DOCG, Chianti San Enrico DOCG finalizando com um Casa Silva Late Harvest de sobremesa.

Reserve o seu convite pelos fones 51.3711.3665 e 51.8416-6407 ou ainda pelo site http://www.weinhaus.com.br/

terça-feira, 1 de maio de 2012

Emiliana Winemaker’s Selection Syrah – Mourvedre 2007

A Bodegas y Viñedos Santa Emiliana, vinícola chilena, possui vinhedos no vales Conchaga, Casablanca, Maipo, Cachapoal e Biobio. São pioneiros na América do Sul na viticultura orgânica e na biodinâmica em seus campos dando origem aos Viñedos Orgánicos Emiliana. Tal pioneirismo também tiveram na implementação dos padrões internacionais de cuidado e proteção ambiental, através da certificação ISO 14001. Possuem 3 linhas de vinhos “orgânicos”: Adobe, Novas e Winemakers Selection e 2 linhas de vinhos “biodinâmicos": o Coyam, um excelente exemplar, feito a partir de um blend das uvas Syrah, Cabernet Sauvignon, Carménère, Merlot, Petit Verdot e Mouvedre; e a grande estrela , com Syrah, Cabernet Sauvignon, Carménère e Merlot (já degustei a safra 2003 do excepcional Gê e sem dúvida está entre os três melhores vinhos que já bebi). Hoje comentarei o Emiliana Winemaker’s Selection Syrah – Mourvedre 2007, composto de 75% de Syrah e 25% de Mouvedre. Apresenta cor rubi profunda, com lágrimas lentas e numerosas. Traz aromas intensos e de boa qualidade de frutas silvestres vermelhas, cerejas, toque herbáceo, de entrada mas passageiro um pouco de acetona devido ao grande volume alcoólico, algo mineral, aroma de fruta madura e madeira equilibrada. Na boca muita personalidade e potência, algo picante, boa pegada e persistência, ótimo corpo, vinho quente e tânico, mas equilibrado, elegante e volumoso. Pelas suas características pede harmoniza com carnes vermelhas, carnes de caça, queijos velhos e legumes grelhados. Graduação acoólica de 15% e ideal ser bebido na temperatura de 17°C. A uva tinta Mourvèdre tem suas raízes no sul da França, na Provence, no sul do Rhône e no Languedoc-Roussillon. São uvas pequenas, com cascas grossas e doces, que originam vinhos ricos em tanino e álcool, fortes e com aroma de amora. É raramente utilizada sozinha, servindo mais como parceira da Syrah, como também da Grenache e Cinsault. Faz parte dos vinhos Châteauneuf-du-Pape e Bandol.

Você encontra vinhos chilenos na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo site http://www.weinhaus.com.br/

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!     

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Gracias, hermanos!

A cozinha tradicional uruguaia e argentina tem sua base calcada diretamente sobre os cortes de carne – principalmente bovina e ovina – e todas as diversificações que este principal ingrediente pode sugerir. E além do tango e do futebol, não há como falar de carnes de nossos hermanos sem tratarmos sobre o seu preparo mais típico, a parrillada ou asado. A Argentina e o Uruguai são os países com maior consumo de carne per capita do mundo e ainda por mais gaúchos que possamos ser, dizer que a parrillada se aproxima de nosso churrasco é a mesma coisa que se referir a similitude entre dois japoneses: o único componente idêntico é a carne! Esta é preparada na parrilla – uma grande churrasqueira composta por um cesto de metal onde é colocada a lenha e que ao ser transformada em brasa desce e é puxada para baixo de uma enorme grelha disposta a apenas 30cm de altura do braseiro onde ficam distribuídos os variados cortes de carnes além de pimentões, batatas e miúdos de gado levados a mesa acompanhado de molho chimichurri. As carnes mais apreciadas na parrillada, são o bife de chorizo, e o matambre. Além disso tem o queijo parrillero (queijo provolone assado com orégano), a morcilla dulce (nossa morcilha mas levemente adocicada), a pamplona (filé de frango recheado com bacon, queijo, pimentão e azeitonas), o chinchulin (tripa assada), a molleja (timo), rinon (rim), choto (tripa enrolada e assada), asado de tira (corte de costela bem fino), bife ancho (entrecote). Incrivelmente a picanha, corte tão apreciado pelos brasileiros, é pouco consumida naqueles países.


VOCÊ SABIA


chimichurri é um molho que nenhum uruguaio sabe com certeza de onde veio, nem mesmo de onde originou-se seu estranho nome, quase um desaforo quando soletrado. Os antigos uruguaios contam que alguém do Reino Unido é que teria criado esse molho na Argentina, e o nome foi adaptado ao espanhol, para facilitar a pronúncia. Fala-se de um irlandês, Jimmy McCurry, que teria preparado o molho pela primeira vez e do seu nome surgiu o termo “chimichurri”. O chimichurri em sua essência é um molho frio que leva azeite de oliva e vinagre em seu preparo, além de diversos condimentos desidratados como pimentão, pimenta, adobo e orégano revelando-se no molho ideal para acompanhar a parrillada.

Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul.