sexta-feira, 18 de maio de 2012

Monte das Servas Escolha Tinto 2007

Portugal é um dos mais antigos produtores de vinho, com vinhedos com mais de dois mil anos de história remontados ao Período Romano e entre as suas ótimas regiões produtoras está o Alentejo, que produz vinhos de grande qualidade. O Alentejo localiza-se ao sul de Portugal, com superfície plana e sobrecarregada de sobreiros que é a árvore que produz a cortiça e possui características mediterrâneas em seu microclima, com temperaturas médias do ano em torno de 16°C e a ocorrência de verões excessivamente quentes e secos com chuva na medida para o desenvolver de boas uvas. As tradicionais castas desta região são a Trincadeira, a Moreto e a Castelão Francês enquanto a Alicante Bouschet é de procedência francesa, mas muito adaptada ao Alentejo. Encontra-se ainda a Touriga Nacional, a Cabernet Sauvignon e a Syrah. O vinho comentado desta semana é o alentejano MONTE DAS SERVAS ESCOLHA TINTO 2007, um assemblage composto pelas castas Touriga Nacional, Aragonês (este o corte dominante com 40%), Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, produzido pela vinícola Herdade das Servas. Possui cor rubi escura, límpida e pouco turva, traz ao nariz aromas de frutas vermelhas maduras além de couro e resina e na boca mostra corpo médio e  levemente adstringente, com fruta também na média. Equilibrado e agradável ao paladar, com final ligeiro. Possui 14% de graduação alcoólica e idela ser bebido na temperatura de 17°C. Você encontra os vinhos da Herdade das Servas na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo site www.weinhaus.com.br.    

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!  


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Das sobras!



Sou um entusiasta das sobras da cozinha! Meus olhos brilham e a cabeça ferve quando vejo na geladeira ou no compartimento de verduras e legumes restos não aproveitados na preparação de um prato. Tudo é motivo para a criatividade desabrochar estimulando a inovação e o bolso! Restos de alimentos – que não precisa ser pré-preparado, mas sim talos, sementes, ossos, grãos e folhas – podem dar vezes a variados e inúmeros preparos e novas receitas.

Historicamente tradicionais pratos de nossa culinária e da culinária internacional foram criados através de sobras de alimentos. A feijoada, um dos pratos mais famosos de nossa gastronomia tupiniquim, originou-se pelas mãos dos escravos africanos, pois na época da escravidão, os senhores de escravos não comiam as partes menos nobres do porco, como orelhas, rabos ou pés, e davam tais partes aos seus escravos que aproveitavam tudo num misturado com feijão, em panelões de ferro fundido nos braseiros das senzalas.




Os hermanos argentinos e uruguaios exportam para todo o mundo a sua carne excepcional e junto a ele o preparo destas carnes na brasa, sobre a parilla, na qual a parillada preparada pelo gaucho no campo aproveitava as partes desprestigiadas no abate para assá-las somente com sal e saciar a sua fome construída a partir da lida com o gado.    



Já as panquecas – tão conhecidas pelas variadas classes sociais – de origem francesa e muito antiga, pois tem mais de nove mil anos -  e o hábito de comê-las difundiu-se muito rapidamente pela Europa durante a segunda grande guerra, pois era barata, fácil, nutritiva e aceitava todo o tipo de recheio possível, inclusive o de carnes cozidas, vegetais, queijos e doces.

O fondue nem sempre teve o glamour da modernidade, pois é um prato de origem suíça feito à base de queijo ou chocolate foi também criado durante a Segunda Guerra Mundial, em meio ao rigoroso inverno suíço.
Os camponeses que moravam em regiões montanhosas não tinham como buscar mantimentos nas cidades. Assim, começaram a utilizar o queijo (já que eram produtores de leite) como principal ingrediente de uma comida que fosse quente, simples, saborosa e nutritiva. O queijo ficava no fogo e cada camponês mergulhava pedaços de pão dormido no creme de queijo derretido. Ganhou status na década de 50, após o chefe Conrad Egli, de Nova York, o ter criado para servir de sobremesa.



E a paella? Ela surgiu como alimento dos camponeses, nos séculos XV e XVI, quando saíam para o trabalho rural, levando arroz, óleo de oliva e sal, além do recipiente para cozinhar: uma panela redonda com alças, ampla e rasa chamada de "paella". Lá colocavam tudo o que tinham de disponível naquele dia, que poderia ser hortaliças recém colhidas, carnes, frutos do mar, restos de legumes e verduras e caças.


Portanto, não desperdice os restos de alimentos em sua casa – por sinal responsáveis por quase 50% do lixo que recolhemos diariamente – use a imaginação e crie pratos saborosos, pois além de uma terapia você estará poupando o meio ambiente e também o seu orçamento!   

Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul de hoje.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Morro de São Paulo

Até hoje não conheci lugar mais "globalizado" do que este pedaço do paraíso localizado há duas horas de lancha de Salvador. Eclético, mundializado, despreconceituoso e descolado, esta ilha abriga as mais diferentes tribos em suas cinco praias simplesmente nominadas pelo seu numerário: primeira praia, segunda praia...

Imagine a globalização em seu ápice: eu estava em pleno Brasil, jantando num restaurante francês pertencente a um italiano, comendo cortes de carne argentinos, ouvindo música indiana sentado com amigos finlandeses à mesa, bebendo vinho português! 

Os nativos, os turistas, o astral, tudo transforma o lugar em um centro aglutinador de boas energias, transformando cada dia em momento único, seja pelo simples fato de sentar numa espreguiçadeira a beira-mar ou deixar a música tomar conta na madrugada na Toca do Morcego.

Mais do que falar, vale olhar as fotos e seus descritivos e deixar o imaginário sair do sofá e trabalhar. Curta!    

Em Morro não há carro ou moto. As malas são carregadas em carrinhos de mão!


A Rua do Centrinho


A Primeira Praia


A Segunda Praia


A Terceira Praia


O pôr do sol no portal


A Quarta Praia


O Forte



Mais um pôr do sol (visto do Forte) 


A Quinta Praia


Vista do Farol do Morro com tirolesa de 280m


Passeio de lancha até Tassimirim


Praia de Tassimirim em Boipeba


Lagosta fresca sendo preparada no restaurante improvisado na beira da praia


Deus existe


O Centrinho fervendo à noite

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Herdade do Esporão Monte Velho 2010

A vinícola portuguesa Herdade do Esporão e a sua tradição na produção de vinhos remontam aos tempos da Idade do Bronze. Durante a ocupação romana, os vinhos, do então povoamento do Esporão, eram exportados para todo o Império. Os limites da Herdade foram estabelecidos em 1267 e foram mantidos, praticamente inalterados, desde a sua constituição.
Esta representante lusitana apresenta várias linhas, algumas muito premiadas pela crítica e elogiadíssimas pelo consumidor, como a Esporão Private Selection, por exemplo. Um dos rótulos da vinícola é o Monte Velho 2010, da região do Alentejo, um dos vinhos mais vendidos em Portugal. É elaborado com as castas trincadeira, aragonez (a tempranillo da Espanha) e castelão, e estagia 6 meses em madeira.  Possui cor rubi profundo, quase turva, com lágrimas médias e rápidas. Ao nariz apresenta aroma de frutas negras – ameixa em destaque - e doces, madeira, tostado e café. Em boca apresenta corpo médio e equilibrado, com boa acidez, quente pelo álcool e jovialidade da safra, frutado e toque de pimenta preta. Persistência média e retrogosto de frutas negras. Na harmonização o vinho se transforma, entregando mais propriedades a quem o degusta.

Harmoniza bem com a culinária portuguesa tradicional como cabrito, pato e cordeiro assado, carnes de panela e ensopados, assim como patês e queijos cremosos e suaves.
Possui 13,5% de álcool e ideal ser bebido na temperatura de 17°C.

Você encontra os vinhos Herdade do Esporão na Wein Haus, loja especializada em vinhos, pelo site www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

     


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Jantar com Chef Jorge Nascimento na Pousada do Engenho

A culinária do chef Jorge Nascimento é uma festa. Impossível não ficar de alto astral ao lado desta figura carismática e sempre bem-humorada. Boa parte desse espírito feliz transparece nos pratos que ele cria, complementados pela fartura de ingredientes e de talento. Neste sábado, dia 12 de maio, Jorge Nascimento estará na Pousada do Engenho, em São Francisco de Paula (RS), comandando o restaurante Casa de Babette no ciclo Chef Visitante 2012, que tem neste mês o tema casamento.

À frente da empresa Cozinha do Mundo, Jorge atende hotéis e restaurantes como consultor. Professor do curso técnico de hotelaria da PUC-RS, Jorge foi um dos pioneiros no ensino de gastronomia em nível superior no Estado. É também o chef imagem do grupo Wal-Mart (rede Nacional e Mercadorama).
Para este sábado, na Pousada do Engenho, Jorge criou um cardápio para um jantar de núpcias, no qual privilegia os produtos locais e técnicas internacionais. Uma festa garantida para os olhos, para o paladar e para a alma dos comensais.


O jantar inicia-se às 20h30min e é aberto também a não-hóspedes. 
Confira o menu:

Couvert
Pão de nozes com pimenta calabresa
Terrine de foie de volaille em crosta de bacon e sálvia
Entrada
Sopa de feijão branco com cogumelos shimeji ao perfume de trufas
brancas servida com toast de pão de centeio com mel de alfazema
Primeiro Prato
Bacalhau confitado em ervas do mosteiro e brandy.
Guarnição: purê de batatas doces recheado com requeijão e pesto de coentro
Segundo Prato
Lombo de cordeiro ao molho de bergamotas e canela.
Guarnição: gratin dauphinois
Sobremesa
Waffle com mirtilos embebidos em uísque
servido com sorvete de zabaione regado por coulis de frutas vermelhas



Chef Visitante Pousada do Engenho
Reservas e mais informações:
(54) 3244 1270 - pousadadoengenho@pousadadoengenho.com.br


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Erva-mate de beber e de comer!

É época de Fenachim! Nestes dias de festa na vizinha cidade de Venâncio Aires é celebrado um hábito histórico e que toca os gaúchos de todas as querências: o uso da erva-mate.  Os primeiros a fazerem uso da erva-mate foram os índios Guaranis, que habitavam a região das bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, na época da chegada dos colonizadores espanhóis. Da metade do século XVI até 1632 a extração de erva-mate era a atividade econômica mais importante da Província Del Guairá, território que abrangia praticamente o Paraná. O chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande através dos soldados espanhóis. Nas margens do Rio Paraguai repousavam inúmeras florestas de taquaras, que eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras, com alguns furos na parte inferior e aberta em cima. O chimarrão passou a ser um costume do gaúcho num simbolismo de família, amizade, união e respeito e por onde se anda mundo afora, não são poucas às vezes que se depara com uma térmica de água quente e um mate valoroso na mão de alguém. Mas erva-mate não dá só chimarrão, pode ser usada também na culinária, como nesta receita de Ravióli de erva-mate com ricota e molho de tomate.



Ingredientes
(para 4 pessoas)

300g de farinha de sêmola
400g de farinha de trigo
6 ovos
30g de erva-mate
Azeite de oliva à gosto
200g de ricota picadinha
Duas colheres de sopa de nozes picadinhas
Tempero verde à gosto
Azeite de oliva à gosto
Sal e pimenta do reino moída à gosto
Molho de tomate caseiro

Preparo


Para o ravióli peneire as farinhas e a erva-mate e misture o sal. Em uma superfície lisa - pode ser o tampo de granito da bancada - forme um pequeno monte com elas e abra um buraco no meio da mistura, adicione os ovos e um fio de azeite e vá misturando até obter uma massa homogênea e lisa. Deixe descansar por cerca de meia-hora. Passe a massa em um cilindro até alcançar a espessura mais fina possível. Misture com as mãos a ricota, as nozes, o temperinho verde e uma pitada de pimenta moída na hora. Coloque a massa na forma especial para ravióli, recheie com a ricota, feche e passe o rolo para cortar os raviólis. Cozinhe em uma panela com grande quantidade de água fervente. Aqueça o molho de tomate e coloque por cima dos raviólis de erva-mate.
  
Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul de hoje.
 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Concha y Toro Winemaker’s Lot 148 Carmenére 2007

A safra de vinhos 2007 chilena foi uma das melhores de todos os tempos, pois logo naquele início de ano o fenômeno climático “La Niña”, fez a temperatura no Chile cair cerca de 10ºC somada a uma estiagem fora de época para a região. Tal falta de chuva antes da colheita das uvas ocasionou uma perda substancial na produtividade por hectare fazendo com que as uvas que sobreviveram tivessem um amadurecimento completo e com percentual muito alto de açúcares e de outros nutrientes essenciais para a produção de um bom vinho.  Uma das castas que mais se destacou foi a Carmenére. Esta uva originária do Médoc, região de Bordeaux, na França, foi praticamente dizimada pela filoxera - inseto que afeta as folhas e a raiz sugando a seiva da parreira – em meados de 1860. Foi redescoberta no Chile em 1994 apenas, confundida com a Merlot. Entre as vinícolas chilenas a que mais soube aproveitar a cepa Carmenére foi a Concha Y Toro, produzindo diversos rótulos com a mesma, entre eles o elaborado com vinhas do Vale do Rapel, o Winemaker’s Lot 148 Carmenére 2007. Cor rubi profundo com tons violetas, lágrimas densas e muito brilhante. Aromas de fruta vermelha, cassis, café, notas vegetais e outras notas defumadas, tostado e especiarias. Na boca mostra taninos suaves, doces e redondos, corpo médio, fácil de beber, framboesa, morango doce e groselha no paladar, agradável e equilibrado. Possui 14% de álcool e ideal ser bebido na temperatura de 18°C. Pode acompanhar muito bem carnes vermelhas assadas. Você encontra os vinhos da Concha Y Toro na Wein Haus, loja especializada em vinhos, lpelo site www.weinhaus.com.br.     

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!