segunda-feira, 7 de junho de 2021

Venda de vinhos brasileiros em 2021 cresce 34%

Foram quase 10 milhões de litros em quatro meses um desempenho positivo que registra aumento de 34% em relação ao mesmo período de 2020

 


A comercialização de vinhos finos e espumantes brasileiros segue em crescimento. Nos quatro primeiros meses de 2021, as vinícolas brindam a venda de 9,5 milhões de litros, um aumento de 34% se comparado ao mesmo período do ano passado que alcançou 7,1 milhões de litros. A melhor performance percentual é dos espumantes moscatéis com incremento de 37,76%, seguido pelos vinhos finos com 34,35% e pelos espumantes brut com 30,87%. Já o suco de uva amarga uma queda de 15,68%. Estes são os dados oficiais da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), com base no Sistema de Cadastro Vinícola da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul.

A retração desenhada em janeiro e fevereiro deu espaço para a aceleração das vendas nos dois meses seguintes. “O vinho brasileiro segue sendo descoberto pelos brasileiros, que ao degustar nossa diversidade e qualidade, estão percebendo a evolução e aprovando. É animador ver esta importante conquista. Com uma safra maior em 2021 os estoques estão sendo abastecidos, podendo atender ao mercado”, destaca o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Deunir Argenta.

Argenta aposta ainda mais na aceleração das vendas diante da ampliação de canais, da melhor distribuição, do preço justo, além do próprio lançamento de produtos das vinícolas. Com a flexibilização dos protocolos de segurança diante da Covid-19, o enoturismo também ganhou impulso, fortalecendo ainda mais a relação entre produtores e consumidores. A aposta no e-commerce e em ferramentas práticas como o próprio WhatsApp também tem facilitado a venda com entrega em qualquer parte do país.

Suco de uva em queda

O volume de suco de uva comercializado de janeiro a abril chegou a 48,7 milhões de litros, 15,68% menos que em 2020 quando foi de 57.760.311 milhões de litros. Se comparado ao mesmo período de 2017, percebe-se um crescimento de 29,92%.

Exportações em alta

O cenário em relação às exportações também é favorável em relação a vinhos finos e suco de uva. Nos quatro meses, 1,9 milhões de litros de vinhos finos brasileiros saíram do país, ou seja, 169,23% a mais que no mesmo período de 2020. Já o suco de uva, com exportação de 879 mil litros, teve um impulso maior com aumento de 239,16%. Porém, está longe de alcançar o desempenho de 2019 quando o volume foi de 1,02 milhões de litros.

COMERCIALIZAÇÃO DE VINHOS FINOS, ESPUMANTES E SUCO DE UVA ELABORADOS NO RIO GRANDE DO SUL – MERCADO INTERNO (litros)

 

PRODUTOS

JAN/ABRIL 2020

JAN/ABRIL 2021

 

Vinhos Finos

4.460.348

5.992.301

34,35

Espumantes (Brut)

1.617.797

2.117.198

30,87

Espumantes (Moscatéis)

1.032.644

1.422.541

37,76

Suco de Uva *

57.760.311

48.701.222

-15,68

 

PRODUTOS

MARÇO 2020

FEVEREIRO 2021

MARÇO 2021

Vinhos Finos

1.015.986

934.606

1.379.419

Espumantes (Brut)

413.152

495.796

455.003

Espumantes (Moscatéis)

258.932

347.794

371.872

Suco de Uva *

14.185.450

12.177.672

12.285.603

 

PRODUTOS

ABRIL 2020

MARÇO 2021

ABRIL 2021

Vinhos Finos

1.481.211

1.379.419

2.245.668

Espumantes (Brut)

214.445

455.003

471.149

Espumantes (Moscatéis)

154.627

371.872

337.718

Suco de Uva *

8.746.846

12.285.603

10.956.873

* Suco de Uva (Natural/Integral, Reprocessado/Reconstituído, Adoçado e Concentrado)

Fonte: SISDEVIN/SEAPDR | Elaboração: Uvibra – Dados coletados em 14 de maio de 2021.

 

quinta-feira, 3 de junho de 2021

As dúvidas e os vinhos!

 

Ao se abrir uma garrafa, além do vinho a taça poder ficar cheia de dúvidas também!



É inegável o aumento do consumo do vinho no Brasil a cada ano! Mais e mais pessoas vão provando e se deliciando com esta bebida de Baco e o universo que a compõe. Nesta jornada de degustação muitas perguntas e dúvidas surgem e muitas vezes são comuns e muito pertinentes. Para tanto o artigo desta semana sugere dirimir parte de algumas destas dúvidas. Vamos a elas!

- Por que o vinho mancha os dentes e a língua?

Os vinhos tintos possuem pigmentos – chamados polifenóis - que vêm da casca da uva e esta cor acaba saindo da casca e colorindo a bebida. São estes pigmentos que podem deixar lábios, dentes e língua roxa. Especialistas atestam que quanto mais jovem o vinho, mais fácil ele mancha.  Algumas uvas mais tânicas como a Malbec, a Cabernet Sauvignon, a Syrah e a Tannat têm bastante pigmentação e podem sugerir manchar mais a boca.

- E o que são taninos?

Tanino é um polifenol, um composto químico naturalmente encontrado em plantas, sementes, cascas, madeira, folhas e cascas de frutas e claro, consequentemente na uva. O tanino causa uma sensação de secura na boca e muitas vezes uma textura aveludada na língua. No vinho o tanino possui a propriedade de causar amargor e certa adstringência, uma aspereza no palato. Todos os vinhos possuem tanino, seja branco, rosé ou tinto. As uvas mais tânicas são: Tannat; Cabernet Sauvignon; Syrah; Malbec; Tempranillo; Petit Sirah; Sangiovese; Nebbiolo; Montepulciano entre outros.

- O que é aquele gosto herbáceo presente em alguns vinhos?

O gosto de pimentão verde, ervas finas, temperos, ou seja, os herbáceos em geral, advém da substância denominada pirazina. Ela surge tradicionalmente em algumas uvas tais como a Cabernet Sauvignon, a Pinot Noir, a Carmenére e na Cabernet Franc. A pirazina é encontrada no cacho da uva e sua concentração diminui à medida que as uvas amadurecem. Outros fatores que influenciam a quantidade de pirazinas no vinho é a temperatura de maturação da planta, o manejo durante a fermentação e produção do vinho e o envelhecimento em garrafa.

- É verdade que quanto mais velho for o vinho melhor ele será?

No passado esta afirmação tinha bem mais valor, afinal, as técnicas produtivas, o manejo do solo e a tecnologia auxiliadora da produção eram mais singelas do que hoje, o que originavam vinhos jovens mais duros e brutos, rústicos, que necessitavam acomodar-se com o passar dos anos e envelhecer ficando mais dóceis ao paladar. Atualmente pelo avanço da modernidade como um todo, os vinhos mesmo jovens já estão prontos para o consumo não necessitando em sua maioria serem “domados” na masmorra das adegas! O crítico Robert Parker contesta o dito “milagre da garrafa” ou seja, de que o vinho melhora com o tempo. Ele entende que devido a excelência dos processos produtivos pelos quais os vinhos passam hoje diminuem a capacidade de a bebida necessitar evoluir e se tornar mais complexa com o tempo. Claro que a evolução ocorrida na garrafa onde os aromas ditos terciários surgem acomodam o vinho, criam novo olfato, nova boca e nova cor com o tempo, transformando o vinho, para alguns rótulos tal amadurecimento é não só necessário como essencial.   

- Qual a diferença entre vinho Reserva e Reservado?

A cena é muito comum: o consumidor em dúvida sobre qual vinho comprar, parado defronte a gôndola olhando aquelas dezenas de vinhos de bom custo-benefício polarizados entre rótulos ditos “Reserva” e “Reservado”. O vinho Reserva sempre é a melhor opção, pois se convencionou que tal adjetivo significa geralmente indica um vinho que passou por algum período de amadurecimento em barris de carvalho e posterior envelhecimento na própria garrafa, ou seja, quando tais ações são realizadas com maestria trazem inúmeros benefícios ao vinho deixando-o melhor em quase todos os sentidos. Já o termo Reservado nada significam de agregado ou melhoria vínica, emprestam tal fardo a vinhos de entrada, sem grandes pretensões a não ser confundir o consumidor induzindo-o que esteja comprando um “Reserva” mas sem qualquer benefício agregado. Ou seja, puro marketing! Compre sempre um Reserva, nunca um Reservado. Santé!

 

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Tito Zuccardi 2013 - a potência e elegância na taça!

 

A Bodega Zuccardi, tradicional vinícola argentina, estabelecida no Valle do Uco e adjacências, foi uma das primeiras vinícolas sulamericanas a implantar a agricultura de precisão em seus vinhedos. O levantamento é tão minucioso que ela consegue avaliar praticamente videira por videira de seus mais de 700 hectares cultivados. Além de uvas, a Famílçia Zuccardi tem olivocultura em seu portfólio. Possui uma ampla gama de vinhos, divididos em várias linhas de produtos sempre pontuados pela qualidade e excelência produtiva. Um deste vinhos é o Tito Zuccardi 2013, blend elaborado pelas uvas 80% Malbec, 10% Cabernet Sauvignon e 10% Ancelotta (inusitado complemento com esta casta italiana de pouco uso na Argentina). O nome é uma homenagem ao avô Alberto, patriarca inovador que plantou as primeiras vinhas da família.

Este vinho é uma maravilha impressionando logo ao servir a taça, com uma coloração rubi violáceo turva quase negra e lágrimas agarradas a taça. De imediato exibe aromas com muita fruta negra madura com predominância de ameixas, amoras, groselha, mirtilos, cerejas envoltos em tabaco, chocolate, tostado, chá preto e violetas. Ao primeiro gole vá com calma, pois o volume em boca preenche rápido o paladar com seus taninos redondos e macios, equilíbrio e potência além de perene amplitude e cômodo retrogosto. Muito vivo e cativante, lembrando um vinho de safra mais recente. Seus 15,1% de graduação alcoólica sugerem ao menos 1 hora de decanter para ficar ainda melhor, elegante e de alta gama! Fermenta em cubas de concreto e depois repousa por 12 meses em barricas de carvalho francês. 

Com o Malbec dominando o corpo e a Ancelotta o nariz, a harmonização sugere carnes bovinas com chimichurri, cordeiro não muito magro, vegetais na brasa com azeite de oliva, molhos condimentados, carnes de caça ao forno ou panela, queijos de cura.

Possui 15,1% de graduação alcoólica e o ideal é degustá-lo na temperatura de 16 a 18oC.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Digital wine influencers encherão suas taças de vinho no dia 1 de junho!

 

Experiências em torno do vinho brasileiro serão compartilhadas no dia 1º de junho por 12 influencers numa live cheia de sentidos e histórias no canal Dia do Vinho no Youtube numa ação que integra a campanha ‘Ah, como é bom !’



Eles conhecem diversas regiões produtoras de vinho do Brasil. Já viajaram e visitaram inúmeras vinícolas, descobriram restaurantes, ficaram hospedados em hotéis e pousadas. Enfim, viveram experiências regadas a vinho brasileiro, em meio a muitas histórias de superação, evolução e inovação. Na verdade, todos eles gostam mesmo é de sair por aí fazendo novas descobertas para compartilhar com seus seguidores. Um pouco dessa vivência em torno do mundo do vinho no Brasil será contada na live ‘Dia do Vinho Online 2021’, no dia 1º de junho, às 20h, no canal Dia do Vinho no Youtube. A promoção é do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria Região Uva e Vinho (SEGH).

O grupo, formado por 12 influenciadores digitais, reunirá nomes do vinho e do turismo de seis estados (AL, MG, RJ, RS, SC e SP), além do Distrito Federal. Leandro Baena - @chorodavideira, Ricardo Souza - @bons_vinhos, Lisiane Gouvêa - @li_vino_, Bob Júnior - @confrariadobob, Maria Barreiros - @vinhocommaria, Alexandra Aranovich - @amoserragaucha e @cafeviagem, Maicon Atuatti - @floripa2go, Deisi Remus e Guilherme Cury - @euamovinho, Lily Pestana - @apaixonadosporviagens, Renata Araújo - @youmustgoblog, Symone Dias - @viajandocomsy e Diego Fabris - @winelocals serão mediados pela jornalista Lucinara Masiero, com 20 anos de atuação na promoção do vinho brasileiro.

Esta é uma das ações da campanha que segue até 6 de junho, Dia do Vinho Brasileiro. Além de falar de suas experiências na live, os 12 influenciadores também fazem parte de um movimento em prol do vinho brasileiro. No segundo ano de pandemia do Coronavírus, a data, que há 12 anos vinha sendo brindada presencialmente nos atrativos distribuídos em diversos estados brasileiros, desta vez será comemorada de forma híbrida, ou seja, como, onde e quando puder. Por isso, a proposta é resgatar memórias afetivas para que as pessoas celebrem em casa, na vinícola, no restaurante, no hotel, onde for possível, e que se programem para viver tudo isso em cada local assim que tudo passar.

Sorteio de kits Dia do Vinho

Com a chamada ‘Ah, como é bom!’, a campanha convida as pessoas a resgatar e criar memória afetiva em torno de vivências reais possíveis. Seja nos pontos turísticos, seja em casa, a ação convida as pessoas a postarem fotos de suas experiências com a #meudiadovinho, marcando a vinícola do vinho que estão degustando. Assim, elas estarão concorrendo ao sorteio de 10 kits com oito vinhos brasileiros das cidades gaúchas de Bento Gonçalves, Dom Pedrito, Garibaldi, Pinto Bandeira e Vacaria, além da paulista São Roque. No kit, vouchers para o passeio da Maria Fumaça e visita ao Parque Temático Epopeia Italiana. Para ficar por dentro basta seguir @diadovinhobrasileiro e @seghuvaevinho.

O primeiro passo é comprar um vinho brasileiro, seja no varejo das vinícolas, nos restaurantes, lojas ou através do e-commerce. Depois, a dica é programar a experiência, escolhendo o que mais agrada.  Pode ser assistindo ao filme Legado Italiano, que retrata a história da imigração italiana no Brasil e a evolução do vinho brasileiro (Netflix, Now, Vivo Play e site www.legadoitaliano.com.br), ouvindo a música preferida, lendo um livro, fazendo um piquenique no chão da sala, seduzindo o parceiro para uma degustação às cegas com os olhos vendados ou criando um jantar temático.

O convite é reforçado pelo apoio da Uvibra – Consevitis, além do patrocinador master Boulevard Convention, do Sebrae RS, das Secretarias de Turismo de Antônio Prado, Bento Gonçalves, Flores da Cunha, Garibaldi e Monte Belo do Sul, das vinícolas Aurora (Bento Gonçalves – RS), Campestre (Vacaria - RS), Geisse (Pinto Bandeira - RS), Góes (São Roque – SP), Guatambu (Dom Pedrito – RS), Pizzato (Bento Gonçalves – RS) e Garibaldi (Garibaldi – RS) e da Giordani Turismo. O presidente do SEGH, Vicente Homero Perini Filho, agradece a parceria dos patrocinadores e influenciadores que está viabilizando a ação.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

O croque monsieur!

  

Ícone da gastronomia rápida francesa este sanduíche é sensacional!

 

O mais emblemático sanduíche francês é o ocupante deste espaço nesta semana! Trata-se do croque monsieur, um belo misto quente crocante e saboroso. Uma das versões sobre a criação do sanduíche origem remonta a Austrália onde os aborígenes nômades consumiam sua caça do dia pressionando a carne entre duas fatias massa de trigo no topo da fogo da madeira, usando um grande clipe feito de madeira e ferro. Já o croque monsieur dizem foi criado por um café parisiense localizado no boulevard des Capucines. “Croque” era o nome dado pão de forma molhado no ovo e passado na frigideira e “monsieur” que significa senhor! Confira o preparo desta delícia francesa.


 

Ingredientes:


Molho bechamel:
3 colheres de sopa de manteiga sem sal
3 colheres de sopa de farinha de trigo
1 xícara e meia de leite
pitada de noz-moscada moída
Sal e pimenta-do-reino moída na hora
 
Sanduíche:
 
8 fatias finas de pão de sanduíche branco
8 fatias de presunto
150 gramas de queijo Gruyere ou queijo Emmental ralado
Meia xícara de queijo parmesão ralado na hora
 

Preparo:

Para o bechamel derreta a manteiga em uma panela média em fogo médio. Junte a farinha e cozinhe, mexendo sempre, por cerca de 2 minutos. Aos poucos, adicione o leite, mexendo bem até que a mistura fique homogênea. Cozinhe, mexendo, até o molho engrossar e tempere com sal, pimenta e noz moscada. Retire do fogo e reserve. Pré-aqueça o forno a 200oC e forre uma assadeira com papel manteiga. Espalhe cada fatia de pão com uma camada de bechamel até as bordas. Coloque 4 fatias de pão, com o lado bechamel para cima na assadeira preparada. Cubra cada um com um pedaço de presunto, um punhado de queijo e uma pitada de queijo parmesão. Coloque as fatias de pão restantes por cima, com o lado bechamel para cima e cubra com o queijo e o parmesão restante. Leve ao forno por cerca de 6 minutos e ligue o dourador por mais 2 minutos. Retire e sirva quente!

 


 

terça-feira, 25 de maio de 2021

Miolo Wild Gamay 2021 - maceração carbônica, sem sulfitos e vegano!

 


Provei nesta semana o primeiro tinto que encontrei da safra 2021 do vinho brasileiro e claro para ser tão recente assim teria que ser um Pinot Noir ou um Gamay este último cuja vinícola gaúcha espalhada ppor várias regiões produtivas possui seu tradicional rótulo já safrado neste ano, o Miolo Wild Gamay 2021, produzido na Campanha Gaúcha nos vinhedos do Seival. O nome remete a “selvagem” pois se utiliza de leveduras selvagens da própria uva para fermentar e não leva sulfitos em sua estabilização. Concebido no processo de maceração carbônica e com a supervisão do enólogo português Miguel Ângelo Almeida este destaca que o vinho da safra 2021 é diferente do representante da safra passada: “o Gamay 2021 é um vinho mais sério com menos maceração carbônica e fruto de uma vindima na época da colheita do Gamay com mais chuva e menos ensolação mas que atende com êxitos a proposta da vinícola de oferecer ao consumidor um vinho agradável, fácil e simples para ser degustado no dia-a-dia”.       

Possui cor rubi grená e lágrimas redondas e preguiçosas. Seus aromas pronunciam framboesa, groselha silvestre, goiaba, sidra, violetas e um toque terroso de fundo ao frutado. Boca com taninos redondos e macios, acidez presente, balsâmico e fruta macerada com largo final. Um vinho leve, fresco e fácil de beber.

Faz par com caldos quentes (legumes, frango), pizzas e massas de molhos leves, frango na chapa e queijos de massa mole. Vai bem com um peixe ao molho de camarão também.

Possui 12,5% de graduação alcoólica e o ideal é degustá-lo na temperatura de 10 a 12oC.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quinta-feira, 13 de maio de 2021

O arroz de mexilhão!

  

Um dos frutos do mar mais saborosos é o ingrediente principal da receita desta semana!

 

O mexilhão tem um sabor ímpar e definitivamente é o que mais agrega ao paladar em personalidade e exotismo nos preparos que levam frutos do mar. Pode ser preparado junto a estes e também em carreira solo como nesta receita em que deixa de ser mero coadjuvante e assume o protagonismo da receita deste arroz de mexilhão! Confira

 

Ingredientes:
(para 4 pessoas)

 
500g de mexilhão
1 xícara de arroz
Meia xícara (chá) de azeite de oliva extra virgem
1 pimentão pequeno vermelho
1 cebola pequena picada
2 dentes de alho finamente cortados
2 tomates sem pele e sementes picadinhos
1 colher de chá de açafrão em pó
1 colher de sopa de manteiga
Sal e pimenta do reino a gosto
Salsinha picadinha

 

Preparo:

 

Aquecer uma panela com o azeite de oliva e juntar a cebola, o pimentão e o alho, refogando em fogo médio. Somar o tomate e assim que refogar juntar os mexilhões já lavados e deixar cozinhar por cerca de 3 minutos. Juntar o arroz, o açafrão, sal e pimenta mexendo. Colocar 2 xícaras de água fervente e deixar cozinhar em fogo baixo/médio por cerca de 20 minutos. Assim que ficar sequinho salpicar com salsinha e servir.

 

Você sabia?

O mexilhão está presente na culinária europeia sendo o prato nacional da Bélgica - o internacionalmente famoso Mexilhão com Batata Frita – e também no cardápio da gastronomia lusitana onde os pescadores os comem assados sobre as brasas. Já na gastronomia oriental, é comum encontrar a iguaria em receitas que levam saquê e também em sopas. O molusco, às vezes, é comparado a outra concha da mesma família: a ostra mas diferem no sabor e na textura. Os mexilhões possuem cor bege, branca, vermelho ou acinzentada, corpo mais consistente que o das ostras, são encontrados em água corrente, possuem sabor salgado leve e têm um custo mais acessível. O segredo do preparo está no tempo de cozimento. O mexilhão deve permanecer na panela apenas o suficiente para abrir. A ciência de uma saborosa receita de mexilhões começa na compra, pois a procedência é fundamental. Para limpar, primeiro se raspa com uma faca as cracas e algas que podem estar presas no mexilhão. Depois, solta-se a fibra que prende a carne à casca. Em seguida, é só levar para uma panela com água fervente ou até mesmo vinho, para abrirem.