segunda-feira, 30 de março de 2015

Ventisquero Vértice 2009 : que vinho!

Semana passada provei mais um dos bons vinhos da chilena Viña Ventisquero, o ultra-premium Ventisquero Vértice 2009 produzido com uvas advindas do Valle do Colchágua. O vinho é um delicioso blend advindo de 52% de Carmenére e 48% de Syrah. O vinho cor rubi quase turva e de taça chorosa trouxe logo de imediato aromas de seu pronunciado bouquet que vieram fáceis, enchendo as narinas de uma plenitude frutada e com algumas especiarias.  Percebeu-se além de um toque mineral, terrosos, aromas de chocolate, tostado, frutas vermelhas e negras em compota (ameixa, cerejas), alcaçuz e pimenta preta entre outras especiarias. O álcool foi perceptível mesmo após aberto por quase uma hora. Em boca mostrou-se vivo e fresco, com acidez marcante, taninos macios e marcantes, fruta negra, tabaco e chocolate repetido, excelente persistência com final quente e agradável retrogosto. Finíssimo! 

Passou cerca de 20 meses em barricas de carvalho francês e mais 9 meses em garrafa antes de ir ao mercado. 

Este vinho foi escolhido o Melhor Blend no concurso de vinhos AWOCA do Chile em 2013 e ainda, foi pontuado com 93 pontos no Guia Descorchados.

Possui 14,5% de álcool e deve ser consumido na temperatura entre 16 e 18oC.  

Harmonizou muito bem com carnes vermelhas (cordeiro e boi) na brasa e pode acompanhar também filé ao poivre, carnes de caça na panela, queijos curados, leitão assado, culinária mexicana e algumas pizzas condimentadas nos ingredientes e molhos de queijo.  

Possui estimativa de guarda de pelo menos 10 anos.

Você encontra os vinhos Ventisquero na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Rua João Pessoa 895, em Santa Cruz do Sul, fone 51.3711.3665 e site www.weinhaus.com.br.  
       

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA! 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Tornedor com Purê de Aipim, o filé mignon ostentação!



Um corte nobre que revela toda a suculência e sabor do filé mignon

Tornedor é o corte alto do miolo do filé mignon, com cerca de 3 dedos de espessura que usualmente se prepara em pé na chapa ou na grelha. Deste modo acaba por preservar toda a suculência e maciez desta carne. Seu preparo conserva simplicidade de temperos e exige apenas observância do tempo de fogo contemplando o gosto de cada comensal. Acompanhe a receita do Tornedor com Purê de Aipim


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

1 kg de filé mignon limpo
3 colheres de sopa de manteiga sem sal
Azeite de oliva à gosto
600g de aipim cozido
50ml de leite de coco
100ml de creme de leite
100g de queijo parmesão ralado na hora  
Noz moscada e cominho em pó à gosto
Pimenta do reino moída na hora
Sal à gosto

Preparo:


Escorra o aipim e leve a uma travessa. Esmague levemente e retire os fios. Leve a um processador (ou liquidificador) e misture o creme de leite, o leite de coco, 2 colheres da manteiga, pitada de sal, pimenta preta, noz moscada e cominho, o queijo e bata até adquirir a consistência de um creme. Reserve. Corte o filé mignon em medalhões com cerca de 5 a 6cm de espessura – os tornedores. Molde cada tornedor no formato circular amarrando um barbante de algodão em volta. Aqueça uma colher de manteiga e duas de azeite de oliva numa frigideira em fogo médio-alto. Tempere os tornedores com sal e pimenta e leve ao fogo por cerca de 4 minutos cada lado para ficar malpassado. O “ao ponto” necessita de cerca de 5 as 6 minutos. Reserve os filés por cerca de dois minutos para ficarem suculentos sem escorrer líquido ao serem cortados, retire o barbante com uma tesoura e sirva acompanhado do purê de aipim.  


Você encontra filé mignon de gado nobre da raça Angus na Best Beef Boutique, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630, em Santa Cruz do Sul. Confira! 

Mais premiações para os vinhos do Brasil


Oito premiações foram conquistadas no concurso Vinalies Intenationales
  


De 27 de fevereiro a 3 de março, a capital francesa foi palco do concurso Vinalies Internationales, que contou com 3.575 amostras oriundas de 40 países diferentes. Organizado pela União de Enólogos da França, o Vinalies contemplou oito produções brasileiras, sendo um Medalha de Ouro e sete Medalha de Prata.

Representando o Brasil  em um time de 140 degustadores estavam o enólogo, Christian Bernard, e Philippe Mével. O Vinalies é reconhecido por manter em seu grupo de degustadores uma maioria de enólogos, fazendo da avaliação um processo criterioso. Bernard destaca esse fato como algo muito positivo: “Associado ao fato de que a maioria dos degustadores são enólogos, os vinhos e espumantes degustados são todos discutidos no grupo, que chega a um consenso se determinada amostra é ou não merecedora das medalhas”, explica.

Durante todo o processo, os debates entre os degustadores são registrados para futura publicação de um guia descritivo com os 1.000 principais vinhos do mundo, onde podem ser conferidas as premiações de cada vinho e espumante e a justificativa para o mérito recebido. “Não é um concurso pequeno, são mais de 3 mil amostras, e o Brasil teve um grande destaque nos espumantes”, comemora Christian Bernard.


Confira a relação de vinhos premiados:


Medalha de Ouro
Cave Geisse Espumante  Extra Brut 2011 – Vinícola Geisse

Medalha de Prata
Casa Perini Aquarela Moscatel  - Vinícola Perini
Cave Geisse Espumante Blanc de Noir Brut 2010 Vinícola Geisse
Casa Valduga Arte Tradicional Brut 2013 – Casa Valduga Vinhos Finos
Gran Legado Espumante Champenoise Brut – Natural Products
Perini Quatro Tinto – Vinícola Perini
Ponto Nero Espumante Brut – Domno do Brasil
Salton Espumante Prosecco Brut – Vinícola Salton






segunda-feira, 23 de março de 2015

Procedências, nova linha de espumantes Aurora

Vinícola Aurora lança linha de espumantes Aurora Procedências, que identifica a produção de três comunidades de associados da empresa na Serra Gaúcha



Para destacar a excelência da produção de seus associados e homenagear a dedicação desses produtores com seus vinhedos e a conseqüente qualidade das uvas, a Vinícola Aurora lança a linha Aurora Procedências, composta pelos espumantes 100% Chardonnay, 100% Pinot Noir e o Rose Brut (corte de Riesling Itálico e Pinot Noir), cada um representando o que de melhor cada uma das comunidades produz.

Aurora Procedências é composta por três variedades de espumantes, elaborados pelo método Charmat longo (maior tempo em contato com as leveduras na segunda fermentação, gerando maior complexidade). Aurora Procedências Chardonnay Brut é elaborado com uvas Chardonnay cultivadas por associados da comunidade de Lajeadinho. 

Aurora Procedências Pinot Noir Branco Brut é feito com as castas Pinot Noir das famílias associadas estabelecidas em Tuiuty.  E o Aurora Procedências Rosé Brut, um corte de Pinot Noir vinificada em rosé e de Riesling Itálico, identifica a produção de Monte Belo do Sul (Riesling) e Tuiuty (Pinot Noir).

“A Vinícola Aurora trabalha com uvas de seus produtores associados estabelecidos em várias comunidades. Algumas delas apresentam aptidões que favorecem a qualidade superior de algumas variedades”, explica Flávio Zílio, enólogo-chefe da empresa. “Para este lançamento, elegemos estas três regiões que, ao longo dos anos, produzem uvas que originam vinhos de destacada qualidade”, completa.

A nova linha Aurora Procedências é envasada em garrafas de vidro verde oliva, com rótulos elegantes e de fácil identificação. Começa a chegar ao mercado neste mês, com distribuição prevista para todo o Brasil, em lojas especializadas e de redes de varejo. 



domingo, 22 de março de 2015

Misiones de Rengo Reserva Carmenére 2010 - bom , bonito e barato!

Alguns vinhos acabam por seduzir os enófilos pela correlação entre o que entrega e o que custa, sem pompa ou circunstância, mas legítimo em seu posicionamento. A Bodega Misiones de Rengo é relativamente uma vinícola nova, afinal foi inaugurada em 2001 no Valle de Rapel no Chile e cujo nome advém de um chefe indígena lendário naquela região. 

Seus vinhos foram-me apresentados há alguns anos pelas mãos do amigo e confrade Daniel Boessio, fã inconteste desta vinícola best buy. Um dos exemplares que mais gosto é o Misiones de Rengo Reserva Carmenére 2010, cepa destacada no Chile e progenitora deste vinho de coloração rubi turva com reflexos violáceos e lágrimas gordas. Possui aromas com apelo herbáceo (cipreste), chocolate, tostado, frutas vermelhas como amora e cereja, especiarias e notas florasi - violetas. 

No paladar, boa estrutura, potencialmente gastronômica, salivante e fresca com equilibrado entre fruta e a madeira, repetindo chocolate, herbáceo e as especiarias. Muito macio e com taninos finos e redondos. Acidez correta e ótimo retrogosto. Amadurece 6 meses em barricas de carvalho americano.

Combina bem com grelhados – carnes vermelhas, brancas e vegetais – carnes de panela ao molho madeira e demiglace, algumas caças, queijos duros e algumas massas com molho de queijo.

Possui 14% de graduação alcoólica e o ideal é ser degustado na temperatura de 16oC.


E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Descorchados 2015 com espumantes brasileiros


17ª edição da publicação será lançada na próxima segunda-feira (23) com apresentação de rótulos nacionais que se destacaram   
   

Pela primeira vez, os espumantes brasileiros terão lugar especial no Guia Descorchados. A publicação, referência no mundo dos vinhos da América do Sul, será lançada na próxima segunda-feira (23), na capital paulista. No evento, o crítico e idealizador do guia, o jornalista chileno Patricio Tápia, apresentará os cinco rótulos que se destacaram na avaliação:  

Cave Geisse Terroir Nature 2009
Adolfo Lona Pas Dosé Nature
Casa Valduga Gran Reserva Nature
Estrelas do Brasil Nature
Pizzato Vertigo Brut Nature

Em sua 17ª edição, o guia traz notas de degustações, harmonizações, apresentação de vinícolas e regiões produtoras do Brasil e dos demais países produtores da América do Sul (Chile, Argentina e Uruguai). No lançamento, estarão presentes compradores, importadores, distribuidores, sommeliers e enófilos.

Tápia provou 150 rótulos brasileiros e afirma que o público tem muito a ganhar ao buscar conhecer a diversidade dos produtos. É provável que os espumantes brasileiros ainda sejam desconhecidos pelo mundo. E isto é uma pena. A paisagem da Serra Gaúcha, exuberante e dramática, esconde alguns dos melhores espumantes da América do Sul. Borbulhas que, em muito pouco tempo, tiveram um avanço impressionante”, reforça.

Para o gerente de Promoção do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Diego Bertolini, a estreia dos espumantes brasileiros no Descorchados reforça o posicionamento da categoria nos mercados interno e externo. "É uma grande evolução para o Brasil estar presente neste guia que é utilizado como referência para profissionais do vinhos. Também comprova a qualidade dos nossos produtos e reafirma a condição de competir com produtos de outros países", resume.


Para o publisher da Inner, editora do Guia, Christian Burgos, o destaque aos espumantes brasileiros contribuiu para deixar o material ainda mais rico.  "É o mais completo guia de vinhos sul-americanos já elaborado", acredita.  

A relação completa de espumantes brasileiros que se destacaram no Guia Descorchados 2015 está em anexo.             


Degustação de lançamento do Guia Descorchados 2015
            
Data: 23/03/2015            
Horário: 16h às 22h        
Local: Restaurante Praça São Lourenço. Rua Casa do Ator, 608 – Vila Olímpia – São Paulo           
Mais informações pelo telefone (11) 3876-8200.            

quarta-feira, 18 de março de 2015

Eu, o Lula e o Romaneé-Conti


O mítico vinho francês Romanée-Conti transita ostentação entre os ricos, os corruptos e os sortudos!



Minha primeira vez não foi igual ao do ex-presidente Lula. Nem seria para tanto, afinal de contas temos pouquíssimas semelhanças, quiçá nenhuma. O fato é que segundo contam quando prestes a ser eleito em seu primeiro mandato em 2002, na noite após o último debate presidenciável antes das eleições, do qual o então ex-sindicalista saiu vitorioso Lula, Antonio Palocci e o publicitário Duda Mendonça se reuniram em um restaurante italiano no Rio de Janeiro para comemorar o desempenho no debate com “pão e vinho”. O vinho em questão era um Romanée-Conti 1997, um dos vinhos mais caros e cobiçados do mundo, um vinho das elites degustado pelo representante do povo. Se o vinho foi pago por ele, por seu marqueteiro, com recursos da campanha ou por Palocci que estava de aniversário não vêm ao caso, pois esta narrativa não propõe o mérito de quem pagou, mas sim de quem bebeu o RC.

Pois bem, minha história com o Romaneé-Conti iniciou pelas mãos de uma amiga, a Crica, ex-colega de MBA cujo pai é proprietário de um dos mais tradicionais restaurantes de Porto Alegre. Pois bem, estava eu numa segunda-feira nublada e fria na capital gaúcha e cuja opção fora o restaurante do proprietário citado. Não imaginava que o mesmo fora dos ascendentes desta colega a não ser pela coincidência de tê-la visto por lá e nos reconhecermos. Depois de um papo de recordações e risadas pertinente foi o assunto vinho, mérito do qual a adega do restaurante é muito bem reconhecida. Por lá se encontram com facilidade garrafas que beiram dez, quinze, vinte mil reais! Minha pergunta fora se tais vinhos possuíam uma considerável demanda e qual minha surpresa que a resposta foi sim, possuem. Entre o público consumidor, jogadores e alguns técnicos de futebol, empresários e políticos (sempre eles!). Neste seleto rol, figura um conhecido cliente da casa, habituê de Romanné-Conti, o mítico vinho da Borgonha. Crica chamou a um garçom e solicitou que trouxesse algo à mesa, logo atendida o homem descobriu com um guardanapo de pano uma garrafa da safra de 1998, cuja rolha havia sido reposta e pouco mais de 2 dedos do vinho faltavam a garrafa. “Nosso cliente pediu este vinho no almoço de hoje e disse que não estava à contento? Tu que és um conhecedor de vinhos podes bebê-lo e me dizer o que achas?” decretou a moça deixando-me com a garganta seca tamanha responsabilidade. Atestar a condição de um Romaneé-Conti, um vinho a partir de R$ 20.000,00, cuja história eu só havia acompanhado pela literatura na condição de “conhecedor”? Enfim, não pude pestanejar, manti-me firme e passado o baque da surpresa, empurrei para o lado a taça do já fantástico Cartuxa Évora 2001 que bebia, servi-me de meia taça do RC e respondi tranquilamente: “Mas é claro!”.  Batimentos acelerados, pingo de suor na testa, fez-se a avaliação. Vinho impecável! Agradecimentos ao caro cliente por ter recusado tamanha jóia! Depois da sobremesa, uma dose de cachaça, afinal, essa história merecia ter como digestivo o destilado.

             
Mas que vinho é esse?


O Romanée-Conti é um dos vinhos mais emblemáticos, caros, cobiçados e exclusivos do mundo, sonho de consumo de xeiques, governantes, milionários e apreciadores em geral. Carrega consigo a ostentação do status de poder e riqueza. Em 1131, o Duque de Borgonha cedeu suas terras ao Mosteiro de Saint-Vivant que passou a produzir vinhos e em 1790, o já famoso vinhedo foi vendido a Louis-François de Bourbon, príncipe de Conti, cuja denominação Domaine de la Romanée-Conti é datada de 1794. A denominação La Romanée é uma referência aos romanos que chegaram ao berço da Borgonha. De 1911 em diante a propriedade dos vinhedos pertence a família Villaine. Segundo o crítico Robert Parker, o vinho possui “aromas celestiais e surreais” e é como “uma mão de ferro em luva de veludo”, aliando complexidade estrutural e convidativa maciez. Os apreciadores de vinho são divididos em dois grupos: os que provaram o Romanée-Conti e os que morrerão sem sentir-lhe o bouquet. O Brasil – pasmem - é o décimo consumidor mundial deste nobre produto, consumindo cerca de 80 caixas por ano. Um dos maiores compradores deste vinho é Paulo Maluf que coleciona Romanée-Conti das mais variadas safras.


A cada safra apenas entre 4 e 6 mil garrafas são produzidas e o Romanée-Conti é vendido em caixas de 12 garrafas onde apenas uma delas é o próprio, sendo as demais denominadas La Tache,  Richebourg, Grands Échézeaux, Échézeaux, Romanée-Saint-Vivant e Le Montrachet. Algumas safras podem chegar facilmente a mais de 20 mil dólares a garrafa e quadruplicar o valor em pouco mais de dez anos. O vinho deixou de ser produzido de 1946 a 1952, pois durante a Segunda Guerra, os produtos químicos e a mão-de-obra necessária para proteger o vinhedo da praga que ataca as raízes chamada phylloxera sumiram e as vinhas apodreceram e foram arrancadas, sendo recuperadas mais tarde com enxertos ou raízes americanas.  Por conta disto as safras Romanée-Conti até 1945 podem valer quantias astronômicas.


Baco fala:


O Domaine de la Romaneé-Conti 1998 é um vinho tinto elaborado 100% com uvas Pinot Noir de cultivo biodinâmico e agricultura de precisão, produzido na região de Borgonha, na França, com apenas 6.000 garrafas por safra. De coloração rubi claro, muito brilhante possui lágrimas médias e chorosas. Aromas fechados no início, mas com um pouco de tempo aparecem frutas vermelhas (cereja e morango) e negras (cereja negra e ameixa), nuances florais principalmente violetas, também mineralidade bem destacada, umidade, couro e tostado. Boca com muita estrutura e complexidade, seca e salivante. Taninos finos e redondos, muita persistência e excepcional retrogosto. Inigualável! Estagia cerca de 20 meses em barricas de carvalho francês. Potencial de guarda até 2030 e 13% de graduação alcoólica. Um vinho deste porte não deve ser harmonizado com nenhum alimento, somente com ele mesmo!

O importador www.vinhosmillesimes.com.br traz os DRC ao Brasil por valores conforme a safra.

O Domaine de la Romaneé-Conti

Vinhedos 

Albert de Villaine, proprietário

terça-feira, 17 de março de 2015

Hackepeter - o tartar alemão!

A receita de hoje é de Hackepeter, preparo de origem alemã à base de carne crua e temperada. É também chamado Mett em alemão (quando feito de carne de porco) ou Beef Tartar (em inglês). Vai muito bem como tira gosto e acompanha pão preto e cerveja preferencialmente especial ou artesanal.
  

Ingredientes:

400 g de filé mignon moída duas vezes
3 colheres de sopas de alcaparras esprimidas e picadinhas
2 cebolas médias cortadas em cubinhos pequenos
1 maço de cebolinha picada
2 pepinos em conserva picados
1 gema
1 xícara de conhaque ou whisky
2 colheres de páprica picante
Mostarda escura a gosto
Pitada de páprica picante
Pitada de noz moscada
Azeite de oliva a gosto
Sal a gosto
Pimenta tabasco a gosto
Pão preto em fatias para acompanhar

Preparo:

Misture bem a carne, a cebola em cubinhos, a páprica picante, a mostarda, as alcaparras picadas e a xícara de conhaque ou whisky. Após atingir uma mistura uniforme acrescente a gema, o azeite de oliva e a pimenta. Por último acrescente o sal a gosto. Coloque a misture em cima de uma fatia de pão preto. Após isso coloque os tomate em cubinhos e a cebolinha em cima. Coloque mais azeite de oliva a gosto.

Guten Appetit!

Você encontra filé mignon de gado nobre da raça Angus na Best Beef Boutique, na Rua Marechal Deodoro 05, fone 51.3902-0630, em Santa Cruz do Sul. Confira!




segunda-feira, 16 de março de 2015

sexta-feira, 13 de março de 2015

O Manjericão Roxo

O Manjericão Roxo (Ocimum basilicum) é nativo da Índia onde a família do manjericão possui cultivo com ares sagrados. É uma erva híbrida, desenvolvida, pela primeira vez, nos anos 50, na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos. 

Suas folhas são grandes e com cor roxa violácea, possui aromas bem característicos da variedade, delicados e picantes e o sabor é intenso. É usado no preparo de cosméticos, perfumes, licores e na culinária. 

O manjericão roxo é ideal para saladas, pratos de massa, pizzas, omeletes, sopas, sanduíches e molhos à base de tomate. O ideal é usa-las frescas, no toque final do prato.  

quarta-feira, 11 de março de 2015

Uma receita literalmente bárbara


Os vikings aterrorizaram a Europa no século VII mas também trouxeram contribuições importantes, inclusive na culinária



Sou um devorador de filmes e séries! Abro mão de horas de meu precioso e já curto sono para dedicar-me a companhia cinéfila madrugadas adentro. Assinei o Netflix, canal pago disponibilizado via internet, recheado de filmes e séries. Uma que estou assistindo é o seriado Vikings – que já está na 3ª. temporada - , que conta a fictícia narrativa de um pouco da história deste povo bárbaro – guerreiros, comerciantes e exploradores - oriundo da Escandinávia que lá por 700 d.C. invadiram a Europa saqueando e matando outros povos em nome de Odin, Thor e Loki, seus deuses nórdicos. Seu porte físico, ambição e ódio espalharam destruição principalmente na Inglaterra e na França medieval. Suas táticas de combate, sua inteligência na construção naval e habilidade comercial também ficaram como legado para as futuras civilizações. Os vikings também ficaram conhecidos pela cerveja e hidromel que consumiam e pelas orgias gastronômicas que faziam, afinal, a terra e mar lhes oportunizavam um sem-fim de ingredientes, tendo sua alimentação baseada em tubérculos, pães, embutidos, queijos, peixes e carnes de porco e caça, menos nos meses de inverno insólito dos países altos o alimento escasseava e a batalha diária resumia-se a busca por comida. A refeição escandinava mais tradicional era uma grande mesa coberta com uma centena de tipos de pratos chamada de “smorgasbord” posta após o retorno dos vikings de suas incursões conquistadoras.  A história conta que os vikings sentavam e comiam por dias, até que um deles caísse da cadeira e o almoço de boas-vindas de regresso se encerrava. Também havia um costume antigo, onde a mulher viking era oportunizada aos visitantes para regozijarem-se em afeto e sexo de suas andanças. Eram felizes estes vikings!  

A seguir uma autêntica receita viking, o Fisk stuvad i öl (Peixe na Cerveja)


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

1kg de peixe (pode ser côngrio)
1 cebola
1 colher de sopa de manteiga
250 ml de cerveja
2 colheres de sopa de farelo de pão

Preparo:

Deixe o peixe descongelar em temperatura ambiente e depois seque-o em papel toalha. Reserve. Descasque e pique a cebola em pedaços pequenos e depois doure na manteiga. Acrescente a cerveja e deixe ferver. Em seguida, coloque o peixe e deixe cozinhar por aproximadamente 20 minutos. Retire o peixe e coloque em uma travessa. Com o líquido que ficou na panela, prepare o molho colocando o farelo de pão e mexendo até alcançar a consistência desejada. Tempere com sal grosso e distribua o molho sobre o peixe. Para acompanhar, bons goles de Hidromel, cuja receita segue abaixo!

Hidromel


Ingredientes:

1 litro de água
1 xícara de mel
1 limão fatiado
Meia colher de chá de noz-moscada
1 pitada de sal
Suco de meio limão

Preparo:

Ferva todos os ingredientes num recipiente não metálico. Enquanto estiver fervendo retire a nata que se forma com o auxílio de uma colher de pau. Quando não estiver mais soltando nata acrescente o sal e o suco de meio limão. Coe e deixe esfriar. Sirva gelado!     


terça-feira, 10 de março de 2015

Wines of Brasil na vitrine da maior feira de bebidas do mundo


Dez vinícolas mostrarão seus destaques na ProWein, realizada em Düsseldorf, na Alemanha, em março


Com foco na campanha de marketing internacional do projeto Wines of Brasil, que tem como slogans "Live life, love brazilian wines (Viva a vida, ame os vinhos brasileiros)" e "Wake up the Brazilian in you (Desperte o brasileiro em você)", 10 vinícolas brasileiras participam, de 15 a 17 de março da ProWein, em Düsseldorf, na Alemanha. Voltado ao trade (supermercados, restaurantes e lojas especializadas, entre outros) e a profissionais da imprensa, o evento, que em 2015 chega à 21ª edição, é considerado a maior feira comercial de vinhos finos e bebidas do mundo.

Este ano marca a 11ª participação do Wines of Brasil na feira, que tem se mostrado uma excelente vitrine da produção nacional. Projetado por uma empresa portuguesa de design, sob a orientação da consultoria JK Marketing, que presta serviço de relações públicas para os vinhos brasileiros no Reino Unido e na Alemanha, o estande brasileiro ocupará uma área de 144 metros quadrados, 44 a mais do que no ano passado. Além das 10 mesas, uma para cada vinícola expor seus destaques, haverá ainda a chamada Discovery Table, na qual o visitante poderá degustar os rótulos e obter cartões com as características de cada um.


O design do espaço terá como destaques grandes fotos, como a do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. A intenção é relacionar o Brasil às Olimpíadas de 2016 na Cidade Maravilhosa, próximo grande evento de destaque mundial. Haverá ainda painéis com imagens dos vinhedos e da geografia da principal região produtora de vinhos no Brasil, além de elementos da nova campanha de marketing internacional desenvolvida pelo projeto.

Outra novidade será a realização de duas edições do Projeto Comprador com representantes da Inglaterra e da Alemanha. A convite do Wines of Brasil, eles visitarão a feira e poderão degustar e conhecer os produtos em exposição. No dia 16, será oferecido um jantar com culinária típica brasileira a compradores e formadores de opinião.

O Wines of Brasil é um projeto setorial realizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Atualmente, 31 vinícolas participam do Wines of Brasil.                                              

Vinícolas participantes:

Aurora, Basso, Casa Valduga, Garibaldi, Lídio Carraro, Miolo, Perini, Pizzato, Salton e Vini Brasil.


segunda-feira, 9 de março de 2015

Um Cabernet Franc gaúcho: Peruzzo 2012

A região vitivinícola da Campanha Gaúcha vêm produzindo uma boa leva de rótulos provenientes de várias vinícolas ali estabelecidas. 

A Vinícola Peruzzo, de Bagé, teve suas primeiras videiras plantadas em 2003 se estendendo por quase 20 hectares e provenientes de mudas importadas do Velho Mundo e teve sua inauguração datada em 2008 produzindo vinhos e espumantes, entre os quais o Peruzzo Cabernet Franc 2012 sob a supervisão do enólogo argentino Adolfo Lona.

Apresenta bela cor rubi profundo e explode ao nariz notas de frutas negras e vermelhas - mirtilo, cereja – esfumaçadas por chocolate e herbáceo, depois ameixa e figo seco, alcaçuz e um toque mineral e fresco. 

Corpo médio, boca macia com taninos finos e equilibrados com acidez excelente. Açúcar residual presente, retrogosto igualmente adocicado, mas agradável e fruta repetindo em boca. É fácil de beber, fresco e intenso. Não passa em madeira.

Possui 13,9% de graduação alcoólica e o ideal é degustá-lo na temperatura entre 16 e 18oC.

Harmoniza bem com pratos leves e médios, como cordeiro grelhado, carne bovina magra grelhada, massa com manteiga e ervas finas, legumes salteados, pimentão recheado, alguns risotos como o de funghi.


E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Expovinis Brasil 2015 - 19a. edição do maior evento de vinhos da América Latina se aproxima

Período de grandes negócios e novidades no mundo do vinho, o mês de abril tem destaque no calendário de produtores, importadores, enófilos e demais players do setor vitivinícola, que se reúnem em São Paulo para o principal evento de vinhos da América Latina: o ExpoVinis Brasil. A 19ª edição do evento acontece no Expo Center Norte entre os dias 22 e 24 de abril, quando mais de 10 mil pessoas devem visitar a feira, que traz lançamentos nacionais e internacionais em tintos, brancos, rosés e espumantes.


“O ExpoVinis é uma feira consolidada, que há quase 20 anos reúne no Brasil produtores e visitantes de todo o mundo. É um momento importante para o mercado, quando temos a oportunidade de apresentar as novidades e discutir o setor. Um dos nossos objetivos é manter a alta qualificação do público do evento, parte da nossa estratégia em 2014, ano em que recebemos uma quantidade elevada de profissionais de restaurantes e bares, importadores, distribuidores, atacadistas, varejistas e, claro, especialistas”, resume Ana Ishida, show manager do evento.

Abrangendo cada vez mais a cadeia que integra o mercado, em 2015 o ExpoVinis Brasil apresenta novos eventos paralelos e também outras atividades de grande êxito em edições anteriores, caso do Top Ten, o aguardado concurso que elege os melhores vinhos do evento, e das Degustações Premium, que trazem provas temáticas conduzidas por grandes nomes do setor e em 2015 serão gratuitas (para convidados e profissionais do setor).

Em breve serão divulgadas as informações sobre as inscrições, degustações programadas e especialistas que conduzirão cada uma das provas, mas o ExpoVinis já adiantou uma novidade em sua grade oficial: de Londres vem o único Master of Wine brasileiro, Dirceu Vianna Junior – MW (foto), que irá comandar a palestra ‘Ferramenta de vendas usadas em países europeus: como vender vinhos em um mercado competitivo’. 

O ExpoVinis Brasil também volta a realizar um dos mais aguardados concursos de vinhos do Brasil e importante “guia” para quem visita a feira: o Top Ten. Anualmente a prova elege os melhores rótulos da feira em dez categorias: Espumante Nacional, Espumante Importado, Branco Nacional, Branco Importado, Rosado, Tinto Nacional, Tinto Novo Mundo, Tinto Velho Mundo (que pela primeira vez foi dividida nas subcategorias ‘Península Ibérica’ e ‘Itália, França, entre outros’) e Fortificados e Doces.

O júri, formado por importantes nomes do mundo do vinho, é presidido pelos consultores Jorge Lucki – único membro brasileiro da tradicional Académie Internationale du Vin – e José Ivan Santos, autor de livros sobre o setor – como ‘Conheça Vinhos’, escrito em parceria com Dirceu Vianna Jr. O resultado será divulgado na manhã do dia 22 de abril, primeiro dia da feira.


Dr. Wine e Palestras Gratuitas:

Entre as novas atividades paralelas estão os projetos Dr. Wine e as Palestras Gratuitas. Desenvolvido para atender profissionais iniciantes ou que não tenham consultoria de especialistas para montar uma carta de vinhos, o Dr. Wine possibilita ao visitante marcar dia e horário para apresentar sua carta de vinhos aos consultores do evento, que darão dicas e sugestões para compor a carta de restaurantes, pizzarias e bares.

Já os consumidores e visitantes iniciantes no mundo do vinho são o público esperado nas Palestras Gratuitas, uma inovação em 2015: pela primeira vez serão realizadas apresentações com temas menos aprofundados. A programação está sendo desenvolvida em parceria com a Eno Cultura (Educação em Vinhos e Destilados).

Também com foco no consumidor e no profissional iniciante, acontecerá, diariamente, o 1º Glass Tasting Riedel. A marca de taças, mundialmente reconhecida, fará demonstrações de como uma taça pode influenciar na degustação de diferentes tipos de uvas e onde a forma (tamanho do bojo e diâmetro da borda) pode alterar significativamente o vinho, interferindo na percepção de seus aromas.

Em breve serão divulgados os detalhes para agendamento das reuniões, horários das palestras e disponibilidade para inscrições por meio do site do evento: www.expovinis.com.br.

“Além de um mediador na concretização de negócios entre produtores e potenciais compradores, nosso objetivo também é fazer do ExpoVinis uma ferramenta para a democratização do consumo e da venda de vinhos. Com a criação de projetos como o Dr. Wine e as Palestras Gratuitas preparamos cada vez mais as pessoas e contribuímos com o crescimento e a qualificação do setor”, conclui Ana.

Shuttle service:

Em 2015 o evento volta a oferecer um serviço inaugurado no ano passado: o shuttle service, traslado gratuito da estação de metrô Portuguesa-Tietê ao Expo Center Norte, e do local do evento até a estação. O transporte começa a operar às 12h30 saindo do metrô para o pavilhão, e o trajeto Center Norte-estação começa a operar às 14 horas. O último shuttle sai às 21h30 do centro de exposições.



ExpoVinis Brasil 2015 | 19º Salão Internacional do Vinho

22 a 24 de abril
Expo Center Norte – Pavilhão Azul – Vila Guilherme – São Paulo
Informações, credenciamento visitantes e novidades: www.expovinis.com.br
Facebook: ExpoVinis Brasil | Twitter: @expovinis | Instagram: @expovinisbrasil
E-mail: visitante.fev@informa.com | Telefone: (11) 3598-7800
Horário: das 13 às 21 horas para profissionais do setor nos dias 22 e 23 de abril, e das 13 às 20 horas no dia 24 de abril. Aberto ao consumidor final das 17 às 21 horas no dia 23 e das 17 às 20 horas no dia 24 de abril. 
Os ingressos para Consumidor Final, podem ser adquiridos na bilheteria do evento ao custo de R$ 150,00 ou antecipadamente pelo site www.expovinis.com.br. Cada ingresso de consumidor final dá direito a uma taça de cristal. Estudantes de Hotelaria, Gastronomia, Enologia e cursos de sommelier pagam meia-entrada e não inclui taça (necessário apresentar identidade e comprovante do curso que não seja carteirinha de estudante): Custo do ingresso R$ 75,00 no local do evento. Para adquirir taça avulsa (na entrada da feira): R$ 50,00
  



quarta-feira, 4 de março de 2015

O Risoto de Cogumelos


Muito mais do que histórias de chás, o cogumelo pode ser o ingrediente principal de deliciosos pratos!

Gosto da flexibilidade do risoto! Não do modo de preparo que deve seguir os tradicionais passos da elaboração, mas sim pelo sem-fim de ingredientes que esta delícia de origem italiana pode acomodar, bastando um pouco de criatividade e exercício no fogão. Como esta receita do Risoto de Cogumelos Frescos e Filé Mignon Grelhado


Ingredientes:
(para 4 pessoas)

300g cogumelos shitake frescos
Meia xícara de funghi secci
800g de filé mignon limpo
100g de manteiga
2 xícaras de arroz arbóreo
200ml de vinho branco seco
1 dente de alho picadinho
Meia cebola picadinha
100g de queijo parmesão grana padano ralado na hora
Azeite de oliva extra virgem
Sal e pimenta do reino moída na hora
500ml de caldo de frango

Preparo:

Aqueça 500ml de água e cubra os funghi secci para hidratar. Reserve. Corte o filé mignon em fatias de cerca de 3cm de espessura e reserve. Faça um braseiro e sobre a grelha disponha os cogumelos. Junte uns ramos de pitangueira verde para esfumaçar e assim defumar rapidamente os cogumelos. Aqueça metade da manteiga até liquefazer e pingue sobre os cogumelos. Deixe cerca de 4 minutos cada lado, retire e reserve. Retire os ramos do fogo para parar a fumaça. Em uma panela, aquecer uma colher de azeite de oliva e refogar a cebola, e o funghi secci esmagado com as mãos e picado (guarde o caldo da hidratação para usar em seguida). Junte o arroz e cerca de um minuto depois regue com o vinho, cozinhando até evaporar parte do líquido. Juntar os cogumelos shitake cortados em tiras e aos poucos, ir adicionando o caldo de galinha e o caldo da hidratação do shitake, concha por concha, mantendo encharcado o preparo, que leva cerca de 20 a 25 minutos para que o arroz fique “al dente”. Levar os filés a grelha temperando somente com sal e pitadas de pimenta. Também temperar com pimenta preta e sal o risoto. Desligar o fogo e juntar a manteiga restante e o queijo grana padano, misturando bem, tampar a panela e deixar descansar o risoto por aproximadamente três minutos. Servir o risoto com o filé acomodado sobre o mesmo decorando com ceboulettes frescas!


      



terça-feira, 3 de março de 2015

Cervejaria Dortmund apresenta novidades no Festival Brasileiro da Cerveja


Evento acontece entre os dias 11 e 14 de março, em Blumenau

Reconhecido como o maior evento cervejeiro do país e fortalecido pela expansão da cultura cervejeira, o Festival Brasileiro da Cerveja acontece entre os dias 11 a 14 de março, em Blumenau. O evento reúne as principais microcervejarias do país e apresenta os lançamentos mais ousados do universo da cerveja. A Cervejaria Dortmund, de Serra Negra, estará presente para apresentar os seguintes destaques:

Último lançamento da cervejaria, ao estilo Imperial German IPA, Dortmund Hopfen é feita com os maltes alemães especiais da Global Malz® e Weyermann®, dois dos mais conceituados produtores de malte do mundo, o que dá à cerveja potentes 8,5% de álcool. No entanto, o teor alcoólico é totalmente equilibrado com os 80 IBU de amargor, que são resultado de um mix de lúpulos clássicos e modernos (Hallertau Magnum, Mittelfrüh, Mandarina e Polaris). A cerveja ainda passa pelo dry-hoping, adição de lúpulos ao final da maturação, que proporciona um sensacional aroma com notas cítricas de laranja, pinho e menta.

A primeira e mais premiada Witbier produzida no Brasil, Schloss é uma cerveja de trigo de origem belga, um pouco diferente das conhecidas Weiss Alemãs por utilizar Trigo branco não maltado e ser temperada com sementes de coentro. Para o Festival Brasileiro das Cervejas, a Dortmund vai apresentar a Schloss Lemon, onde no lugar da tradicional receita com casca de laranja, foi adicionado limão siciliano, para garantir aroma mais cítrico, refrescante e seco. A cerveja apresenta coloração amarelo-palha, esbranquiçada e turva, pela presença de fermento em suspensão.

Outro destaque vai para a Nostradamus Stout, ganhadora de medalhas em festivais anteriores, agora em versão envelhecida em barril de carvalho europeu. Apresenta coloração prufundamente escura,  espuma densa e aroma de café e tem 5,5% de teor alcoólico. Encorpada e com notas torradas marcantes no paladar, remete ao chocolate, caramelo, toffee e café, o envelhecimento em carvalho europeu confere notas amadeiradas e deixa o paladar mais seco. Harmoniza com carnes de caça, feijoada e sobremesas a base de chocolate.

Sobre a Cervejaria Dortmund

Criada em 2011 e localizada em Serra Negra – SP, a cervejaria é fruto de 10 anos de planejamento e estudos. A empresa tem seus rótulos comercializados em lojas, supermercados, restaurantes e empórios em 13 estados e já tem planos de iniciar exportações para os Estados Unidos e Europa em 2015. Saiba mais em www.dortmund.com.br

Festival Brasileiro da Cerveja
Local: Parque Vila Germânica, Blumenau, SC (Rua Alberto Stein, 199 - Bairro da Velha)
Data: Entre os dias 11 e 14 de março
Mais informações e ingressos no site www.festivaldacerveja.com




segunda-feira, 2 de março de 2015

Marco Danielle e o Tormentas Ius Soli Garagem 2008

O enólogo Marco Danielle é um excelente fotógrafo! E como tanto, o mesmo talento que possui para aprisionar momentos únicos em sua objetiva labuta sobre os seus vinhos ditos “de garagem” tendo como laboratório o Atelier Tormentas em Caxias do Sul e as uvas advindas de seleção minimalista cultivadas em Encruzilhada do Sul. Consagrado na imprensa e no meio especializado com o Fulvia Pinot Noir – talvez o mais próximo de um autêntico Borgonha fora da França – vêm conquistando cada vez mais seguidores seja pelo quilate de seus vinhos, seja pelo seu sempre marcante ponto de vista à respeito do mundo vitivinícola. 

Seus vinhos são produzidos quase que artesanalmente mas com tecnologia produtiva, com uvas vindas de vinhedos de baixo rendimento, sem filtração e com a mínima intervenção, ou seja, absolutamente autênticos (quase toda linha não possui nem sulfito  - INS 220 ou SO2 – e os que possuem tem tão pequena porcentagem que passam em branco). 

É das mãos deste apaixonado e louco visionário que saiu o tinto Tormentas Ius Soli Garagem 2008, um blend que leva Cabernet Sauvignon (60%), Merlot (30%) e Alicante Bouschet (10%) em sua composição e que poderia muito bem passar como um Cabernet Franc tamanha a sua similitude com este varietal. Possui cor rubi muito brilhante e chora na taça por meio de lágrimas médias e lentas. Percebe-se nos aromas frutas vermelhas silvestres, toque terroso, uma nuance herbácea e leve tostado oriundo da passagem por madeira (é o primeiro vinho de Danielle que estagia em barrica francesa, metade do volume total). Foi deixado arejar no decanter por cerca de 1 hora o que trouxe calmaria aos taninos francos e finos, equilíbrio e a sensação de pedir mais uma taça. Potente, vivo, repleto de personalidade.

Foram produzidas apenas 650 garrafas deste vinho que possui teor alcoólico de 13% e é ideal degusta-lo na temperatura entre 16 e 18oC.

O vinhateiro vende seus vinhos “en primeur” às vezes as produções futuras.



Seus vinhos justificam o lema ARS ARDOR HONOR impresso em todas as publicações e materiais relacionados ao Atelier Tormentas : em latim, significa Arte, Paixão e Honra.

Para conhecer mais o trabalho deste Merlin das taças, acesse o site www.tormentas.com.br     

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!